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26 de maio de 2026

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Iniciativa transforma resíduo do saneamento em insumo agrícola e eleva produtividade em até 20%

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Foto: arquivo/Sanepar

A gestão sustentável do saneamento está gerando impactos diretos na agricultura do Paraná. Por meio de um sistema de economia circular, o lodo gerado no tratamento de esgoto doméstico deixou de ser apenas um resíduo e passou a ser utilizado como insumo agrícola para correção e adubação do solo.

O material, também chamado de biossólido, passa por um rigoroso processo de higienização e controle de qualidade antes de ser destinado às propriedades rurais. O programa, desenvolvido no Paraná pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) desde as décadas de 1980 e 1990, já é considerado referencial em destinação agrícola de lodo de esgoto.

Atualmente, o sistema está estruturado em 32 cidades paranaenses, com unidades de gerenciamento que atendem desde a Região Metropolitana de Curitiba até municípios do interior do estado.

Segundo o engenheiro agrônomo Rebert Skalisz, o objetivo inicial era encontrar uma alternativa adequada para o descarte do resíduo, já que as opções eram limitadas aos aterros sanitários.

“Não se tinha um caminho adequado para se destinar esse resíduo do tratamento do esgoto. Então, começou-se o trabalho, sabendo do potencial agrícola de consumo e, vendo a experiência da própria Europa e dos Estados Unidos, começaram os estudos para fazer essa destinação agrícola”, explicou Skalisz.

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Processo leva cerca de três meses

Antes de chegar às lavouras, o biossólido passa por etapas de tratamento nas chamadas Unidades de Gerenciamento de Lodo (UGLs).

De acordo com Skalisz, o material é retirado do processo de tratamento de esgoto, passa por deságue e, posteriormente, pela higienização com adição de cal virgem. Esse processo elimina agentes patogênicos, como coliformes termotolerantes, ovos de helmintos e salmonela.

Além da segurança sanitária, o cal adicionado ao lodo também atua na correção da acidez do solo. Segundo Skalisz, o potencial corretivo pode até superar o do calcário tradicional em algumas situações.

Todo o ciclo de preparo e controle do material leva aproximadamente três meses e segue os critérios estabelecidos pela Instrução Normativa nº 38 de 2025, do Instituto Água e Terra (IAT).

Durante o processo, são realizadas análises químicas e biológicas para garantir que o material atenda às exigências ambientais e agronômicas.

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Insumo fornece nutrientes e melhora o solo

Além do potencial corretivo, o biossólido é rico em matéria orgânica e nutrientes importantes para o desenvolvimento das plantas, como nitrogênio, fósforo, enxofre, cobre e zinco.

O material melhora as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, aumenta a retenção de água e contribui para maior resistência das lavouras em períodos de estiagem.

Segundo Skalisz, os produtores atendidos relatam ganhos de produtividade que variam entre 15% e 20%, além de benefícios no desenvolvimento das plantas.

“Em períodos de estiagem, principalmente o calorão que estava fazendo em dezembro, os produtores relataram que a planta não envergou [quando a planta murcha]”, destacou Skalisz.

Um dos exemplos citados ocorreu em uma área de conversão florestal em Inácio Martins, na região de Guarapuava. Após a aplicação do biossólido, a primeira safra de feijão apresentou desenvolvimento significativamente superior nas áreas tratadas.

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Desempenho de plantas com o uso do higienizado
Foto: arquivo/Sanepar

Aplicação segue regras rígidas

O uso agrícola do biossólido exige acompanhamento técnico e elaboração de projeto agronômico específico para cada propriedade. Antes da aplicação, é realizada análise de solo para definição da dose adequada, considerando fatores como necessidade de correção do pH, demanda de nitrogênio da cultura e limites de metais pesados previstos em legislação.

De acordo com Skalisz, a recomendação é que a aplicação ocorra entre 15 e 30 dias antes do plantio. Apesar dos benefícios, o uso do material segue regras rígidas de segurança alimentar e ambiental.

No Paraná, o biossólido não pode ser utilizado em hortaliças e tubérculos. A restrição estadual é mais rigorosa que a legislação federal e busca reduzir riscos relacionados ao consumo direto de alimentos. Já culturas como soja, milho, trigo, cevada, café, laranja, eucalipto e pinus estão entre algumas das autorizadas para aplicação.

