Sustentabilidade
Fórum CESB reúne protagonistas e estratégias das maiores produtividades auditadas de soja do Brasil – MAIS SOJA

“A decisão que eu considero mais importante para alcançar o resultado foi manejar um conjunto de nutrientes com foco no peso de mil grãos. Conseguimos chegar a 270 gramas no contexto de mil grãos, em função da boa relação entre magnésio, potássio, boro e fósforo. Destaque para a atuação do magnésio no solo, nas camadas de 0 até a 60 cm, com uso de gesso e calcário”.
A declaração acima é do consultor Leandro Barcelos e se refere a produtividade de 135,49 sacas por hectare, alcançada na safra 24/25, na Fazenda Santa Bárbara, em Canoinhas (SC), pertencente ao Grupo Agro Mallon. Com esse número, Barcelos foi o consultor campeão Sul na categoria Sequeiro e também consultor campeão Nacional do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB).
Barcelos recomenda que todos os consultores e sojicultores participem do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja. “O meu conselho é se desafiar, não importa o resultado. Trabalhe o conjunto (solo, planta e ambiente), e busque evoluir a cada safra. Não existe um produto mágico, o importante é a estratégia”.
A boa construção do perfil de solo, destacada pelo consultor, é justamente um dos fatores apontado por Sergio Abud, vice-presidente do CESB, como fundamental para a alta produtividade. “A melhoria das condições físicas, químicas e biológicas do solo tem sido fundamental para aumentar a infiltração de água, ampliar o crescimento radicular e permitir que as plantas explorem maiores volumes de solo durante períodos de restrição hídrica”.
Os aprendizados e dados obtidos a partir das mais de 900 áreas auditadas pelo Desafio CESB estarão em evidência durante o 18º Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, que será realizado nos dias 07 e 08 de julho, no Royal Palm Tower, em Indaiatuba (SP). Com vagas limitadas, o evento reunirá alguns dos principais especialistas, consultores e produtores do país para compartilhar experiências e discutir estratégias que estão redefinindo os patamares de produtividade da sojicultura brasileira. Organizado pelo CESB e pela FB GROUP, o Fórum também marcará o anúncio dos campeões da safra 2025/26 do Desafio CESB, além de promover debates técnicos sobre genética, fisiologia, manejo, agricultura digital, sistemas produtivos de alto desempenho e tecnologias com impacto comprovado na rentabilidade e sustentabilidade das lavouras.
Outro aspecto que ganha cada vez mais relevância, segundo Abud, é a qualidade da implantação da lavoura. “Escolha adequada da cultivar, qualidade fisiológica das sementes, posicionamento correto dos materiais genéticos, população de plantas ajustada ao ambiente de produção e excelência na operação de plantio são fatores que influenciam diretamente o potencial produtivo da cultura. Nas áreas de maior rendimento avaliadas pelo CESB, a implantação da lavoura tem se mostrado um dos momentos mais estratégicos de toda a safra. Erros cometidos nessa etapa dificilmente são corrigidos ao longo do ciclo”, pontua.
“Além disso, cresce a importância da integração entre ferramentas biológicas e químicas dentro dos programas de manejo. O uso de inoculantes, promotores de crescimento, agentes biológicos para manejo de pragas e doenças e estratégias de construção da saúde do solo tem contribuído para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos. Outro movimento observado nas propriedades mais eficientes é a adoção crescente de práticas de agricultura baseada em dados. Ferramentas de agricultura digital, mapeamento de ambientes de produção, monitoramento climático, avaliação detalhada do solo e análise de indicadores agronômicos permitem tomadas de decisão mais assertivas e melhor direcionamento dos investimentos. Para o CESB, a próxima evolução da agricultura brasileira passa pela capacidade de compreender a lavoura como um sistema integrado”. complementa.
Números Expressivos do Desafio – João Vitor Ganem, Coordenador Técnico e de Pesquisa do CESB, observa que, em comparação à safra anterior, o Desafio CESB registrou crescimento expressivo tanto no número de inscrições, quanto no volume de auditorias realizadas.
Segundo ele, na safra 2025/26, foram contabilizadas 5.300 inscrições, frente a 4.726 na safra 2024/25, representando um incremento de aproximadamente 12%. Sojicultores de 1.061 municípios e de 18 Estados participaram do Desafio, que teve 86% das áreas inscritas na categoria Sequeiro. A iniciativa abrangeu 4,8 milhões de hectares de soja, ou seja, 10% da área brasileira destinada para essa cultura.
“O avanço foi ainda mais significativo no número de auditorias realizadas, que passou de 812 para 922 áreas, resultando em crescimento de 13,5%. Esses números demonstram o fortalecimento do Desafio CESB no cenário nacional e evidenciam o crescente interesse dos produtores e consultores em validar tecnicamente seus resultados de produtividade por meio de um processo criterioso e reconhecido pelo setor”.
