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Colheita do trigo no Paraná avança a 62%; plantio de soja chega a 28%

A colheita do trigo no Paraná alcançou 62% da área até esta segunda-feira (28), ante 46% na semana anterior, informou nesta terça-feira (29) o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado. O órgão também atualizou o andamento do milho segunda safra e da implantação das lavouras de verão de milho e soja.
Segundo o Deral, as lavouras de trigo seguem avaliadas como boas em 64%, médias em 29% e ruins em 7%. O departamento informou que a colheita se aproxima do fim em parte do estado, mas ainda depende de janelas de tempo seco e do teor de umidade dos grãos.
Nas áreas ainda não colhidas, 1% está em desenvolvimento vegetativo, 8% em florescimento, 34% em frutificação e 57% em maturação. O Deral afirmou que as lavouras remanescentes continuam sujeitas a perdas adicionais caso persistam as condições úmidas.
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No milho segunda safra de 2026, a colheita atingiu 99% da área, ante 98% na semana passada. As lavouras são avaliadas como boas em 94% e médias em 6%. De acordo com o departamento, os trabalhos de campo estão perto do encerramento, apesar de as chuvas terem limitado o ritmo das operações e contribuído para redução de produtividade na reta final em algumas regiões. No oeste do Paraná, a colheita está praticamente concluída.
Para a safra de verão 2026/27, o plantio do milho avançou para 72% da área prevista, frente a 56% uma semana antes. O Deral informou que 95% das lavouras estão em boas condições e 5% em condição média. Do total implantado, 26% estão em germinação e 74% em desenvolvimento vegetativo.
Na soja 2026/27, a semeadura chegou a 28% da área prevista, ante 15% há sete dias. O avanço ocorreu após melhora da umidade e abertura de períodos de tempo firme, embora tenha havido interrupções temporárias em algumas regiões por causa das chuvas. As lavouras estão majoritariamente em boa condição, com 58% em germinação e 42% em desenvolvimento vegetativo.
Os dados do Deral mostram avanço simultâneo da colheita de inverno e da implantação das lavouras de verão no Paraná, com trigo em fase adiantada de retirada do campo, milho segunda safra próximo da conclusão e aceleração do plantio de soja e milho 2026/27.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Bioinsumos avançam em valor e área, mas regulamentação ainda limita expansão do setor

O mercado brasileiro de bioinsumos movimentou R$ 1,82 bilhão no primeiro semestre de 2026, alta de 9,6% em relação ao mesmo período do ano passado, ao passo que a área tratada alcançou 46,2 milhões de hectares, crescimento de 18,3%, conforme dados da CropLife Brasil.
No entanto, apesar dos incrementos, a expansão do setor ocorre em meio a desafios regulatórios que, segundo Mauro Heringer, diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Indústrias de Bioinsumos (Abinbio) e cofundador da Ekoa Life Sciences, podem limitar o potencial de desenvolvimento da indústria nacional.
Para ele, o avanço superior da área em relação ao valor comercializado evidencia a ampliação da presença dos biológicos nas operações agrícolas. “Os números do primeiro semestre de 2026 confirmam a expansão dos biológicos no Brasil, mas também expõem o custo econômico e estratégico da demora na regulamentação da Lei 15.070/24”, afirma.
O desempenho por categorias também reforça a expansão do mercado. Os bioinseticidas lideraram o crescimento, impulsionados principalmente pelo milho segunda safra. Já os bionematicidas e biofungicidas avançaram com a preparação para o plantio da soja, enquanto os inoculantes apresentaram aumento expressivo de área, em linha com a forte utilização da tecnologia na cultura.
“A fotografia setorial é clara: há demanda, há adoção, há confiança agronômica crescente e há mercado”, avalia Heringer. Entretanto, o executivo considera que os indicadores de crescimento precisam ser analisados também sob a perspectiva regulatória.
Demora na aprovação
Até a última quinta-feira (24), o Brasil havia contabilizado 61 novos produtos biológicos com registro ativo. Ao mesmo tempo, o prazo médio de aprovação teria aumentado para cerca de 20 meses para produtos biológicos e 16 meses para produtos biológicos/orgânicos em 2026, acima dos níveis registrados em 2025.
