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25 de maio de 2026

Sustentabilidade

Giberelina e seus efeitos em soja – MAIS SOJA

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As giberelinas (ácido giberélico) são hormônios vegetais essenciais para a regulação do crescimento e do desenvolvimento das plantas, participando da indução e coordenação de diversos processos fisiológicos e bioquímicos fundamentais ao metabolismo vegetal. Em interação com outros fitormônios, especialmente as auxinas, desempenham papel relevante no alongamento e na divisão celular, no crescimento de frutos e na germinação de sementes (Paulilo et al., 2015).

Na cultura da soja, os efeitos mais evidentes das giberelinas estão associados ao crescimento vegetativo, com destaque para a elongação dos entrenós e do caule. Embora sua atuação esteja integrada a uma complexa rede de sinalização hormonal (Figura 1), as giberelinas exercem influência direta sobre a expansão celular e o crescimento dos tecidos vegetativos, podendo modificar a arquitetura das plantas, a altura das hastes e, consequentemente, alguns componentes relacionados à produtividade.

Figura 1. Níveis Hormonais da planta em função da etapa de desenvolvimento. Qualidade da imagem melhorada com o uso de Inteligência Artificial.
Fonte: Rafael Rosolen T. Zafred.

Conforme demonstrado por Leite; Rosolem; Rodrigues (2003), a aplicação foliar de giberelina na cultura da soja promove incrementos em características relacionadas ao crescimento vegetativo, como altura de plantas, altura de inserção do primeiro nó, diâmetro do caule, área foliar e acúmulo de matéria seca. Esses resultados evidenciam o potencial das giberelinas como ferramenta de manejo para estimular o desenvolvimento da cultura, desde que sua utilização seja realizada de forma estratégica e alinhada aos objetivos agronômicos da lavoura.

Reforçando a influência das giberelinas sobre o crescimento vegetativo da soja, Cruciol et al. (2014), ao avaliarem o crescimento, as alterações morfológicas e os teores de clorofila A, B e total em plantas submetidas à aplicação foliar de ácido giberélico e de paclobutrazol (regulador de crescimento que inibe a biossíntese de giberelinas), observaram que as plantas tratadas com ácido giberélico (Figura 2 – T2) apresentaram desenvolvimento superior em comparação tanto às plantas sem tratamento (Figura 2 – T4) quanto àquelas submetidas à aplicação de paclobutrazol (Figura 2 – T1 e T3).

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Embora as diferenças observadas para algumas variáveis de crescimento não tenham sido estatisticamente significativas, as avaliações visuais e morfológicas realizadas pelos autores evidenciam a contribuição das giberelinas para a promoção do crescimento vegetal. Os resultados reforçam o papel desse hormônio na elongação dos entrenós e no desenvolvimento da parte aérea da soja, características diretamente relacionadas à arquitetura das plantas e ao seu potencial produtivo.

Figura 2. Exemplares de cada tratamento, T1 (ácido giberélico, via foliar + paclobutrazol, via solo); T2 (ácido giberélico, via foliar); T3 (paclobutrazol, via solo); T4 (ausência de produtos). Qualidade da imagem melhorada com o uso de Inteligência Artificial.
Fonte: Cruciol et al. (2014)

Vale destacar que a ação das giberelinas ocorre predominantemente em células jovens e em tecidos meristemáticos, onde esse hormônio promove tanto a divisão quanto o alongamento celular, processos fundamentais para o crescimento vegetal (Ribeiro & Fortes, s.d.). Em razão dessa atuação, as giberelinas exercem papel central na expansão dos entrenós, no desenvolvimento da parte aérea e na definição da arquitetura das plantas.

Além dos efeitos sobre o crescimento vegetativo, as giberelinas também estão diretamente relacionadas à germinação das sementes. Durante esse processo, estimulam a mobilização das reservas armazenadas, favorecendo a germinação e o estabelecimento inicial das plântulas. Por esse motivo, em determinadas situações, a aplicação de giberelina via tratamento de sementes pode ser utilizada como estratégia para estimular e uniformizar a germinação, especialmente quando há condições menos favoráveis ao estabelecimento da cultura.

