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Fiap 2026 coloca Mato Grosso do Sul no centro do debate sobre segurança alimentar e energética

Mato Grosso do Sul será palco do Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 2026) voltado ao agronegócio e à segurança alimentar global. Com o tema “Receita brasileira: a resposta da agropecuária à demanda por alimentos e energia”, o evento reúne embaixadores, adidos agrícolas e representantes internacionais para discutir o papel do Brasil na produção sustentável de alimentos e na transição energética.
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O presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, destacou que receber um encontro dessa dimensão amplia a visibilidade do estado no cenário internacional e fortalece sua posição como um dos protagonistas do agro brasileiro.
“É colocar o nosso estado na visão desse público, principalmente dos adidos e trazer esses embaixadores, para explicar que nosso estado faz. Muitas pessoas nem conhecem Mato Grosso do Sul, mas ele tem uma relevância muito grande para a produção e, principalmente, para a segurança alimentar”, afirmou.
Mais de dez delegações internacionais já confirmaram presença. Entre os participantes estão representantes da França, Espanha, Portugal, Indonésia, Bangladesh, Nova Zelândia, México, Costa Rica, Peru, Argentina, Chile e Paraguai, além de integrantes da União Europeia e de organismos ligados ao setor.
Temas
Entre os temas centrais da programação está a Rota Bioceânica, considerada uma alternativa logística estratégica para ampliar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.
De acordo com o presidente da Famasul, o novo corredor pode reduzir em cerca de 15 dias o tempo de exportação para a Ásia, criando oportunidades principalmente para produtos com maior valor agregado.
‘Abre um um novo caminho, principalmente para as commodities de valor agregado, como carne, talvez trazer de lá pescados e talvez fertilizantes”, explicou.
Bertoni pondera que a rota não deve substituir os corredores tradicionais utilizados para exportação de grãos, mas criar novas oportunidades comerciais e posicionar Mato Grosso do Sul em outro patamar logístico.
Outro ponto destacado durante a entrevista foi o potencial brasileiro para ampliar a produção sem avanço sobre novas áreas.
Segundo ele, o país possui capacidade de crescimento baseada na recuperação de pastagens e no aumento da produtividade agrícola.
“O Brasil é o único país do mundo que pode aumentar a sua capacidade produtiva sem desmatar mais nada. A gente pode conseguir fazer isso só na recuperação de pastagem, onde a gente está fazendo isso no Mato Grosso do Sul, transformando o que era pasto em lavoura e fazendo a nossa produção de grãos aumentar, principalmente pela produção e qualidade das nossas plantas”, destacou Bertoni,
Oportunidades
O dirigente também destacou o papel da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no desenvolvimento da agricultura tropical brasileira e na evolução genética das culturas agrícolas, fatores que contribuíram para transformar o país em um dos maiores exportadores líquidos de alimentos do mundo.
Para Bertoni, o encontro internacional também representa uma oportunidade para mostrar aos parceiros comerciais como funciona a produção agropecuária brasileira e reforçar o compromisso do setor com eficiência produtiva e segurança alimentar.
Serviço
Evento: Fórum Internacional da Agropecuária – Fiap 2026
Data: 18 de junho de 2026
Horário: 9h (horário de Brasília)
Local: Campo Grande (MS)
Formato: transmissão ao vivo pela TV e YouTube do Canal Rural
Tema: “Receita Brasileira: a resposta da agropecuária à demanda mundial por alimentos e energia”
Inscrições: aqui
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Alta do dólar impulsiona preços do arroz, que atingem maior média desde fevereiro de 2025

A valorização do dólar na última semana de outubro voltou a estimular as expectativas de exportação de arroz brasileiro, contribuindo para uma leve recuperação dos preços no mercado do Rio Grande do Sul. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a média do Indicador Cepea/Irga-RS em outubro foi a maior, em termos nominais, desde fevereiro de 2025.
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De acordo com pesquisadores do Cepea, a possibilidade de retomada da demanda internacional levou parte dos vendedores a adiar negociações, na expectativa de melhores oportunidades comerciais.
Por outro lado, as indústrias permaneceram cautelosas nas compras, diante das vendas enfraquecidas de arroz beneficiado no mercado interno e das dificuldades para repassar os custos da matéria-prima.
Com os produtores também concentrados nas atividades de semeadura da nova safra, o ritmo de comercialização permaneceu limitado. Mesmo com negócios pontuais, os preços apresentaram leve reação no encerramento de outubro.
Plantio de arroz avança no Rio Grande do Sul
Enquanto o mercado acompanha as perspectivas de exportação, os produtores gaúchos avançam na implantação da safra 2026/27.
Segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), até 29 de outubro, a semeadura havia alcançado 533,18 mil hectares no Rio Grande do Sul, o equivalente a 61,86% da área prevista para o ciclo.
Apesar do avanço dos trabalhos, o excesso de umidade no solo continua dificultando as operações em determinadas regiões produtoras.
O andamento da semeadura e a possibilidade de maior demanda externa permanecem entre os fatores acompanhados pelo setor, em um cenário de negociações restritas e recuperação moderada dos preços.
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Benefícios fiscais para máquinas agrícolas e irrigação são prorrogados até 2028

