Connect with us
16 de setembro de 2026

Business

Mercado de biológicos cresce, mas guerra de preços desafia empresas, diz consultoria

Published

on


Foto: Fundação MT/Divulgação

O mercado latino-americano de produtos biológicos para a agricultura entra em uma nova etapa de maturidade após anos de expansão acelerada. O crescimento permanece consistente, mas a simples presença em um segmento em expansão já não garante rentabilidade.

Essa é uma das principais conclusões da DunhamTrimmer em seu panorama “Biological Market Overview & Future Trends”, que será apresentado pelo presidente e fundador da consultoria internacional, Mark Trimmer, no evento Biocontrol Latam 2026, no dia 27 de julho, em Campinas, São Paulo.

Em um ambiente marcado por maior concorrência, pressão sobre preços e consolidação empresarial, companhias que oferecem soluções diferenciadas e conseguem comunicar claramente seu valor tendem a conquistar espaço.

O estudo da DunhamTrimmer mostra que a América Latina continua sendo uma das regiões mais estratégicas para os insumos biológicos no mundo, embora o ritmo de expansão tenha mudado significativamente, sobretudo no Brasil.

Advertisement

Segundo a consultoria, o Brasil continua concentrando a maior parcela do mercado latino-americano de biocontrole, impulsionado pela rápida adoção dos produtos em grandes culturas. Entretanto, o ingresso de centenas de novas empresas e produtos provocou forte aumento da competição, reduzindo preços e desacelerando o crescimento em valor, mesmo com a área tratada continuando em expansão.

Registros ativos de biológicos

Os números ajudam a explicar esse cenário. Atualmente existem 859 registros ativos de biopesticidas no Brasil, dos quais 826 correspondem a produtos microbianos. Mais da metade desses registros foi concedida desde 2022, incluindo 175 novos registros apenas em 2025. A consequência direta foi uma intensa disputa comercial, especialmente nos segmentos de bioinseticidas, biofungicidas e bionematicidas.

Para a DunhamTrimmer, o mercado brasileiro deixou de ser caracterizado apenas pelo rápido crescimento e passou a ser definido pela necessidade de diferenciação. A consultoria observa que as notícias mais recentes sobre o setor já não destacam apenas a expansão da demanda, mas concentram-se na competição crescente, na guerra de preços e na busca por modelos de negócios rentáveis.

Ao mesmo tempo, outros mercados latino-americanos ganham protagonismo. O Peru desponta como o mercado de biocontrole com crescimento mais acelerado da região, impulsionado pela expansão das culturas de exportação e pela necessidade de reduzir resíduos de pesticidas em frutas frescas.

A Colômbia também apresenta forte avanço, especialmente em culturas tropicais e ornamentais, com projeções superiores a 8% ao ano e expectativa de superar US$ 100 milhões até 2032.

Nos bioestimulantes, a América Latina mantém a posição de região de maior crescimento mundial, com taxa anual próxima de 12%. O Brasil responde por mais da metade desse mercado, enquanto Peru, Colômbia e Equador ampliam rapidamente sua participação impulsionados pelas culturas de alto valor agregado.

Advertisement

Apesar do ambiente mais competitivo, a consultoria sustenta que as oportunidades permanecem significativas. A diferença é que elas passarão a favorecer empresas capazes de oferecer valor além do produto.

“O mercado já não pergunta se continuará crescendo, mas quem capturará esse crescimento”, destaca Mark Trimmer. Segundo a análise, a inovação tecnológica, isoladamente, deixou de ser suficiente. A vantagem competitiva passa a depender da capacidade de entregar desempenho consistente no campo, integrar os biológicos ao sistema produtivo existente e executar uma estratégia comercial eficiente.

Outro ponto enfatizado é que os agricultores administram um conjunto cada vez mais complexo de tecnologias. Nesse contexto, compatibilidade entre produtos, facilidade de uso, validação local, assistência técnica e integração com defensivos químicos e fertilizantes tornam-se fatores decisivos para adoção comercial.

A eficácia biológica continua essencial, mas, segundo a DunhamTrimmer, já não basta para garantir sucesso de mercado. A consultoria também alerta que fatores externos devem continuar pressionando a rentabilidade do setor.

Tensões comerciais internacionais, conflitos geopolíticos, custos elevados de fertilizantes, restrição de crédito no canal de distribuição e possíveis impactos de um novo episódio intenso de El Niño poderão influenciar as decisões de investimento dos produtores nos próximos anos.

Advertisement

Nesse ambiente, fabricantes precisarão adaptar produtos às condições específicas da agricultura latino-americana, desenvolver parcerias locais, integrar soluções biológicas aos programas convencionais de manejo e compreender as particularidades operacionais de cada mercado.

Navegando os desafios do mercado

A nova realidade do setor será um dos principais temas em debate durante o Biocontrol Latam 2026, um dos mais importantes encontros da indústria de biocontrole e produtos biológicos da América Latina.