O material também pode ser utilizado em áreas de integração lavoura-pecuária, desde que sejam respeitados os períodos de carência estabelecidos pela legislação.

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Brasil deve aumentar exportação de algodão em 9% e bater novo recorde, aponta StoneX

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Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA

A consultoria StoneX divulgou nesta terça-feira (26) relatório sobre a safra de algodão 2025/26 e manteve inalterada as estimativas para a produção em 3.858 milhões de toneladas, mas aumentou a projeção de exportação em 6,5% ante a última previsão, indo de 3,1 para 3,3 milhões de toneladas.

Em relação à safra passada, o aumento é de 9%, considerando que o país vendeu 3.026 milhões de toneladas da pluma. De acordo com a empresa, o atual ajuste reflete a melhora nas expectativas para os embarques, que vêm superando o esperado ao longo do primeiro semestre.

Caso o número seja confirmado, será um recorde em vendas externas, consolidando a liderança brasileira no comércio internacional da fibra.

Em relação à produção, o relatório aponta que o desenvolvimento do algodão segue favorável nas principais regiões produtoras, com chuvas observadas nos estágios finais do desenvolvimento vegetativo em Mato Grosso.

Ainda assim, a StoneX indica que deve ser mantida cautela com relação à produtividade e qualidade das fibras ao longo das próximas semanas, uma vez que, com a abertura dos capulhos, a fibra tende a ficar mais vulnerável à intempérie climática.

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Os números positivos chamam ainda mais atenção ao se considerar a redução da área plantada em 5% ante à última safra (de 2.139 para 2.030 milhões de hectares) e, consequentemente, decréscimo na produção de 7,1% (de 4.154 para 3.858 milhões de toneladas).

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Mapa lança campanha nacional de promoção da produção orgânica

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou, nesta terça-feira (26), em Brasília, a XXII Campanha Nacional de Promoção do Produto Orgânico 2026. Com o tema “Saúde no Campo e na Mesa”, a iniciativa busca ampliar a divulgação da produção orgânica e agroecológica e reforçar a articulação entre governo federal, sociedade civil e redes de produtores. O lançamento reuniu autoridades, representantes institucionais e agricultores ligados ao segmento.

Segundo o Mapa, a campanha de 2026 tem como foco conscientizar a sociedade sobre os sistemas orgânicos de produção, valorizar agricultores do setor, incentivar o consumo de alimentos produzidos sob esse modelo e ampliar a integração entre órgãos públicos e instâncias participativas.

Durante o evento, o secretário adjunto de Desenvolvimento Rural do Mapa, João Crescêncio, afirmou que a campanha está associada à promoção de práticas agrícolas sustentáveis e à preservação de recursos como solo, água e biodiversidade. Já a diretora de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária da Secretaria de Defesa Agropecuária, Judi Nóbrega, disse que a articulação institucional também busca fortalecer fiscalização e mecanismos de controle da produção orgânica.

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Atualmente, a pauta da produção orgânica no ministério está dividida em duas frentes. A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) atua nas ações de fiscalização, enquanto a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) responde pelo fomento e pela promoção da produção orgânica e agroecológica.

A edição de 2026 também foi apresentada como instrumento de apoio à implementação do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo). Representantes da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO) e da Comissão Nacional da Produção Orgânica defenderam a atualização de instrumentos normativos e a continuidade das políticas para o segmento.

No evento, produtores relataram avanços na organização local da atividade. Um dos casos citados foi o de uma Organização de Controle Social (OCS) do Amapá, declarada em 2023, além da entrega de cadastros a produtores da OCS Pitaia Luz, do Distrito Federal. O material divulgado pelo ministério, no entanto, não informou metas quantitativas, orçamento ou prazos operacionais da campanha.

Para o setor, a campanha reforça o ambiente institucional da produção orgânica, mas os efeitos práticos sobre expansão da oferta, certificação e comercialização dependerão da execução das políticas públicas, da atualização regulatória e do alcance das ações de fiscalização e fomento já em curso.

