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1 de julho de 2026

Business

Massey Ferguson apresenta motor a etanol com foco na redução de custos e descarbonização

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Divulgação Massey

A Massey Ferguson, referência no mercado brasileiro, traz em 2026 as mais recentes inovações em motores agrícolas, com o grande destaque voltado para a apresentação do seu primeiro motor AGCO Power movido a etanol. O projeto é um passo importante que reforça o compromisso da marca no desenvolvimento de soluções sustentáveis para o agronegócio.

O aumento do preço do diesel impacta diretamente o custo de produção no campo. Os novos motores movidos a etanol surgem para atender a uma forte demanda do mercado por soluções que apoiem na redução de custos e de emissões de gases poluentes. É uma solução extremamente vantajosa para agricultores que já têm o plantio de milho ou cana-de-açúcar, por exemplo, e podem gerar o próprio etanol na fazenda, criando um ciclo de energia autossuficiente.

Concebido integralmente pela engenharia brasileira, o projeto é resultado de três anos de desenvolvimento, desde a concepção até a validação. A solução foi amplamente testada em culturas de cana-de-açúcar e grãos por uma equipe de engenharia em parceria com usinas, produtores rurais e concessionários.

O motor AGCO Power a etanol foi concebido desde o início como um motor agrícola, preparado para as severas condições de trabalho no campo. Já ultrapassamos 10.000 horas de testes práticos, desenvolvendo sistemas de ignição e injeção exclusivos para o etanol. Esse nível de maturidade técnica garante a mesma curva de torque e durabilidade dos componentes do diesel, entregando uma máquina mais silenciosa e eficiente.

Do ponto de vista técnico, o motor garante performance semelhante ao diesel e atende à potência entre de 200cv a 300cv para combustíveis alternativos. O desenvolvimento priorizou a viabilidade quanto à autonomia e redução do custo operacional, mantendo a mesma curva de torque e potência sem perda de capacidade de tração ou produtividade.

O motor também contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, com potencial de diminuição de até 90% de CO₂ equivalente. Inserido em um ciclo de carbono renovável, o etanol se consolida como uma alternativa estratégica para a descarbonização, além de possibilitar novas oportunidades de receita ao produtor, como a geração de créditos de carbono.

A expectativa é que a tecnologia chegue ao mercado em 2028, como a evolução do trator MF 7700, integrando a futura plataforma polivalente de tratores da marca. O trator movido a etanol representa um marco no nosso portfólio, unindo a performance já conhecida pelo produtor à viabilidade econômica e ambiental dos biocombustíveis. Nosso foco é a mesma capacidade de tração do diesel, mas com redução direta do custo operacional e maior autonomia energética na fazenda.

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Governo cria padrão de qualidade para DDG e pode impulsionar exportações do etanol de milho

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Boi sustentável no cocho: DDG e WDG aceleram o abate com menor impacto

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou uma nova regulamentação que estabelece, pela primeira vez, um padrão oficial de identidade e qualidade para produtos da biorrefinaria de milho e de outros cereais amiláceos destinados à alimentação animal, entre eles o DDG (grãos secos de destilaria), principal coproduto da produção de etanol de milho.

A portaria foi assinada nesta terça-feira (30) pelo ministro André de Paula e pelo presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, durante o lançamento do Plano Safra 2026/2027.

A norma define critérios oficiais de identidade, qualidade, classificação e rotulagem dos produtos, além de estabelecer conceitos relacionados às biorrefinarias e às unidades industriais responsáveis pelo processamento de milho e outros cereais para produção de etanol.

De acordo com o Mapa, a regulamentação fortalece os mecanismos de fiscalização, amplia a segurança jurídica e aumenta a previsibilidade para produtores, indústrias e mercados consumidores.

A expectativa é que a medida fortaleça a cadeia do etanol de milho, facilite a comercialização do DDG no mercado interno e externo e contribua para ampliar as oportunidades de negócios envolvendo os coprodutos da biorrefinaria.

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MS atualiza regras do vazio sanitário da soja com foco em modernização e tecnologia

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O governo de Mato Grosso do Sul anunciou a atualização das regras do vazio sanitário da soja, em parceria com representantes do setor produtivo e instituições de pesquisa. A mudança foi apresentada pela Semadesc e pela Iagro como parte de um processo de modernização da defesa agropecuária estadual.

A proposta foi construída com participação da Aprosoja/MS, Famasul, Embrapa e outras fundações ligadas ao agronegócio. O objetivo é adequar o calendário de semeadura às condições climáticas atuais e aos avanços tecnológicos, mantendo o controle da ferrugem asiática como prioridade.

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A principal alteração muda a regra de “plantio proibido antes de 15 de setembro” para a proibição da presença e germinação de plantas vivas de soja durante o vazio sanitário, que segue entre 15 de junho e 15 de setembro. Na prática, isso dá mais flexibilidade ao produtor no manejo da lavoura.

Segundo o governo, a medida não altera o objetivo do vazio sanitário, que é interromper o ciclo da ferrugem asiática, mas atualiza a norma para refletir a realidade atual da produção agrícola. O estado também pediu ao Ministério da Agricultura a revisão do zoneamento para avaliar a antecipação da janela de plantio para 1º de setembro a partir da safra 2027/28.

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Chuvas em junho afetam colheita do café e acendem alerta para a safra de arábica

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Foto: Marcelo Camargo/ABr

O mercado cafeeiro foi fortemente impactado pelo volume atípico de chuvas registrado em junho nas principais regiões produtoras de café arábica do Brasil, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Historicamente, o mês costuma ser marcado por baixos volumes de precipitação. Em 2026, porém, as chuvas foram expressivas nas principais praças produtoras, comprometendo o avanço da colheita da safra 2026/27.

De acordo com pesquisadores do Cepea, além de derrubarem grãos dos pés, as precipitações dificultam a secagem nos terreiros e favorecem o aparecimento de mofo, tanto nos grãos que caem no chão quanto naqueles que permanecem nas plantas. O cenário gera preocupação com a qualidade dos lotes que chegam ao mercado.

Agentes consultados pelo Cepea também relatam preocupação com os efeitos do excesso de umidade sobre os cafezais. As chuvas neste período podem induzir floradas antecipadas, o que tende a comprometer a regularidade da próxima safra, prevista para ser colhida no meio de 2027.

O alerta ganha peso em um momento em que os estoques globais de café seguem apertados. Segundo o Cepea, o mercado internacional conta com a produção brasileira para recompor a oferta mundial de arábica. Com as chuvas afetando o andamento da colheita e elevando os riscos à qualidade, a atenção dos agentes permanece voltada ao clima nas principais regiões produtoras.

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