Na soja, a aplicação de produtos comerciais à base de giberelinas durante a fase vegetativa tem como principal objetivo estimular o crescimento da parte aérea, promover a elongação dos entrenós e aumentar o índice de área foliar. Essa prática pode contribuir para a recuperação do desenvolvimento das plantas após a ocorrência de estresses abióticos, como baixas temperaturas, fitointoxicações ou outras condições que limitem temporariamente o crescimento vegetal (Tagliapietra et al., 2022). Nesses cenários, o uso criterioso de giberelinas pode favorecer a retomada do metabolismo e do crescimento da cultura, potencializando a formação de área fotossinteticamente ativa e a interceptação da radiação solar.


Veja mais: Germinação de grãos na vagem da soja


Referências:

CRUCIOL, G. C. D. et al. APLICAÇÃO DE ÁCIDO GIBERÉLICO E PACLOBUTRAZOL NA CULTURA DA SOJA. Revista de Agricultura Neotropical, 2014. Disponível em: < https://periodicosonline.uems.br/index.php/agrineo/article/view/234?utm_source=chatgpt.com >, acesso em: 25/05/2026.

LEITE, V. M.; ROSOLEM, C. A.; RODRIGUES, J. D. GIBBERELLIN AND CYTOKININ EFFECTS ON SOYBEAN GROWTH. Scientia Agricola, 2003. Disponível em: < https://revistas.usp.br/sa/es/article/view/21824/23848 >, acesso em: 25/05/2026.

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PAULILO, M. T. S.; VIANA, A. M.; RANDI, Á. M. FISIOLOGIA VEGETAL. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA, 2015.

RIBEIRO, J. G. G.; FORTES, L. F. C. S. GIBERELINA: FUNÇÕES NOS VEGETAIS. Informativo GEA, Esalq, s.d. Disponível em: < https://www.gea-esalq.com/informativo-gea-fun%C3%A7%C3%B5es-giberelina >, acesso em: 25/05/2026.

TAGLIAPIETRA, E. L. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA: VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. Santa Maria – RS, ed. 2, 2022.

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Sustentabilidade

CMN amplia acesso ao crédito para investimento em tecnologia – MAIS SOJA

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A ampliação do acesso ao crédito para inovação e digitalização no agronegócio deve beneficiar produtores rurais que atuam como pessoa física. A medida foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), por meio da Resolução nº 5.306/2026, publicada em 20 de maio, que altera a Resolução nº 5.097 e amplia o acesso às operações financiadas com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), repassados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com a nova redação, passam a ser elegíveis empresários individuais e pessoas físicas residentes no país que exerçam atividades nos setores agropecuário, florestal, pesqueiro e aquícola, incluindo serviços diretamente ligados a essas áreas.

A medida permite que produtores rurais pessoa física tenham acesso a financiamentos voltados à modernização, inovação tecnológica e digitalização da atividade produtiva. Entre os investimentos financiáveis estão softwares de gestão, sistemas de monitoramento e controle produtivo, tecnologias de automação, máquinas, equipamentos e outras soluções que contribuam para o aumento da eficiência operacional no campo.

De acordo com o analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Flores Gimenes, a medida representa uma oportunidade importante para o produtor rural investir em tecnologia e eficiência produtiva, mas exige responsabilidade financeira.

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“Essa ampliação do acesso ao crédito pode contribuir diretamente para ganhos de produtividade, modernização da gestão rural e melhoria da eficiência operacional das propriedades. No entanto, é fundamental que o produtor faça uma análise criteriosa da sua capacidade de pagamento e do retorno econômico esperado do investimento, principalmente em um cenário de juros elevados e maior custo financeiro”.

Anteriormente, essas operações eram utilizadas principalmente por produtores enquadrados como pessoa jurídica, inclusive para reorganização financeira, substituição de passivos com custos mais elevados, alongamento de obrigações e reestruturação do fluxo de caixa, especialmente em períodos de quebra de safra, alta nos custos de produção ou queda no preço das commodities.

