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MT lidera avanço da soja sustentável e impulsiona Brasil a superar 2 milhões de hectares certificados

O Brasil alcançou um novo marco na produção sustentável de soja. Em 2025, o país ultrapassou a marca de 2 milhões de hectares certificados sob o Padrão para Produção de soja da Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS), registrando crescimento de 28% em relação ao ano anterior. O resultado reforça o protagonismo brasileiro na oferta de soja produzida sob rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos.
Os números mais recentes mostram que Mato Grosso segue como líder da certificação RTRS no país, com mais de 4,9 milhões de toneladas produzidas em áreas certificadas e 1,2 milhão de hectares auditados. Na sequência aparecem Maranhão, Piauí, Goiás e Bahia, consolidando a força da região do Matopiba no avanço da agricultura sustentável brasileira.
Para o consultor de Desenvolvimento de Mercado e Relacionamento Institucional no Brasil da RTRS, Cid Sanches, a liderança mato-grossense é resultado de uma combinação de fatores que envolve escala produtiva, logística estratégica e atuação de agentes multiplicadores.
De acordo com ele, há um forte engajamento de organizações que ajudam a disseminar o modelo RTRS, como a Amaggi e o CAT de Sorriso. Além disso, Mato Grosso possui uma vantagem logística importante, já que boa parte da soja destinada ao mercado europeu é escoada pelos portos do Arco Norte, como Santarém, Manaus e Belém.
Sanches destaca ainda que a liderança está diretamente relacionada ao perfil produtivo do estado. “Mato Grosso é o maior produtor de soja do Brasil. Isso favorece a presença de produtores com perfil empresarial, geralmente mais abertos à adoção de inovações e processos de certificação”, explica.
O avanço observado nos estados do Matopiba também chama a atenção da RTRS. Segundo Sanches, a presença de grandes propriedades agrícolas permite ganhos de escala na implementação da certificação. “São regiões com grandes extensões de terras cultivadas. Isso faz com que cada produtor certificado represente um volume expressivo de área e produção, contribuindo significativamente para o crescimento da certificação no país”, destaca.
Embora o crescimento seja expressivo, a RTRS avalia que ainda existe amplo espaço para expansão da soja certificada no Brasil. Regiões como o Sul do país, especialmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina, apresentam potencial para ampliar sua participação nos próximos anos, seguindo o exemplo do Paraná, onde a atuação de cooperativas agrícolas tem impulsionado os resultados.
Na avaliação da entidade, o aumento da área certificada envia recado importante ao mercado global. “O produtor brasileiro está mostrando ao mundo que, havendo demanda por soja produzida de forma sustentável, existe capacidade para atender esse mercado. Ainda se trata de um nicho em relação à área total cultivada no país, mas é um segmento que cresce ano após ano e possui grande potencial de expansão”, finaliza Sanches.
RANKING DOS 5 ESTADOS COM MAIOR PRODUÇÃO RTRS EM 2025
- MT (Mato Grosso)
Produção: 4.906.035 tons | Área: 1.228.631 ha
- MA (Maranhão)
Produção: 938.021 tons | Área: 219.108 ha
- PI (Piauí)
Produção: 820.536 tons | Área: 181.568 ha
- GO (Goiás)
Produção: 525.031 tons | Área: 114.685 ha
- BA (Bahia)
Produção: 388.323 tons | Área: 91.654 ha
Sobre a RTRS
Fundada em 2006 em Zurique, na Suíça, a Mesa Global da Soja Responsável (RTRS, na sigla em inglês) é uma associação internacional sem fins lucrativos que estabelece padrões competitivos e confiáveis e desenvolve soluções para promover a produção, o comércio e o uso de soja sustentável.
Como uma mesa redonda global multissetorial, a RTRS atua por meio da cooperação entre os diversos atores da cadeia de valor da soja — da produção ao consumo — oferecendo uma plataforma global de diálogo multilateral sobre soja responsável.
Como provedora de soluções, a RTRS desenvolve padrões de certificação para a produção de soja e para a cadeia de custódia, além de ferramentas como a Plataforma Online — que permite o rastreamento e o registro das certificações RTRS, dos volumes de produção e do material certificado — e a Calculadora de Pegada de Soja e Milho, entre outras ferramentas.
