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24 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Produtividade três vezes acima da média nacional coloca manejo integrado no centro da nova agricultura do milho – MAIS SOJA

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Os resultados da safra verão 2025/26 do GETAP (Grupo Tático para Aumento da Produtividade) colocam em evidência uma transformação silenciosa — porém profunda — na agricultura brasileira. Em um cenário em que a produtividade média do milho gira em torno de 110 a 120 sacas por hectare, produtores de alta performance ultrapassaram a marca de 360 sc/ha, atingindo níveis até três vezes superiores à média nacional.

Entre os destaques do ranking estão o Grupo Reinhofer, de Reserva do Iguaçu (PR), com 362,82 sc/ha, e a Agro Mallon, de Canoinhas (SC), com 360,55 sc/ha. Ambas as áreas adotaram soluções da ICL dentro de programas estruturados de manejo, reforçando o papel da nutrição especializada em sistemas produtivos de alto rendimento.

Mais do que números expressivos, os resultados ajudam a explicar um movimento cada vez mais consolidado no campo: não há solução isolada capaz de entregar produtividades de excelência. Os maiores tetos produtivos estão sendo alcançados por produtores que operam com um conjunto integrado de decisões, envolvendo construção de solo ao longo de várias safras, equilíbrio nutricional, escolha criteriosa de híbridos, manejo fitossanitário e monitoramento constante.

Nesse contexto, a nutrição ganha protagonismo estratégico ao atuar diretamente na fisiologia das plantas, favorecendo eficiência metabólica, sanidade e melhor aproveitamento do potencial genético das culturas. Para João Pascoalino, gerente de Serviços Digitais da ICL e responsável pela parceria com o GETAP, os resultados revelam uma mudança estrutural na forma de produzir. “Durante décadas, a evolução da agricultura esteve baseada principalmente em genética, mecanização e insumos. O que estamos vendo agora é uma nova fronteira: a da inteligência aplicada ao sistema produtivo. Quando uma lavoura entrega mais de 350 sacas por hectare — em um país cuja média ainda está próxima de 110 — fica evidente que o diferencial não está em uma tecnologia específica, mas na capacidade de integrar solo, planta, nutrição e tomada de decisão de forma precisa e contínua.”

Segundo ele, essa diferença de patamar evidencia um dos maiores desafios do setor. “Existe um enorme potencial produtivo ainda não capturado na agricultura brasileira. O gap entre média e elite não é genético — é sistêmico. E ele pode ser reduzido com mais estratégia, conhecimento agronômico e uso inteligente de tecnologias.”

Além dos resultados individuais, o GETAP também se consolida como um importante termômetro da evolução técnica da agricultura nacional. Em diferentes regiões produtoras, os dados indicam que ainda há espaço significativo para ganhos de produtividade quando o manejo deixa de ser pontual e passa a ser conduzido de forma integrada e orientada por indicadores agronômicos.

Nas áreas participantes, as soluções da ICL foram aplicadas como parte de programas completos de manejo, contribuindo para maior eficiência nutricional, equilíbrio fisiológico e estabilidade produtiva mesmo em condições desafiadoras.

Mais do que recordes pontuais, os resultados reforçam uma mensagem clara para o setor: a próxima revolução da produtividade no milho não virá de uma única tecnologia, mas da capacidade de integrar conhecimento, manejo e inovação em sistemas agrícolas cada vez mais sofisticados, resilientes e sustentáveis.

Sobre a ICL

ICL Group Ltd. é uma empresa global líder em minerais especializados, que desenvolve soluções impactantes para os desafios de sustentabilidade da humanidade nos mercados de alimentos, agricultura e indústria. Utiliza seus recursos exclusivos de bromo, potássio e fosfato, sua força de trabalho profissional global e sua P&D focada em sustentabilidade e recursos de inovação tecnológica para impulsionar o crescimento da empresa em seus mercados finais. A empresa emprega mais de 12,5 mil pessoas em todo o mundo e sua receita em 2024 totalizou aproximadamente US$ 6,8 bilhões. Suas ações são listadas duplamente na Bolsa de Valores de Nova Iorque e na Bolsa de Valores de Tel Aviv (NYSE e TASE: ICL).

A ICL atua no Brasil, de diferentes formas, desde a década de 1960, oferecendo um portfólio completo de soluções para atender às necessidades de agricultores e clientes industriais. São fertilizantes de eficiência aprimorada e de liberação gradual, micronutrientes para solo e foliares, macronutrientes secundários, ação fisiológica, tratamento via sementes, adjuvantes e produtos biológicos. A empresa controla também as marcas Aminoagro e Dimicron. Na área de Food and Phosphate, produz ácido fosfórico purificado, fosfatos para uso industrial e alimentício e misturas de ingredientes e aditivos alimentícios. Com 11 unidades de produção e quatro centros de inovação, onde conduz pesquisa e desenvolvimento de produtos e tecnologias, a ICL soma 1,8 mil colaboradores no País.

Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Retração vendedora e cenário externo sustentam preços – MAIS SOJA

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O milho segue em valorização no mercado brasileiro, mesmo com o avanço da colheita da segunda safra. Segundo o Cepea, as altas no mercado internacional e as preocupações com o clima nos próximos meses influenciam os avanços dos preços no Brasil.

Neste contexto, de acordo com o Centro de Pesquisas, produtores reduziram o interesse em negociar tanto no spot quanto para entrega futura e exportação. Nos Estados Unidos, expectativas de queda na produtividade das lavouras, o que pode reduzir a oferta global do cereal, elevaram expressivamente as cotações internacionais. As perspectivas desfavoráveis para a produção na União Europeia e as incertezas sobre o conflito no Mar Negro também dão suporte aos preços futuros.

Pesquisadores do Cepea ressaltam ainda que, refletindo as preocupações com a oferta nas próximas semanas e aguardando valorizações mais expressivas, vendedores limitam o volume de mercadoria para negociações, enquanto compradores indicam necessidade de aumentar os valores para compra, no intuito de recompor estoques.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

MERCADO DE TRABALHO/CEPEA: Após sequência de recordes, número de pessoas no agro recua no 1º tri – MAIS SOJA

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O número de pessoas trabalhando no agronegócio brasileiro somou 27,79 milhões no primeiro trimestre de 2026, com pequena baixa de 1% (o que corresponde a uma redução de 267.298 trabalhadores) frente ao mesmo período do ano anterior, conforme apontam pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Ressalta-se que essa retração é verificada após uma trajetória de sucessivos recordes.

Segundo pesquisadores do Cepea, esse movimento acompanhou a retração do mercado de trabalho brasileiro como um todo, que apresentou taxa de desocupação de 6,1% no período. Nesse contexto, os trabalhadores do agronegócio representaram 25,73% da população ocupada no Brasil no primeiro trimestre de 2026, participação inferior à verificada no primeiro trimestre de 2025 (26,33%) e também abaixo da registrada no último trimestre do ano passado (26,03%).

A retração no número de trabalhadores nos três primeiros meses de 2026 está atrelada sobretudo à diminuição observada nos agrosserviços (de -2,9%, ou 307.994 trabalhadores), segmento que respondeu pela maior parcela da queda, seguida pelas agroindústrias (-3,1%, ou 148.527 trabalhadores) e pelos insumos (-1,2%, ou 3.756 trabalhadores). Em sentido contrário, o segmento primário registrou crescimento de 2,5%, com acréscimo de 189.979 trabalhadores, atenuando parcialmente a redução da ocupação no agronegócio.

PERFIL – Na comparação entre os primeiros trimestres de 2026 e de 2025, houve redução dos empregados sem carteira assinada (-3,6%, ou 147,4 mil pessoas), dos empregados com carteira assinada (-1,2%, ou 115,8 mil pessoas), dos empregadores (-5,2%, ou 55,8 mil pessoas) e dos trabalhadores familiares auxiliares (-5,0%, ou 68,5 mil pessoas). Em contraste, os trabalhadores por conta própria apresentaram crescimento de 1,8%, com acréscimo de aproximadamente 120,2 mil pessoas. Pesquisadores do Cepea indicam que esse resultado atenuou parcialmente a retração observada nas demais categorias, mas foi insuficiente para impedir a redução da ocupação total do setor.

Em relação à escolaridade, houve diminuição do número de trabalhadores sem instrução (-1,4%, ou 16,0 mil pessoas), com ensino fundamental (-1,9%, ou 191,4 mil pessoas) e com ensino médio (-1,1%, ou 91,8 mil pessoas). Em sentido contrário, o contingente de trabalhadores com ensino superior cresceu 1,6%, o equivalente a aproximadamente 72,9 mil pessoas. Dessa forma, ainda que a população ocupada total do agronegócio tenha recuado nas duas bases de comparação, manteve-se o avanço relativo dos trabalhadores com maior nível de instrução, dando continuidade ao processo de elevação da escolaridade média da força de trabalho do setor observado ao longo dos últimos anos.

