Agro Mato Grosso
Processamento de soja ganha força e complexo deve movimentar US$ 60 bilhões em 2026

A cadeia da soja segue em ritmo acelerado no Brasil em 2026. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) atualizou suas projeções para o setor e elevou a estimativa de processamento doméstico da oleaginosa, impulsionado pelo excelente desempenho da safra e pela demanda firme por derivados.
De acordo com o novo balanço, a produção nacional de soja deve atingir 180,25 milhões de toneladas nesta temporada, com base nos dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Diante desse cenário, o volume destinado ao processamento industrial foi revisado para 63 milhões de toneladas, crescimento de 0,8% em relação à projeção anterior.
O aumento do esmagamento reforça a oferta de produtos de maior valor agregado, especialmente farelo e óleo de soja, dois dos principais itens da pauta agroindustrial brasileira.
Além de fortalecer o mercado interno, o desempenho da cadeia também deve refletir nas exportações. A estimativa da ABIOVE é de que todo o complexo soja, incluindo grão, farelo e óleo, movimente cerca de US$ 60 bilhões em receitas ao longo de 2026.
Soja em grão
- Safra total (produção): 180,25 milhões de toneladas
- Exportação projetada: 114,1 milhões de toneladas
- Variação: sem alterações em relação à projeção anterior
Farelo de soja
- Produção estimada: 48,6 milhões de toneladas
- Exportação projetada: 24,95 milhões de toneladas
- Variação: alta de 0,6% em relação à projeção anterior
óleo de soja
- Produção estimada: 12,65 milhões de toneladas
- Exportação projetada: 1,65 milhão de toneladas
- Variação: crescimento de 3,1% em relação à projeção anterior
*Sob supervisão de Gene Lannes
Fonte: Itatiaia
Agro Mato Grosso
Grupo suspeito de furtar módulos de caminhões é alvo de operação em MT

Entre as medidas está o bloqueio de até R$ 11 milhões em contas bancárias, além do sequestro de quatro imóveis e 13 veículos ligados aos investigados.
Treze pessoas foram presas nesta quarta-feira (12) durante uma operação da Polícia Civil contra um grupo suspeito de furtar módulos eletrônicos e outros componentes de caminhões em Sinop, a 503 km de Cuiabá. Ao todo, são cumpridas 88 ordens judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens.
Entre as medidas está o bloqueio de até R$ 11 milhões em contas bancárias, além do sequestro de quatro imóveis e 13 veículos ligados aos investigados.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos identificavam previamente os locais e veículos que seriam alvos. Depois dos furtos, os módulos eram encaminhados para receptadores e comerciantes de peças automotivas.
De acordo com a investigação, integrantes do grupo utilizavam empresas dos setores de mecânica e comércio de peças para receber, armazenar e revender os componentes furtados.
A Justiça também determinou a suspensão das atividades de quatro empresas e proibiu quatro investigados de exercerem atividades empresariais.
A investigação aponta ainda que os valores obtidos com os crimes eram movimentados por meio de diferentes contas bancárias e empresas, em uma tentativa de dificultar a identificação da origem do dinheiro.
Um dos esquemas identificados pela Polícia Civil era o chamado “resgate” das peças. Segundo as investigações, proprietários de oficinas atuavam como intermediários e cobravam das próprias vítimas para devolver os módulos que haviam sido furtados dos caminhões.
Agro Mato Grosso
120 cabeças de gado é apreendido em fazenda suspeita de esconder animais furtados em MT

Polícia identificou 16 animais pertencentes a vítimas de furto e encontrou gado com marcas sobrepostas e sinais de remarcação. Responsável pela propriedade é investigado e não foi localizado.
Um rebanho de 120 cabeças de gado foi apreendido em uma propriedade rural de Dom Aquino, a 172 km de Cuiabá, após investigadores encontrarem animais furtados e indícios de alterações nas marcas de identificação. A ação ocorreu nessa segunda-feira (10), durante a Operação Curral do Crime II.
Segundo a Polícia Civil, 16 animais foram reconhecidos como pertencentes a duas vítimas de furtos de gado investigados desde junho. Uma delas teve mais de 60 cabeças levadas.
A investigação aponta que a propriedade pode ter sido utilizada para guardar, concentrar e esconder animais provenientes de crimes patrimoniais na região. Durante a conferência individual do rebanho, os policiais também encontraram animais com marcas sobrepostas, remarcações e sinais aparentes de alteração na identificação.
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Animais estavam com marcas sobrepostas e sinais aparentes de alteração na identificação — Foto: Polícia Civil
Ainda conforme a polícia, não foram apresentados documentos suficientes para comprovar, naquele momento, a procedência regular de todo o gado encontrado na propriedade.
Ao todo, foram apreendidos cautelarmente 85 animais adultos e 35 bezerros. A polícia informou que vai analisar a origem de cada um por meio do cruzamento das marcas com Guias de Trânsito Animal (GTAs), notas fiscais, registros de aquisição e informações sobre movimentações de rebanhos.
A investigação também apura a possível participação do responsável pela propriedade nos crimes. Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos até o momento indicam possível envolvimento do investigado, que não foi localizado.
As apurações continuam para identificar a procedência de todo o rebanho apreendido e localizar os demais animais furtados.
A polícia oriente que produtores que reconhecerem animais ou marcas podem procurar a Delegacia de Jaciara e apresentar documentos que auxiliem na identificação e comprovação da propriedade do gado.
Agro Mato Grosso
Efetor fúngico determina desfolha do algodoeiro e da oliveira

Gene presente em Verticillium dahliae controla patogenicidade e pode ter sido transferido entre fungos
Um único efetor secretado por Verticillium dahliae determina a desfolha causada por linhagens do patótipo desfolhante em algodoeiro e oliveira. A conclusão vem de estudo conjunto de pesquisadores de universidades de diversos países. A eliminação simultânea das duas cópias do gene, denominado D, suprimiu a patogenicidade e a desfolha nas duas culturas.
Os cientistas identificaram o gene por genômica comparativa. A análise inicial encontrou cerca de 200 quilobases exclusivos de linhagens desfolhantes. A comparação com outros genomas reduziu a região candidata para cerca de 24 quilobases. Nesse intervalo, dois genes idênticos codificavam proteínas secretadas e apresentavam expressão durante a infecção do algodoeiro.
A exclusão de apenas uma cópia do gene reduziu a agressividade de V. dahliae. A remoção das duas cópias impediu sintomas e eliminou a biomassa fúngica detectável no algodoeiro. A reintrodução do gene restaurou a capacidade de causar doença. A inserção do gene em uma linhagem não desfolhante também elevou a agressividade e provocou desfolha.
A proteína D purificada provocou murcha, clorose e queda de folhas em plântulas de algodoeiro sem necessidade de colonização extensa pelo fungo. Ensaios com Nicotiana benthamiana e Arabidopsis thaliana indicaram participação do efetor na patogenicidade além da desfolha.
Homólogos do gene D também ocorrem em espécies de Fusarium. As análises filogenômicas apontaram episódios de transferência horizontal entre fungos. Os pesquisadores relacionaram esse processo a grandes elementos transponíveis conhecidos como Starships. A estrutura tridimensional de um homólogo de Fusarium oxysporum revelou ainda um dobramento proteico não caracterizado anteriormente, o que sustenta a existência de uma nova família de efetores fúngicos (doi 10.1038/s41467-026-74504-z).
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