Historicamente, de acordo com Ganem, a Região Sul concentra o maior número de inscrições no Desafio CESB, com destaque para o Paraná, que tradicionalmente lidera em participação, seguido pelo Rio Grande do Sul. “Esse cenário reflete, entre outros fatores, o elevado nível tecnológico adotado pelos produtores da região, a forte cultura de busca por eficiência produtiva, além do grande número de propriedades de pequeno e médio porte”.
Entretanto, acrescenta o Coordenador Técnico e de Pesquisa do CESB, nas últimas safras, observa-se um avanço consistente da participação das regiões Centro-Oeste e Sudeste. Na safra 2025/26, o Mato Grosso alcançou a terceira colocação em número de inscrições, enquanto o estado de São Paulo assumiu a segunda posição no volume de auditorias acionadas. “Esse movimento demonstra a expansão do interesse pelo Desafio CESB em diferentes regiões produtoras e reforça a evolução técnica dos sistemas de produção de soja em âmbito nacional”.
Na ocasião, serão anunciados os vencedores em duas categorias: sequeiro e irrigado. Na categoria sequeiro, serão reconhecidos os campeões regionais das cinco grandes regiões produtoras do país — Centro-Oeste, Sul, Nordeste, Norte e Sudeste. Já na categoria irrigado, será definido diretamente o campeão nacional. O maior resultado entre ambas as categorias será consagrado como o grande campeão CESB.
Ao longo das últimas safras de soja, as médias dos produtores participantes do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), têm registrado uma sólida evolução. Dentro deste contexto, um fato merece destaque: todos os TOP 10 da última edição do Desafio estão com produtividades acima de 120 sc /ha, marca que era considerada improvável há poucos anos.
De acordo com Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, esse cenário reforça o compromisso do Comitê com sua missão de estabelecer novos patamares de produtividade, transformando-se assim em uma ferramenta de transferência de tecnologia, criando um ambiente provocativo e fértil de aprendizado e inovações.
“Com abrangência em todas as regiões produtoras, o Desafio CESB oferece um retrato técnico privilegiado e de alta performance da sojicultura brasileira”, acrescenta o Diretor Executivo do CESB.
O Fórum Nacional de Máxima Produtividade do CESB se tornou um termômetro da evolução tecnológica do agronegócio brasileiro e da capacidade dos produtores em superar limites de produtividade com responsabilidade socioambiental. Todas as informações obtidas pelo CESB são tratadas com sigilo e confidencialidade, sem divulgação de detalhes específicos das fazendas e em conformidade com as leis vigentes de proteção de dados.
Após conclusão do Desafio CESB, todos os participantes receberão um laudo/relatório das áreas auditadas, contendo georreferenciamento da área auditada, descritivo do campo de produção, informações técnicas de manejo, registro fotográfico e informações adicionais, além de um Certificado de Participação emitido pela organização do evento, contendo sua classificação nacional, regional e estadual no Desafio CESB de Máxima Produtividade da Soja.
O CESB é uma OSCIP – organização sem fins lucrativos, composta por 20 membros especialistas e 31 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, INTACTA I2X, JOHN DEERE, SYNGENTA, JACTO, SIMBIOSE, BIOMA, BIOGRASS, 3tentos, Acadian, Agro-sol Sementes, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Cordius, Fecoagro, FMC, Gran7, HO Genética, ICL, Lallemand, Mosaic, Nitro, Solferti, Stine Seeds, Stoller, Timac Agro, Union Agro, Ubyfol, Valence, Elevagro e IBRA.
Serviço:
18º Fórum Nacional de Máxima Produtividade da Soja – Safra 25/26
- Organização: Comitê Estratégico Soja Brasil.
- Quando: 07 e 08 de julho de 2026.
- Onde: Royal Palm Tower Indaiatuba.
- Mais informações e inscrições podem ser realizadas no site do evento: https://forumcesb.com.br
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Conab divulga números elevados para a soja na temporada 2026/27; o que movimentou o mercado e o que esperar?

O mercado brasileiro de soja registrou poucos negócios e recuo nos preços nas principais praças do país. Com a queda das cotações na Bolsa de Chicago, os produtores priorizaram o plantio da nova safra e deixaram a comercialização em segundo plano. As perspectivas positivas para a produção brasileira também influenciaram o cenário, conforme as estimativas divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O relatório de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a projeção da safra norte-americana de soja em 2026/27 para 4,562 bilhões de bushels, equivalentes a 124,15 milhões de toneladas. No relatório anterior, a estimativa era de 4,535 bilhões de bushels, ou 123,4 milhões de toneladas. O mercado esperava uma produção de 4,541 bilhões de bushels.
