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29 de setembro de 2026

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Jovens se isolam em “bolhas” nas redes sociais e transformam a forma de fazer política no Brasil

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Estudo aponta que eleitores de 21 a 34 anos fogem do debate para evitar ansiedade e criam a chamada “curadoria do eu”, impulsionando a polarização

Um estudo entre jovens brasileiros com idade de 21 a 34 anos mostrou que a intermediação das redes sociais na forma como a juventude se relaciona com a política tem causado profundas transformações. Isolamento, personificação e polarização são alguns dos efeitos colaterais dessa interferência.

A pesquisa qualitativa ouviu 24 jovens, em 2022, que vivem em metrópoles brasileiras de várias regiões, tanto de capitais quanto do interior sobre temas relacionados à política, polarização e redes sociais. O grupo representa uma amostra da faixa etária onde estão 29% dos eleitores no país.

Segundo a pesquisadora Catharina Vale, da Universidade Católica Portuguesa, o estudo constatou que essa faixa etária demonstra desconhecer a vivência política sem intermediação das redes sociais. Por essa razão, estão mais suscetíveis às mudanças provocadas por esse tipo de mídia.

Curadoria

Um dos principais efeitos colaterais é uma seleção deliberada do conteúdo político de forma individualizada e personalizada. “Foi nessa observação que eu proponho o conceito que eu chamo de curadoria do eu. Que é essa prática desses usuários justamente para promover uma proteção”.

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De acordo com a pesquisadora, a “curadoria do eu” é uma consequência da ansiedade e do cansaço gerado por um tipo de meio de comunicação pensado para relações comerciais, embora seja ofertado como uma mídia social.

“Nos depoimentos ouvi falas muito marcantes que demonstram esse cansaço, como ‘brigar cansa’ ou ‘eu não queria enlouquecer’”, diz Catharina.

O mecanismo de proteção também apareceu frequentemente nas declarações dadas pelos jovens. “São falas que reconhecem essa prática de cancelar, ou de ter consciência de que vive em uma bolha e é feliz assim. Como por exemplo: ‘esse tipo de conteúdo não chega pra mim’, ‘eu faço curadoria e sei que meu algoritmo também faz’”, destaca.

Na avaliação de Catharina, a “curadoria do eu” empobrece o debate entre esse público e afeta a coletividade e a democracia.

“Isso nos isola enquanto indivíduo e individualmente a gente vai encontrando essa massa mais homogênea. Menos espaço para debate, com menos espaço para discussão e para ser diferente. E é nesse cenário que a política vai sendo construída”, afirmou a pesquisadora.

Essa homogeneização acaba tendendo aos extremos e gerando polarização. Nesses grandes grupos, cada jovem age individualmente, personalizando suas relações políticas.

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“Eu não me importo de qual partido vem o meu candidato a vereador, o meu candidato à presidência, não importa quem é essa pessoa, qual é a trajetória dela. O que acaba sendo valorizado são as práticas das redes sociais, aquelas que privilegiam o contato aparentemente direto de pessoa para pessoa”, explica Catharina.

Mudança

De acordo com Catharina Valle, toda essa transformação pode ser observada a partir das Jornadas de Junho, uma série de mobilizações em massa ocorridas simultaneamente em centenas de cidades brasileiras, em 2013.

As manifestações coincidem com o surgimento das redes sociais e o início do acesso do público jovem a esse tipo de mídia. “Quando a gente chega na web 2.0, que começa a possibilitar rede social, dados, microdados, essa troca, atuação de algoritmo, é quando essa relação da mídia com a política começa a ganhar outro corpo, começa a ter outra forma. E a partir de 2013 é quando a gente percebe isso no Brasil de forma mais evidente”, afirma a pesquisadora.

Para Catharina, essas transformações foram intensificadas a cada ano e produziram efeitos nas eleições seguintes, podendo, inclusive, resultar em uma grande transformação na forma de fazer política no Brasil.

“Tem um potencial de transformar, mas principalmente de transformar a política pelas próximas décadas, porque é esse novo fazer político que vai acompanhar o Brasil pelas próximas 20, 30, 40, 50 décadas à frente da gente”, conclui.

Com Assessoria 

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CPI da Saúde aponta R$ 1,1 bi em despesas indenizatórias e apresenta relatório na ALMT

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Deputado Wilson Santos detalha alertas ignorados, contratos com empresas investigadas e convoca secretários de Estado para oitivas

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Wilson Santos (PSD), realiza, nesta quarta-feira (30), às 14h30, na Sala de Comissões, uma coletiva de imprensa para apresentar um relatório preliminar do processo de investigação do colegiado. A elaboração do documento se baseou na análise de depoimentos e de materiais encaminhados pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Controladoria-Geral do Estado (CGE), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Polícia Federal.

