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Embrapa Alimentos e Territórios oficializa nova chefia em Maceió

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realizou na última segunda-feira (25) a cerimônia interna de posse da nova chefia da Embrapa Alimentos e Territórios, em Maceió (AL). Ricardo Elesbão Alves está no cargo de chefe-geral desde 2 de janeiro, ao lado dos chefes-adjuntos Tenisson Waldow de Souza, na Administração, e Edy Sousa de Brito, em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. O evento ocorreu na futura sede da unidade, cuja infraestrutura ainda está em fase final de implantação.
A unidade foi instalada em um terreno de 16,6 hectares doado pelo governo de Alagoas e deve operar com laboratórios voltados a etnoconhecimento, conservação dinâmica da sociobiodiversidade e tecnologia alimentar aplicada à gastronomia. Segundo a Embrapa, a estrutura foi viabilizada com recursos de emendas parlamentares e do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
A equipe prevista para atuação no local reúne 61 empregados, além de bolsistas, estagiários e colaboradores. Também participarão das atividades profissionais da Unidade de Execução de Pesquisa (UEP) de Rio Largo (AL), vinculada à Embrapa Tabuleiros Costeiros, e empregados removidos de outras unidades descentralizadas.
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De acordo com a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, a unidade adota um modelo de trabalho centrado em sistemas agroalimentares, biodiversidade, cultura e territórios. A direção da empresa informou ainda que a revisão do foco de atuação das unidades descentralizadas inclui temas como sustentabilidade, transições climática, nutricional e energética, além de inclusão socioprodutiva.
Ricardo Elesbão afirmou que a nova gestão pretende consolidar o centro como referência em alimentos da biodiversidade, sistemas agroalimentares diferenciados e desenvolvimento territorial. A Embrapa informou que a unidade já lidera projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação social em 103 municípios de 13 estados.
O material divulgado pela empresa também cita parcerias com agricultores familiares e comunidades tradicionais em Alagoas e Pernambuco, com ações relacionadas a agrobiodiversidade, aproveitamento de alimentos, turismo de base comunitária e agregação de valor a produtos locais.
Com a sede em fase final de estruturação, a unidade deve ampliar a capacidade operacional para projetos de pesquisa e parcerias territoriais. O cronograma detalhado de entrada em funcionamento pleno dos laboratórios não foi informado no conteúdo divulgado pela Embrapa.
Fonte: embrapa.br
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Sem regulamentação do CMN, bancos ainda não podem renegociar dívidas rurais

Uma semana depois da publicação da Medida Provisória 1.376/2026, que cria novas condições para a renegociação de dívidas rurais, bancos não podem colocar as operações em prática. Isso porque o andamento da medida depende da regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN), o que ainda não aconteceu.
“A MP estabelece as condições gerais, macro. O CMN faz o detalhamento operacional, como os documentos exigidos”, explica o consultor em finanças do agronegócio e ex-diretor de Negócios da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Ademiro Vian. Nesse contexto, ele ressalta que dentro da sua competência, o órgão pode acrescentar outras exigências além do que está descrito na medida.
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Além disso, Vian destaca que a regulamentação também é necessária para adequações internas do sistema financeiro, como a criação de códigos contábeis específicos para registrar essas operações em sistemas do Banco Central.
Produtor ainda não consegue renegociar na agência
Na prática, isso significa que quem procurar uma agência bancária neste momento não conseguirá formalizar a renegociação prevista na MP.
A orientação, segundo Vian, é que o produtor aproveite esse período para verificar se atende aos requisitos previstos na medida provisória, já que o enquadramento será um dos critérios para obter a prorrogação das dívidas.
“As normas do CMN vão trazer todas as condições da MP e outras que ele entender necessárias. Além disso, o próprio banco pode incluir exigências adicionais”, afirma.
Crédito novo continua bloqueado
A demora na regulamentação também afeta o acesso a novos financiamentos. Segundo o especialista, enquanto a situação das operações em atraso não for resolvida, o produtor permanece impedido de contratar crédito rural.
“Essa é a regra do sistema financeiro”, resume. Vian também salienta que mesmo após regularizar os débitos, o acesso a novos recursos dependerá da capacidade de oferecer garantias às instituições financeiras.
“Resolvido o passado, entra uma nova regra: o produtor precisa ter condições de oferecer garantias reais nas novas operações. Se tiver, segue em frente. Se não, fica fora do crédito rural”, conclui.
Setor produtivo vê MP com ressalvas
A publicação da MP ocorreu na última quarta-feira (15), após um acordo entre Congresso Nacional e governo. Embora o avanço nas negociações tenha sido comemorado, representantes do setor produtivo enxergam a situação com cautela e preocupação.
Durante participação no Rural Notícias desta segunda-feira (20), o economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Antonio da Luz, destacou que a medida pode incentivar a inadimplência no país. “O produtor rural que tem a maior dívida é, paradoxalmente, o menos inadimplente, pois fez sacrifícios para se manter em dia”, afirmou.
Ele acrescenta ainda que o governo deve corrigir essa falha em uma nova Medida Provisória, para evitar que milhares de produtores que se esforçaram para permanecer adimplentes sejam prejudicados.
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Paraná conclui plantio de trigo e colheita da safrinha avança para 29%

