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7 de outubro de 2026

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SP aposta em batata-doce para ampliar produção de etanol e biometano

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Foto: Governo de São Paulo/divulgação

O governo de São Paulo formaliza nesta quinta-feira (23), durante a abertura da Batatec 2026, em Presidente Prudente (SP), uma parceria tecnológica para desenvolver novas cultivares industriais de batata-doce voltadas prioritariamente à produção de etanol e biometano.

O acordo será assinado entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do Instituto Agronômico (IAC-Apta), e a Agropecuária Vista Alegre, empresa do Grupo Better Beef. A iniciativa busca aproximar a pesquisa científica das demandas da indústria, ampliando o potencial da cultura como matéria-prima para a geração de combustíveis renováveis.

A cooperação prevê projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, além do intercâmbio de pesquisadores e da troca de conhecimento técnico entre as instituições.

Segundo o governo paulista, a proposta é combinar a experiência do IAC em melhoramento genético com o conhecimento do setor produtivo sobre as características agronômicas e industriais necessárias para elevar o desempenho da batata-doce na produção de bioenergia.

Pesquisa mira maior rendimento industrial

O Instituto Agronômico já desenvolve cultivares de batata-doce com foco em produtividade, uniformidade das raízes, resistência a doenças e adaptação às diferentes condições de cultivo do Estado.

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Com o novo acordo, os pesquisadores passarão a priorizar materiais voltados ao processamento industrial, buscando características como:

  • maior produtividade;
  • elevado teor de matéria seca e amido;
  • raízes mais uniformes;
  • melhor rendimento para produção de etanol.

Além disso, os estudos também avaliarão o aproveitamento da biomassa e dos resíduos do cultivo e do processamento para a geração de biogás e biometano, ampliando o potencial energético da cultura.

Outro objetivo da parceria é testar as novas cultivares em condições comerciais de produção, aproximando os resultados obtidos em laboratório da realidade do campo e da agroindústria.

Programa reúne cultivares para diferentes mercados

O IAC é uma das principais instituições brasileiras no desenvolvimento de cultivares de batata-doce. O programa de melhoramento genético atende diferentes segmentos, incluindo alimentação, indústria, biofortificação e mercado ornamental.

Entre os materiais desenvolvidos recentemente está a IAC Dom Pedro II, cultivar biofortificada que apresenta concentração de carotenoides 64,71 vezes superior à das variedades de polpa branca mais cultivadas no Estado de São Paulo e produtividade 48,6% maior que a principal cultivar utilizada pelos produtores paulistas.

O protocolo de cooperação terá vigência inicial de 12 meses, podendo ser prorrogado. O acordo não prevê transferência de recursos financeiros entre as instituições, sendo que cada parte será responsável pelos custos das atividades sob sua responsabilidade.

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Projeto também beneficia assentamentos rurais

A parceria complementa outra iniciativa firmada entre o Governo de São Paulo e a Agropecuária Vista Alegre durante a Feicorte 2026.

Na ocasião, a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) assinou um protocolo de intenções para avaliar a implantação de projetos produtivos em assentamentos estaduais do Oeste Paulista.

A proposta prevê estudos para o cultivo de 150 hectares de batata-doce destinados à produção de etanol e biometano, além de 80 hectares de eucalipto para geração de biomassa. O projeto poderá beneficiar cerca de 45 lotes rurais, promovendo geração de renda e integração entre agricultores, pesquisa e agroindústria.

São Paulo lidera produção nacional de batata-doce

São Paulo é o maior produtor brasileiro de batata-doce. Em 2025, o estado colheu 149,5 mil toneladas, movimentando R$ 183,95 milhões em Valor da Produção Agropecuária (VPA), segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta).

A região administrativa de Presidente Prudente concentra a maior parte dessa produção, com 81,5 mil toneladas colhidas no ano passado. O VPA regional alcançou R$ 100,27 milhões, equivalente a 54,5% do valor gerado pela cultura em todo o estado.