A produtividade das lavouras norte-americanas foi revisada de 52,8 para 53,1 bushels por acre. Os estoques finais dos Estados Unidos foram projetados em 315 milhões de bushels, ou 8,57 milhões de toneladas, acima dos 310 milhões de bushels estimados em setembro. A expectativa do mercado era de 311 milhões de bushels.
O USDA manteve a previsão de esmagamento de soja nos Estados Unidos em 2,78 bilhões de bushels. Já a estimativa de exportações passou de 1,685 bilhão para 1,695 bilhão de bushels.
Produção mundial de soja
Para a safra mundial de soja em 2026/27, o USDA estima produção de 442,70 milhões de toneladas, ante 442,35 milhões de toneladas projetadas em setembro. Os estoques finais da temporada foram estimados em 124,28 milhões de toneladas, acima da expectativa do mercado, de 123,9 milhões de toneladas.
Para a temporada 2025/26, os estoques finais mundiais estão projetados em 124,93 milhões de toneladas.
Em relação à América do Sul, o departamento norte-americano manteve a estimativa de produção brasileira de soja em 180,5 milhões de toneladas para 2025/26. Para 2026/27, a projeção segue em 186 milhões de toneladas.
Na Argentina, a estimativa para a safra 2025/26 caiu de 49,5 milhões para 49,3 milhões de toneladas. Para 2026/27, o USDA manteve a previsão de 50 milhões de toneladas.
Projeção da safra 2026/27
No Brasil, a Conab estima que a produção de soja alcance 181,616 milhões de toneladas na safra 2026/27, crescimento de 0,7% em relação às 180,406 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior. Os números fazem parte do primeiro levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado na quinta-feira (15).
A área plantada está estimada em 49,305 milhões de hectares, avanço de 1,4% em comparação com os 48,608 milhões de hectares cultivados em 2025/26.
Por outro lado, a produtividade média deve recuar 0,8%, passando de 3.711 quilos por hectare na safra anterior para 3.683 quilos por hectare em 2026/27.
As projeções da Conab e do USDA apontam para uma oferta elevada de soja no Brasil e no mercado internacional. Enquanto os produtores brasileiros concentram os esforços no avanço do plantio, as estimativas de produção e os movimentos das cotações em Chicago seguem entre os fatores que influenciam as decisões de comercialização.
Sustentabilidade
Excesso de chuva e doenças prejudicam o avanço da colheita de trigo no RS – MAIS SOJA

A colheita de trigo avançou para 9% da área plantada, de forma irregular e com interrupções em função das chuvas. A dessecação para a uniformização da maturação foi utilizada para antecipar a colheita das lavouras e para a manutenção da qualidade dos grãos, embora estes tenham sido colhidos com maior umidade eleve os custos operacionais nas unidades de beneficiamento e secagem.
As estimativas regionais de produtividade apresentam variações, mas há indicativo de redução em diversas áreas. Já as lavouras com melhor manejo ou não afetadas por eventos climáticos, ainda mantêm potencial produtivo satisfatório.
Nas áreas em fase reprodutiva (50%), o excesso de chuva, a manutenção da umidade do ar e a baixa disponibilidade de radiação solar têm prejudicado o enchimento de grãos, com reflexos negativos sobre o rendimento e a qualidade do produto. Em lavouras próximas à colheita (40%), são observados descoloração da palha e enrugamento dos grãos, o que aumenta os riscos de redução do peso hectolitro (PH) e de outros parâmetros comerciais.
Para áreas mais tardias, ocorre restrição das operações de controle fitossanitário e aumento de sintomas de doenças, como giberela, brusone e bacterioses. Os temporais com granizo e ventos fortes provocaram acamamento, quebra de espigas e debulha principalmente no Noroeste. Os triticultores afetados vêm acionando o Proagro e outros seguros agrícolas, e as vistorias estão em andamento para dimensionar os prejuízos.
A área projetada pela Emater/RS-Ascar para a Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média de 2.701 kg/ha Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a colheita avança em pequenas porções, com resultados bastante variáveis. Em Itaqui, as produtividades variam entre 1.200 e 1.500 kg/ha, abaixo das estimativas iniciais em decorrência da baixa radiação solar ao longo do ciclo e do excesso de umidade, que também favoreceu a incidência de brusone. Em São Borja, foram colhidos 5% dos 16.000 hectares cultivados.
As primeiras avaliações indicam produtividade dentro da expectativa e PH satisfatório, embora persista o risco de perdas produtivas e qualitativas nas áreas ainda expostas às precipitações. Na de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, as lavouras estão ingressando na fase reprodutiva sob condições ambientais favoráveis à ocorrência de giberela. O tempo chuvoso restringe o acesso das máquinas e dificulta as aplicações preventivas de fungicidas.
