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30 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Fungo muda odor do milho e atrai parasitoide de percevejo

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Estudo da Embrapa indica potencial de Beauveria bassiana no manejo integrado do percevejo-barriga-verde

A associação de Beauveria bassiana com plantas de milho alterou a emissão de compostos orgânicos voláteis e aumentou a atração do parasitoide de ovos Telenomus podisi, inimigo natural de percevejos. O efeito apareceu principalmente após aplicação foliar do fungo e ganhou intensidade cento e vinte horas após a inoculação. O estudo, de pesquisadores da Embrapa, avaliou a interação entre milho, Diceraeus melacanthus, Beauveria bassiana e Telenomus podisi (DOI 10.1007/s10340-026-02057-7).

Os resultados indicam uma possível contribuição do fungo ao manejo integrado de pragas. A colonização por Beauveria bassiana não reduziu a sobrevivência de Diceraeus melacanthus. Também não alterou a fecundidade nem a fertilidade das fêmeas do percevejo. Mesmo assim, mudou sinais químicos emitidos pelo milho e influenciou o comportamento de busca do parasitoide.

Colonização fúngica

A pesquisa testou inoculação via semente e aplicação foliar. A colonização fúngica ocorreu em mais de setenta e cinco por cento das plantas tratadas por pulverização foliar. Em plantas originadas de sementes inoculadas, a colonização também ocorreu, mas com distribuição heterogênea nos tecidos vegetais.

Os pesquisadores usaram a linhagem CG1105 de Beauveria bassiana. Antes dos ensaios com plantas, dez linhagens do fungo passaram por triagem contra adultos de Diceraeus melacanthus. A linhagem CG1105 provocou uma das maiores mortalidades e gerou a maior proporção de insetos mumificados entre as linhagens avaliadas.

No ensaio com milho, as plantas receberam o fungo por duas formas. No tratamento de sementes, cada semente recebeu dois mililitros de suspensão com vinte milhões de conídios por mililitro. Na aplicação foliar, plantas no estádio vegetativo V três receberam três mililitros da suspensão, também com vinte milhões de conídios por mililitro.

Compostos voláteis

O trabalho mediu compostos voláteis emitidos pelas plantas durante cinco dias. As coletas ocorreram em intervalos de vinte e quatro horas. O estudo comparou plantas sem tratamento, plantas com herbivoria por Diceraeus melacanthus, plantas inoculadas com Beauveria bassiana e plantas com inoculação mais herbivoria.

Na aplicação foliar, os perfis químicos do milho começaram a se diferenciar com o avanço do tempo. Cento e vinte horas após a inoculação, plantas pulverizadas com Beauveria bassiana emitiram níveis maiores de salicilato de metila. Também emitiram níveis menores de (E)-beta-farneseno e (E,E)-alfa-farneseno em comparação com outros tratamentos.

Os bioensaios em olfatômetro em Y mostraram resposta temporal do parasitoide. Quarenta e oito horas após a inoculação, fêmeas de Telenomus podisi não mostraram preferência por plantas tratadas apenas com fungo, em comparação com ar limpo ou plantas sem tratamento. Nessa fase, o parasitoide preferiu odores de plantas com herbivoria em relação aos odores de plantas tratadas apenas com fungo.

A resposta mudou aos cento e vinte horas após a inoculação. Nesse momento, fêmeas de Telenomus podisi preferiram voláteis de plantas com aplicação foliar de Beauveria bassiana em comparação com ar limpo e plantas sem tratamento. Plantas com aplicação foliar do fungo e herbivoria também atraíram o parasitoide em relação aos mesmos controles.

Tratamento de sementes

O tratamento de sementes mostrou efeito mais limitado sobre o comportamento do parasitoide. Dezoito dias após a inoculação das sementes, fêmeas de Telenomus podisi não preferiram voláteis de plantas tratadas apenas por semente quando comparados com ar limpo ou plantas sem tratamento. Plantas originadas de sementes inoculadas e submetidas à herbivoria atraíram mais o parasitoide do que ar limpo e plantas sem tratamento.

Sobrevivência e reprodução

Os dados de sobrevivência e reprodução do percevejo indicam ausência de efeito direto da colonização sobre Diceraeus melacanthus. Adultos alimentados em plantas com aplicação foliar de Beauveria bassiana não diferiram dos adultos mantidos em plantas sem tratamento. O mesmo ocorreu em plantas originadas de sementes inoculadas. A fecundidade e a viabilidade dos ovos também não apresentaram diferença significativa.

