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Veto a projeto dos safristas pode agravar escassez de trabalhadores rurais, diz Faesp

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) manifestou preocupação com o veto integral do governo federal ao projeto de lei nº 715/2023, que previa a manutenção de benefícios sociais para trabalhadores safristas durante períodos de contratação temporária no campo.
Em nota oficial, a entidade afirmou que a proposta representava um avanço para a inclusão produtiva de milhares de brasileiros ao permitir que trabalhadores aceitassem empregos formais sazonais sem o risco de perder programas de assistência social.
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Segundo a Faesp, o texto aprovado pelo Congresso Nacional criava um mecanismo capaz de conciliar geração de emprego e renda com a proteção social de famílias em situação de vulnerabilidade. Para a federação, a medida ajudaria a reduzir um dos principais entraves enfrentados pelo setor agropecuário na contratação de mão de obra temporária.
A entidade avalia que o veto pode agravar a escassez de trabalhadores já observada em diversas cadeias produtivas, especialmente durante períodos de plantio, colheita e beneficiamento. Na avaliação da Faesp, a dificuldade para preencher vagas sazonais compromete a eficiência das atividades agrícolas e reduz a competitividade do agronegócio brasileiro.
A federação também argumenta que políticas públicas deveriam incentivar a formalização do trabalho e ampliar as oportunidades de inserção no mercado formal. Para a entidade, a decisão do governo representa uma oportunidade perdida de aproximar trabalhadores dos empregos disponíveis no campo.
“Ao desestimular a adesão de trabalhadores às atividades sazonais da agropecuária, o veto tende a agravar a escassez de mão de obra já enfrentada pelo setor”, destacou a Faesp.
A entidade informou que continuará defendendo iniciativas que conciliem proteção social aos trabalhadores e condições adequadas para que a agropecuária mantenha sua capacidade de produzir alimentos, gerar empregos e contribuir para o desenvolvimento econômico do país.
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Estimativa do valor bruto da produção de 2026 é elevado pelo Mapa

O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária neste ano deve atingir R$ 1,419 trilhão, prevê o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O número é superior ao R$ 1,413 trilhão estimado pela pasta no mês passado. Porém, em relação ao ano passado, há queda de 4,6%.
A pasta também revisou sua projeção referente ao ano de 2025, de R$ 1,475 trilhão para R$ 1,488 trilhão. A perspectiva de queda anual pode ser explicada pelo menor preço esperado para as commodities agrícolas neste ano e pela desaceleração da produtividade das lavouras.
As projeções constam de boletim mensal da Secretaria de Política Agrícola do Ministério. O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o país.
Do total previsto para 2026, R$ 908,875 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 64% do total e recuo estimado de 5,9% ante 2025. Outros R$ 510,227 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 36% do total e queda de 2,2% em comparação com o ano passado.
Na agricultura, é esperado crescimento neste ano apenas para o VBP das lavouras de banana, batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate.
VBP das principais culturas
Já entre as principais culturas com participação no VBP, as lavouras de soja devem apresentar faturamento bruto 0,9% menor, para R$ 338,505 bilhões, enquanto o VBP do milho é estimado em R$ 162,213 bilhões, recuo anual de 6%.
A receita bruta obtida com a produção de trigo deve somar R$ 8,834 bilhões, queda anual de 18,2%. Para as lavouras de café, a projeção é de VBP de R$ 109,595 bilhões, queda de 7,9% frente a 2025. O faturamento das lavouras de cana-de-açúcar, por sua vez, deve cair 8,6%, estima o ministério, para R$ 110,764 bilhões, enquanto o faturamento bruto das lavouras de laranja deve ceder 38%, para R$ 15,667 bilhões.
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O VBP das lavouras de algodão é estimado em R$ 33,185 bilhões, baixa anual de 10,2%. As previsões apontam ainda para recuo de 56,8% do VBP do cacau, para R$ 5,182 bilhões. Já o VBP das lavouras de arroz deve diminuir 30%, para um faturamento bruto neste ano estimado em R$ 15,084 bilhões. A receita bruta do cultivo de feijão é projetada em R$ 13,721 bilhões, aumento de 12,6%.
Na pecuária, o único crescimento deve ser observado na cadeia de bovinos, com aumento estimado de 8,9%, para um VBP projetado em R$ 248,745 bilhões. A produção bovina continua liderando o faturamento bruto da pecuária. O valor bruto da cadeia de suínos deve recuar 20,3%, para R$ 52,953 bilhões, enquanto o faturamento bruto da produção de frangos é projetado 10,4% abaixo do ano anterior, para R$ 106,681 bilhões.
A receita bruta obtida com a produção de leite deve cair 4,8%, para R$ 73,587 bilhões. A produção de ovos deve apresentar VBP 7,9% menor, para R$ 28,260 bilhões. O VBP é projetado mensalmente pelo ministério. O número é calculado pelo cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos preços coletados nas principais fontes oficiais. O estudo da pasta abrange 17 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.
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Frente fria avança e chuva pode passar dos 80 mm nos próximos dias; saiba onde