Mais informações: https://responsiblesoy.org/
Fonte: Assessoria
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Jovem de 21 anos fica inconsciente e sofre fraturas após bater moto em ônibus escolar em Sinop

Colisão ocorreu em um cruzamento no bairro Jardim das Violetas na manhã de quarta-feira (24). Vítima foi socorrida com suspeita de fratura na mandíbula
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, na quarta-feira (24.6), um acidente de trânsito envolvendo um ônibus escolar e uma motocicleta em um cruzamento no bairro Jardim das Violetas, no município de Sinop (a 479km de Cuiabá).
A equipe do 4º Batalhão de Bombeiros Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 7h. Ao chegar no local, os bombeiros encontraram a condutora da motocicleta, uma mulher de 21 anos, inconsciente e com sinais de trauma grave, incluindo suspeita de fratura de mandíbula e fratura no tornozelo esquerdo.
Após receber atendimento pré-hospitalar imediato e ter o quadro clínico estabilizado, a condutora foi encaminhada ao Hospital Regional de Sinop para receber atendimento médico especializado.
O CBMMT não possui informações sobre as consequências do acidente nem sobre o estado de saúde da vítima.
Com Assessoria
Agro Mato Grosso
‘O vazio sanitário reduz uso de fungicidas e traz benefícios para a produção e o meio ambiente’, diz presidente da Aprosoja MT

O vazio sanitário da soja segue como uma das principais ferramentas para o controle da ferrugem asiática no Brasil. A medida, que determina um período mínimo de 90 dias sem plantas vivas de soja durante a entressafra, contribui para reduzir a incidência da doença e diminuir a necessidade de aplicações de fungicidas nas lavouras.
Para o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Beber, os resultados da medida são perceptíveis no campo. Segundo ele, a implementação do vazio sanitário trouxe impactos positivos tanto para a produção quanto para o meio ambiente.
“Com a implementação do vazio sanitário, reduziram-se o número de aplicações de fungicidas voltadas ao controle da ferrugem da soja e também a incidência da doença diminuiu muito. Isso traz mais segurança não só para a produção de soja, mas também para o meio ambiente”, destaca.
Lucas ressalta que o objetivo da medida é manter a doença sob controle antes mesmo do início de uma nova safra, reduzindo os prejuízos e aumentando a eficiência do manejo fitossanitário.
Claudine Seixas, pesquisadora da Embrapa, explica que a principal razão da adoção do vazio sanitário é interromper o ciclo de sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática.
“O fungo que causa a ferrugem asiática precisa da planta viva para sobreviver. Ao eliminar a soja, nós eliminamos o principal hospedeiro desse fungo e esperamos atrasar a ocorrência da doença durante a safra”, explica.
Ela reforça que o cumprimento rigoroso do vazio sanitário é fundamental para o sucesso dessa estratégia. “Quando o vazio sanitário é realizado de forma adequada, o controle da doença começa antes mesmo do plantio da nova safra. Essa medida contribui para reduzir a presença do fungo no campo, diminuindo a necessidade de aplicações de fungicidas e as perdas provocadas por uma doença extremamente severa”, afirma.
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Agro Mato Grosso
Capacitação do TCE-MT reúne especialistas de todo país e ganha destaque nacional

Evento reúne especialistas de diversas regiões do Brasil para fortalecer a governança, o monitoramento dos planos de saúde e o controle social no SUS
Com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e reunindo especialistas de diferentes regiões do país, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) deu continuidade, nesta quarta-feira (24), à “Capacitação para o Fortalecimento do Controle na Saúde: Governança e Monitoramento dos Planos”. O evento, que ganhou repercussão nacional, reúne conselheiros municipais de saúde, gestores públicos e representantes de órgãos de controle para discutir estratégias de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Antes do início das atividades do segundo dia, os participantes foram recepcionados pelo presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas), conselheiro Guilherme Antonio Maluf, e pelo vice-presidente do Instituto Rui Barbosa (IRB), Sebastião Helvécio.
Na abertura, os presentes também acompanharam uma mensagem do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Qualificar os conselhos de saúde, acompanhar a execução dos Planos Municipais de Saúde e ampliar o uso de dados, indicadores e evidências significa aprimorar a gestão pública e garantir que as políticas de saúde gerem resultados concretos para a população”, afirmou o ministro.
