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Paraná fecha safra de verão 2025/26 com recorde de 26,3 milhões de toneladas

O Paraná encerrou a safra de verão de grãos 2025/26 com produção recorde de 26,3 milhões de toneladas, de acordo com boletim divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O volume supera em 6% o registrado no ciclo anterior, quando o estado colheu 24,7 milhões de toneladas.
O principal avanço veio da soja, que somou 21,8 milhões de toneladas. O milho de verão também apresentou recuperação e passou de 3,1 milhões para 4,1 milhões de toneladas no comparativo anual.
Para o engenheiro agrônomo e analista do Deral Hugo Godinho, o desempenho da safra de verão é um passo importante para o resultado consolidado do ano agrícola. Segundo ele, ainda é preciso acompanhar o comportamento das lavouras de inverno, em um cenário de risco climático elevado, mas o fechamento da primeira etapa da temporada reforça a possibilidade de novo recorde anual no estado.
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Na segunda safra 2025/26, o destaque entre as culturas de campo é o milho. A estimativa aponta produção de 17,6 milhões de toneladas em 2,91 milhões de hectares. A colheita já começou e alcança cerca de 3% da área total. O Deral informou que geadas pontuais de intensidade fraca a moderada nas regiões Sul e Oeste não devem alterar de forma significativa, neste momento, os números finais da cultura. Segundo o analista Edmar Gervasio, a retirada do cereal tende a ganhar ritmo nos próximos dias, especialmente na região Oeste, com previsão de tempo mais seco e ensolarado.
No segmento de hortaliças, a primeira safra de batata 2025/26 está estimada em 566,2 mil toneladas em 16,8 mil hectares, enquanto a segunda safra projeta 298,3 mil toneladas em 9,9 mil hectares. A cebola deve alcançar 118 mil toneladas em 2,8 mil hectares. Para o tomate, a primeira safra é estimada em 167,3 mil toneladas em 2,4 mil hectares, e a segunda, em 101,9 mil toneladas em 1,6 mil hectares.
O boletim conjuntural semanal do Deral também destacou o desempenho da pecuária. As exportações brasileiras de carne bovina somaram 1,360 milhão de toneladas entre janeiro e maio de 2026. No primeiro trimestre, o abate nacional de frangos atingiu 1,707 bilhão de cabeças, com o Paraná respondendo por 35% do total. Na suinocultura, o estado ficou em segundo lugar no ranking nacional, com 20,9% dos abates do país. Já na produção de ovos para consumo, o Paraná ocupou a oitava posição, com 51,468 milhões de dúzias nos três primeiros meses do ano, alta de 0,3% sobre igual período anterior.
Os dados de junho do Deral consolidam o encerramento da safra de verão com avanço da soja e do milho e mantêm o acompanhamento da segunda safra e dos principais segmentos da produção agropecuária paranaense.
Fonte: agricultura.pr.gov.br
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Projeto da Embrapa amplia acesso à tecnologia para mais de 5 milhões de produtores

O avanço da transformação digital no campo passa pela democratização do acesso à tecnologia. Com esse objetivo, o projeto Semear Digital, liderado pela Embrapa Agricultura Digital e financiado pela Fundação Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), desenvolve soluções em agricultura de precisão, automação e conectividade voltadas principalmente para pequenos, médios e agricultores familiares.
A iniciativa reúne instituições de pesquisa e parceiros para levar inovação a quem ainda enfrenta dificuldades de acesso às tecnologias digitais.
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Criado em 2023, o Semear Digital surgiu para reduzir a desigualdade no acesso às ferramentas tecnológicas no meio rural. Segundo a pesquisadora da Embrapa Agricultura Digital, Luciana Alvim Romani, enquanto grandes produtores conseguem incorporar rapidamente novas soluções, pequenos e médios ainda esbarram em obstáculos como o alto custo da tecnologia, limitações de conectividade e baixo letramento digital.
“A tecnologia digital chega muito rápido para o grande produtor por uma série de razões. Uma delas é por conta do custo que a tecnologia tem. Os pequenos e médios são menos assistidos. Então a gente tem aí um gargalo, tem um desafio grande de pesquisa para levar essa tecnologia para esse público”, explicou Romani.