A atuação de uma frente fria sobre o Brasil deve concentrar as atenções dos produtores rurais ao longo desta semana, especialmente na região Sudeste. As imagens de satélite indicam avanço do sistema com previsão de temporais e chuva, cenário que pode impactar atividades no campo.
O alerta principal é para produtores do Espírito Santo e na Zona da Mata de Minas Gerais. Apesar de os acumulados previstos não serem elevados, a ocorrência de chuva tende a dificultar o andamento dos trabalhos.
Nos próximos cinco dias, os volumes previstos variam entre 20 e 25 milímetros em parte dessas áreas. Embora não haja indicativo de eventos extremos ou chuva volumosa, o cenário pode provocar atrasos pontuais nas operações agrícolas.
Para a próxima semana, a previsão indica aumento da chuva em algumas regiões do país. Os maiores acumulados devem ocorrer em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Roraima, onde os volumes podem ultrapassar os 80 milímetros em cinco dias.
Enquanto isso, o interior do Matopiba segue sem previsão de chuva forte. Já no litoral do Nordeste, as ondas de leste continuam favorecendo a ocorrência de chuva, mas sem expectativa de acumulados elevados neste momento.
De forma geral, o cenário meteorológico exige acompanhamento por parte dos produtores, principalmente daqueles que dependem de janelas de tempo seco para avançar com as atividades no campo.
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Fiap 2026 coloca Mato Grosso do Sul no centro do debate sobre segurança alimentar e energética

Mato Grosso do Sul será palco do Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 2026) voltado ao agronegócio e à segurança alimentar global. Com o tema “Receita brasileira: a resposta da agropecuária à demanda por alimentos e energia”, o evento reúne embaixadores, adidos agrícolas e representantes internacionais para discutir o papel do Brasil na produção sustentável de alimentos e na transição energética.
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O presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, destacou que receber um encontro dessa dimensão amplia a visibilidade do estado no cenário internacional e fortalece sua posição como um dos protagonistas do agro brasileiro.
“É colocar o nosso estado na visão desse público, principalmente dos adidos e trazer esses embaixadores, para explicar que nosso estado faz. Muitas pessoas nem conhecem Mato Grosso do Sul, mas ele tem uma relevância muito grande para a produção e, principalmente, para a segurança alimentar”, afirmou.
Mais de dez delegações internacionais já confirmaram presença. Entre os participantes estão representantes da França, Espanha, Portugal, Indonésia, Bangladesh, Nova Zelândia, México, Costa Rica, Peru, Argentina, Chile e Paraguai, além de integrantes da União Europeia e de organismos ligados ao setor.
Temas
Entre os temas centrais da programação está a Rota Bioceânica, considerada uma alternativa logística estratégica para ampliar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.
De acordo com o presidente da Famasul, o novo corredor pode reduzir em cerca de 15 dias o tempo de exportação para a Ásia, criando oportunidades principalmente para produtos com maior valor agregado.
‘Abre um um novo caminho, principalmente para as commodities de valor agregado, como carne, talvez trazer de lá pescados e talvez fertilizantes”, explicou.
Bertoni pondera que a rota não deve substituir os corredores tradicionais utilizados para exportação de grãos, mas criar novas oportunidades comerciais e posicionar Mato Grosso do Sul em outro patamar logístico.
Outro ponto destacado durante a entrevista foi o potencial brasileiro para ampliar a produção sem avanço sobre novas áreas.
Segundo ele, o país possui capacidade de crescimento baseada na recuperação de pastagens e no aumento da produtividade agrícola.
“O Brasil é o único país do mundo que pode aumentar a sua capacidade produtiva sem desmatar mais nada. A gente pode conseguir fazer isso só na recuperação de pastagem, onde a gente está fazendo isso no Mato Grosso do Sul, transformando o que era pasto em lavoura e fazendo a nossa produção de grãos aumentar, principalmente pela produção e qualidade das nossas plantas”, destacou Bertoni,
Oportunidades
O dirigente também destacou o papel da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no desenvolvimento da agricultura tropical brasileira e na evolução genética das culturas agrícolas, fatores que contribuíram para transformar o país em um dos maiores exportadores líquidos de alimentos do mundo.
Para Bertoni, o encontro internacional também representa uma oportunidade para mostrar aos parceiros comerciais como funciona a produção agropecuária brasileira e reforçar o compromisso do setor com eficiência produtiva e segurança alimentar.

Serviço
Evento: Fórum Internacional da Agropecuária – Fiap 2026
Data: 18 de junho de 2026
Horário: 9h (horário de Brasília)
Local: Campo Grande (MS)
Formato: transmissão ao vivo pela TV e YouTube do Canal Rural
Tema: “Receita Brasileira: a resposta da agropecuária à demanda mundial por alimentos e energia”
Inscrições: aqui

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