Fonte: gov.br

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O fruto da Mata Atlântica que transformou o norte capixaba

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Foto: divulgação

Tem perfume no ar no norte do Espírito Santo. E ele nasce no meio da restinga, entre o vento do litoral, a areia clara e a vegetação nativa da Mata Atlântica. Pequena, vermelha e aromática, a pimenta-rosa deixou de ser apenas um fruto encontrado espontaneamente no campo para se transformar numa das cadeias produtivas mais promissoras do agro capixaba.

Hoje, ela está presente em pratos sofisticados, drinks, óleos essenciais e perfumes internacionais. Mas a história da pimenta-rosa capixaba começou de forma muito mais simples — e quase por acaso.

Na Fazenda Lagoa Seca, em São Mateus, uma conversa de família mudaria o destino da aroeira no Espírito Santo. No fim dos anos 1980, um pequeno vidro com especiarias chamou atenção do avô da produtora rural Ana Paula Martins Machado.

Sentado à cabeceira da mesa da fazenda, ele olhou para aquele produto vindo do exterior e desconfiou: “Acho que eu conheço isso aqui. Isso aqui é a aroeira”, disse.

Na época, pouca gente imaginava que aquela árvore espalhada pelas áreas de restinga escondia uma especiaria valorizada internacionalmente.

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“Isso aqui era praga de mato, praga de pasto, e ninguém dava valor”, relembra Ana Paula.
A partir dali, começaram as primeiras coletas na região do Sapê do Norte. O material foi enviado para a Europa e veio a confirmação: o Espírito Santo possuía uma pimenta-rosa comparável às mais valorizadas do mundo.

Pimenta-rosa. Foto: divulgação

De onde vem a pimenta-rosa

Apesar do nome popular, a pimenta-rosa não é exatamente uma pimenta. Ela é o fruto da aroeira — árvore nativa da Mata Atlântica e muito comum nas áreas de restinga do litoral brasileiro.

Segundo a coordenadora de Recursos Naturais do Incaper, Fabiana Gomes Ruas, a planta encontrou no norte capixaba um ambiente praticamente perfeito para se desenvolver. “Ela encontrou aqui as condições ideais de temperatura, vento e solo. Produz aqui como em nenhum outro lugar”, conta.

A pesquisadora afirma que São Mateus possui uma combinação rara de fatores ambientais: solo arenoso, umidade presente no subsolo e clima quente, que favorece tanto a produtividade quanto a concentração dos aromas.

“A gente fala pimenta-rosa, mas na realidade ela é uma fruteira, o fruto da árvore aroeira, nativa da Mata Atlântica”, diz.

Fabiana também destaca que a ligação emocional com a planta é quase inevitável para quem trabalha com ela. “Quem é mordido pelo mosquitinho da pimenta-rosa acaba se viciando nisso”, brinca.

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O aroma característico da planta acabou se tornando um dos maiores diferenciais da cadeia produtiva capixaba. “Você entra num galpão de beneficiamento ou numa lavoura de pimenta-rosa e sente aquele cheiro. Aquilo transmite bem-estar”, conta.

Foto: divulgação

O perfume escondido na floresta

Foi justamente esse aroma que chamou atenção da indústria internacional. A pimenta rosa
capixaba começou a ganhar espaço primeiro na gastronomia. Depois vieram os óleos
essenciais, os cosméticos e os perfumes.

Segundo pesquisadores, o fruto possui notas aromáticas suaves, doces e frutadas, além de
propriedades antioxidantes e potencial medicinal.

“Ela lembra manga verde, aquele cheiro que toma conta do ambiente”, diz Fabiana.

A ligação com a perfumaria cresceu tanto que a produção capixaba passou a abastecer grandes marcas do setor. O momento mais simbólico dessa trajetória aconteceu em 2024. Depois de cinco anos de pesquisas, análises e acompanhamento técnico, Ana Paula Martins foi anunciada como fornecedora de pimenta rosa para uma linha de perfumes da Natura.

“Eles falaram assim: você não pode contar pra ninguém”, lembra Ana Paula.

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O anúncio aconteceu durante um festival da própria pimenta-rosa. “Quando eles falaram meu nome, eu tomei um susto e comecei a chorar”, revelou.

Segundo ela, o reconhecimento chegou num momento muito delicado da vida pessoal. “Foi
uma satisfação muito grande saber que de onde surgiu a pimenta-rosa no Espírito Santo hoje nós somos referência para a Natura e para o mundo.”

