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22 de julho de 2026

Business

Conflito no Oriente Médio segue impactando na produção de MT e custeio da soja 2026/27 dispara mais de 3%

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O custeio da safra 2026/27 de soja deverá ser 3,35% mais pesado do que o ciclo passado no bolso do produtor mato-grossense. Isso porquê fertilizantes e corretivos tiveram um incremento de 5,74% e operações mecanizadas de 22,74% em relação à safra 2025/26. Com isso, o custeio da temporada que começa a ser cultivada em setembro ficou cotado em média a R$ 4.321,32 por hectare.

A projeção consta no projeto Custo de Produção Agropecuário em Mato Grosso (CPA-MT), realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), divulgado nesta semana.

“A elevação desses componentes foi influenciada diretamente pelo conflito no Oriente Médio, que tem pressionado a logística e o preço desses insumos (óleo diesel, para o caso de operações mecanizadas)”, explica o Imea.

De acordo com o Instituto, não é descartada a possibilidade de os produtores em Mato Grosso, diante dos custos elevados em tais insumos, reverem o pacote de fertilizantes a ser utilizado na safra 2026/27, “uma vez que a redução no consumo de óleo diesel é mais restrita”.

Outro ponto de destaque que pode impactar nos custos é o risco climático, com a previsão de do fenômeno El Niño para este ano. Fato que não só eleva a preocupação do produtor de soja no estado quanto a produtividade, como também à margem de rentabilidade.


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Agro Mato Grosso

FS e AMAGGI concluem acordo estratégico em MT na produção de etanol no Brasil

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A FS e a AMAGGI  concluíram o acordo que une uma das líderes na produção de etanol no Brasil e a maior empresa brasileira de grãos e fibras, após a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento de todas as condições precedentes.

A transação, por meio da qual a AMAGGI adquire uma participação de 40% do capital social da FS, contempla um aporte de US$ 100 milhões na companhia, por meio de uma emissão primária de ações. Além disso, prevê a aquisição de participações detidas por acionistas da FS.

Com raízes no estado de Mato Grosso, tanto a FS quanto a AMAGGI compartilham uma trajetória marcada por inovação, crescimento sustentável e protagonismo na cadeia agrícola. Fundada com foco na produção de biocombustíveis e nutrição animal a partir do milho, a FS foi pioneira na produção de etanol de milho no Brasil e protagonista no desenvolvimento do setor, consolidando-se como referência em eficiência, inovação e sustentabilidade.

A AMAGGI, que completa 50 anos no próximo ano, tornou-se a maior empresa de capital integralmente brasileiro na cadeia da soja, do milho e do algodão. Atua na produção, exportação, industrialização, logística, geração e comercialização de energia, produtos e serviços financeiros, insumos, produção de biodiesel, entre diversas outras atividades do agronegócio. A companhia também é referência em sustentabilidade, com diversos reconhecimentos internacionais e posição de liderança em rankings globais sobre o tema.

A parceria tem como foco apoiar o crescimento da FS e capturar conhecimentos e sinergias relevantes em áreas estratégicas, incluindo originação de milho, otimização logística e exportações, fortalecendo ainda mais a competitividade das duas organizações. Para a AMAGGI, trata-se de mais um passo em sua estratégia de industrialização e verticalização das operações, contribuindo para a crescente diversificação de seu portfólio de negócios.

A FS deve inaugurar sua quarta unidade produtiva ao fim de 2026, em Campo Novo do Parecis, e a quinta, em Querência, em julho de 2027. Ao fim desse ciclo de expansão, a empresa terá capacidade produtiva estimada de 3,9 bilhões de litros de etanol e de aproximadamente 3,0 milhões de toneladas de DDG.

Sobre a FS – A FS foi a primeira empresa a produzir etanol exclusivamente a partir de milho no Brasil, e sua visão de negócio é ser a maior companhia de combustível carbono negativo do mundo. Desde o início das atividades, em 2017, o negócio cresceu mais de 10 vezes e vive um novo ciclo de expansão. A receita líquida da companhia alcançou R$ 13 bilhões ao fim do ano-safra 2025/2026, com lucro líquido de R$ 1,6 bilhão.

A companhia processa atualmente mais de 6 milhões de toneladas de milho por ano-safra e produz 2,6 bilhões de litros de etanol e 2,2 milhões de toneladas de DDG (proteína de milho para nutrição animal). O etanol de milho produzido pela FS possui a menor pegada de carbono do mundo.

Sobre a AMAGGI – Fundada em 1977, a AMAGGI é a maior empresa brasileira de grãos e fibras. Presente em diversas etapas da cadeia do agronegócio, a companhia atua na produção agrícola de grãos, fibras e sementes; na originação, processamento e comercialização de grãos e insumos; além de transporte fluvial e rodoviário, operações portuárias e geração e comercialização de energia elétrica renovável.

Com sede em Cuiabá (MT), a AMAGGI está presente em todas as regiões do Brasil, com fazendas, armazéns, escritórios, fábricas, frota fluvial e rodoviária, terminais portuários e centrais hidrelétricas. No exterior, possui unidades e escritórios na Argentina, China, Holanda, Noruega, Suíça, Singapura e Panamá.