Mesmo com a suspensão temporária das oitivas durante o período eleitoral, os trabalhos de análise documental da CPI continuaram. Entre os assuntos que serão apresentados está o crescimento das despesas indenizatórias, que, segundo dados analisados pela comissão, ultrapassaram R$ 1,1 bilhão no período de 2019 a 2025. Também será abordado o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 01/2019 firmado durante a pandemia de Covid-19 e que se encerrou somente em agosto deste ano.

“O que podemos antecipar é que a SES começou em um rumo e mudou completamente o caminho. No dia 27 de maio de 2019, ela assina um TAC com o Ministério Público, com vários objetivos e o principal era acabar ou reduzir drasticamente as compras e pagamentos por indenização. E aconteceu o contrário. O que era exceção virou regra. Esse relatório preliminar apresenta observações sobre essa movimentação financeira da SES entre 2019 e 2025 e mostra o aumento das despesas indenizatórias que não ficou restrito ao período mais crítico da pandemia da Covid-19”, adiantou Wilson Santos.

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Outros aspectos que serão mostrados incluem alertas emitidos por órgãos de controle que, segundo a análise da comissão, não teriam sido considerados, além de despesas indenizatórias pagas com recursos estaduais e federais a empresas investigadas. O relatório também reúne possíveis inconsistências relacionadas à execução de serviços e plantões, à documentação apresentada nos processos de pagamento e aos procedimentos de contratação, incluindo situações que demandam esclarecimentos quanto à comprovação dos serviços e à regularidade e competitividade dos processos.

Para Wilson Santos, a apresentação do relatório preliminar representa uma etapa importante do trabalho da CPI antes da retomada das oitivas que ocorrerá no dia 7 de outubro, às 14h, com os depoimentos do ex-secretário e do atual secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo e Juliano Mello. “Depois desta CPI, aqueles responsáveis pela malversação do dinheiro público sejam punidos e parte desta grana possa ser devolvida ao Estado, e o Estado aprenda com essa lição e aperfeiçoe os mecanismos de controle interno. Porque o dinheiro é do contribuinte”, declarou.

A CPI da Saúde foi instalada em março de 2026 e tem previsão de funcionamento até janeiro de 2027. Com a retomada das atividades, a comissão dará continuidade às oitivas e à análise dos documentos reunidos durante a investigação.

COLETIVA DE IMPRENSA — CPI DA SAÚDE

Pauta: Apresentação do relatório preliminar e dos principais achados da investigação da CPI da Saúde
Data: quarta-feira (30/09)
Horário: 14h30
Local: Sala de Comissões Sarita Baracat — Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT)
Informações: Assessoria de Imprensa – Samantha dos Anjos 65 99639 9715

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Sine de Várzea Grande oferece mais de 500 vagas de emprego; 176 são para PCDs

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Vagas contemplam auxiliar de produção, motorista de caminhão e setor administrativo; atendimento ocorre no Ganha Tempo e no VG Shopping

Quem está em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho pode encontrar uma vaga por meio do Sine de Várzea Grande. Nesta terça-feira (29.09), o sistema disponibiliza 516 vagas de emprego em diferentes áreas. Desse total, 176 são exclusivas para pessoas com deficiência (PCD).

Entre os destaques estão vagas para auxiliar administrativo, motorista de caminhão e auxiliar geral de conservação de vias. A maior quantidade de oportunidades é para auxiliar de linha de produção, com 318 vagas disponíveis.

Onde procurar as vagas

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Em Várzea Grande, o trabalhador conta com dois postos do Sine para consultar as oportunidades e buscar atendimento. Um deles funciona no Ganha Tempo do Cristo Rei, e o outro está localizado no segundo andar do VG Shopping.

A relação completa de vagas também pode ser consultada no site da Prefeitura de Várzea Grande, na aba “Trabalha VG”.