Quanto ao gênero, o contingente de homens ocupados no agronegócio apresentou retração de 1,2% (ou aproximadamente 203,4 mil pessoas) e o de número de mulheres caiu 0,5% (ou cerca de 63,9 mil trabalhadoras). Pesquisadores do Cepea apontam que, embora ambos os grupos tenham registrado redução da população ocupada nas duas bases de comparação, a retração foi relativamente menos intensa entre as mulheres, resultando em um novo avanço de sua participação relativa na força de trabalho do agronegócio e dando continuidade à tendência observada nos últimos anos.

Outras informações sobre o Mercado de Trabalho do agronegócio, clique aqui e por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e com a pesquisadora Nicole Rennó: cepea@usp.br

Fonte: Cepea



 

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Sustentabilidade

Preços da soja se elevam e queda produtiva dos EUA pode gerar novas altas

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Foto: Daniel Popov

Os preços da soja apresentaram boas altas ao longo da semana no mercado brasileiro, tanto no físico como nos portos.

Segundo o analista de Safras & Mercado Rafael Silveira, houve uma melhora na comercialização, com os produtores aproveitando a elevação das cotações, garantida pelo crescimento dos contratos futuros negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

Preços médios da soja

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 140 para R$ 147
  • Cascavel (PR): passou de R$ 136 para R$ 144
  • Rondonópolis (MT): avançou de R$ 133 para R$ 138
  • Porto de Paranaguá: subiu de R$ 147 para R$ 155

Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, subiram 3,05% no balanço da semana, sendo cotados a US$ 12,32 por bushel.

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Os agentes acompanharam de perto a tradicional crop tour do Pro Farmer, realizada ao longo da semana. As impressões iniciais confirmaram potencial produtivo abaixo das expectativas iniciais, como já havia sido antecipado no relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

“Outros pontos que ajudaram a sustentar as cotações foram a continuidade das compras chinesas no mercado norte-americano e a alta do preço do petróleo. O barril deve fechar a semana com ganhos em torno de 5%, reflexo das renovadas tensões no Oriente Médio”, contextualiza Silveira.

As importações de soja dos Estados Unidos pela China subiram 164% em julho ante o ano anterior, à medida que o produto adquirido sob um acordo para encerrar a guerra comercial do ano passado continuou chegando aos portos chineses. A China, maior compradora mundial de soja, trouxe 1,11 milhão de toneladas da oleaginosa dos Estados Unidos no mês passado ante 420,8 mil em igual período de 2025, conforme a Administração Geral da Alfândega.

No acumulado do ano, são 10,29 milhões de toneladas importadas, 38% inferior a igual período do ano passado.

Do Brasil, foram importadas 9,78 milhões de toneladas em julho, perda de 5,9% frente ao ano passado. No acumulado do ano, são 44,53 milhões de toneladas importadas, 5,37% superior a igual período do ano passado.

Oferta e demanda de soja

O mercado brasileiro de soja segue com exportações em ritmo acelerado, sustentadas pela forte demanda externa. Segundo o analista de Safras & Mercado, a demanda está atualmente cerca de 5 milhões de toneladas acima do observado no mesmo período de 2025.

Mesmo com o retorno da China ao mercado norte-americano e o avanço das vendas da nova safra dos Estados Unidos, a demanda nos portos brasileiros permanece sustentada, com outros compradores mantendo ritmo firme de aquisições.

“As questões geopolíticas internacionais e os possíveis impactos do El Niño são os principais fatores que mantêm os compradores em busca de garantir produto e recompor estoques”, afirma Silveira.

Diante da demanda aquecida, Safras revisou a projeção de exportações brasileiras em 2026 para 112,5 milhões de toneladas. A estimativa para o processamento interno também foi ajustada, passando para 63 milhões de toneladas.

Com isso, a projeção para os estoques finais de 2026 foi reduzida para apenas 4,883 milhões de toneladas. De acordo com o especialista, o ajuste é significativo e ocorre porque as projeções anteriores consideravam um retorno mais consistente da China ao mercado norte-americano e, consequentemente, uma redução da demanda pela soja brasileira.

Porém, esse cenário não vem se concretizando. Silveira ressalta que a procura pelo produto brasileiro permanece firme, resultando em uma perspectiva de estoques consideravelmente mais apertados e mantendo os prêmios firmes nos portos do país.

Para a temporada 2026/27, Safras & Mercado mantém a produção brasileira projetada em 180,089 milhões de toneladas. Com estoques iniciais de 4,883 milhões e importações estimadas em 900 mil toneladas, a oferta total é projetada em 185,872 milhões de toneladas.

As exportações em 2027 são estimadas em 110 milhões de toneladas, enquanto o processamento deverá alcançar 63,5 milhões. A demanda total está projetada em 177,1 milhões de toneladas, com estoques finais estimados em 8,772 milhões.

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