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) estendeu até dezembro de 2028 a validade de dois convênios que reduzem ou eliminam a cobrança de ICMS sobre equipamentos utilizados na produção rural. A decisão assegura a continuidade dos incentivos fiscais para a compra de máquinas e implementos agrícolas e de equipamentos de irrigação, que venceriam no fim de 2026.
A prorrogação dos Convênios ICMS 52/1991 e 54/2021 mantém condições tributárias que ajudam a reduzir os custos de aquisição de equipamentos utilizados na atividade rural. Sem a renovação, os incentivos deixariam de valer a partir de janeiro de 2027, o que poderia elevar o valor pago pelos produtores.
Um exemplo da diferença está na compra de tratores. Em operações internas, a alíquota nominal do ICMS é de 17%, mas, com a redução da base de cálculo prevista no convênio, o percentual efetivamente pago corresponde a 5,6% do valor da operação.
“É uma redução significativa no custo tributário da aquisição, que continuará valendo até dezembro de 2028”, destaca o assessor técnico tributário da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), José Cristovão.
A prorrogação atende a uma solicitação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que encaminhou ofício ao Confaz em 23 de outubro. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (29).
O Convênio ICMS 52/1991 contempla tratores, plantadeiras, semeadoras, colheitadeiras, pulverizadores e distribuidores de fertilizantes. Para esses produtos, permanece a redução da base de cálculo do imposto.
Já o Convênio ICMS 54/2021 garante isenção total do ICMS na venda de equipamentos de irrigação destinados à agricultura e à horticultura.
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IBGE inicia censo experimental do 12º CAFA com foco em geoplanejamento no Maranhão

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou nesta terça-feira (3) o Censo Experimental do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola (CAFA). A etapa será realizada em São Paulo, Mato Grosso e Maranhão. No território maranhense, os trabalhos começaram em Cururupu e Mirinzal, com foco no geoplanejamento da coleta e na preparação das equipes para a operação em campo.
No Maranhão, a equipe da Superintendência Estadual do IBGE no Maranhão (SES/MA) atua nos municípios de Cururupu e Mirinzal, escolhidos para o teste geral da operação censitária. A proposta é simular, em escala real, todas as fases da pesquisa, desde a montagem dos postos censitários até a coleta de dados dos estabelecimentos agropecuários.
Neste primeiro dia, os trabalhos se concentraram na listagem dos setores a serem percorridos e no planejamento da coleta. A equipe também se reuniu com representantes da Secretaria de Desenvolvimento Social e da Secretaria da Agricultura de Cururupu para obter contatos de lideranças locais nos territórios onde haverá levantamento.
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A operação no estado inclui dois territórios de povos e comunidades tradicionais: a Reserva Extrativista Cururupu, em Cururupu, e o Território Quilombola Santa Tereza, em Mirinzal. Segundo o agente operacional regional de Cururupu, Bruno de Oliveira Serrão, a articulação prévia com essas lideranças é parte central da estratégia de campo. “É importante que a gente respeite essas comunidades, que a gente não vá até lá sem pedir autorização. Nós precisamos obter o apoio dessas lideranças para que tenhamos a resposta dos questionários de forma adequada. Ter o respeito por essas tradicionalidades é primordial para que a gente obtenha sucesso na operação”, afirmou.
Além da preparação territorial, o Censo Experimental servirá para testar tecnologias previstas para o 12º CAFA em 2027. Entre os itens em avaliação estão os aplicativos de coleta, o fluxo de questionários, os métodos de pagamento para recenseadores e um módulo geoespacial. De acordo com Bruno, essa ferramenta foi desenvolvida para identificar talhões, perímetro e benfeitorias nas propriedades.
A etapa experimental funciona como ensaio da operação nacional prevista para 2027. Segundo a gerente de planejamento e orçamento da coordenação geral de operações censitárias, Cynthia Damasceno, o objetivo é ajustar procedimentos, sistemas, treinamento e coleta antes da execução do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.
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