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25 de outubro de 2026

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Programa têxtil cria ambiente para industrialização do algodão em Mato Grosso

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“Programa cria ambiente mais competitivo para transformar essa pluma aqui dentro”. A declaração do produtor de algodão e presidente da Agrofios Campo Verde, Milton Garbugio, resume a avaliação do setor produtivo sobre o Programa de Verticalização da Indústria Têxtil lançado pelo Governo de Mato Grosso nesta quarta-feira (27).

A iniciativa tem o objetivo de ampliar o processamento do algodão dentro do Estado e incentivar novos investimentos na indústria têxtil mato-grossense, com foco na agregação de valor à produção local, geração de empregos e fortalecimento da economia regional.

“Mato Grosso já produz algodão em escala mundial. Quando você industrializa, o dinheiro circula mais tempo no Estado, gera emprego urbano e fortalece toda a economia regional”, afirmou Garbugio.

O programa consiste em transformar, dentro do próprio estado, o algodão em pluma produzido no campo em produtos industrializados, como fios, tecidos, malhas e confecções, agregando valor à economia local. Na prática, os produtores poderão transferir para as indústrias créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) acumulados ao longo da cadeia produtiva. Já as indústrias poderão utilizar esses valores para reduzir parte do imposto devido nas operações, diminuindo custos de produção e aumentando a competitividade do setor.

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Maior produtor individual de algodão do mundo, Eraí Maggi afirmou que a verticalização pode ampliar a permanência do valor agregado da cadeia produtiva dentro do Estado.

“Hoje nós produzimos algodão em grande escala, mas boa parte dessa riqueza vai embora junto com a pluma. Quando você industrializa aqui dentro, você distribui renda de forma muito maior. A indústria gera emprego contínuo, movimenta as cidades, cria oportunidade para milhares de famílias e faz o desenvolvimento chegar muito mais forte para a população”, declarou.

O diretor-presidente do Grupo Rovitex, Vitor Luiz Rambo Junior, afirmou que o setor já avalia projetos de expansão em Mato Grosso, principalmente em áreas de maior valor agregado, como fios penteados e malharia.

“A cadeia têxtil brasileira movimenta mais de R$ 200 bilhões por ano e emprega milhões de pessoas. Mato Grosso produz a matéria-prima, tem logística em expansão e escala agrícola. O incentivo ajuda justamente a tornar o Estado competitivo para capturar uma parte maior desse mercado industrial”, afirmou.

Além da indústria, representantes do comércio também avaliam que os reflexos da verticalização podem alcançar outros segmentos da economia, principalmente serviços e varejo.

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“O setor têxtil tem uma capacidade enorme de distribuir renda. Quando uma indústria chega, ela movimenta serviços, transporte, comércio, qualificação profissional e cria empregos em larga escala, principalmente para mulheres e jovens”, afirmou o presidente da CDL Cuiabá, Junior Macagnan.

Em Campo Verde, município que concentra parte das fiações instaladas em Mato Grosso, a expectativa da prefeitura é de fortalecimento da atividade econômica local e aumento da demanda por mão de obra técnica.

“A indústria muda completamente o perfil econômico do município. Ela gera emprego contínuo, movimenta comércio, cria demanda por qualificação e ajuda a estabilizar a economia além do ciclo agrícola”, afirmou o prefeito Alexandre Lopes.

O programa de verticalização se soma a outros incentivos e políticas já implementados pelo Governo de Mato Grosso voltados à competitividade da indústria. Entre eles estão a isenção do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) sobre o algodão destinado à indústria de fiação mato-grossense e os incentivos concedidos pelo Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic). 

Atualmente, não há incidência do Fethab sobre a saída da pluma destinada exclusivamente à indústria de fiação instalada no estado. A medida reduz o custo de aquisição da matéria-prima e fortalece a competitividade da produção local. 

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Em relação ao Prodeic, o Governo do Estado aplica redução do ICMS para a indústria têxtil, permitindo que a carga tributária efetiva seja reduzida para 1,2% nas operações interestaduais e de 2,55% a 3,4% nas operações internas.

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Flávio vota no Rio e fala em reunir “grande time” para reorganizar o Brasil

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Ao lado da mulher e de aliados, candidato do PL destacou o tom da campanha e apresentou suas expectativas para um eventual governo

O senador Flávio Bolsonaro (PL) votou na manhã deste domingo (25), em uma escola municipal de Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro. Na chegada, o candidato à Presidência destacou ter feito uma “campanha limpa e alegre” e falou sobre os planos caso seja eleito.

Flávio chegou ao local por volta das 8h20, acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro. O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), e a mãe do senador, Rogéria Bolsonaro, também estiveram na escola.

Ao conversar com a imprensa, o presidenciável afirmou que pretende reunir uma equipe para conduzir o país. Prometeu, se vencer a disputa, “colocar um grande time para reorganizar o Brasil, acabar com a violência”.

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Após votar no Rio, Flávio acompanhará a apuração em Brasília. O local onde o candidato ficará durante a divulgação dos resultados ainda não foi informado.