Na avaliação de Heringer, esse cenário evidencia um descompasso entre a velocidade de expansão da demanda e a capacidade de resposta institucional. “O mercado brasileiro de bioinsumos cresce apesar do atraso institucional, e não por causa de um ambiente regulatório plenamente funcional”, afirma.
A Lei 15.070/24 estabeleceu o novo marco legal para os bioinsumos no país, reconhecendo as particularidades técnicas e econômicas do setor. Contudo, sua implementação ainda depende de regulamentação.
Para o representante da Abinbio, a ausência de regulamentação plenamente operacional pode aumentar a insegurança interpretativa, os custos de conformidade e a dificuldade de planejamento de investimentos, além de afetar o desenvolvimento de novos produtos.
“O gargalo do setor hoje não está na aceitação agronômica do biológico; está na conversão institucional dessa aceitação em ambiente competitivo estável e escalável”, diz.
Heringer também destaca que o desenvolvimento de um bioinsumo envolve investimentos anteriores à etapa de registro, incluindo pesquisa, validação, conformidade regulatória e preparação documental para acesso a sistemas oficiais, como Agrofit e Sispa.
“Um ambiente regulatório inteligente não dificulta a inovação; ele a organiza, a acelera e a converte em competitividade, produtividade e menor Custo Brasil”, considera.
O tema ganha dimensão adicional diante da expansão internacional dos bioinsumos. Para Heringer, a competição entre países não envolve apenas a adoção de tecnologias biológicas, mas também a capacidade de desenvolver produtos, estruturar cadeias industriais e transformar conhecimento científico em negócios globais.
“O Brasil precisa ser grande desenvolvedor, grande formulador, grande registrante e grande exportador”, destaca.
Oportunidade e modernização
Na avaliação do executivo, a expansão registrada no primeiro semestre deve ser interpretada como um sinal de oportunidade para o país, mas também como indicativo da necessidade de modernização institucional.
“Sim, o setor cresceu. Sim, a área tratada avançou de forma robusta. Sim, a agricultura brasileira está mostrando que reconhece valor técnico nos biológicos. Mas exatamente por isso o país deveria estar fazendo mais, e melhor, no plano regulatório”, afirma.
Para Heringer, a regulamentação da Lei 15.070/24 ultrapassa uma questão administrativa e pode influenciar a competitividade da indústria brasileira de bioinsumos. “É uma decisão de política industrial. É uma decisão de competitividade. É uma decisão sobre quem capturará valor na próxima geração da agricultura”, conclui.
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Colheita do milho de segunda safra chega a 99,5% no País, diz Conab

A colheita do milho de segunda safra 2025/26 atingiu 99,5% da área semeada no Brasil até a sexta-feira (25), informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta segunda-feira (28). O avanço foi de 0,8 ponto porcentual em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período da safra 2024/25, quando 99,6% da área havia sido colhida, o ritmo é praticamente equivalente.
Em relação à média dos últimos cinco anos, de 99,7%, os trabalhos aparecem com leve atraso. Segundo a Conab, restam etapas finais da colheita principalmente no Paraná, com 98% da área colhida, e em São Paulo, com 95%.
No algodão 2025/26, a colheita foi encerrada no País, com 100% da área colhida. O avanço semanal foi de 1,8 ponto porcentual. No mesmo momento da safra 2024/25, o índice era de 99,2%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 99,8%.
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Para o trigo 2026, a colheita alcançou 28,9% da área plantada até a última sexta-feira, com avanço de 7,3 pontos porcentuais em uma semana. O percentual fica 2,7 pontos acima do registrado no mesmo período da safra 2025 e 0,2 ponto acima da média dos últimos cinco anos, de 28,7%. Entre os principais estados produtores, o Paraná já colheu 46% da área.
Na safra 2026/27, a semeadura da soja chegou a 3,9% da área prevista, avanço de 3,4 pontos porcentuais na semana. O índice supera os 3,5% observados no mesmo período da safra 2025/26 e também a média de cinco anos, de 3,6%. Mato Grosso havia plantado 5,7% da área prevista, enquanto o Paraná somava 15%, Mato Grosso do Sul 3% e Goiás 1%.