Em vez de apenas apresentar números de mercado, a DunhamTrimmer utilizará o evento para discutir como as empresas podem competir em um cenário de maior maturidade e pressão sobre margens.

No dia 28 de julho, Ignacio Moyano, vice president of Business Development Latam da consultoria e especialista com ampla experiência no mercado latino-americano, moderará o painel “Navegando os desafios do mercado: diferenciação, inovação e resiliência em um panorama agroempresarial competitivo”.

A discussão reunirá executivos da Simbiose, BioConsortia, Koppert Brasil, Veganic e Invasive Species Corporation para analisar os principais desafios estratégicos da indústria, incluindo diferenciação sustentável, inovação, consolidação do mercado, rentabilidade e preparação para o próximo ciclo de crescimento.

Advertisement

As quatro questões centrais propostas por Moyano sintetizam a mudança de paradigma vivida pelo setor: identificar o principal desafio atual da indústria, compreender o que realmente diferencia uma empresa em um mercado saturado, discutir como construir negócios mais resilientes diante da pressão sobre margens e avaliar quais transformações terão maior impacto sobre os biológicos nos próximos cinco anos.

Serviço

O que: Biocontrol Latam 2026
Quando: Workshops 27 de julho de 2026/ Conferência e Exposição: 28 e 29 de julho
Onde: Royal Palm Hall, Campinas, São Paulo (Av. Monsenhor Luís Fernandes de Abreu, 311 – Jardim do Lago Continuação, Campinas – SP)
Para se inscrever, clique aqui

O post Mercado de biológicos cresce, mas guerra de preços desafia empresas, diz consultoria apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Business

É nesta quinta! A Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27 vem aí; saiba como assistir ao vivo

Published

on


Imagem gerada por IA

Está chegando a hora! É amanhã, 17 de setembro, que acontece a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. A partir das 9h, pelo horário de Brasília, você poderá acompanhar ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube tudo o que acontece na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT).

Ao longo da programação, os participantes vão acompanhar debates sobre os principais assuntos que devem movimentar o setor durante o novo ciclo. Entre os destaques está a discussão sobre a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.

Além de marcar oficialmente a largada da safra 2026/27, a Abertura Nacional terá um significado especial neste ano. O evento também dará início às comemorações dos 15 anos do Projeto Soja Brasil, iniciativa que acompanha de perto as transformações, os desafios e os avanços da produção de soja no país.

Falta pouco! Amanhã, acompanhe a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 pelo Canal Rural e pelo YouTube.

O post É nesta quinta! A Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27 vem aí; saiba como assistir ao vivo apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading

Business

Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado

Published

on


Foto: Paulo Lanzetta

O primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (16) não obteve o sucesso esperado.

A expectativa do governo era adquirir até 127,3 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/26, classe longo-fino em casca, Tipo 1, a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno climático El Niño e, assim, assegurar o abastecimento no país.

No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da entidade (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região.

De acordo com ele, já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, entre R$ 80 a R$ 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. “Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.

Advertisement

No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto.

“Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.

O post Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho

Published

on


Duas operações de compra de milho em grãos preveem a aquisição de até 224 mil toneladas para formação de estoques públicos. Os leilões eletrônicos serão realizados na sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), às 9h, com recebimento do produto em unidades armazenadoras de oito unidades da Federação. A medida também prevê oferta posterior por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de até 224 mil toneladas corresponde ao total das duas operações. O segundo leilão ofertará apenas os lotes que não forem negociados no primeiro certame, sem que a compra total ultrapasse esse limite.

A operação da sexta-feira (18), referente ao Aviso nº 64/2026, será exclusiva para a agricultura familiar. Poderão participar produtores rurais familiares, cooperativas de produtores rurais familiares e associações da agricultura familiar com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) válida.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

Advertisement

Já o leilão da segunda-feira (21), Aviso nº 65/2026, será em ampla concorrência. O certame admite a participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes, desde que atendam às exigências de cadastramento, habilitação jurídica e regularidade fiscal previstas no aviso.

O milho será recebido em unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As operações serão realizadas pela Conab no Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe), em Brasília.

Os participantes precisam estar cadastrados na bolsa por meio da qual apresentarão propostas e em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).

O produto deverá seguir os padrões de classificação estabelecidos nos avisos e vir acompanhado de certificado emitido por entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O preço máximo de compra será divulgado com pelo menos dois dias úteis de antecedência. Os arrematantes deverão apresentar garantia de 5% do valor da operação e organizar o cronograma de entrega com a unidade regional responsável pelo recebimento.

Após a aprovação do milho entregue, o pagamento aos fornecedores deverá ocorrer em até dez dias úteis. Caso todo o volume seja negociado na operação exclusiva para a agricultura familiar, não haverá lotes remanescentes para a disputa em ampla concorrência.

Advertisement

Fonte: gov.br

O post Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT