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24 de agosto de 2026

Sustentabilidade

MERCADO DE TRABALHO/CEPEA: Após sequência de recordes, número de pessoas no agro recua no 1º tri – MAIS SOJA

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O número de pessoas trabalhando no agronegócio brasileiro somou 27,79 milhões no primeiro trimestre de 2026, com pequena baixa de 1% (o que corresponde a uma redução de 267.298 trabalhadores) frente ao mesmo período do ano anterior, conforme apontam pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Ressalta-se que essa retração é verificada após uma trajetória de sucessivos recordes.

Segundo pesquisadores do Cepea, esse movimento acompanhou a retração do mercado de trabalho brasileiro como um todo, que apresentou taxa de desocupação de 6,1% no período. Nesse contexto, os trabalhadores do agronegócio representaram 25,73% da população ocupada no Brasil no primeiro trimestre de 2026, participação inferior à verificada no primeiro trimestre de 2025 (26,33%) e também abaixo da registrada no último trimestre do ano passado (26,03%).

A retração no número de trabalhadores nos três primeiros meses de 2026 está atrelada sobretudo à diminuição observada nos agrosserviços (de -2,9%, ou 307.994 trabalhadores), segmento que respondeu pela maior parcela da queda, seguida pelas agroindústrias (-3,1%, ou 148.527 trabalhadores) e pelos insumos (-1,2%, ou 3.756 trabalhadores). Em sentido contrário, o segmento primário registrou crescimento de 2,5%, com acréscimo de 189.979 trabalhadores, atenuando parcialmente a redução da ocupação no agronegócio.

PERFIL – Na comparação entre os primeiros trimestres de 2026 e de 2025, houve redução dos empregados sem carteira assinada (-3,6%, ou 147,4 mil pessoas), dos empregados com carteira assinada (-1,2%, ou 115,8 mil pessoas), dos empregadores (-5,2%, ou 55,8 mil pessoas) e dos trabalhadores familiares auxiliares (-5,0%, ou 68,5 mil pessoas). Em contraste, os trabalhadores por conta própria apresentaram crescimento de 1,8%, com acréscimo de aproximadamente 120,2 mil pessoas. Pesquisadores do Cepea indicam que esse resultado atenuou parcialmente a retração observada nas demais categorias, mas foi insuficiente para impedir a redução da ocupação total do setor.

Em relação à escolaridade, houve diminuição do número de trabalhadores sem instrução (-1,4%, ou 16,0 mil pessoas), com ensino fundamental (-1,9%, ou 191,4 mil pessoas) e com ensino médio (-1,1%, ou 91,8 mil pessoas). Em sentido contrário, o contingente de trabalhadores com ensino superior cresceu 1,6%, o equivalente a aproximadamente 72,9 mil pessoas. Dessa forma, ainda que a população ocupada total do agronegócio tenha recuado nas duas bases de comparação, manteve-se o avanço relativo dos trabalhadores com maior nível de instrução, dando continuidade ao processo de elevação da escolaridade média da força de trabalho do setor observado ao longo dos últimos anos.

Quanto ao gênero, o contingente de homens ocupados no agronegócio apresentou retração de 1,2% (ou aproximadamente 203,4 mil pessoas) e o de número de mulheres caiu 0,5% (ou cerca de 63,9 mil trabalhadoras). Pesquisadores do Cepea apontam que, embora ambos os grupos tenham registrado redução da população ocupada nas duas bases de comparação, a retração foi relativamente menos intensa entre as mulheres, resultando em um novo avanço de sua participação relativa na força de trabalho do agronegócio e dando continuidade à tendência observada nos últimos anos.

Outras informações sobre o Mercado de Trabalho do agronegócio, clique aqui e por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e com a pesquisadora Nicole Rennó: cepea@usp.br

Fonte: Cepea



 

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Retração vendedora e cenário externo sustentam preços – MAIS SOJA

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O milho segue em valorização no mercado brasileiro, mesmo com o avanço da colheita da segunda safra. Segundo o Cepea, as altas no mercado internacional e as preocupações com o clima nos próximos meses influenciam os avanços dos preços no Brasil.