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Força Tática apreende mais de 320 comprimidos de ecstasy e prende suspeito em Cuiabá

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Policiais militares da Força Tática do 1º Comando Regional prenderam um homem, de 38 anos, por tráfico ilícito de drogas, na tarde deste sábado (24.10), em Cuiabá. Na ação, a PM apreendeu 321 comprimidos de ecstasy e materiais utilizados para o tráfico.

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe policial recebeu denúncias de populares sobre um homem que estava traficando entorpecentes em sua própria residência, no bairro Primeiro de Março.

Os militares iniciaram diligências e, ao se aproximarem do endereço informado, flagraram o suspeito, que deixava a residência, tentando correr de volta para o interior da casa. Ele recebeu ordem de parada e foi abordado pelos policiais, sendo localizado com ele três comprimidos de ecstasy.

Questionado sobre a procedência da droga, o suspeito revelou ser apenas usuário de entorpecentes, mas disse também que teria outros materiais ilícitos dentro da sua casa. Nas buscas pela residência, os policiais encontraram o restante dos comprimidos de ecstasy, três balanças de precisão e materiais para embalar as drogas.

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Diante da situação, ele recebeu voz de prisão e foi levado até a Central de Flagrantes de Cuiabá para registro da ocorrência e demais providências.

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Forças de segurança prendem mulheres por tortura transmitida em videochamada a líder de facção

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Vítima foi agredida com 20 pauladas nas mãos em São José dos Quatro Marcos; suspeito apontado como “disciplina” morreu em confronto com a PM

A Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, prendeu em flagrante, nessa quinta-feira (22.10), três mulheres, de 18, 23 e 24 anos, investigadas por torturar uma mulher, de 32 anos, em São José dos Quatro Marcos, sob ordem de uma facção criminosa.

A ação foi coordenada pela Delegacia de São José dos Quatro Marcos. Participaram também a Delegacia de Mirassol D’Oeste e equipes da Polícia Militar (GAP, Força Tática e Agência Local de Inteligência).

Na madrugada de quinta-feira, as Polícias Civil e Militar receberam a informação de que uma mulher tinha dado entrada no Hospital Municipal com lesões, principalmente nas mãos. Ela teria sido agredida em um chamado “salve”, prática usada por facções criminosas para punir quem descumpre suas regras.

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As investigações começaram logo em seguida e seguiram sem interrupção. Os policiais civis identificaram os envolvidos e o imóvel onde ocorreu a agressão, no bairro Jardim Popular, em São José dos Quatro Marcos.

Localizada pelos policiais, a vítima foi levada à delegacia, onde relatou ter acreditado que seria morta.

“Julgamento” por videochamada

Segundo as investigações, na noite da quarta-feira (21.10), a vítima foi chamada até a casa de uma das suspeitas para “explicar” boatos que estaria espalhando pela cidade. No local, as três mulheres e um homem, de 27 anos, apontado como “disciplina” da facção, fizeram uma videochamada com uma liderança da facção criminosa.

Durante a chamada, a vítima foi interrogada e pressionada a confessar que as acusações que fazia eram falsas. A liderança então determinou que ela recebesse 20 golpes de ripa de madeira nas mãos.

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Uma das suspeitas aplicou os golpes. Outra filmou a sessão para que o líder da facção acompanhasse tudo. As demais pessoas vigiaram a vítima para impedir que ela saísse. O exame de corpo de delito confirmou as lesões.

Na tarde da quinta-feira (22.10), as equipes prenderam as três suspeitas: uma no supermercado onde trabalhava, outra em casa e a terceira no imóvel onde as agressões aconteceram. Os celulares delas foram apreendidos. Nos interrogatórios, as presas confirmaram como os fatos aconteceram.

Confronto

Ao mesmo tempo, uma equipe da Polícia Militar foi até a casa do homem apontado como “disciplina” da facção. Ele desobedeceu à ordem de abordagem, entrou no imóvel e apontou uma arma de fogo contra os policiais, que revidaram.

O suspeito foi socorrido e levado ao Hospital Municipal, mas não resistiu. Um revólver foi apreendido ao lado dele. A morte será apurada em procedimento próprio, e as perícias de local e de necropsia já foram requisitadas.

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Prisão preventiva

As três mulheres foram autuadas por tortura, crime equiparado a hediondo e punido com reclusão de 2 a 8 anos. A Polícia Civil representou à Justiça pela conversão das prisões em preventiva e pela quebra do sigilo dos dados dos celulares apreendidos.

Na audiência de custódia, o Poder Judiciário homologou o flagrante, converteu em preventiva a prisão das três e autorizou o acesso aos dados dos aparelhos. Na decisão, a Justiça considerou a gravidade concreta do crime e o risco de que a vítima fosse intimidada. Também levou em conta que duas das presas tinham recebido liberdade provisória recentemente em casos de tráfico de drogas.

As investigações continuam para identificar a liderança que ordenou a punição e outros envolvidos, além de apurar a participação de cada um na organização criminosa.

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