Segundo os pesquisadores, a colonização parcial pode explicar esse resultado. O fungo apareceu em várias plantas tratadas, mas ocupou menos de vinte por cento dos segmentos vegetais avaliados. Essa distribuição limitada talvez não baste para afetar diretamente o percevejo. Ainda assim, pode modificar rotas de sinalização do milho e alterar defesas indiretas mediadas por voláteis.

O estudo aponta compatibilidade potencial entre fungos entomopatogênicos e inimigos naturais em programas de manejo integrado. A pulverização de Beauveria bassiana em milho não prejudicou os parâmetros avaliados de Telenomus podisi no experimento. Pelo contrário, em determinadas condições, aumentou a atração do parasitoide por sinais químicos da planta.

O estudo foi desenvolvido por Maria Carolina Blassioli Moraes, Rogério Biaggioni Lopes, Raul Alberto Laumann, Miguel Borges, Clenilson Martins Rodrigues, Mírian Fernandes Furtado Michereff e Isadora Alexopoulos Quevedo.

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Agro Mato Grosso

Grupo suspeito de furtar grãos e movimentar R$ 2 milhões é investigado em MT

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT; Mais que números bilionários, Plano Safra precisa garantir crédito acessível

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Dados oficiais indicam queda nas linhas tradicionais e retração do custeio e maior participação da CPR no financiamento agropecuário

O governo federal lançou nesta terça-feira, 30 de junho, o Plano Safra 2026/2027, mais uma vez apresentado como o maior volume já ofertado. Ao todo, foram anunciados R$ 525,1 bilhões para financiar a produção agropecuária no novo ciclo, sem considerar o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familia (Pronaf). Desse total, R$ 384,9 bilhões serão destinados a custeio e comercialização, enquanto R$ 140,2 bilhões irão para investimentos.

Apesar do volume total anunciado, a composição dos recursos exige atenção. O crescimento do plano foi puxado pelos investimentos, enquanto a principal frente de apoio ao ciclo produtivo – custeio e comercialização – teve redução nominal. No Plano Safra 2025/2026, essa finalidade contava com R$ 414,7 bilhões. Para 2026/2027, o valor caiu para R$ 384,9 bilhões, uma retração de R$ 29,8 bilhões. Por isso, o anúncio precisa ser analisado além do número global.

O acréscimo total em relação à safra anterior foi de aproximadamente R$ 9 bilhões, o que representa alta nominal de cerca de 1,7%. Considerando que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos últimos 11 meses foi de 4,4%, seriam necessários aproximadamente R$ 538,7 bilhões apenas para manter, em termos reais, o mesmo volume de recursos da safra anterior. Assim, embora o valor anunciado seja maior em termos nominais, o Plano Safra 2026/27 representa uma redução real de cerca de R$ 13,6 bilhões quando descontado a inflação.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, esse cenário preocupa porque o produtor chega ao novo ciclo em um ambiente de crédito mais caro, seletivo e condicionado a exigências cada vez mais rígidas. Ele destaca que, juros elevados, margens pressionadas, aumento dos custos de produção e maior rigor das instituições financeiras reduzem a efetividade do Plano Safra na ponta.

“O Plano Safra 2026/27 tem R$ 8,9 bilhões a mais no total, mas R$ 29,8 bilhões a menos em custeio e comercialização. Ao mesmo tempo em que reduziu juros em algumas linhas, o governo diminuiu o volume destinado ao giro da safra. Resultado? Crédito com custo menor em parte das operações, mas com menos recurso disponível justamente para plantar, conduzir e comercializar a produção”, explica o presidente da Aprosoja MT.

Essa preocupação já havia sido levada pela entidade ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em março, antes do lançamento do PAP 2026/2027. Na ocasião, a Aprosoja MT defendeu que o endividamento rural fosse tratado como prioridade da política agrícola. A avaliação é que não basta ampliar o volume nominal de recursos se o produtor enfrenta restrição de acesso a novos financiamentos, dificuldade para renegociar passivos e comprometimento da capacidade de pagamento.

No documento enviado ao Mapa, a entidade propôs medidas estruturantes para enfrentar o endividamento rural, recompor a capacidade financeira dos produtores, preservar o acesso ao crédito e evitar o agravamento da inadimplência. Sem esse enfrentamento prévio, parte dos recursos anunciados tende a ser consumida pela reorganização de dívidas anteriores, em vez de se transformar em novo fôlego para a produção.

Os dados oficiais de execução do PAP 2025/2026 reforçam essa distância entre anúncio e realidade. Entre julho de 2025 e maio de 2026, o crédito rural contratado, sem o Pronaf, somou R$ 433,0 bilhões, contra R$ 458,1 bilhões no mesmo período da safra anterior, queda de 5%.

