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Consulta ao segundo lote de restituição do IR 2026 inicia besta terça-feira

Agência Brasil – A Receita Federal libera nesta terça-feira (23) a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). O crédito bancário será realizado no dia 30 de junho.
A consulta pode ser feita a partir das 9h, pelo site da Receita Federal, na opção “Meu Imposto de Renda” e depois “Consultar minha restituição”
Também é possível consultar pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones,
Com R$ 16 bilhões em créditos e 9.585.797 contribuintes contemplados, o lote é o maior da história em quantidade de contribuintes contemplados. O valor pago será igual ao do primeiro lote de restituição deste ano, registrado no dia 29 de maio deste ano.
Do total, R$ 4.494.204.020,63 serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:
- Idosos acima de 80 anos: 155.060 restituições
- Idosos entre 60 e 79 anos: 1.106.923 restituições
- Pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave: 106.294 restituições
- Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério: 507.768 restituições
Outras 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes sem prioridade legal, mas que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram por receber via PIX.
Agro Mato Grosso
Aprosoja MT percorre 9 mil km e leva resultados de pesquisas a 33 núcleos na Rodada Técnica

Evento teve quase 1,9 mil participantes e ainda passará por mais dois núcleos
Após percorrer 9 mil quilômetros por Mato Grosso, a Rodada Técnica da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) concluiu 33 núcleos na sua 3ª edição. O evento ocorre uma vez por ano e é o momento em que os pesquisadores dos Centros Tecnológicos (CTECNOs) levam aos núcleos da entidade os conhecimentos adquiridos nos campos experimentais. A edição teve início no dia 4 de maio e tem mais duas últimas datas marcadas, com a previsão de se encerrar em julho.
Com a participação de 1.878 pessoas, até o momento, entre produtores rurais, engenheiros agrônomos e técnicos, a Rodada Técnica contou com a presença dos coordenadores de pesquisa Rodrigo Hammerschmitt, do CTECNO Parecis, e André Somavilla, do CTECNO Araguaia, além da colaboração das pesquisadoras Daniela Facco e Isley Bicalho e dos consultores Douglas Teixeira e Autieres Farias. O vice-coordenador da Comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, realizou a abertura dos eventos e destacou a importância do conhecimento compartilhado.
“Recebemos em Nova Mutum os pesquisadores do Centro Tecnológico, que trouxeram informações e resultados das pesquisas desenvolvidas no campo. Cada conhecimento compartilhado sobre soja e milho contribuiu para a tomada de decisões dentro das propriedades. O evento foi uma importante oportunidade para os produtores conhecerem novas informações e tecnologias voltadas à produção agrícola”, disse.
A Rodada Técnica tem o objetivo de levar conhecimento técnico, promover a troca de experiências e aproximar os produtores das pesquisas desenvolvidas nos CTECNOs Parecis e Araguaia. O evento apresentou os principais resultados obtidos nos campos experimentais da entidade, além de esclarecer dúvidas dos participantes. Entre os temas debatidos estiveram doses e modos de aplicação de calcário, adubação potássica, adubação fosfatada, adubação sulfatada, adubação nitrogenada nas culturas de segunda safra, consórcio de milho com plantas de cobertura, adubação foliar para a cultura da soja, rotação de culturas com soja e rentabilidade, manejo de plantas daninhas no sistema de produção, estudos fitotécnicos em soja, milho, gergelim e sorgo. Esses temas são levados aos agricultores, contribuindo para o desenvolvimento da agricultura mato-grossense, como destacou a pesquisadora Daniela Facco.
“A Rodada Técnica é uma ação muito importante da Aprosoja Mato Grosso porque leva aos produtores os resultados das pesquisas desenvolvidas nos Centros Tecnológicos dos Parecis e Araguaia. Ela permite que essas informações cheguem também aos núcleos mais distantes, onde muitos produtores não conseguem visitar os centros de pesquisa com frequência. Dessa forma, o conhecimento gerado pela pesquisa é compartilhado diretamente com quem está no campo, contribuindo para uma melhor eficiência no uso de nutrientes, maior rentabilidade e melhores resultados nas lavouras”, explicou.
Nesta última semana, a equipe da Defesa Agrícola finalizou a programação na Região Norte de Mato Grosso. O primeiro núcleo a receber os pesquisadores foi o Vale do Arinos, em Tabaporã. A delegada coordenadora do núcleo, Carina Ossani, destacou a relevância de levar os resultados das pesquisas aos agricultores.
“Estive no Centro Tecnológico dos Parecis e pude ver na prática o desenvolvimento das pesquisas e dos manejos. Receber a Rodada Técnica aqui é importante porque nos permite conhecer esses resultados, aprender novas técnicas e aplicá-las nas nossas lavouras para melhorar a produtividade”, contou.
