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Deral aponta safra de soja 25/26 do Paraná em 21,778 milhões de t

De acordo com informações do Departamento de Economia Rural (Deral), em seu relatório de junho, a produção da safra de soja 2025/26 no Paraná deve atingir 21,778 milhões de toneladas. O número representa um crescimento de 3% em relação ao número de 21,171,8 milhões de toneladas colhidas em 2024/25.
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Área plantada de soja
A área plantada foi estimada em 5,736,9 milhões de hectares, praticamente estável frente aos
5,770,5 milhões de hectares da safra anterior. A produtividade média foi projetada em 3.797 quilos por hectare, acima dos 3.669 quilos por hectare registrados em 2024/25.
Com informações da Safras & Mercado.
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FenSeg quer reunião com o Ministério da Agricultura após corte no seguro rural

A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) pediu ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) uma reunião para discutir os impactos do novo corte do orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), informou a entidade em nota. O pleito da federação ocorre após um corte adicional de R$ 56,3 milhões formalizado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) nesta semana. Na semana anterior, o orçamento do seguro rural foi contingenciado em R$ 461,7 milhões.
Em nota, a FenSeg afirmou que o objetivo é apresentar ao ministério as preocupações do mercado em relação à previsibilidade da principal política pública de apoio à contratação de seguro rural no País e apresentar os impactos sobre a falta de previsibilidade orçamentária. “Embora de menor magnitude, a nova redução reforça a preocupação do setor com a recorrência dos cortes orçamentários e seus efeitos sobre o planejamento de produtores rurais, seguradoras e demais agentes envolvidos na operação do seguro rural”, disse a federação.
A FenSeg destacou, em nota, que o seguro rural é um instrumento “essencial para a proteção da renda do produtor e para a resiliência da atividade agropecuária” diante do aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos. “Por essa razão, a previsibilidade dos recursos destinados à subvenção é considerada fundamental para que produtores, seguradoras e o próprio governo possam planejar suas ações de forma eficiente”, defendeu a federação na nota.
Para o presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg, Daniel Nascimento, a preocupação não está apenas no valor do contingenciamento, mas na repetição de um cenário de incertezas. “O seguro rural depende de previsibilidade para cumprir plenamente seu papel de instrumento de gestão de riscos. Sem ela, produtores e seguradoras perdem capacidade de planejamento, justamente em um momento em que os desafios climáticos exigem mais proteção e não menos”, afirmou na nota, mencionando que a área segurada caiu para 3,2 milhões de hectares em 2025.
A federação defendeu ainda a aprovação pelo Senado do Projeto de Lei nº 2.951/2024, da modernização dos marcos legais do seguro rural.
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Escala 5×2: agro vê risco de aumento de custos e desemprego

A discussão sobre a mudança da escala de trabalho 6×1 para 5×2 continua a mobilizar o setor produtivo. Para a Sociedade Rural Brasileira (SRB), a adoção de uma regra única pode elevar custos, dificultar contratações e afetar atividades que não podem ser interrompidas, como frigoríficos, pecuária leiteira e operações ligadas à safra.
A diretora executiva da Sociedade Rural Brasileira, Patrícia Arantes, afirma que o setor não está preparado para uma alteração sem mecanismos que permitam adequar as jornadas às diferentes realidades de produção. Ela cita dificuldades já enfrentadas para contratar trabalhadores em várias cadeias do agro.
“A gente tem um cenário de dificuldade de contratação em todas as culturas, em relação a grãos. Nós temos associados, por exemplo, que são de pecuária leiteira, pecuária de corte, frigoríficos, indústrias, e a gente teria que parar uma indústria para atender essa escala”.
A preocupação da entidade está nas propostas que tramitam no Congresso e no Senado e que tratam da redução da jornada sem, na avaliação da SRB, considerar as especificidades de setores com trabalho contínuo ou sazonal. Para Patrícia Arantes, o debate precisa avançar com alternativas que permitam acordos entre empregadores e trabalhadores.
A diretora defende que a negociação coletiva pode ser uma saída para evitar que uma única regra seja aplicada a atividades com rotinas muito diferentes. “No meu ponto de vista ainda é mais fácil do que a gente ter uma regra de lei que impõe para o setor um formato único de contratação”, pontua em entrevista ao programa Direto ao Ponto.
Atividades que não param
A preocupação envolve, principalmente, cadeias em que a produção e o atendimento não podem ser suspensos. A diretora executiva cita frigoríficos, pecuária leiteira e indústrias ligadas ao abastecimento alimentar como exemplos de atividades que enfrentariam dificuldades para se adequar a uma escala fixa.
“E como é que a gente para uma indústria de abastecimento alimentar, tanto para o Brasil quanto para o exterior? Então esse ponto nos preocupa muito”.
Nos frigoríficos, por exemplo, muitas unidades operam na escala de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso. Para a diretora da SRB, a mudança para o modelo 5×2 exigiria mais contratações para manter o funcionamento das plantas.
Ela explica que, mesmo nos casos em que há descanso após jornadas mais longas, a alteração teria impacto na composição das equipes. “Na verdade, para eles muda porque você tem que contratar mais pessoas para suprir o 5×2, por exemplo, e tem que fechar o frigorífico por dois dias. Então, aí realmente fica totalmente inviável”.
A SRB avalia que a legislação precisa reconhecer a diversidade de modelos existentes. Patrícia Arantes cita a PEC 12, apresentada pelo senador Rogério Marinho, como uma proposta que, em sua avaliação, permite maior liberdade de contratação e pode se adaptar melhor às necessidades do setor.
Safra e custo de produção
No campo, a demanda por mão de obra também muda conforme o calendário agrícola. Em períodos de plantio e colheita, produtores precisam reforçar as equipes, mas essa necessidade não se mantém durante todo o ano.
A entidade defende mecanismos que deem mais flexibilidade às contratações sazonais. Patrícia Arantes cita o Projeto de Lei dos safristas, que trata da possibilidade de contratação durante a safra sem a perda automática de benefícios recebidos pelo trabalhador.
Segundo a diretora, o veto integral ao projeto contrasta com a discussão sobre a redução da jornada. “O governo trouxe essa ideia, mas ele ao mesmo tempo vetou integralmente o PL 715 dos safristas”.
A preocupação da SRB também está nos reflexos financeiros de uma eventual mudança sem compensações para empregadores. Para ela, pequenos e médios negócios podem ter mais dificuldade para absorver novos custos com pessoal.
“A única questão que eles sempre tentam pautar é que o empresariado conseguiria, como dizem, absorver esse custo. Agora, a que custo que o empresariado vai conseguir fazer isso? Com certeza concentração de mercado, porque os pequenos e médios não vão conseguir sobreviver”, diz ao Canal Rural Mato Grosso.
Ela também aponta que o aumento do custo da mão de obra pode acelerar a substituição de trabalhadores por máquinas e ferramentas de inteligência artificial. “E ainda tem um agravante. A gente fala tanto de inteligência artificial, mecanização no campo, imagina se a gente substitui boa parte dos trabalhadores, porque o custo fica muito alto por aqueles que são ou com inteligência artificial ou com máquinas”.
Debate no Senado
A diretora da SRB afirma que a desaceleração da tramitação no Senado abre espaço para que diferentes setores apresentem dados e discutam os efeitos das propostas. A entidade defende a realização de audiências públicas com representantes do agro, do transporte, da logística e de outras atividades afetadas. “Para o nosso setor, isso é muito bom, porque gerou mais debate, a gente pode trazer mais dados, até para a opinião pública”.
Para Patrícia Arantes, a discussão precisa considerar os impactos sobre produção, emprego e competitividade. “A gente precisa embasar todos os senadores para quando essa proposta chegar na CCJ e deve chegar ao longo desses próximos dias e semanas, a gente conseguir fazer audiências públicas, discutir entre os setores, discutir com transporte, com logística e todos esses setores que passam, pelo setor agropecuário”.
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Pesquisa revela fungo responsável por perdas de mais de R$ 100 mil em milharais de MT

Por fora, a palhada aparenta estar sadia. Mas, ao abrir a espiga, o produtor encontra grãos comprometidos por mofo e uma perda que já pesa na conta da safra. Em São José do Rio Claro, o problema afetou áreas de milho segunda safra e trouxe prejuízos superiores a R$ 100 mil em uma propriedade.
O agricultor Cleverson Bertamoni cultivou 1.550 hectares de milho nesta temporada. Nos primeiros talhões colhidos, ele já contabiliza perdas de mais de 19 sacas por hectare, diante de espigas que, externamente, não indicavam o comprometimento dos grãos.
A situação foi identificada em diferentes pontos da propriedade. Conforme Cleverson, o problema aparece de dentro para fora e pode passar despercebido durante uma primeira observação da lavoura. “Você vai andando e já acha o problema. Ela vem com esse mofo debaixo para cima”.
Ao abrir as espigas, o produtor encontrou grãos deteriorados e com odor de mofo. A palha, no entanto, permanecia aparentemente preservada. “Você olha aqui a palha está sadia, se você não abre você não vê”, mostra para a reportagem do Patrulheiro Agro.
O agricultor afirma que foram realizadas três aplicações de fungicidas, com alternância de princípios ativos e uso de produto protetivo, mas o problema foi constatado durante a colheita. “Nós tivemos um talhão de 220 hectares em que perdemos mais de 10% só por causa dessa doença aqui”.
O impacto financeiro estimado por Cleverson já passa de R$ 100 mil, sem considerar os custos das aplicações realizadas na lavoura. Inicialmente, ele e outros produtores associaram os sintomas à podridão-salmão da espiga, pela coloração observada nos grãos. “Está sendo tratada até agora para nós aqui como podridão-salmão da espiga, pois deixa essa coloração meio salmão aí na espiga”, frisa.