Quando a CPR é retirada da conta, a retração fica ainda mais evidente. O subtotal das linhas tradicionais, considerando fontes controladas e não controladas, caiu de R$ 286,6 bilhões para R$ 247,8 bilhões, redução aproximada de 14%.

No mesmo período, a CPR alcançou R$ 185,2 bilhões, alta de 8% em relação aos R$ 171,5 bilhões registrados no ciclo anterior. Com isso, passou a representar 42,8% do total concedido, contra 37,4% na safra passada. O dado mostra que parcela relevante do volume divulgado como crédito rural tem sido sustentada por instrumentos privados, e não pelas linhas tradicionais da política agrícola.

Essa mudança de perfil tem impacto direto sobre o produtor. Quando o financiamento depende cada vez mais de mecanismos de mercado, aumentam a exposição ao custo financeiro vigente, às condições pactuadas com os agentes financiadores e às exigências de garantias.

No PAP 25/26 a retração também aparece nas finalidades mais diretamente ligadas à produção. No custeio, houve queda de R$ 158,0 bilhões para R$ 137,5 bilhões, redução de 12,9%. Nas linhas de investimento, o recuo foi ainda maior: de R$ 64,0 bilhões para R$ 46,1 bilhões, queda de 28,1%. Programas importantes para a modernização da atividade rural, como Proirriga, Moderfrota, PCA, Prodecoop e RenovAgro, também registraram redução.

Outro ponto sensível está nos recursos equalizáveis. Entre julho de 2025 e maio de 2026, foram concedidos R$ 48,9 bilhões com essa fonte, contra R$ 91,4 bilhões no mesmo período anterior, queda de 47%. O recuo mostra que as linhas com apoio público não têm acompanhado a necessidade real do setor produtivo.

Embora o PAP 2026/2027 reforce Proagro e seguro rural como pilares da gestão de riscos e condicione a renegociação do custeio agrícola à existência de cobertura, a efetividade da medida dependerá da disponibilidade real desses instrumentos, de custo acessível e de regras compatíveis com a realidade do produtor.

Diante desse quadro, mais importante do que anunciar um Plano Safra como robusto é assegurar que o crédito chegue ao produtor. O campo não precisa apenas de grandes números. Precisa de política agrícola concreta, exequível e compatível com a realidade de quem produz, assume riscos e sustenta a produção dentro da porteira.

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Agro Mato Grosso

Último módulo da Academia de Liderança da Aprosoja MT inicia no portuário de Santos (SP)

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Neste módulo, os produtores poderão debater temas relacionados à logística de escoamento e exportação da produção agrícola brasileira

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) deu início, nesta segunda-feira (29.06), ao quarto e último módulo da Academia de Liderança. Com foco em logística, cerca de 30 produtores rurais associados viajaram de Mato Grosso até Santos (SP) para uma imersão técnica que permitirá compreender, na prática, o funcionamento da principal estrutura de escoamento da produção agrícola brasileira.

Criada para formar lideranças cada vez mais preparadas para atuar em suas propriedades, na entidade e na sociedade, a Academia de Liderança busca desenvolver competências essenciais para a atuação dos produtores rurais.

Ao longo dos módulos, os participantes aprofundam conhecimentos em áreas como desenvolvimento pessoal, gestão, comunicação e liderança, fortalecendo a capacidade de conduzir equipes, tomar decisões estratégicas e representar os interesses da classe produtora. A proposta é contribuir para a formação de líderes capazes de gerar resultados em seus negócios e, ao mesmo tempo, colaborar com o fortalecimento institucional da Aprosoja MT e do agronegócio mato-grossense.

O quarto e último módulo da formação foi planejado para aproximar os participantes dos principais elos da cadeia logística nacional, proporcionando uma visão ampla sobre os desafios e as oportunidades relacionados ao transporte, armazenagem e exportação de grãos.

Ao longo da programação, os acadêmicos conhecerão a dinâmica operacional do maior complexo portuário da América Latina, entendendo como a produção agrícola percorre o caminho entre as propriedades rurais e os mercados internacionais.

A programação teve início na Associação Comercial de Santos, onde os participantes receberam uma apresentação sobre a evolução histórica do complexo portuário santista, sua importância para a economia brasileira e a expansão da infraestrutura ao longo das últimas décadas.