A perspectiva de rendimento continua dentro da normalidade, condicionada às condições meteorológicas do restante de outubro e do início de novembro. Na de Frederico Westphalen, 40% dos cultivos estão em enchimento de grãos, 50% em maturação e 10% colhidos. O excesso de chuva e a incidência de giberela e de brusone comprometem a produtividade e a qualidade. A estimativa de rendimento é de 2.500 kg/ha.
Na de Ijuí, o período prolongado de alta umidade e de baixa luminosidade prejudicou o enchimento de grãos e a maturação, limitando a formação de reservas e reduzindo o peso final dos grãos. A produtividade estimada está ligeiramente superior a 2.400 kg/ha, mas persiste o risco de novas perdas de peso e qualidade. Também aumentaram os registros de
plantas com sintomas de bacteriose e morte prematura antes da conclusão da fase de enchimento.
Na de Santa Maria, 50% das lavouras estão em enchimento de grãos e 40% em maturação fisiológica. As chuvas intensas acompanhadas de vento e granizo, registradas no final de setembro e início de outubro, deverão reduzir o rendimento. A estimativa atual é de aproximadamente 2.500 kg/ha.
Na de Santa Rosa, está 1% em floração, 33% em enchimento de grãos, 53% maduras e 13% colhidos. Os temporais com granizo e ventos fortes provocaram acamamento, quebra de espigas e debulha, sobretudo em lavouras maduras ou próximas da colheita. Os produtores seguem muito preocupados com a redução do PH e com os custos de secagem.
Nas áreas atingidas, eles acionaram o Proagro e os seguros privados, e seguem as vistorias para a avaliação dos danos. Na de Soledade, a maior parte dos cultivos está na fase de enchimento de grãos (65%), e 35% iniciam a maturação fisiológica. O manejo fitossanitário está em finalização nas áreas mais tardias. O potencial produtivo está variável: nas lavouras conduzidas com maior nível tecnológico, há boas perspectivas, e nas áreas com manejo menos intensivo, os patamares produtivos estão inferiores.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,43%, passando de R$ 74,47 para R$ 74,15 com PH padrão 78. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, é de R$ 85,00 para produto disponível.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Cascudinho-da-soja exige atenção no início da safra de soja 2026/2027 – MAIS SOJA

“Isso incomoda muito todo mundo, há alguns anos. Se não cuidar, destrói tudo, e é muito difícil seu controle”. O relato é do diretor da Aprosoja/MS e produtor rural da região Norte do Estado, Eduardo Introvini, sobre a presença do cascudinho-da-soja (Myochrous armatus).
A praga tem gerado preocupação nas últimas safras e pode provocar danos ainda nos estádios iniciais de desenvolvimento da cultura.
De acordo com o Informativo Técnico 05/2026 da Aprosoja/MS, a ocorrência do cascudinho-da-soja é relatada principalmente na região Centro-Norte do estado, com registros também na região sul. Detectada em Mato Grosso do Sul na safra 2017/2018, a praga pode atacar as primeiras folhas e o caule da soja, danificando as plantas ainda jovens.
Segundo o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, a atenção deve começar logo após a emergência das plantas, quando a cultura está mais vulnerável aos danos provocados pelo inseto.
“Os primeiros dias de desenvolvimento da soja são fundamentais para a formação de um estande adequado. Por isso, o produtor precisa monitorar a lavoura desde a emergência, identificando possíveis sinais de ataque e buscando orientação técnica para definir as medidas de manejo”, destaca.
Os danos causados pelo cascudinho-da-soja são provocados pelos insetos adultos, que se alimentam de partes da planta. Os ataques mais intensos ocorrem entre a emergência e aproximadamente 25 dias após esse estágio, período que compreende as fases iniciais do desenvolvimento vegetativo.
Em situações de ataque severo, a planta pode tombar e morrer, tornando necessário o replantio de áreas afetadas.
Outro desafio é a localização do inseto na lavoura. Os adultos podem permanecer nas folhas e na palhada, o que dificulta sua identificação e o manejo.
A Aprosoja/MS recomenda o monitoramento constante das áreas cultivadas, seguindo os princípios do Manejo Integrado de Pragas (MIP). Após a emergência, o uso do pano de batida pode auxiliar na identificação precoce do inseto.
O manejo também pode envolver o tratamento de sementes com inseticidas registrados para a praga e, conforme a necessidade identificada no monitoramento, aplicações foliares. O manejo das plantas hospedeiras também merece atenção. Entre as espécies relatadas estão o amendoim-bravo, a braquiária e o milho tiguera. Por isso, a dessecação pré-semeadura realizada de forma eficiente pode contribuir para reduzir as populações iniciais do inseto.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
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