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23 de julho de 2026

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Programa têxtil cria ambiente para industrialização do algodão em Mato Grosso

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“Programa cria ambiente mais competitivo para transformar essa pluma aqui dentro”. A declaração do produtor de algodão e presidente da Agrofios Campo Verde, Milton Garbugio, resume a avaliação do setor produtivo sobre o Programa de Verticalização da Indústria Têxtil lançado pelo Governo de Mato Grosso nesta quarta-feira (27).

A iniciativa tem o objetivo de ampliar o processamento do algodão dentro do Estado e incentivar novos investimentos na indústria têxtil mato-grossense, com foco na agregação de valor à produção local, geração de empregos e fortalecimento da economia regional.

“Mato Grosso já produz algodão em escala mundial. Quando você industrializa, o dinheiro circula mais tempo no Estado, gera emprego urbano e fortalece toda a economia regional”, afirmou Garbugio.

O programa consiste em transformar, dentro do próprio estado, o algodão em pluma produzido no campo em produtos industrializados, como fios, tecidos, malhas e confecções, agregando valor à economia local. Na prática, os produtores poderão transferir para as indústrias créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) acumulados ao longo da cadeia produtiva. Já as indústrias poderão utilizar esses valores para reduzir parte do imposto devido nas operações, diminuindo custos de produção e aumentando a competitividade do setor.

Maior produtor individual de algodão do mundo, Eraí Maggi afirmou que a verticalização pode ampliar a permanência do valor agregado da cadeia produtiva dentro do Estado.

“Hoje nós produzimos algodão em grande escala, mas boa parte dessa riqueza vai embora junto com a pluma. Quando você industrializa aqui dentro, você distribui renda de forma muito maior. A indústria gera emprego contínuo, movimenta as cidades, cria oportunidade para milhares de famílias e faz o desenvolvimento chegar muito mais forte para a população”, declarou.

O diretor-presidente do Grupo Rovitex, Vitor Luiz Rambo Junior, afirmou que o setor já avalia projetos de expansão em Mato Grosso, principalmente em áreas de maior valor agregado, como fios penteados e malharia.

“A cadeia têxtil brasileira movimenta mais de R$ 200 bilhões por ano e emprega milhões de pessoas. Mato Grosso produz a matéria-prima, tem logística em expansão e escala agrícola. O incentivo ajuda justamente a tornar o Estado competitivo para capturar uma parte maior desse mercado industrial”, afirmou.

Além da indústria, representantes do comércio também avaliam que os reflexos da verticalização podem alcançar outros segmentos da economia, principalmente serviços e varejo.

“O setor têxtil tem uma capacidade enorme de distribuir renda. Quando uma indústria chega, ela movimenta serviços, transporte, comércio, qualificação profissional e cria empregos em larga escala, principalmente para mulheres e jovens”, afirmou o presidente da CDL Cuiabá, Junior Macagnan.

Em Campo Verde, município que concentra parte das fiações instaladas em Mato Grosso, a expectativa da prefeitura é de fortalecimento da atividade econômica local e aumento da demanda por mão de obra técnica.

“A indústria muda completamente o perfil econômico do município. Ela gera emprego contínuo, movimenta comércio, cria demanda por qualificação e ajuda a estabilizar a economia além do ciclo agrícola”, afirmou o prefeito Alexandre Lopes.

O programa de verticalização se soma a outros incentivos e políticas já implementados pelo Governo de Mato Grosso voltados à competitividade da indústria. Entre eles estão a isenção do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) sobre o algodão destinado à indústria de fiação mato-grossense e os incentivos concedidos pelo Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic). 

Atualmente, não há incidência do Fethab sobre a saída da pluma destinada exclusivamente à indústria de fiação instalada no estado. A medida reduz o custo de aquisição da matéria-prima e fortalece a competitividade da produção local. 

Em relação ao Prodeic, o Governo do Estado aplica redução do ICMS para a indústria têxtil, permitindo que a carga tributária efetiva seja reduzida para 1,2% nas operações interestaduais e de 2,55% a 3,4% nas operações internas.

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Merenda adaptada: rede municipal oferece cardápio especial para autistas e alérgicos

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Escolas retomam semestre letivo com despensas abastecidas. Nas creches, regra proíbe adição de açúcar para crianças menores de três anos

 

As escolas da rede municipal de ensino de Cuiabá iniciam o segundo semestre letivo com o abastecimento completo da alimentação escolar. A Secretaria Municipal de Educação (SME) garantiu o fornecimento dos alimentos para atender os estudantes no retorno às aulas, mantendo os cardápios planejados para o ano e promovendo apenas ajustes pontuais nas creches para ampliar a aceitação das refeições pelas crianças. Ao todo, são atendidas 172 unidades escolares e 21 instituições filantrópicas.

As mudanças ocorreram exclusivamente nas creches, com reorganização de horários das refeições e pequenas substituições de preparações. Segundo a equipe técnica de Nutrição Escolar, antes de qualquer alteração são realizadas ações de educação alimentar para estimular o consumo dos alimentos e identificar as causas da rejeição. Somente quando a baixa aceitação é confirmada em todas as unidades é que uma preparação é substituída.

“Na maioria das vezes, a rejeição é pontual e pode ser resolvida apenas mudando o horário da refeição, sem necessidade de alterar o cardápio”, explica a nutricionista Jéssika Palatas de Arruda.

Os cardápios são elaborados conforme a faixa etária dos estudantes. Nas creches, por determinação da legislação, não há adição de açúcar para crianças menores de três anos. As receitas utilizam frutas naturalmente doces, polpas e ingredientes como uva passa para adoçar preparações de forma natural. Antes de serem incorporadas ao cardápio, todas passam por testes realizados pela equipe de nutricionistas e gastrônomos da SME.

