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27 de maio de 2026

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Colheita de soja chega a 99% no Brasil e milho safrinha começa, diz Conab

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A colheita da soja 2025/26 atingiu 99% da área cultivada no Brasil até sábado (23), segundo boletim semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado nesta quarta-feira (27). O avanço foi de 0,2 ponto porcentual sobre a semana anterior. No mesmo levantamento, a estatal informou o início da colheita do milho safrinha, com 0,1% da área nacional já trabalhada.

Na comparação com igual momento da safra passada, a colheita da soja está 0,5 ponto porcentual atrás. Em relação à média dos últimos cinco anos, porém, os trabalhos seguem 0,2 ponto porcentual à frente. Entre os estados que ainda não concluíram a retirada da oleaginosa estão Piauí, com 99% da área colhida, Santa Catarina, com 97,2%, Rio Grande do Sul, com 97%, e Maranhão, com 86%.

No milho verão 2025/26, a colheita alcançou 80,7% da área, avanço semanal de 5,4 pontos porcentuais. O ritmo, no entanto, permanece abaixo do registrado no mesmo período da safra passada, quando o índice era de 86,9%, e também inferior à média de cinco anos, de 83,2%. Paraná, São Paulo e Santa Catarina já encerraram os trabalhos. Rio Grande do Sul chegou a 97%, Minas Gerais a 89% e Goiás a 76%.

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No milho de inverno 2025/26, ou safrinha, a colheita começou de forma pontual. Até sábado (23), 0,1% da área havia sido colhida no país, também com avanço de 0,1 ponto porcentual na semana. O índice está 0,2 ponto porcentual abaixo do observado um ano antes e aquém da média de cinco anos, de 0,5%. Segundo a Conab, apenas Mato Grosso iniciou os trabalhos, com 0,3% da área.

O arroz alcançou 98,2% da área colhida, 1,8 ponto porcentual acima da semana anterior, superando tanto o mesmo período de 2025, de 97,4%, quanto a média histórica, de 94,4%. Já o boletim da Conab informa que o trigo 2026 atingia 32,1%, com Paraná em 48% e Rio Grande do Sul em 1%.

Os dados da Conab indicam fase final da soja e avanço do milho verão, enquanto o início da safrinha ainda é restrito. O ritmo da colheita nas próximas semanas será acompanhado pelo mercado para medir oferta, logística e evolução regional dos trabalhos. O boletim não detalha, neste recorte, impactos sobre produtividade ou comercialização.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mato Grosso inicia vazio sanitário da soja em 8 de junho para conter ferrugem asiática

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Mato Grosso inicia o período de vazio sanitário da soja no dia 8 de junho. A medida, que segue até 6 de setembro, proíbe a existência de plantas vivas da oleaginosa em qualquer área do estado para reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática. O calendário fitossanitário para a safra 2026/27 foi oficializado por uma nova Instrução Normativa Conjunta da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT).

Com a publicação do documento, o cronograma anterior foi mantido. Após o término do vazio sanitário, a semeadura da soja estará autorizada no estado entre os dias 7 de setembro de 2026 e 7 de janeiro de 2027.

A principal obrigação dos agricultores ao longo dos próximos três meses é a eliminação das plantas “guaxas” ou voluntárias, que nascem de forma espontânea nos campos após a colheita. A ausência de vegetação viva quebra o ciclo de reprodução do fungo Phakopsora pachyrhizi, considerado um dos patógenos mais severos da cultura e capaz de causar prejuízos severos à produtividade.

Riscos e penalidades

As regras estaduais também exigem o monitoramento contínuo das propriedades e o controle imediato caso a doença seja detectada. Além das lavouras, o transporte de grãos e sementes precisa de atenção redobrada, com acondicionamento adequado para evitar o derramamento de carga em rodovias e vias públicas, o que costuma gerar germinação nas margens das pistas.

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A fiscalização das áreas rurais e urbanas ficará a cargo do Indea-MT. Caso fiscais identifiquem plantas voluntárias ou irregularidades no transporte durante o período de restrição, os responsáveis estarão sujeitos a penalidades.

“O descumprimento das medidas previstas na normativa pode gerar notificações, destruição das áreas irregulares, multas e demais penalidades previstas na legislação estadual de defesa sanitária vegetal”, explica o analista técnico de Agricultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato), Alex Rosa.


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Circuito das Águas Paulista obtém Indicação Geográfica para café

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A região do Circuito das Águas Paulista, na Serra da Mantiqueira, em São Paulo, obteve a Indicação Geográfica (IG) para o café produzido no território. O reconhecimento foi publicado nesta terça-feira (26) pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Segundo as informações divulgadas, esta é a 15ª IG concedida ao estado de São Paulo e a sétima relacionada ao café.

A Indicação Geográfica reconhece a relação entre a origem territorial e características do produto, considerando fatores como ambiente, tradição produtiva e modos de fazer desenvolvidos localmente. No caso do Circuito das Águas Paulista, o café é associado às condições de solo e altitude das áreas de cultivo em região serrana da Mantiqueira.

De acordo com o conteúdo divulgado, a entidade responsável pela IG é a Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Circuito das Águas Paulista (Acecap). O registro abrange nove municípios: Águas de Lindóia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro.

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que atuou no trabalho de fomento e acompanhamento do processo. O material também destaca que a tradição cafeeira da região remonta à segunda metade do século XIX, período em que o cultivo do grão avançou com a presença de imigrantes europeus, especialmente italianos e portugueses.

Do ponto de vista da cadeia produtiva, a IG funciona como instrumento de diferenciação comercial e de identificação de origem. Na prática, esse tipo de registro pode fortalecer a rastreabilidade, a padronização e a estratégia de posicionamento de cafés regionais no mercado. O conteúdo divulgado, no entanto, não apresenta estimativas de produção, área cultivada, volume comercializado ou impacto econômico imediato para os produtores da região.

Com o novo reconhecimento, São Paulo amplia o número de registros de origem ligados ao café, segmento que busca maior agregação de valor por meio da diferenciação territorial. Sem dados adicionais sobre produção e mercado, os efeitos econômicos e comerciais da medida ainda dependerão da aplicação do registro pela governança local e pelos produtores habilitados.

Fonte: gov.br

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Chuvas nas regiões produtoras causam oscilação no preço do café, aponta Cepea

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Foto: Pixabay.

As chuvas ocorridas nas ultimas semanas tem atrapalhado a colheita do café brasileiro. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a expectativa era que o mês de maio fosse marcado pela intensificação dos trabalhos no campo, porém os eventos climáticos atrapalharam a maior parte das regiões produtoras.

As precipitações que ocorrem, recorrentemente derrubam os grão de café, o que costuma diminuir a qualidade do produto no momento da coleta.

Por conta do ritmo mais lento de colheitas, os preços do café arábica tem oscilado, porém quedas tem marcado o final de maio. Até o dia 25/05, o indicador CEPEA/ESALQ do tipo recuou 8%, com média de R$ 1.666,98/saca de 60 kg, com a pressão da nova safra.

No tipo robusta o caso difere, uma recuperação moderada foi registrada no mês. O indicador apresentou média de R$ 929,24 por saca, o que mostra uma alta de 1,33% no período.

Ainda de acordo com o centro de estudos, mesmo em abril as cotações do grão terem sido marcadas por quedas, visto a maior oferta que existia, o mês de maio deve fechar com um cenário diferente, com um registro maior de variações.

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*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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