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25 de junho de 2026

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FenSeg quer reunião com o Ministério da Agricultura após corte no seguro rural

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) pediu ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) uma reunião para discutir os impactos do novo corte do orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), informou a entidade em nota. O pleito da federação ocorre após um corte adicional de R$ 56,3 milhões formalizado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) nesta semana. Na semana anterior, o orçamento do seguro rural foi contingenciado em R$ 461,7 milhões.

Em nota, a FenSeg afirmou que o objetivo é apresentar ao ministério as preocupações do mercado em relação à previsibilidade da principal política pública de apoio à contratação de seguro rural no País e apresentar os impactos sobre a falta de previsibilidade orçamentária. “Embora de menor magnitude, a nova redução reforça a preocupação do setor com a recorrência dos cortes orçamentários e seus efeitos sobre o planejamento de produtores rurais, seguradoras e demais agentes envolvidos na operação do seguro rural”, disse a federação.

A FenSeg destacou, em nota, que o seguro rural é um instrumento “essencial para a proteção da renda do produtor e para a resiliência da atividade agropecuária” diante do aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos. “Por essa razão, a previsibilidade dos recursos destinados à subvenção é considerada fundamental para que produtores, seguradoras e o próprio governo possam planejar suas ações de forma eficiente”, defendeu a federação na nota.

Para o presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg, Daniel Nascimento, a preocupação não está apenas no valor do contingenciamento, mas na repetição de um cenário de incertezas. “O seguro rural depende de previsibilidade para cumprir plenamente seu papel de instrumento de gestão de riscos. Sem ela, produtores e seguradoras perdem capacidade de planejamento, justamente em um momento em que os desafios climáticos exigem mais proteção e não menos”, afirmou na nota, mencionando que a área segurada caiu para 3,2 milhões de hectares em 2025.

A federação defendeu ainda a aprovação pelo Senado do Projeto de Lei nº 2.951/2024, da modernização dos marcos legais do seguro rural.

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Canola avança no RS e área deve mais que dobrar na safra 2026

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A semeadura da canola está em fase final no Rio Grande do Sul e deve alcançar 353.397 hectares na safra 2026, segundo a Emater/RS-Ascar. O volume representa aumento de 102,64% sobre os 174.394 hectares cultivados em 2025. As primeiras lavouras já entraram em florescimento, enquanto a maior parte das áreas apresenta bom estabelecimento e desenvolvimento vegetativo.

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25), as condições climáticas têm favorecido a evolução da cultura nas principais regiões produtoras. Em algumas áreas, períodos de menor radiação solar e temperaturas mais baixas reduziram o ritmo de crescimento, mas sem reflexos expressivos sobre o potencial produtivo. Os produtores seguem com manejo de plantas daninhas, adubação nitrogenada em cobertura e monitoramento fitossanitário.

A produtividade média estadual da canola está projetada em 1.619 kg/ha, com produção estimada de 571.975 toneladas.

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Entre as demais culturas de inverno, o trigo alcança cerca de 70% da área projetada, favorecido pela redução dos volumes pluviométricos nas últimas semanas. A Emater/RS-Ascar estima 814.220 hectares para a cultura, queda aproximada de 30% ante os 1.166.163 hectares cultivados em 2025. A produtividade média projetada é de 2.701 kg/ha, com produção estimada em 2,2 milhões de toneladas.

Na aveia-branca, a semeadura está em grande parte concluída. A área estimada para a safra 2026 é de 387.697 hectares, variação negativa de 1,38% em relação ao ciclo anterior, com produtividade média projetada em 2.322 kg/ha.

A cevada também registra retração. A projeção da Emater/RS-Ascar aponta 20.320 hectares, recuo de 36,52% frente aos 32.010 hectares da safra anterior. A produtividade média estadual é estimada em 3.020 kg/ha, com expectativa de produção de 61.369 toneladas.

No Rio Grande do Sul, a safra de inverno avança com expansão da canola, manutenção da aveia-branca e redução de área em trigo e cevada, enquanto as lavouras já implantadas apresentam, em geral, bom estabelecimento inicial.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Deral aponta safra de soja 25/26 do Paraná em 21,778 milhões de t

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De acordo com informações do Departamento de Economia Rural (Deral), em seu relatório de junho, a produção da safra de soja 2025/26 no Paraná deve atingir 21,778 milhões de toneladas. O número representa um crescimento de 3% em relação ao número de 21,171,8 milhões de toneladas colhidas em 2024/25.

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Área plantada de soja

A área plantada foi estimada em 5,736,9 milhões de hectares, praticamente estável frente aos
5,770,5 milhões de hectares da safra anterior. A produtividade média foi projetada em 3.797 quilos por hectare, acima dos 3.669 quilos por hectare registrados em 2024/25.

Com informações da Safras & Mercado.

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Escala 5×2: agro vê risco de aumento de custos e desemprego

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

A discussão sobre a mudança da escala de trabalho 6×1 para 5×2 continua a mobilizar o setor produtivo. Para a Sociedade Rural Brasileira (SRB), a adoção de uma regra única pode elevar custos, dificultar contratações e afetar atividades que não podem ser interrompidas, como frigoríficos, pecuária leiteira e operações ligadas à safra.