Protagonismo feminino

Transformar uma planta extrativista em negócio exigiu coragem. E persistência. Administradora de formação, Ana Paula deixou a indústria para entrar na agricultura praticamente sem experiência no campo. “Eu entrei na agricultura meio que no ‘vai ou vai’”, conta.

No começo, quase não existiam informações técnicas sobre cultivo comercial da pimenta-rosa. Ela testou espaçamentos, podas, manejo e produtividade praticamente no dia a dia da
fazenda. “No primeiro ano produziu pouquíssimo”, relembra.

O crescimento da demanda trouxe outro problema: a falta de mão de obra. Foi aí que surgiu
uma das soluções mais curiosas da propriedade.

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“No desespero eu falei: vou criar uma máquina.”

A produtora desenvolveu um equipamento próprio para ajudar na colheita da pimenta-rosa. Hoje, outros produtores já utilizam sistemas semelhantes. Além da inovação, Ana Paula também enfrentou os desafios de empreender num ambiente predominantemente
masculino.

“Veio uma mulher que não entendia nada de agricultura começar a produzir bem e virar referência.”

Ela resume a própria trajetória de forma simbólica: “A pimenta-rosa é o meu rubi.”

Pesquisa transformou extrativismo em negócio

Durante muitos anos, a coleta da pimenta-rosa acontecia apenas de forma extrativista. As comunidades colhiam os frutos diretamente da vegetação nativa, sem manejo técnico ou planejamento produtivo.

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Isso começou a mudar a partir dos estudos conduzidos pelo Incaper ainda nos anos 2000. A pesquisa ajudou a definir manejo, poda, espaçamento, seleção genética e produtividade da cultura. “Hoje nós já temos materiais clonais e excelente produtividade”, afirma Fabiana.

Segundo ela, o desenvolvimento técnico foi essencial para atender a um mercado cada vez mais exigente. “A indústria precisa de quantidade e qualidade.”

Atualmente, produtores conseguem colher já no primeiro ano de plantio, com crescimento acelerado da produtividade nos anos seguintes. Além disso, a pimenta-rosa conquistou em 2023 a indicação geográfica (IG) de São Mateus, reconhecimento que fortalece a identidade territorial e agrega valor ao produto capixaba.

“Você consegue comercializar um produto com IG até 30% mais caro”, relata Fabiana.

A floresta que produz

Mas talvez o aspecto mais interessante da cadeia da pimenta-rosa esteja na ligação entre
produção e conservação ambiental. Na Reserva Natural Vale, em Linhares, a aroeira é utilizada em projetos de restauração ecológica e sistemas agroflorestais. A ideia é unir espécies nativas da Mata Atlântica com geração de renda para comunidades tradicionais.

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“A Reserva Natural Vale é um laboratório a céu aberto”, diz a pesquisadora ligada ao projeto.

Segundo ela, a aroeira possui um papel estratégico na recuperação ambiental. “A aroeira cresce rápido, ajuda a recuperar áreas e serve de alimento para a fauna.”

Ao mesmo tempo, a planta cria oportunidades econômicas para produtores da região. “Ela tem potencial alimentício, medicinal e econômico.”

A espécie também já faz parte da cultura tradicional do litoral norte capixaba, principalmente
em comunidades extrativistas. “A aroeira pode conviver muito bem com a floresta de pé”, resume Fabiana.

Parte da produção cultivada dentro da Reserva Vale é beneficiada em parceria com produtores da região, fortalecendo um modelo que une conservação, pesquisa e empreendedorismo rural.

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O futuro da pimenta-rosa

Hoje, a pimenta produzida no Espírito Santo já chega à Europa e aos Estados Unidos, e começa a avançar em mercados asiáticos. Mas o setor acredita que esse movimento ainda está só começando.

“Nós ainda temos muito o que caminhar”, afirma Fabiana Ruas.

Novos mercados ligados a bioinsumos, cosméticos, bebidas, fitoterápicos e produtos naturais seguem surgindo. Enquanto isso, o fruto vermelho da restinga continua espalhando aroma e oportunidades pelo Espírito Santo.

Da Mata Atlântica capixaba para cozinhas sofisticadas, perfumes internacionais e projetos de restauração ambiental, a pimenta rosa deixou de ser invisível: virou identidade, virou desenvolvimento, virou símbolo de um território inteiro.

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