Para Padilha, ações como a realizada pelo TCE-MT, por meio da Copspas, contribuem para os recordes de resultados no Sistema Único de Saúde (SUS). Como exemplo, ele destacou que, após o lançamento do programa Agora Tem Especialistas, em 2025, foram realizadas 14,9 milhões de cirurgias eletivas, número 42% maior do que em 2022. Também foram efetivados 1,3 bilhão de exames especializados, 4,7 milhões de quimioterapias e mais de 30,9 mil transplantes em todo o país.
“Esses números indicam que o trabalho conjunto que estamos realizando está no caminho certo, com planejamento, monitoramento, aprimoramento constante e investimentos onde a população mais precisa”, finalizou o ministro, ao desejar a todos uma excelente construção coletiva de soluções para fortalecer ainda mais a saúde pública brasileira.
O presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, destacou a importância da participação do ministro e ressaltou que a presença de autoridades nacionais fortalece o debate sobre a melhoria da gestão pública. “A participação do ministro Alexandre Padilha demonstra que o fortalecimento do controle social e da governança na saúde é uma pauta nacional. O diálogo entre os órgãos de controle, os gestores e o Ministério da Saúde é fundamental para construirmos soluções que garantam atendimento de qualidade à população.”
Na ocasião, o anfitrião, conselheiro Guilherme Antonio Maluf enalteceu o engajamento dos participantes e o compromisso dos conselheiros municipais com o SUS. Ao classificar a capacitação como um sucesso, ressaltou a importância da atuação daqueles que acompanham e fiscalizam as políticas públicas de saúde nos municípios e se comprometeu com a ampliação das ações qualificadoras.
“Tenho recebido muitas solicitações para tornar essa capacitação algo rotineiro e prometo que vou fazer uma discussão ampla junto ao presidente do TCE-MT conselheiro Sérgio Ricardo e demais conselheiros desta Corte e, se assim entendermos, podemos retomar o programa que existia no passado, de capacitação permanente ou continuada para os conselheiros municipais não só na saúde, mas também na educação, meio ambiente e segurança pública”, declarou Maluf.
O presidente da Copspas também defendeu a ampliação da iniciativa para todo o país. “Aproveitando a presença do representante do IRB, vou defender a tese de levarmos para todos os Tribunais de Contas do país duas capacitações por ano, sendo uma delas focada no controle social. Assim, poderemos construir uma rede nacional mais rígida, com uma performance mais eficaz e que fortalece o sistema.”
Ao agradecer o apoio institucional à realização do evento, Maluf destacou ainda a contribuição do vice-presidente do IRB, Sebastião Helvécio, para o fortalecimento do SUS e para a aproximação entre os órgãos de controle e as pautas da saúde pública. “Você já era e continua sendo minha referência, porque nos ensina muito com a sua perseverança e com essa fidelidade que você tem ao Sistema Único de Saúde”.
Por sua vez, o conselheiro Sebastião Helvécio, que também é presidente do Comitê Técnico de Saúde do IRB, ressaltou a relevância dos municípios dentro do modelo federativo brasileiro ao lembrar que o Brasil possui uma estrutura singular, na qual União, estados e municípios possuem autonomia e responsabilidades próprias.
“A figura que se destaca aqui hoje é a do município, e vocês devem se orgulhar em pertencer a uma organização municipal, porque essa é a grande peculiaridade do sistema administrativo brasileiro. Para mim, essa capacitação, muito mais do que capacitar, é humanizar. É se tornar mais preparado para exercer uma função nobre que temos, na oportunidade de influenciar na vida das pessoas. Estou muito feliz de ver esse auditório do nosso Tribunal de Contas do Mato Grosso completamente lotado”, disse Helvécio.
O vice-presidente do IRB também enfatizou que o controle da administração pública depende da atuação conjunta do controle externo, do controle interno e do controle social. Para ele, o trabalho realizado pelos conselheiros de saúde vai além da fiscalização e tem impacto direto na qualidade de vida da população.
Até a próxima quinta-feira (25), os participantes terão acesso a palestras e a módulos temáticos ministrados pela auditora de controle externo do Tribunal de Contas do Distrito Federal Tarsila Firmino Ely e pelo chefe da Assessoria de Transparência e Controle Social da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, AB-Diel Nunes de Andrade.
Clique aqui e confira galeria de fotos do 2° dia da capacitação
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