Atualmente, no Brasil, há em torno de 5 milhões de proprietários de áreas que estão no escopo de pequenas e médias propriedades. Para atender às necessidades desse segmento, os pesquisadores foram a campo ouvir os produtores antes de desenvolver as soluções tecnológicas.
Além da conectividade, outro desafio identificado foi o baixo letramento digital. O projeto passou a investir também em ações de treinamento, dias de campo e cursos voltados para o uso das ferramentas digitais.
Soluções adaptadas
O Semear Digital atua em quatro biomas brasileiros e adota diferentes modelos de conectividade conforme as características locais.
“O Brasil é muito grande, é um país continental, cada região, cada bioma tem sua particularidade. Então, esse foi um dos desafios que o projeto se impôs de trabalhar em vários biomas. Então, estamos em quatro biomas diferentes e lidando com dificuldades em relação à conectividade e buscando soluções”, destaca Romani.
Em áreas remotas, como a Ilha de Marajó (PA), o acesso à internet ocorre por meio de satélites, em parceria com o Ministério das Comunicações e a Telebras. Em outras regiões, são utilizadas redes via rádio ou conexões cabeadas.
Segundo os responsáveis pelo projeto, não existe uma solução única para todo o país. Cada território exige uma estratégia específica para garantir que a tecnologia chegue até o produtor.
Tecnologias para diferentes cadeias produtivas
As pesquisas contemplam diversas atividades desenvolvidas por pequenos produtores. Entre elas estão:
- cafeicultura em São Paulo e Minas Gerais;
- fruticultura;
- pecuária leiteira;
- açaí na Ilha de Marajó;
- licuri no semiárido brasileiro;
- piscicultura, com foco na produção de tilápia.
Segundo Romani, uma das soluções desenvolvidas é um aplicativo que auxilia piscicultores a identificar o momento ideal para realizar a despesca, aumentando a rentabilidade da atividade. A ferramenta utiliza inteligência artificial generativa por meio de um chatbot capaz de responder dúvidas dos produtores durante o manejo.
Expansão dentro e fora do Brasil
Inicialmente implantado em dez municípios brasileiros, o Semear Digital vem ampliando sua atuação. Novas regiões dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo passaram a integrar o projeto, incluindo municípios localizados na bacia do Rio Doce.
A iniciativa também ultrapassou as fronteiras nacionais e começou a atuar em países do Cone Sul, como Paraguai, Uruguai, Chile e Argentina. Além disso, já existe uma parceria em desenvolvimento com Portugal e a expectativa é expandir futuramente para outros continentes, como a África.
Jovens e mulheres são prioridade
De acordo com Romani, outro foco do projeto é estimular a permanência dos jovens no campo, pesquisas realizadas pela equipe mostram que muitos não desejam seguir na atividade rural da mesma forma que seus pais, mas demonstram interesse quando há espaço para inovação e uso de tecnologias digitais.
Por isso, as ações de capacitação também priorizam jovens e mulheres, buscando fortalecer a agricultura familiar e reduzir um dos principais problemas enfrentados pelo setor: a escassez de mão de obra.
Próximos passos
O Semear Digital está em fase de expansão e pretende iniciar uma segunda etapa, com mais cinco anos de duração. Entre os objetivos estão ampliar o número de cadeias produtivas atendidas, transformar protótipos em produtos disponíveis comercialmente e fortalecer parcerias para acelerar a adoção das tecnologias no campo.
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Agro Mato Grosso
MT tem a 7ª maior média salarial do Brasil, aponta IBGE

Apesar de estar no top 10 do ranking, o valor médio pago no estado está abaixo da média nacional, segundo dados do IBGE.
Mato Grosso aparece entre os estados brasileiros com as maiores médias salariais do país, segundo o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, o estado ocupa a 7ª posição no ranking nacional, com salário médio de R$ 3.701,29 pago aos trabalhadores formais. Apesar de estar no top 10 do ranking, o valor médio pago no estado está abaixo da média nacional, que ficou em R$ 3.932,45 (veja ranking completo abaixo).
O Distrito Federal lidera a lista com uma remuneração média de R$ 6.845,13. Na sequência aparecem São Paulo, com salário médio de R$ 4.423,04 e Mato Grosso do Sul, com R$ 3.798,16.