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A cadeia produtiva reúne cerca de 180 produtores em municípios como Alfredo Marcondes, Álvares Machado, Caiabu, Martinópolis, Narandiba, Pirapozinho, Presidente Bernardes e Santo Expedito.

Batatec 2026 reúne pesquisas e inovações

Realizada entre os dias 23 e 26 de julho, no Centro de Eventos do IBC, em Presidente Prudente, a Batatec 2026 chega à sua sétima edição com expectativa de receber cerca de 80 mil visitantes.

Durante a feira, o IAC apresentará pesquisas, materiais genéticos de alta produtividade e cultivares biofortificadas, além de variedades ornamentais. A programação técnica também contará com palestras sobre manejo, conservação do solo, crédito rural, sustentabilidade e novas tecnologias voltadas ao fortalecimento da cadeia da batata-doce no Brasil.

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Conab recebe propostas para credenciamento de armazéns até dezembro de 2026

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) recebe até 31 de dezembro de 2026 propostas de credenciamento de empresas interessadas em prestar serviços de armazenagem de produtos e embalagens ligados a estoques públicos e programas governamentais. O chamamento tem abrangência nacional, com entrega da documentação nas superintendências regionais indicadas no edital.

Podem participar pessoas jurídicas especializadas em armazenagem, desde que a unidade esteja inscrita no Cadastro Nacional de Unidades Armazenadoras de Produtos Agrícolas e com situação cadastral efetivada. As propostas devem ser entregues de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, em envelope lacrado e identificado com o número do chamamento público, nome do interessado, endereço e Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

O documento de proposta precisa ser preenchido, datado e assinado pelo representante legal da empresa, sem emendas, rasuras ou entrelinhas. Entre os documentos exigidos estão registros da empresa, inscrição estadual, contrato social ou documento equivalente, comprovantes relacionados ao imóvel, regulamento interno do armazém, certidões e documentos do fiel depositário e do responsável técnico, quando aplicável.

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O edital estabelece exigências técnicas para as instalações. As unidades devem contar com acesso compatível com o transporte dos produtos, balança com aferição vigente, equipamento de medição de umidade, itens de segurança e meios para controle de pragas. Armazéns a granel, convencionais e frigoríficos têm requisitos específicos para estrutura, equipamentos e forma de armazenamento.

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A Conab fará a análise das propostas e dos documentos e realizará vistoria prévia nos armazéns. A habilitação dependerá da verificação documental e das condições das instalações. A relação das unidades credenciadas será publicada no portal da companhia. As empresas não habilitadas receberão comunicação por e-mail com as razões da decisão.

As empresas com pedido recusado poderão apresentar recurso por escrito em até dez dias úteis a partir do recebimento da comunicação. Para as habilitadas, a assinatura do contrato de depósito deverá ocorrer em até 30 dias corridos após a comunicação de habilitação. O credenciamento terá validade de 12 meses a partir da assinatura do contrato, com possibilidade de prorrogação por interesse da Conab até 60 meses. O credenciamento, no entanto, não garante contratação nem recebimento de produtos para armazenagem.

Fonte: gov.br

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Embrapa Florestas é designada centro de referência da FAO

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A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) designou a Embrapa Florestas como Centro de Referência em Florestas Plantadas. O anúncio foi feito na sexta-feira (2), durante a 10ª Semana Mundial das Florestas e a 28ª Sessão do Comitê de Florestas da FAO, em Roma. Segundo a entidade, trata-se do primeiro centro de referência da FAO para florestas plantadas no mundo.

A designação tem como objetivo aproveitar conhecimentos científicos, técnicos e de políticas reconhecidos no setor florestal. De acordo com a FAO, as instituições com esse status colaboram na troca de conhecimento em áreas específicas, com assessoria técnica, dados, pesquisas, treinamento, transferência de tecnologia e outras formas de apoio aos Estados-Membros.

No caso da Embrapa Florestas, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a atuação será voltada ao desenvolvimento de florestas plantadas produtivas, resilientes e de baixa emissão de carbono, integradas a sistemas agropecuários, além do atendimento a demandas de cooperação internacional.