Seguindo para o segundo dia, a equipe da Rodada Técnica esteve, oficialmente, pela primeira vez no recém-criado núcleo de Itanhangá. No local, cerca de 70 pessoas prestigiaram a palestra e puderam aprender mais sobre manejo de plantas daninhas, aplicação de calcário, rotação de culturas com soja e rentabilidade. O delegado coordenador do núcleo, Ivam Franceschet, afirmou que os estudos são muito proveitosos, já que refletem as condições do solo do município.
“O recém-criado Núcleo de Itanhangá recebe pela primeira vez a Rodada Técnica, trazendo resultados de pesquisas e informações importantes para os nossos associados. Em um cenário de altos custos de produção, esse conhecimento é fundamental para ajudar o produtor a aumentar a produtividade e melhorar os resultados da lavoura. Também tivemos a oportunidade de conhecer estudos realizados em áreas arenosas, que representam grande parte da realidade do nosso município”, explicou.
Já no núcleo de Sorriso, a delegada coordenadora, Aline Beledelli, destacou o espaço criado pela Aprosoja MT para a troca de conhecimento entre produtores, pesquisadores e profissionais da área agrícola.
“A Aprosoja traz os pesquisadores dos Centros Tecnológicos até os produtores, permitindo que mais pessoas tenham acesso às informações e às novidades que estão sendo desenvolvidas. É um momento de grande importância para conhecer novas práticas de manejo, produtividade e variedades, além de promover a troca de experiências entre produtores, agrônomos, técnicos agrícolas e todos que fazem parte do agro”, disse.
Seguindo com a programação, o delegado coordenador do núcleo de Nova Ubiratã, Rodrigo Franzoi, destacou a importância de levar o conhecimento dos pesquisadores aos núcleos, já que os centros de pesquisa estão localizados em Campo Novo do Parecis e Nova Nazaré, o que dificulta o acesso de muitos associados.
Além da distância dos CTECNOs, a delegada coordenadora do núcleo de Lucas do Rio Verde, Taisa Botton, ressaltou que os dias de visitação aos campos experimentais geralmente coincidem com períodos de plantio ou colheita, dificultando a participação dos produtores.
“A oportunidade que a Aprosoja MT nos dá é magnífica, porque muitas vezes os eventos nos Centros Tecnológicos acontecem em períodos em que estamos no campo, no plantio ou na colheita, e o tempo para participar é muito curto. Trazer esse conhecimento até nós é algo extraordinário. É o conhecimento técnico e científico dos pesquisadores sendo aplicado diretamente à realidade do produtor e de toda a cadeia do agro”, destacou.
Encerrando a programação da semana, a Rodada Técnica passou pelo núcleo de Nova Mutum, onde o delegado coordenador, Marcos Sfredo, ressaltou que receber o evento contribui para o desenvolvimento agrícola local e reforça o compromisso da entidade com os produtores rurais.
“A Rodada Técnica foi muito importante para produtores e consultores, pois permitiu conhecer os resultados das pesquisas desenvolvidas nos Centros Tecnológicos. Esse conhecimento agrega valor ao dia a dia e auxilia na tomada de decisões dentro da propriedade. Muitas vezes o produtor não consegue visitar os centros de pesquisa por estar envolvido com o manejo da lavoura ou a colheita, por isso é fundamental que essas informações cheguem até ele por meio de iniciativas como essa”, afirmou.
Ao longo de quase dois meses, a Rodada Técnica reforçou o compromisso da Aprosoja MT com a difusão do conhecimento e a aproximação entre pesquisa e produtor rural. Percorrendo quase todos os núcleos da entidade, o projeto levou informações atualizadas, promoveu a troca de experiências e apresentou soluções desenvolvidas nos CTECNOs Parecis e Araguaia, contribuindo para a tomada de decisões no campo e para o fortalecimento da agricultura mato-grossense.
Agro Mato Grosso
Nanoemulsão de pichana controla Drosophila suzukii

Estudo avaliou óleo essencial de Baccharis spartioides com hidrolato de lavanda contra a praga de pequenos frutos
Uma nanoemulsão produzida com óleo essencial de pichana, Baccharis spartioides, e hidrolato de lavanda aumentou a mortalidade de adultos de Drosophila suzukii em ensaios de contato. O estudo registrou 65 por cento de mortalidade após 24 horas e 84 por cento após 48 horas. O desempenho superou em cerca de sete vezes os efeitos dos componentes isolados, segundo pesquisadores (DOI: 10.1016/j.napere.2026.100206).
Os cientistas analisaram o óleo essencial de pichana, planta nativa da Patagônia argentina. O material vegetal veio de áreas de monte em Río Negro, na Argentina. O hidrolato de lavanda, obtido de Lavandula hybrida, veio de produtor local de Neuquén.