Também foram apresentados dados sobre a movimentação de cargas, além da integração entre as malhas rodoviária, ferroviária e hidroviária que abastecem os portos e viabilizam o escoamento da produção de diversas regiões do país, especialmente do Centro-Oeste.  Na sequência, o grupo visitou o Museu do Café, espaço que preserva a história de um dos produtos que impulsionaram o desenvolvimento econômico brasileiro.

Durante a visita, os participantes conheceram a trajetória da cafeicultura no estado de São Paulo, a importância do grão para a formação econômica do país e sua influência na consolidação do Porto de Santos como um dos principais corredores de exportação do Brasil.

O delegado coordenador do núcleo da Aprosoja MT em Campos de Júlio, Jonathan Guadagnin, destacou a importância do módulo voltado à logística para ampliar o conhecimento dos produtores sobre uma etapa fundamental da cadeia do agronegócio e ressaltou a experiência proporcionada pela visita técnica.

“Começamos o dia conhecendo mais sobre a logística do porto e entendendo como funciona toda essa estrutura. Depois visitamos o Museu do Café, onde tivemos contato com a história que ajudou a construir esse complexo portuário. Para nós, produtores, é muito importante vivenciar tudo isso de perto, porque agrega conhecimento e mostra como aquilo que produzimos na lavoura percorre todo o caminho até chegar a outros países. Entender como acontece o escoamento da produção faz toda a diferença para quem está no campo”, afirmou.

Ainda durante a programação, os participantes realizaram uma visita técnica à Autoridade Portuária de Santos, percorrendo o complexo portuário a bordo de um catamarã. A atividade permitiu acompanhar de perto a movimentação de navios, terminais, equipamentos e operações de carga e descarga, oferecendo uma visão prática sobre a dimensão da estrutura responsável por grande parte das exportações brasileiras.

Durante a apresentação, o assessor da Diretoria de Operações Portuárias da Autoridade Portuária de Santos, Edmar Santos, explicou o funcionamento do porto, os investimentos realizados para ampliar a capacidade operacional, a integração entre os diferentes modais logísticos e a importância estratégica do complexo para o comércio exterior brasileiro, especialmente para o escoamento da produção agrícola.

Segundo ele, proporcionar essa aproximação entre o produtor e a estrutura portuária fortalece a compreensão sobre todo o processo logístico. “É uma satisfação receber o grupo da Aprosoja MT. Esta é uma visita técnica monitorada, cujo objetivo é mostrar como funciona o porto e a importância dessa estrutura para a movimentação da economia brasileira, tanto nas exportações quanto nas importações. Quando o produtor conhece essa realidade, ele entende melhor como sua produção chega aos mercados internacionais”, destacou.

Edmar ressaltou ainda que conhecer o porto permite ao produtor enxergar toda a cadeia logística, desde a saída da propriedade rural até o embarque da carga. “Faz todo sentido que o produtor conheça essa estrutura, porque aqui está a etapa final da cadeia logística. A produção sai da fazenda, percorre diferentes modais de transporte e chega ao porto, onde é armazenada e embarcada para exportação. Compreender esse processo ajuda a visualizar todos os desafios e a importância de cada etapa para que o produto chegue ao destino final”, explicou.

O assessor também detalhou, de forma resumida, como ocorre a movimentação da soja dentro do complexo portuário. “A soja chega principalmente por caminhões, é descarregada nos silos ou armazéns e, por meio de equipamentos específicos, segue até os porões dos navios, de onde é exportada para diversos mercados. Todo esse processo exige planejamento, infraestrutura e integração entre os diferentes modais logísticos”, completou.

A proposta deste último módulo é proporcionar aos participantes uma compreensão mais aprofundada sobre a logística nacional, demonstrando que a competitividade do agronegócio depende não apenas da eficiência dentro das propriedades rurais, mas também da qualidade da infraestrutura responsável por transportar a produção até os mercados consumidores.

Ao conhecer de perto o funcionamento do sistema portuário, os produtores ampliam a visão sobre os gargalos logísticos, os desafios enfrentados pelo setor e a relevância de investimentos em infraestrutura para reduzir custos, aumentar a eficiência e fortalecer a competitividade da produção brasileira no mercado internacional.

A programação da Academia de Liderança segue ao longo de toda a semana no estado de São Paulo, com novas visitas técnicas a estruturas portuárias e outros pontos estratégicos da cadeia logística. As atividades foram organizadas para oferecer aos participantes uma experiência prática sobre os processos que envolvem o escoamento da produção agrícola, consolidando os conhecimentos adquiridos durante a formação e encerrando o ciclo da Academia com uma visão abrangente sobre um dos temas mais estratégicos para o agronegócio brasileiro.

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