A empresa comercializa 24,7 milhões de toneladas de grãos e fibras em todo o mundo, das quais 1,7 milhão de toneladas é proveniente de suas próprias fazendas. Além disso, mantém relacionamento comercial com aproximadamente 5,6 mil produtores rurais.

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Business

Colheita de café da Cooxupé avança para 47,3% até sexta-feira (17)

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A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) informou que a colheita de café em sua área de atuação chegou a 47,3% até sexta-feira (17). Na semana anterior, o índice era de 38,6%. Mesmo com o avanço semanal, os trabalhos seguem em ritmo mais lento na comparação com temporadas anteriores.

Os números acompanham o andamento da safra em 370 municípios distribuídos pelo sul de Minas Gerais, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e média mogiana do estado de São Paulo. A cooperativa reúne cerca de 22 mil cafeicultores e faz o monitoramento semanal da colheita nessas regiões.

Na comparação histórica para o mesmo período, o ritmo atual está abaixo dos últimos anos acompanhados pela cooperativa. Em igual momento de 2025, a colheita alcançava 59%. Em 2024, o índice era de 67,7%. Em 2023, chegava a 58,8%. Já em 2022, o percentual era de 52,6%, enquanto em 2021 atingia 53,4% e, em 2020, 61,2%.

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O recorte regional mostra comportamento distinto entre as áreas produtoras. No sul de Minas Gerais, a colheita atingia 54% até sexta-feira (17). Nas Matas de Minas, o índice estava em 45%. Em São Paulo, chegava a 48%. No Cerrado Mineiro, o percentual era de 36,6%, o menor entre as regiões monitoradas pela Cooxupé.

Os dados indicam que a colheita se aproxima da metade nas áreas de atuação da cooperativa, com avanço semanal de 8,7 pontos porcentuais frente ao levantamento anterior.

Com 47,3% da safra colhida até sexta-feira (17), a Cooxupé registra avanço da colheita de café em sua área de atuação, ainda abaixo do ritmo observado no mesmo período dos anos recentes.

Fonte: Estadão Conteúdo

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O mundo mudou, mas e o agro?

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Foto: Magnific

Durante décadas, o Brasil aprendeu a medir a força do agronegócio por indicadores que continuam fundamentais: produtividade, área plantada, safras recordes e exportações. Foi assim que nos tornamos uma potência agrícola reconhecida no mundo inteiro.

Mas tenho a impressão de que uma nova mudança já começou.

A pergunta não é mais apenas quanto alimento o mundo será capaz de produzir. A questão passa a ser outra: quais alimentos o mundo vai querer consumir?

Basta observar o comportamento das pessoas. Nunca se falou tanto em qualidade de vida, longevidade e alimentação saudável. O consumo de proteína cresce em praticamente todos os mercados. Ao mesmo tempo, medicamentos como Mounjaro e Ozempic estão mudando a relação de milhões de pessoas com a comida. Quem utiliza essas terapias costuma comer menos, mas passa a escolher melhor o que coloca no prato.

Cada refeição precisa entregar mais valor.

É justamente nesse cenário que alimentos como Feijões, lentilhas, ervilhas, grão-de-bico, gergelim e outras proteínas vegetais ganham importância. Não apenas porque são nutritivos, mas porque reúnem características que o consumidor moderno procura: proteína, fibras, minerais, versatilidade e sustentabilidade.

O Brasil está em uma posição privilegiada. Produzimos praticamente o ano inteiro, dominamos tecnologias para agricultura tropical e temos produtores altamente eficientes. Poucos países conseguem reunir tantas vantagens.

Mas existe um desafio que merece a mesma atenção que dedicamos às exportações.

Antes de convencer o mundo sobre o valor dos nossos alimentos, precisamos convencer os próprios brasileiros.

É curioso perceber que muitos jovens conhecem muito mais sobre alimentos ultraprocessados do que sobre a riqueza nutricional de um prato de Feijão. Falamos pouco sobre aquilo que produzimos de melhor. Talvez tenha chegado a hora de voltar a falar de comida. De explicar a importância das proteínas vegetais, de incentivar seu consumo e de mostrar que elas fazem parte de uma alimentação moderna, saudável e acessível.

É por isso que acredito que o próximo passo do agronegócio brasileiro seja o Agroalimento.

Não se trata de substituir um conceito pelo outro. O agronegócio continuará sendo a base da nossa força. O Agroalimento é uma evolução dessa visão. Significa integrar produção, ciência, nutrição, inovação, sustentabilidade e confiança. Significa entender que o verdadeiro valor não está apenas na quantidade produzida, mas também na capacidade de entregar saúde e qualidade de vida.

O Brasil já aprendeu a alimentar o mundo. Agora temos a oportunidade de mostrar que também sabemos alimentar melhor.

E essa transformação começa muito antes dos portos ou das grandes negociações internacionais. Ela começa no prato de cada brasileiro.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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