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26 de maio de 2026

Sustentabilidade

Produção recorde na Argentina e avanço da colheita em MT marcam mercado do milho – MAIS SOJA

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No relatório divulgado em 21/05, a Bolsa de Cereales indicou um aumento de 300 mil ha na área plantada de milho da safra 25/26 na Argentina, agora estimada em 8,40 mi de ha, igualando-se à área da safra 23/24. Além da ampliação de área, a expectativa de elevados rendimentos médios, estimados em 141,28 sc/ha (alta anual de 18,11%), expandiu a projeção de produção para 64,00 mi de t. Esse volume representa um acréscimo de 30,61% ante o ciclo anterior e estabelece um novo recorde para o país.

Quanto ao avanço da colheita, na última semana os trabalhos alcançaram 32,90% da área estimada, com progresso semanal de 0,90 p.p. e 15,65 p.p. abaixo da safra anterior. O atraso é atribuído à prioridade dada à colheita da soja. As lavouras apresentam 92,08% em condições normais ou excelentes, 10,08 p.p. acima do registrado no ciclo anterior. Por fim, a expectativa de maior oferta interna, aliada à elevada produção dos principais países produtores, tende a pressionar os preços no mercado.

Confira os principais destaques do boletim:
  • RETRAÇÃO: na última semana, o preço do milho em Mato Grosso apresentou desvalorização de 1,61% no comparativo semanal, e fechou em R$ 42,83/sc, devido ao avanço da colheita.
  • VALORIZAÇÃO: o valor do milho na B3 avançou entre as semanas em 2,05%, e fechou a semana em R$ 67,14/sc. Essa elevação é explicada pela alta no dólar, que sustentou os preços.
  • AUMENTO: na semana do dia 18/05, o dólar compra Ptax apresentou alta em seu comparativo semanal de 1,40%, e fechou o período na média de R$ 5,02/US$.
A colheita do milho da safra 2025/26 teve início em Mato Grosso e, até o dia 22/05, atingiu 0,57% da área de 7,39 mi de ha estimada no estado.

Apesar do percentual ainda reduzido, o ritmo está 0,26 p.p. à frente do registrado no mesmo período da safra passada, indicando leve antecipação dos trabalhos no estado. Além disso, a região MédioNorte se destaca com o maior avanço, alcançando 1,18% da área colhida. Segundo os informantes, nas diferentes regiões do estado, a maior parte das lavouras apresenta bom desenvolvimento, especialmente nas áreas semeadas dentro da janela ideal, o que sustenta uma perspectiva positiva para a safra.

Nesse cenário, a colheita em MT ainda ocorre de forma pontual, já que grande parte das áreas segue aguardando o ponto ideal de maturação para intensificar os trabalhos a campo. Assim, a expectativa é que a colheita ganhe maior ritmo a partir de junho, visto que, para as próximas semanas, não são previstos volumes expressivos de chuva, favorecendo o avanço das atividades.

Fonte: IMEA

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Sustentabilidade

Trigo/CEPEA: Preços seguem em alta com oferta restrita e atenção ao clima no Sul – MAIS SOJA

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As cotações do trigo seguem acumulando altas consecutivas. Pesquisadores do Cepea indicam que os valores são sustentados pela restrição de oferta neste período de entressafra e pela postura retraída dos vendedores, devido aos possíveis impactos do El Niño no Sul do Brasil.

No Rio Grande do Sul, o preço médio estadual ultrapassou os R$ 1.300/tonelada, retornando aos patamares nominais observados em agosto/25. No Paraná, os valores superaram R$ 1.350/tonelada, voltando aos níveis registrados em meados de setembro/25, também em termos nominais.

Segundo pesquisadores do Cepea, de modo geral, produtores seguem retendo o cereal diante da expectativa de produção reduzida na próxima temporada, em meio a incertezas relacionadas ao clima – a confirmação do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 mantém triticultores do Sul do País em alerta, devido à possibilidade de aumento das chuvas durante o período de maturação e pré-colheita do trigo.

Do lado comprador, moageiras têm aceitado os preços mais elevados oferecidos por vendedores, tanto para atender à demanda no mercado spot quanto para recompor estoques, considerando a expectativa de estabilidade do consumo interno, conforme apontado pelo Cepea.

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Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Adesão ao ZarcNM deve começar de imediato com análise de solo – MAIS SOJA

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Os sojicultores que pretendem acessar a subvenção diferenciada do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) por meio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM) devem iniciar os preparativos agora. O ZarcNM estará disponível na próxima safra em uma segunda fase do projeto piloto para a cultura da soja no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.

O primeiro passo para quem deseja entrar no programa é fazer a análise de solo em um dos laboratórios credenciados a operar o SiNM, plataforma desenvolvida pela Embrapa para indicação do nível de manejo. A análise para o ZarcNM mensura a saturação por bases, o teor de cálcio e a saturação por alumínio.

Após realizar a análise de solo, o agricultor deve procurar um operador de contrato de seguro rural, que pode ser uma cooperativa, banco, corretora ou outro. Caberá ao operador de contrato inserir no SiNM informações sobre o produtor e sobre o talhão a ser segurado. Também é o operador quem contrata avaliação por sensoriamento remoto para quantificar a área de cobertura do solo e conferir o histórico de culturas dos últimos três anos.