No ensino fundamental, os estudantes recebem refeições completas, compostas por arroz, feijão, carnes, legumes, verduras, frutas, leite, iogurtes, pães, biscoitos e outras preparações adequadas às necessidades nutricionais de cada idade.

A coordenadora técnica de Nutrição Escolar, Dryeli Sthefani da Silva Minas Novas, destaca que os cardápios seguem as exigências do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), garantindo no mínimo três porções semanais de frutas e hortaliças, podendo chegar a cinco vezes por semana nas unidades de período integral.

Outro diferencial é o atendimento individualizado aos estudantes com necessidades alimentares específicas. Crianças com laudo médico recebem um plano alimentar personalizado elaborado por nutricionistas, contemplando casos de alergias alimentares, doença celíaca, intolerância à lactose e seletividade alimentar relacionada ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Quando necessário, produtos especiais são enviados diretamente às escolas.

Todo o planejamento alimentar é definido antes das licitações, permitindo a aquisição antecipada dos ingredientes necessários para todo o ano letivo. A distribuição também segue um cronograma semanal, garantindo que os alimentos cheguem rapidamente às unidades escolares. Além disso, caminhões e caixas utilizadas no transporte passam por higienização constante para assegurar a qualidade dos produtos até a entrega aos estudantes.

Com Assessoria

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Ananias diz que não suspenderá veto de aliança com MDB em Mato Grosso

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Candidato José Medeiros diz que aliança com União Brasil seria mais desejável, mas o partido cogitar lançar chapa com uma candidatura ao Senado

O presidente do PL (Partido Liberal) em Mato Grosso, Ananias Filho, disse que está mantido o veto de aliança com o MDB. O partido ainda negociará a coligação, que pode incluir a segunda vaga ao Senado, mas a aliança deve ser com um grupo “igual” a eles. 

“O [deputado federal José] Medeiros tem uma restrição, [a de aliança com MDB]. Eu tenho que levar o sentimento do candidato em consideração. Então, nó vamos coligar com iguais e não com os diferentes”, disse. 

O PL deve conversar com outros partidos para definir até o dia 5 de agosto como será a aliança para campanha eleitoral. No momento, o partido tem só o deputado federal José Medeiros na disputa ao Senado. 

Ananias disse que está em avaliação qual é a melhor alternativa, a aliança para a segunda vaga ou a permanência de um candidato. Medeiros veria a aliança com União Brasil como a mais desejável, com o ex-governador Mauro Mendes no mesmo palanque. 

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O valor estratégico da gestão de pessoas

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Durante muito tempo, a gestão de pessoas esteve associada principalmente a processos administrativos, recrutamento, seleção e treinamento. Embora essas atividades continuem sendo fundamentais, a realidade do mercado de trabalho transformou profundamente o papel desempenhado pelas áreas responsáveis por cuidar das pessoas dentro das organizações.

Hoje, atrair talentos já não é suficiente. Desenvolver profissionais, fortalecer lideranças, construir ambientes saudáveis e criar condições para que as pessoas permaneçam engajadas tornou-se um dos principais desafios das empresas.

As relações de trabalho mudaram. Os profissionais passaram a ter novas expectativas em relação à carreira, ao ambiente corporativo e ao propósito do trabalho. Questões como qualidade de vida, desenvolvimento profissional, flexibilidade, reconhecimento e alinhamento com os valores da organização ganharam espaço nas decisões de quem busca ou permanece em um emprego.

Neste cenário, a gestão de pessoas deixou de ocupar uma posição de suporte para assumir um papel estratégico. Afinal, são as pessoas que impulsionam a inovação, sustentam o crescimento dos negócios e transformam planejamento em resultados concretos.

Essa mudança também trouxe novos desafios para as lideranças. Se antes o foco estava apenas na entrega de resultados, hoje espera-se que os líderes sejam capazes de desenvolver equipes, promover um ambiente de confiança, estimular o crescimento profissional e lidar com questões cada vez mais presentes no cotidiano das organizações, como saúde mental, ansiedade e esgotamento emocional.

O desafio é ainda maior quando consideramos que diferentes gerações convivem no mesmo ambiente de trabalho. Cada uma delas possui experiências, expectativas e formas de enxergar a carreira que nem sempre são iguais. Compreender essas diferenças e transformar a diversidade de perfis em um fator positivo para a organização tornou-se uma habilidade indispensável para quem lidera pessoas.

Ao mesmo tempo, a tecnologia avança em ritmo acelerado. Ferramentas baseadas em inteligência artificial já fazem parte da rotina de muitas empresas e devem ganhar ainda mais espaço nos próximos anos. No entanto, esse movimento não reduz a importância das pessoas. Pelo contrário. Quanto mais a tecnologia evolui, maior se torna a necessidade de profissionais preparados para interpretar informações, tomar decisões, construir relacionamentos e conduzir equipes.

Por isso, a discussão sobre o futuro das organizações passa necessariamente pela forma como elas gerenciam seus talentos. Empresas que compreendem o valor estratégico da gestão de pessoas estão mais preparadas para enfrentar mudanças, superar desafios e construir equipes capazes de gerar resultados sustentáveis.

Mais do que uma área ou um departamento, a gestão de pessoas tornou-se uma competência essencial para organizações que desejam crescer em um ambiente cada vez mais dinâmico, competitivo e em constante transformação. Afinal, por trás de toda estratégia bem-sucedida, existem pessoas que a tornam possível.

Nádia Macanham é presidente da ABRH-MT (Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Mato Grosso).

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