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Segundo dados da FAO de 2025, as florestas plantadas ocupam cerca de 304 milhões de hectares no mundo, dos quais 157 milhões de hectares correspondem a plantações florestais intensivas, predominantemente destinadas à produção. A China concentra a maior área, seguida por Estados Unidos, Rússia, Canadá, Índia, Brasil, Japão e Suécia.

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No Brasil, dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) indicam cerca de 10,4 milhões de hectares de florestas plantadas. Eucalipto e pinus lideram entre as espécies cultivadas, além de araucária, acácia, seringueira, erva-mate, teca, paricá, mogno-africano, castanha-do-brasil e cedro-australiano.

Entre as competências do centro de referência estão silvicultura e manejo florestal sustentável, sistemas integrados, melhoramento genético, sanidade florestal e controle biológico de pragas, métricas de carbono e mitigação de gases de efeito estufa (GEE), além de bioeconomia florestal e química verde.

Segundo a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, a designação funciona como um selo de excelência e amplia a capacidade de cooperação do país em capacitação técnica, intercâmbio de conhecimento e projetos conjuntos com a FAO. O centro de referência vai operar sob demanda e mediante captação conjunta de recursos em diferentes frentes de atuação.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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El Niño muito forte eleva risco para plantio no Centro-Oeste e no Matopiba

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A perspectiva de um El Niño de intensidade muito forte entre outubro e dezembro pode limitar a implantação das lavouras em partes do Centro-Oeste e do Matopiba, enquanto o Sul deve registrar chuvas acima da média, com maior pressão de doenças. A avaliação foi apresentada nesta terça-feira (6) por Alexandre Stadser, assessor de agronegócios do Banco do Brasil em Canoinhas (SC), durante transmissão do BBCast Agro sobre a safra de verão 2026/27.

Segundo Stadser, o Painel El Niño 2026-2027, divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e por outras seis instituições federais, indica 95% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro. A previsão também aponta persistência até o início de 2027.

O boletim citado pelo assessor alerta para intensificação da seca e do risco de fogo no centro-norte do País. A configuração climática favorece chuvas acima da média no Sul e em partes do Sudeste, enquanto Norte, Nordeste e grande parte do Centro-Oeste devem ter precipitações abaixo da média. As temperaturas devem ficar acima da média na maior parte do Brasil, com maior destaque para Centro-Oeste e Sudeste.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Para outubro, a previsão indica chuva acima do normal no Sul, em Mato Grosso do Sul, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no sudeste de Minas Gerais. Já áreas do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste devem registrar volumes abaixo do normal.

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No Centro-Oeste, as chuvas devem ser irregulares, com reflexo sobre o avanço da semeadura. Stadser afirmou que Mato Grosso do Sul apresenta perspectivas mais favoráveis para o início da safra, enquanto Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal podem enfrentar limitações para a semeadura por baixa umidade do solo.

No Matopiba, que reúne áreas agrícolas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, o cenário de precipitações abaixo da média exige atenção para o estabelecimento das lavouras de verão. Segundo Stadser, a menor disponibilidade hídrica poderá elevar a necessidade de irrigação e aumentar a pressão sobre os recursos hídricos.

No Sul, a expectativa é de chuvas acima da média, com reposição hídrica para lavouras e pastagens. Em contrapartida, o excesso de umidade pode elevar o risco de doenças fúngicas, dificultar operações de campo e manter a atenção para cheias localizadas. No Norte, a combinação de chuva reduzida e calor mais intenso tende a elevar a demanda hídrica das culturas e a limitar a umidade disponível no solo, enquanto o tempo mais seco pode favorecer operações de campo e colheita.

O quadro projetado para o El Niño entre outubro e dezembro desenha condições distintas entre as regiões produtoras, com restrição hídrica em parte do Centro-Oeste, do Matopiba e do Norte, e excesso de chuva no Sul durante o início da safra de verão 2026/27.

Fonte: Estadão Conteúdo

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