Neste contexto, de acordo com o Centro de Pesquisas, produtores reduziram o interesse em negociar tanto no spot quanto para entrega futura e exportação. Nos Estados Unidos, expectativas de queda na produtividade das lavouras, o que pode reduzir a oferta global do cereal, elevaram expressivamente as cotações internacionais. As perspectivas desfavoráveis para a produção na União Europeia e as incertezas sobre o conflito no Mar Negro também dão suporte aos preços futuros.

Pesquisadores do Cepea ressaltam ainda que, refletindo as preocupações com a oferta nas próximas semanas e aguardando valorizações mais expressivas, vendedores limitam o volume de mercadoria para negociações, enquanto compradores indicam necessidade de aumentar os valores para compra, no intuito de recompor estoques.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Preços da soja se elevam e queda produtiva dos EUA pode gerar novas altas

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Foto: Daniel Popov

Os preços da soja apresentaram boas altas ao longo da semana no mercado brasileiro, tanto no físico como nos portos.

Segundo o analista de Safras & Mercado Rafael Silveira, houve uma melhora na comercialização, com os produtores aproveitando a elevação das cotações, garantida pelo crescimento dos contratos futuros negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

Preços médios da soja

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 140 para R$ 147
  • Cascavel (PR): passou de R$ 136 para R$ 144
  • Rondonópolis (MT): avançou de R$ 133 para R$ 138
  • Porto de Paranaguá: subiu de R$ 147 para R$ 155

Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, subiram 3,05% no balanço da semana, sendo cotados a US$ 12,32 por bushel.

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Os agentes acompanharam de perto a tradicional crop tour do Pro Farmer, realizada ao longo da semana. As impressões iniciais confirmaram potencial produtivo abaixo das expectativas iniciais, como já havia sido antecipado no relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

“Outros pontos que ajudaram a sustentar as cotações foram a continuidade das compras chinesas no mercado norte-americano e a alta do preço do petróleo. O barril deve fechar a semana com ganhos em torno de 5%, reflexo das renovadas tensões no Oriente Médio”, contextualiza Silveira.

As importações de soja dos Estados Unidos pela China subiram 164% em julho ante o ano anterior, à medida que o produto adquirido sob um acordo para encerrar a guerra comercial do ano passado continuou chegando aos portos chineses. A China, maior compradora mundial de soja, trouxe 1,11 milhão de toneladas da oleaginosa dos Estados Unidos no mês passado ante 420,8 mil em igual período de 2025, conforme a Administração Geral da Alfândega.

No acumulado do ano, são 10,29 milhões de toneladas importadas, 38% inferior a igual período do ano passado.

Do Brasil, foram importadas 9,78 milhões de toneladas em julho, perda de 5,9% frente ao ano passado. No acumulado do ano, são 44,53 milhões de toneladas importadas, 5,37% superior a igual período do ano passado.

Oferta e demanda de soja

O mercado brasileiro de soja segue com exportações em ritmo acelerado, sustentadas pela forte demanda externa. Segundo o analista de Safras & Mercado, a demanda está atualmente cerca de 5 milhões de toneladas acima do observado no mesmo período de 2025.

Mesmo com o retorno da China ao mercado norte-americano e o avanço das vendas da nova safra dos Estados Unidos, a demanda nos portos brasileiros permanece sustentada, com outros compradores mantendo ritmo firme de aquisições.

“As questões geopolíticas internacionais e os possíveis impactos do El Niño são os principais fatores que mantêm os compradores em busca de garantir produto e recompor estoques”, afirma Silveira.

Diante da demanda aquecida, Safras revisou a projeção de exportações brasileiras em 2026 para 112,5 milhões de toneladas. A estimativa para o processamento interno também foi ajustada, passando para 63 milhões de toneladas.

Com isso, a projeção para os estoques finais de 2026 foi reduzida para apenas 4,883 milhões de toneladas. De acordo com o especialista, o ajuste é significativo e ocorre porque as projeções anteriores consideravam um retorno mais consistente da China ao mercado norte-americano e, consequentemente, uma redução da demanda pela soja brasileira.

Porém, esse cenário não vem se concretizando. Silveira ressalta que a procura pelo produto brasileiro permanece firme, resultando em uma perspectiva de estoques consideravelmente mais apertados e mantendo os prêmios firmes nos portos do país.

Para a temporada 2026/27, Safras & Mercado mantém a produção brasileira projetada em 180,089 milhões de toneladas. Com estoques iniciais de 4,883 milhões e importações estimadas em 900 mil toneladas, a oferta total é projetada em 185,872 milhões de toneladas.

As exportações em 2027 são estimadas em 110 milhões de toneladas, enquanto o processamento deverá alcançar 63,5 milhões. A demanda total está projetada em 177,1 milhões de toneladas, com estoques finais estimados em 8,772 milhões.

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Sustentabilidade

Mercado da soja encerra semana com preços firmes e demanda chinesa em destaque

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Divulgação Embrapa Soja

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com movimentos contidos em termos de volume comercializado, apesar da manutenção de preços firmes tanto nos portos quanto na indústria. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o basis permanece bastante fortalecido, mas o spread entre as ofertas dos compradores e as pedidas dos vendedores segue elevado.

Na Bolsa de Chicago, a sessão foi marcada por volatilidade. Silveira destaca que o Crop Tour
surpreendeu ao projetar uma produtividade maior para a safra norte-americana, depois de algumas amostras ao longo da semana apresentarem resultados menos favoráveis.

Por outro lado, houve grandes reportes de vendas da safra nova dos Estados Unidos, de aproximadamente 1,4 milhão de toneladas, com a China respondendo por cerca da metade desse volume.

“O dólar apresentou recuos firmes, enquanto os prêmios compensaram parte desses ajustes”, observa Silveira. De maneira geral, as cotações oscilaram entre a estabilidade e leves quedas, sem alterar os bons patamares de preços observados atualmente.

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 147,00 para R$ 146,50.
  • Santa Rosa (RS): recuou de R$ 148,00 para R$ 147,50.
  • Cascavel (PR): permaneceu em R$ 144,00.
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 138,00.
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 135,50.
  • Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 138,00.
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 153,50 para R$ 155,00.
  • Rio Grande (RS): recuou de R$ 155,00 para R$ 154,50.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam com em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta sexta-feira (21), ampliando a valorização semanal. Após passar boa parte do dia pressionado por um movimento de realização de lucros, o mercado voltou a subir, ainda que moderadamente, reagindo a novos anúncios de vendas de soja dos Estados Unidos, reafirmando a boa demanda chinesa.

Na semana, a posição novembro acumulou alta de 3,7%. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 712.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 26/27. E mais 720.000 toneladas de soja para destinos não revelados, a serem disponibilizadas na
temporada 26/27.

Os agentes seguem atentos aos resultados da Crop Tour da Pro Farmer. No leste de Iowa, a contagem de vagens atingiu 1.362,93 em uma área de 3 por 3 pés, acima da média de três anos, de 1.295,70, mas abaixo das 1.384,38 registradas no ano passado.

Em Minnesota, a contagem chegou a 1.257,80 vagens, acima da média de três anos, de 1.089,82, e ligeiramente superior às 1.247,86 observadas em 2025. Os números finais da crop tour serão divulgados logo mais pela Pro Farmer.

Contratos da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 3,00 centavos de dólar, ou 0,24%, a US$ 12,39 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,53 3/4 por bushel, com elevação de 2,25 centavo de dólar ou 0,17%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,00 ou 0,61% a US$ 325,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 69,58 centavos de dólar, com perda de 1,74 centavo ou 2,43%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 1%, sendo negociado a R$ 5,1423 para venda e a R$ 5,1403 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1322 e a máxima de R$ 5,1832. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,5%.

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