O plantio de trigo no Paraná foi finalizado e atingiu 100% da área estimada até esta segunda-feira (20), segundo boletim divulgado nesta terça-feira (21) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Estado. Na semana anterior, o índice estava em 99%. No mesmo levantamento, a colheita do milho safrinha avançou para 29% da área, ante 16% há sete dias.
De acordo com o Deral, o predomínio do tempo firme favoreceu a conclusão da semeadura do trigo e a realização de tratos culturais, como aplicação de fungicidas e controle de plantas daninhas.
A cultura do trigo apresenta, na maior parte do Estado, boas condições sanitárias. As lavouras estão distribuídas entre as fases de germinação, com 1%; desenvolvimento vegetativo, com 59%; floração, com 27%; e frutificação, com 13%.
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O boletim também registrou atenção para regiões em que o calor atípico e a escassez de precipitações persistem por mais tempo. Nessas áreas, há sinais de estresse hídrico em parte das lavouras.
No milho segunda safra, os trabalhos de colheita ganharam ritmo em grande parte do Paraná. Segundo o Deral, a sequência de dias ensolarados e secos reduziu os teores de umidade dos grãos e deu impulso às operações no campo.
Em relação às condições das lavouras, 81% estão classificadas como boas, 13% como médias e 6% como ruins. O cereal se encontra nas fases de frutificação, com 16%, e maturação, com 84%.
O Deral informou ainda que lavouras nas regiões norte, noroeste e oeste apresentam bom aspecto geral, embora algumas áreas registrem perdas pontuais causadas por geadas passadas e estresse hídrico.
Os dados mais recentes do Deral mostram, portanto, o encerramento do plantio de trigo no Paraná e o avanço da colheita do milho safrinha, em um cenário de tempo seco que favoreceu os trabalhos no campo, com monitoramento sobre áreas afetadas por calor, falta de chuva e geadas.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Colheita de café da Expocacer alcança 51% da safra 2026/27

A colheita de café arábica na área de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) chegou a 51% do total previsto para a safra 2026/27 até o dia 17. Na semana anterior, o índice era de 40%. Apesar do avanço, os trabalhos seguem atrasados em relação ao mesmo período do ciclo passado, quando 58% das operações já haviam sido concluídas.
Segundo a Expocacer, chuvas isoladas ao longo da última semana comprometeram temporariamente a secagem nos terreiros e prejudicaram as operações mecanizadas de recolhimento do café de chão. Ainda assim, as condições climáticas permitiram a continuidade da colheita do fruto na planta nas propriedades dos cooperados no Cerrado Mineiro.
O boletim técnico semanal da cooperativa informa que cerca de 31% do café já foi beneficiado, com rendimento médio em torno de 520 litros por saca beneficiada. Na semana, houve aumento do porcentual de catação, para 19,7%, e redução no porcentual de grãos com peneira 17 acima, para 27,65%. Também foi registrado baixo porcentual de cafés com incidência de broca.
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De acordo com os técnicos de campo da Expocacer, o principal ponto neste momento é a necessidade de acelerar o ritmo da colheita, que permanece abaixo da média histórica da região. A cooperativa afirma que a permanência da carga nas plantas eleva o estresse fisiológico e encurta o intervalo entre o fim da colheita e a florada.
Esse quadro, conforme a entidade, pode comprometer o período de recuperação das lavouras, limitar a recomposição das reservas nutricionais e energéticas das plantas e afetar o desenvolvimento vegetativo, a uniformidade da florada e o potencial produtivo da próxima safra.
Para os próximos dias, os modelos meteorológicos indicam tempo seco e ausência de chuvas significativas até o dia 22, condição que tende a favorecer a continuidade das operações de campo. A Expocacer projeta produção de 2,8 milhões de sacas de café arábica em sua região de abrangência em 2026 e reúne mais de 800 produtores associados.
Fonte: Estadão Conteúdo
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