Análise química
A análise química apontou limoneno como o principal constituinte do óleo essencial de Baccharis spartioides, com 40,74 por cento. Também apareceram 2-tujeno, com 20,51 por cento, beta-pineno, com 11,09 por cento, e citronelal, com 7,84 por cento. No hidrolato de lavanda, os principais compostos foram linalol, com 32,39 por cento, cânfora, com 19 por cento, terpinen-4-ol, com 12,30 por cento, e eucaliptol, com 11,31 por cento.
Atividade inseticida
O óleo essencial de pichana apresentou atividade inseticida por contato e por fumigação-contato contra adultos de Drosophila suzukii. No modelo de contato, a concentração letal cinquenta atingiu 106,54 microgramas por centímetro quadrado. No modelo de fumigação-contato, a concentração letal cinquenta atingiu 83,04 miligramas por centímetro cúbico de ar. O hidrolato de lavanda puro não apresentou atividade inseticida nos dois modelos. A mortalidade ficou abaixo de 20 por cento.
A equipe desenvolveu duas nanoemulsões. Uma usou hidrolato de lavanda como fase aquosa. A outra usou água destilada. A formulação com hidrolato recebeu óleo essencial de pichana e Tween 80. O preparo envolveu agitação magnética e ultrassom.
A nanoemulsão com hidrolato apresentou gotículas de 15,61 nanômetros após 30 dias de armazenamento. O índice de polidispersidade chegou a 0,224. Após 120 dias, o tamanho médio das gotículas caiu para 13,87 nanômetros, com índice de polidispersidade de 0,131. Os dados indicaram estabilização da formulação depois do primeiro mês de armazenamento.
Bioensaios de contato
Nos bioensaios de contato, a nanoemulsão com hidrolato teve o melhor desempenho. Após 24 horas, provocou 65 por cento de mortalidade. O hidrolato de lavanda causou 9,48 por cento. O óleo essencial de pichana causou 8,61 por cento. A mistura sem ultrassom entre óleo essencial e hidrolato causou 10,07 por cento. Após 48 horas, a nanoemulsão elevou a mortalidade para 84 por cento.
No modelo de fumigação-contato, os bioprodutos tiveram baixa ação. A mortalidade não passou de 10 por cento após 24 horas. Após 48 horas, não passou de 20 por cento. Os resultados indicaram maior efeito da nanoemulsão pela exposição de contato.
Avaliação de repelência
O estudo também avaliou repelência em teste de dupla escolha. O óleo essencial de pichana apresentou efeito repelente, com índice de preferência de menos 0,45. O valor se aproximou do observado para DEET. O hidrolato de lavanda apresentou efeito atrativo, com índice de preferência de 0,56. A nanoemulsão mostrou efeito próximo de neutro, com índice de preferência de menos 0,10.
Segundo os pesquisadores, a nanoformulação pode melhorar solubilidade, estabilidade e biodisponibilidade de compostos ativos. O tamanho nanométrico também pode favorecer o contato com a superfície do inseto e a penetração pela cutícula. A formulação, porém, pode alterar o perfil de liberação de compostos voláteis. Isso ajuda a explicar a perda do efeito repelente observado no óleo essencial livre.
Os cientistas apontam a nanoemulsão de óleo essencial de Baccharis spartioides com hidrolato de lavanda como potencial inseticida para integração ao manejo de Drosophila suzukii em pequenos frutos. Eles também indicam necessidade de estudos em condições de semi-campo e campo, com avaliação de eficácia, seletividade, segurança, efeitos sobre organismos não alvo e fitotoxicidade.
Agro Mato Grosso
Chuvas em Mato Grosso elevam atenção dos cotonicultores

As chuvas localizadas que atingiram Mato Grosso recentemente mudaram o cenário de otimismo nas lavouras de algodão e deram início a um período de monitoramento dos possíveis danos. De acordo com o balanço da última semana divulgado pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), a instabilidade climática atingiu diversas áreas em plena fase de maturação, aumentando a preocupação com perdas na qualidade da fibra. O impacto real ainda está sendo avaliado pelas equipes técnicas em campo.
O problema ocorre justamente no momento em que as primeiras colheitas começam a ganhar ritmo em algumas regiões do estado. Para proteger o algodão que ainda está nas plantas, os produtores intensificaram as operações de desfolha e a aplicação de maturadores.
Apesar da preocupação causada pelas chuvas, a Ampa destaca que, de forma geral, o potencial produtivo da safra em Mato Grosso continua favorável.
Bicudo segue com alta incidência
No manejo fitossanitário, a atenção também deve ser mantida nesta reta final da temporada. O bicudo-do-algodoeiro segue com alta incidência em todas as regiões produtoras, exigindo rigor nas estratégias de controle químico.
A recomendação técnica para as próximas semanas é manter o combate ao inseto e, ao mesmo tempo, avaliar cuidadosamente os talhões afetados pelas chuvas, buscando minimizar os prejuízos e garantir que a produção chegue às algodoeiras nas melhores condições possíveis
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