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Ranking dos estados com maiores salários médios
- Distrito Federal — R$ 6.845,13
- Rio de Janeiro — R$ 4.501,35
- São Paulo — R$ 4.423,04
- Mato Grosso do Sul — R$ 3.798,16
- Santa Catarina — R$ 3.777,55
- Paraná — R$ 3.731,30
- Mato Grosso — R$ 3.701,29
- Amazonas — R$ 3.627,07
- Rondônia — R$ 3.615,15
- Roraima — R$ 3.565,09
- Acre — R$ 3.464,80
- Tocantins — R$ 3.397,52
- Amapá — R$ 3.390,20
- Minas Gerais — R$ 3.387,03
- Espírito Santo — R$ 3.380,06
Feira de empregos oferece mais de 750 vagas em Várzea Grande
Geração de empregos
Em fevereiro, no último dado consolidado, o estado registrou um saldo positivo de 4.749 novas vagas de empregos formais. Os setores que mais impulsionam a abertura de vagas no estado são serviços, (liderando o ranking de contratações, seguidos pela construção Civil, comércio, indústria e agropecuária.
- Seis dos 10 setores que mais empregam pagam abaixo da média nacional:
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Setores que mais empregam e pagam o melhor salário médio. — Foto: Arte/g1
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Agroconsult projeta 115,8 milhões de toneladas para a 2ª safra de milho

A Agroconsult projetou nesta quinta-feira (25) a produção brasileira de 115,8 milhões de toneladas de milho na segunda safra 2025/26, após o encerramento da etapa milho do Rally da Safra. O volume fica abaixo das 125,3 milhões de toneladas da temporada anterior, mas supera em 3,3% a estimativa de 112 milhões de toneladas divulgada no início da expedição, em 7 de maio.
Segundo a consultoria, a revisão foi feita com base em dados coletados em campo e na análise de imagens de satélite da plataforma CropData. A área nacional da segunda safra foi estimada em 18,2 milhões de hectares, estável na comparação com o ciclo passado.
O levantamento apontou avanço de área em Mato Grosso, com alta de 2%, em Mato Grosso do Sul, com expansão de 5,2%, no Paraná, com 4,2%, e em Rondônia, com 10,3%. Em sentido oposto, houve redução de 5,9% em Goiás, de 4,7% em Minas Gerais e de 9,1% em regiões de Maranhão, Piauí e Tocantins (Mapito).
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Na produtividade, Mato Grosso teve média de 130 sacas por hectare, recuo de 1,4% sobre a safra passada. O médio norte e o oeste do Estado apresentaram os melhores resultados, enquanto leste e sudeste registraram atraso e desempenho menor. Goiás teve queda de 34,6% ante o ciclo anterior, com média de 83 sacas por hectare. Mato Grosso do Sul alcançou 99,3 sacas por hectare, com destaque para o sul do Estado, e o Paraná registrou 97,9 sacas por hectare, com melhor desempenho na região oeste.
Em Minas Gerais, a produtividade caiu 22,2%, enquanto no Mapito a retração foi de 14,9%. De acordo com a Agroconsult, o quadro foi influenciado por chuvas excessivas em março, que atrasaram o plantio, e por períodos de seca em abril e maio em áreas do Centro-Oeste. As chuvas de junho não recompuseram as perdas já consolidadas.
A colheita avança em áreas do Paraná e de Mato Grosso do Sul. Nessas regiões, produtores acompanham o risco de frio sobre lavouras ainda em enchimento de grãos, com potencial limitado de perdas nesta fase.
Para o ciclo 2025/26, a estimativa da produção total de milho no Brasil é de 144,1 milhões de toneladas, abaixo das 152,3 milhões de toneladas do ciclo anterior. No início de maio, a projeção era de 140,5 milhões de toneladas. A área total cultivada no País soma 22,6 milhões de hectares.
No mercado interno, a demanda segue sustentada pelo consumo para ração e pela produção de etanol. No mercado externo, as safras dos Estados Unidos e da Argentina elevam a concorrência e pressionam as exportações brasileiras.
Fonte: Estadão Conteúdo
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