Com todas as informações inseridas no sistema, o SiNM  calcula o nível de manejo do talhão e o operador de contrato repassa as informações para o governo para que seja feita a subvenção conforme o nível de manejo (NM). Para NM 4 a subvenção na safra 2026/2027 de soja será de 40%. No NM3 será de 35%, 30% para NM2 e 20%, que é o padrão do PSR, para NM1.

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“Os contratos de seguro da safra 2026/2027 já começaram a ser negociados. Por isso, o produtor, a cooperativa e a seguradora que quiserem participar da fase 2 do projeto piloto precisa se antecipar. Quanto antes o seguro for contratado, maior a possibilidade de acesso à subvenção e melhores condições de coberturas”, alerta Hugo Borges Rodrigues, coordenador-geral de Risco Agropecuário do Ministério da Agricultura e Pecuária.

“O objetivo é que no momento da contratação do seguro da soja, o produtor já tenha a classificação do nível de manejo do talhão disponível no SiNM da Embrapa, pois isso permite que as seguradoras já utilizem a informação na precificação do risco e também que o produtor consiga acessar com antecedência os recursos do PSR com percentuais diferenciados de subvenção”, explica.

Além da cultura da soja, o projeto piloto do ZarcNM se ampliará para o milho segunda safra no Paraná e Mato Grosso do Sul. Nesse caso, a subvenção será de 40% no NM1, 45% no NM2 e de 50% nos NM3 e NM4.

A lista com laboratórios de análise de solo, operadores de contrato e de sensoriamento remoto credenciados a utilizar o SiNM está disponível em https://www.embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo. Na mesma página é possível encontrar as informações completas sobre o Zarc Níveis de Manejo.

Nesta fase de testes, o ZarcNM está sendo utilizado apenas no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Para a safra 2026/2027 serão destinados R$ 1 milhão para subvenção no piloto na cultura da soja e R$ 1 milhão para o milho. De acordo com o Mapa, o valor pode ser ampliado, caso haja demanda. Na safra passada, quando o ZarcNM foi testado pela primeira vez apenas no Paraná, foram destinados R$ 8 milhões, mas somente R$ 206 mil foram contratados.

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Fonte: Embrapa



 

FONTE

Autor:Gabriel Faria (MTB 15.624 MG) – Embrapa Agricultura Digital

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

Com clima mais favorável nos EUA, preços do algodão perdem força – MAIS SOJA

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De acordo com o USDA, 41,00% da área projetada para a safra 2026/27 do algodão norte-americano foi semeada até o dia 17/05. O percentual se encontra 3,00 p.p. adiantado em relação ao observado na safra 2025/26 e 1,00 p.p. acima da média dos últimos cinco anos. O que tem chamado a atenção nas últimas semanas foi o clima desfavorável em algumas regiões produtivas do país.

Apesar disso, os últimos dias marcaram uma melhora nas condições climáticas, além de as previsões indicarem um bom volume de chuva nos próximos dias. Cabe destacar que, em breve, o USDA divulgará o relatório de condições das lavouras nos EUA, o que deve trazer maior clareza sobre o real estado das áreas cultivadas no país. Por fim, os agentes seguem atentos ao desenvolvimento da safra nos EUA, visto que é um dos principais fatores que irão influenciar o comportamento dos preços na bolsa de NY nas próximas semanas.

Confira os principais destaques do boletim:
  • BAIXA: a paridade de jul/26 apresentou retração de 4,67% no comparativo semanal, ocasionada pela movimentação na bolsa de NY, fechando na média de R$ 131,53/@.
  • RETRAÇÃO: acompanhando a queda dos preços do petróleo na semana, o poliéster demonstrou decaimento de 0,69%, ficando precificado na média de ¢ US$ 43,48/lp.
  • QUEDA: reflexo da menor demanda em MT, a torta de algodão disponível apresentou baixa de 2,33% no comparativo com a semana passada, ficando na média de R$ 925,63/t.
Após semanas consecutivas de valorização, as cotações do algodão têm recuado na bolsa de NY.

Nos últimos meses, um conjunto de fatores levou ao aumento dos preços: o conflito entre os EUA e o Irã, com impactos nas cotações do petróleo, além das condições climáticas desfavoráveis durante a semeadura da safra 26/27 nos EUA. O contrato de jul/26 chegou a alcançar ¢US$ 87,77/lp no início de mai/26, alta de 33,09% ante o inicio de mar/26. No entanto, nos últimos dias, o cenário se inverteu, com o contrato jul/26 fechando a semana em ¢US$ 77,42/lp.

A retração está atrelada à reversão dos fatores que sustentaram a alta, especialmente à melhora das condições climáticas nos EUA e ao recuo nos preços do petróleo, cenário que tende a aumentar a competitividade das fibras sintéticas frente ao algodão. Além disso, houve correções técnicas nos contratos, após dias consecutivos de alta. Por fim, o início da colheita no Brasil merece atenção, pois a maior oferta de pluma no mercado tende a intensificar a pressão sobre as cotações.

Fonte: IMEA

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