As operações poderão ser contratadas diretamente com o BNDES, suas subsidiárias ou instituições financeiras habilitadas para o repasse dos recursos.

Saiba mais clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Aprosoja/MS: Crédito rural recua 39,5% em abril – MAIS SOJA

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O volume de crédito rural concedido em Mato Grosso do Sul desacelerou em abril de 2026. Os financiamentos liberados no Estado somaram R$ 931,1 milhões, valor 39,56% inferior ao registrado em março deste ano, quando as concessões alcançaram R$ 1,54 bilhão.

O movimento acompanha a retração observada no cenário nacional, conforme levantamento da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), elaborado com base em dados do Banco Central.

A redução ocorre após o pico das contratações relacionadas ao plantio da segunda safra de milho e ao encerramento do ciclo produtivo da soja, período tradicionalmente marcado por maior demanda por recursos de custeio.

Em Mato Grosso do Sul, a modalidade de custeio permaneceu como principal destino do crédito rural, concentrando R$ 696,17 milhões em operações, o equivalente a 75% de todo o volume liberado no mês. Os dados demonstram que os produtores seguem priorizando capital para manutenção das lavouras, especialmente para aquisição de insumos, sementes, defensivos e demais custos operacionais da produção agrícola.

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A agricultura movimentou R$ 561,2 milhões em abril, com retração anual de 26,7% em relação ao mesmo período de 2025. Já a pecuária foi o único segmento a apresentar crescimento anual, avançando 5,05% e encerrando o mês com R$ 369,9 milhões em crédito disponibilizado.

Segundo o boletim, a agricultura respondeu por 60,27% de todo o crédito rural concedido no Estado em abril, reforçando a dependência do setor agrícola em relação ao financiamento externo para sustentação das lavouras de soja e milho.

“Os números de abril mostram um cenário de maior cautela tanto por parte dos produtores quanto das instituições financeiras. O crédito segue concentrado no custeio da produção, especialmente das lavouras de soja e milho, enquanto as operações de investimento continuam mais retraídas diante do custo elevado do crédito e da maior seletividade bancária.” aponta o analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Flores Gimenes.

Entre as instituições financeiras, os bancos públicos permaneceram liderando as concessões em Mato Grosso do Sul, concentrando 60,79% do crédito liberado no período, equivalente a R$ 579,09 milhões. Apesar da liderança, o segmento também registrou forte retração mensal nas liberações.

Outro destaque do levantamento é a predominância das operações sem vinculação a programas específicos. Apenas nas linhas de custeio, essas operações totalizaram R$ 517,11 milhões em abril. O cenário reforça o comportamento mais conservador do mercado diante do ambiente financeiro restritivo, marcado por juros elevados e maior seletividade nas concessões de longo prazo.

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O boletim completo pode ser acessado aqui

Fonte: Aprosoja/MS



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Sustentabilidade

Exportações de soja do Brasil avançam em comparação ao mesmo período do ano passado

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Foto: APPA

As exportações brasileiras de soja em grão somaram 11,382 milhões de toneladas em maio, considerando 15 dias úteis do mês, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. A receita obtida com os embarques alcançou US$ 4,812 bilhões no período.

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A média diária de exportações foi de 758,853 mil toneladas, enquanto a receita média diária ficou em US$ 320,805 milhões. O preço médio da tonelada exportada atingiu US$ 422,70.

Na comparação com maio de 2025, o desempenho mostrou avanço consistente. A receita média diária cresceu 22,5%, puxada pelo aumento do volume embarcado e pela valorização do produto no mercado internacional. O volume médio diário exportado subiu 13%, enquanto o preço médio da tonelada avançou 8,4%.

O resultado reforça o forte ritmo das exportações do agronegócio brasileiro em 2026, com a soja mantendo posição de destaque na pauta exportadora do país.

As informações são da Safras & Mercado.

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