O plantio do milho de verão 2026/27 atingiu 29,1% da área prevista, avanço semanal de 7,7 pontos porcentuais. O percentual está 2,4 pontos acima do mesmo período da safra passada e supera a média de cinco anos, de 24,5%. Santa Catarina lidera com 83% da área plantada, seguido por Rio Grande do Sul, com 72%, e Paraná, com 56%.
No arroz 2026/27, a semeadura alcançou 15,5% da área, avanço de 5,6 pontos porcentuais em uma semana. No mesmo momento da safra 2025/26, o índice era de 7,2%. Rio Grande do Sul e Santa Catarina haviam semeado 18% cada.
Os dados da Conab mostram a reta final da colheita do milho de segunda safra e do algodão, ao mesmo tempo em que avançam os trabalhos de campo para trigo, soja, milho de verão e arroz nas principais regiões produtoras.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Controle do bicudo coloca lavouras de algodão de Mato Grosso em período de vazio sanitário

A partir de 1º de outubro, produtores de algodão de parte de Mato Grosso entram no período de vazio sanitário, medida que busca reduzir a sobrevivência do bicudo-do-algodoeiro entre os ciclos da cultura. O calendário para a safra 2026/27 mantém as datas previstas na Instrução Normativa nº 003/2024 e divide o estado em duas regiões.
Na Região I, o período segue até 30 de novembro. Já nos municípios da Região II, o vazio sanitário começa em 15 de outubro e termina em 14 de dezembro. Durante essas datas, não pode haver plantas de algodão com risco fitossanitário.
A retirada das plantas que permanecem no campo entre uma safra e outra é uma das medidas utilizadas para interromper o ciclo do bicudo. Soqueiras e plantas tigueras podem manter a praga com acesso a alimento e abrigo, favorecendo sua permanência até o início de uma nova lavoura.
O controle ganha relevância diante da capacidade de reprodução e do potencial de dano do inseto. O assessor técnico em Agricultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Alex Rosa, explica que o ataque começa pelos botões florais e também compromete as estruturas que formam o algodão. Os insetos são atraídos pelo cheiro e, inicialmente, atacam os botões, que acabam caindo depois de abertos. “As flores atacadas ficam com aspecto de balão, devido à abertura anormal das pétalas”, detalha.
O ataque também deixa perfurações externas na maçã do algodão. No interior da estrutura, as larvas destroem fibras e sementes, comprometendo a abertura normal.
Períodos variam entre as regiões produtoras
As condições de umidade também influenciam o desenvolvimento do bicudo-do-algodoeiro. Períodos chuvosos favorecem a praga porque a umidade contribui para conservar por mais tempo os botões atacados.
A dimensão da cotonicultura mato-grossense coloca o controle fitossanitário dentro de um calendário que precisa ser cumprido pelos produtores. Na safra 2025/26, o estado cultivou 1,36 milhão de hectares com algodão.
O modelo de produção no estado é marcado pelo cultivo de segunda safra, em sucessão à soja. Conforme o diretor técnico do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), Renan Tomazele, essa característica contribui para a dimensão da atividade no estado, que “consolida-se como o líder absoluto da cotonicultura nacional, respondendo por cerca de 70% de todo o algodão produzido no Brasil”.
Na Região I, o vazio sanitário vai de 1º de outubro a 30 de novembro e abrange 61 municípios, entre eles Rondonópolis, Primavera do Leste, Campo Verde, Campo Verde, Pedra Preta, Itiquira, Alto Garças, Alto Araguaia e Barra do Garças.
Na Região II, o período será de 15 de outubro a 14 de dezembro, abrangendo municípios como Sorriso, Sinop, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Campo Novo do Parecis, Sapezal, Campo Novo do Parecis, Querência, Primavera do Leste e Tapurah. A relação definida pelo Indea-MT também inclui municípios de diferentes regiões produtoras do estado, como Água Boa, Canarana, Juína, Juara, Tangará da Serra e Vila Rica.
O Sistema Famato orienta os produtores rurais a observarem os períodos estabelecidos e as obrigações previstas na legislação estadual de defesa sanitária vegetal. A divisão dos municípios foi definida pelo Indea-MT de acordo com os calendários de produção locais.
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