Confira todas as vagas:

Administrador de Compras (01), Advogado (01), Agente de Recrutamento e Seleção (01), Ajudante de Carga e Descarga (06), Ajudante de Motorista (07), Ajudante de Obras (03), Armador de Ferros (04), Assistente de Compliance (01), Atendente de Lojas (02), Auxiliar Administrativo (16), Auxiliar de Armazenamento (06), Auxiliar de Cobrança (01), Auxiliar de Costura (01), Auxiliar de Cozinha (02), Auxiliar de Estoque (13), Auxiliar de Expedição (15), Auxiliar de Jardinagem em Vias Permanentes (01), Auxiliar de Limpeza (04), Auxiliar de Linha de Produção (318), Auxiliar de Logística (01), Auxiliar de Manutenção Predial (01), Auxiliar Geral de Conservação de Vias (19), Borracheiro (02), Carpinteiro (04), Consultor de Vendas (01), Controlador de Pragas (01), Empacotador a Mão (02), Empregado Doméstico nos Serviços Gerais (01), Estoquista (03), Jardineiro (02), Mecânico de Empilhadeira (01), Mecânico de Manutenção de Máquina Industrial (01), Mecânico de Motor Diesel (02), Mecânico Diesel (Exceto Veículos Automotores) (02), Monitor de Sistema de Segurança Interno (01), Motofretista (01), Motorista de Caminhão (17), Motorista Entregador (05), Oficial de Manutenção (02), Operador de Acabamento (Indústria Gráfica) (07), Operador de Caixa (03), Operador de Compactadora de Solos (04), Operador de Empilhadeira (03), Operador de Empilhadeira Elétrica (01), Operador de Máquina de Construção Civil e Mineração (04), Pedreiro (04), Promotor de Vendas (02), Repositor de Mercadorias (01), Servente de Limpeza (03), Servente de Obras (04), Técnico de Edificações (01), Técnico Eletrônico Geral (01), Técnico em Segurança do Trabalho (01), Trabalhador Rural (01) e Vendedor Interno (04).

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Preços de soja têm leve melhora, mas produtor segue ‘fora do jogo’; entenda o que mexeu com o mercado

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O mercado brasileiro de soja registrou pequenas altas em algumas praças nesta terça-feira (29), mas permaneceu praticamente sem negócios. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que a liquidez segue mínima no mercado disponível, diante da ausência de ofertas e da postura retraída dos produtores.

“Não tivemos reporte de movimentações hoje. O produtor segue fora do mercado e, na safra nova, também não houve registro de grandes vendas”, observa Silveira. Segundo o analista, a atenção dos produtores deve se voltar agora para o avanço do plantio da nova safra.

Na Bolsa de Chicago, os preços subiram, recuperando parte das perdas da sessão anterior. Os prêmios permaneceram praticamente estáveis, enquanto o dólar apresentou pouca oscilação.

Com isso, algumas praças registraram melhores ofertas, com avanços entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por saca, mas sem mudanças no ritmo das negociações.

No mercado físico, as cotações foram:

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  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 155,00 para R$ 155,50
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 156,00 para R$ 156,50
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 150,00 para R$ 150,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 148,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 147,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 145,00 para R$ 146,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 161,00 para R$ 161,50
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 163,00 para R$ 163,50 por saca de 60 quilos.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta terça-feira (29). O mercado buscou uma recuperação, sustentado por compras de barganha após as perdas da sessão anterior. O suporte adicional veio das preocupações de que as fortes chuvas desta semana possam atrasar a colheita em importantes estados norte-americanos, incluindo Iowa.

Na segunda-feira, os preços haviam recuado diante da decepção com os resultados da reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, realizada na semana passada. A ausência de novos compromissos chineses de compras de soja norte-americana e a exclusão da oleaginosa da lista de produtos agrícolas dos Estados Unidos contemplados com reduções tarifárias frustraram as expectativas dos operadores. A queda incentivou compras de barganha e ajustes de posições antes do encerramento do mês e do trimestre.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de soja. Até 27 de setembro, a colheita estava apontada em 17%. Em igual período do ano passado, o número estava em 18%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 17%. Na semana anterior (20 de setembro), os trabalhos atingiam 12% da área. O resultado ficou abaixo da expectativa média dos analistas, de 20%.

Além disso, os investidores se posicionaram antes da divulgação do relatório de estoques trimestrais norte-americanos de soja, prevista para esta quarta-feira (30), às 13 horas (horário de Brasília). Analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais projetam estoques de 323 milhões de bushels em primeiro de setembro, levemente abaixo dos 325 milhões de bushels registrados em igual período do ano anterior. Em 1o de junho, data do relatório anterior, os estoques estavam em 1,061 bilhão de bushels.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 9,50 centavos de dólar ou 0,73%, a US$ 12,97 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,12 3/4 por bushel, com avanço de 9,75 centavos de dólar ou 0,74%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,20 ou 0,05%, a US$ 359,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,21 centavos de dólar, com ganho de 0,55 centavo ou 0,81%.

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Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,17%, sendo negociado a R$ 5,2162 para venda e a R$ 5,2142 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1970 e a máxima de R$ 5,2410.

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