Diagnóstico descartou nova doença
A suspeita de uma doença ainda desconhecida foi descartada após a avaliação de amostras coletadas na propriedade. O trabalho buscou identificar o fungo presente nos milharais, avaliar os impactos na produção e apontar medidas que possam reduzir a proliferação na próxima safra.
Especialista em doenças de plantas, o pesquisador Erlei Melo Reis esteve em Mato Grosso, a convite da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja Mato Grosso), para acompanhar os talhões. Na análise, foram feitas amostragens em trechos de dez metros, com contagem de plantas e retirada de espigas para diagnose.
De acordo com Reis, entre 15% e 20% das espigas avaliadas apresentavam podridão visível. A presença de micélio, o mofo branco, porém, indicou que o fungo estava disseminado nas áreas observadas.
“Nós encontramos então nessa lavoura de 15% a 20% das espigas que tem uma podridão, só que na realidade, pela experiência que tenho como fitopatologista, todas as espigas tem a podridão branca da espiga, porque tem o micélio, o mofo branco que identifica o fungo Stenocarpella s.p”, explica ao Canal Rural Mato Grosso.
A análise em microscópio permitiu visualizar e medir os esporos das amostras enviadas de Mato Grosso. Conforme o pesquisador, o resultado confirmou a espécie Stenocarpella maydis, doença já registrada no estado e também identificada na safra anterior. A Diplodia recebeu nova classificação científica e passou a ser chamada de Stenocarpella maydis.
O pesquisador explica que há diferentes fungos associados às podridões de espiga no milho. Entre eles, estão o Fusarium verticillioides, relacionado à podridão rosada na base da espiga ou em grãos individuais, e o Fusarium graminearum, também chamado de Gibberella zeae, ligado à podridão vermelha na ponta da espiga.
“E das brancas, nesse caso aqui, são as chamadas Diplodia. Nós recebemos várias amostras de Mato Grosso e com microscópio visualizamos os esporos, esses esporos foram medidos e confirmados através da literatura por ser esporos relativamente pequenos que pertencem então a espécie Stenocarpella maydis”, pontua o especial ao Canal Rural Mato Grosso.

Manejo exige atenção à palhada
Segundo o Sindicato Rural, São José do Rio Claro cultivou aproximadamente 100 mil hectares de milho nesta safra. O atraso no plantio levou muitos produtores a reduzirem o investimento na cultura.
Para Reis, a presença de sementes infectadas, a monocultura e a permanência de palhada com restos de lavouras afetadas podem favorecer a disseminação do fungo. As chuvas mais frequentes entre o pendoamento e a colheita também estão entre os fatores que precisam ser avaliados nesta temporada.
Em áreas com palhada de monocultura que registraram a doença na safra anterior, a quantidade de inóculo pode ser elevada. “Se nós tivermos a palhada de monocultura que teve a doença na safra anterior nós temos uma abundância de inóculo”, afirma.
A rotação de culturas é uma das medidas citadas pelo pesquisador. Quando ela não é possível, ele aponta práticas que podem acelerar a decomposição da palhada, como melhorar a trituração dos resíduos durante a colheita e aumentar o contato desse material com o solo. “Se procedermos, por exemplo, a uma escarificação também vai haver um maior contato dessa palha com o solo, o que acelera a sua decomposição”.
Reis ressalta que ainda não há dados de pesquisa que comprovem a redução da podridão das espigas com aplicações de fungicidas. “A pesquisa não tem dados sobre essa doença, a podridão das espigas do milho, que possa ser minimizada com a aplicação de fungicidas, não temos essa informação ainda”.
O pesquisador também afirmou que as amostras analisadas não confirmaram a presença de uma nova podridão-salmão nos milharais de Mato Grosso. Conforme ele, a podridão-salmão é uma doença antiga, causada pelo fungo Rhizoctonia zeae, atualmente reclassificado no gênero Waitea. “Em todas as amostras que nós recebemos de Mato Grosso, nesta jornada, nesta lavoura que estamos nesse momento, nós confirmamos que encontramos somente Stenocarpella maydis”.
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