A diretora executiva da Sociedade Rural Brasileira, Patrícia Arantes, afirma que o setor não está preparado para uma alteração sem mecanismos que permitam adequar as jornadas às diferentes realidades de produção. Ela cita dificuldades já enfrentadas para contratar trabalhadores em várias cadeias do agro.

“A gente tem um cenário de dificuldade de contratação em todas as culturas, em relação a grãos. Nós temos associados, por exemplo, que são de pecuária leiteira, pecuária de corte, frigoríficos, indústrias, e a gente teria que parar uma indústria para atender essa escala”.

A preocupação da entidade está nas propostas que tramitam no Congresso e no Senado e que tratam da redução da jornada sem, na avaliação da SRB, considerar as especificidades de setores com trabalho contínuo ou sazonal. Para Patrícia Arantes, o debate precisa avançar com alternativas que permitam acordos entre empregadores e trabalhadores.

A diretora defende que a negociação coletiva pode ser uma saída para evitar que uma única regra seja aplicada a atividades com rotinas muito diferentes. “No meu ponto de vista ainda é mais fácil do que a gente ter uma regra de lei que impõe para o setor um formato único de contratação”, pontua em entrevista ao programa Direto ao Ponto.

Atividades que não param

A preocupação envolve, principalmente, cadeias em que a produção e o atendimento não podem ser suspensos. A diretora executiva cita frigoríficos, pecuária leiteira e indústrias ligadas ao abastecimento alimentar como exemplos de atividades que enfrentariam dificuldades para se adequar a uma escala fixa.

“E como é que a gente para uma indústria de abastecimento alimentar, tanto para o Brasil quanto para o exterior? Então esse ponto nos preocupa muito”.

Nos frigoríficos, por exemplo, muitas unidades operam na escala de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso. Para a diretora da SRB, a mudança para o modelo 5×2 exigiria mais contratações para manter o funcionamento das plantas.

Ela explica que, mesmo nos casos em que há descanso após jornadas mais longas, a alteração teria impacto na composição das equipes. “Na verdade, para eles muda porque você tem que contratar mais pessoas para suprir o 5×2, por exemplo, e tem que fechar o frigorífico por dois dias. Então, aí realmente fica totalmente inviável”.

A SRB avalia que a legislação precisa reconhecer a diversidade de modelos existentes. Patrícia Arantes cita a PEC 12, apresentada pelo senador Rogério Marinho, como uma proposta que, em sua avaliação, permite maior liberdade de contratação e pode se adaptar melhor às necessidades do setor.

Safra e custo de produção

No campo, a demanda por mão de obra também muda conforme o calendário agrícola. Em períodos de plantio e colheita, produtores precisam reforçar as equipes, mas essa necessidade não se mantém durante todo o ano.

A entidade defende mecanismos que deem mais flexibilidade às contratações sazonais. Patrícia Arantes cita o Projeto de Lei dos safristas, que trata da possibilidade de contratação durante a safra sem a perda automática de benefícios recebidos pelo trabalhador.

Segundo a diretora, o veto integral ao projeto contrasta com a discussão sobre a redução da jornada. “O governo trouxe essa ideia, mas ele ao mesmo tempo vetou integralmente o PL 715 dos safristas”.

A preocupação da SRB também está nos reflexos financeiros de uma eventual mudança sem compensações para empregadores. Para ela, pequenos e médios negócios podem ter mais dificuldade para absorver novos custos com pessoal.

“A única questão que eles sempre tentam pautar é que o empresariado conseguiria, como dizem, absorver esse custo. Agora, a que custo que o empresariado vai conseguir fazer isso? Com certeza concentração de mercado, porque os pequenos e médios não vão conseguir sobreviver”, diz ao Canal Rural Mato Grosso.

Ela também aponta que o aumento do custo da mão de obra pode acelerar a substituição de trabalhadores por máquinas e ferramentas de inteligência artificial. “E ainda tem um agravante. A gente fala tanto de inteligência artificial, mecanização no campo, imagina se a gente substitui boa parte dos trabalhadores, porque o custo fica muito alto por aqueles que são ou com inteligência artificial ou com máquinas”.

Debate no Senado

A diretora da SRB afirma que a desaceleração da tramitação no Senado abre espaço para que diferentes setores apresentem dados e discutam os efeitos das propostas. A entidade defende a realização de audiências públicas com representantes do agro, do transporte, da logística e de outras atividades afetadas. “Para o nosso setor, isso é muito bom, porque gerou mais debate, a gente pode trazer mais dados, até para a opinião pública”.

Para Patrícia Arantes, a discussão precisa considerar os impactos sobre produção, emprego e competitividade. “A gente precisa embasar todos os senadores para quando essa proposta chegar na CCJ e deve chegar ao longo desses próximos dias e semanas, a gente conseguir fazer audiências públicas, discutir entre os setores, discutir com transporte, com logística e todos esses setores que passam, pelo setor agropecuário”.

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