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21 de julho de 2026

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Programa Irriga+RS recebe 217 projetos na terceira fase

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A terceira fase do Programa Irriga+RS já soma 217 manifestações de interesse em pouco mais de dois meses, segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi). O edital foi lançado em 11 de março e permanece aberto até 30 de outubro de 2026 para o recebimento de projetos de irrigação. Até esta segunda-feira (25), 135 manifestações haviam sido convertidas em projetos completos e estavam em análise técnica e administrativa.

A manifestação de interesse é a primeira etapa para adesão ao edital. Após a assinatura do documento inicial pelo produtor rural e pelo responsável técnico, o proponente precisa enviar a documentação administrativa e técnica pela plataforma Irriga+RS, onde a análise é conduzida pela Seapi.

Nesta fase, o programa prevê subvenção equivalente a 20% do valor do projeto, com limite de R$ 150 mil por produtor rural. De acordo com a secretaria, a iniciativa busca ampliar a eficiência no uso da água, aumentar a produtividade agrícola e reduzir os efeitos das estiagens recorrentes no estado.

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Segundo o subsecretário de Irrigação da Seapi, Márcio Amaral, a proposta é estimular investimentos em sistemas de irrigação, ampliar a reserva de água e elevar a área irrigada. Em declaração divulgada pela pasta, ele afirmou que a medida também busca dar maior estabilidade à produção e apoiar o avanço da oferta de grãos, especialmente de milho, no Rio Grande do Sul.

Os resultados acumulados das fases anteriores indicam a escala do programa. Nas fases 1 e 2, a Seapi aprovou 1.297 projetos, com potencial de subvenção de cerca de R$ 61 milhões. De acordo com os dados oficiais, esse conjunto representa expansão de aproximadamente 25 mil hectares irrigados e investimentos privados estimados em R$ 450,7 milhões.

Para o setor agropecuário gaúcho, a irrigação é uma ferramenta de redução de risco produtivo em um cenário de eventos climáticos frequentes. O impacto efetivo da terceira fase, no entanto, dependerá da aprovação final dos projetos, da execução das estruturas e da adoção dos sistemas nas propriedades.

O edital segue aberto até 30 de outubro de 2026, e os projetos devem ser enviados pelo portal oficial do programa. Até o momento, os dados disponíveis mostram avanço na procura pela linha de apoio, mas o resultado prático sobre área irrigada e produção dependerá da conclusão da análise e da implementação dos empreendimentos aprovados.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Colheita do milho de segunda safra chega a 49,8% no Brasil, diz Conab

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A colheita do milho de segunda safra 2025/26 no Brasil atingiu 49,8% da área até o último sábado (18), informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em boletim semanal de progresso de safra divulgado nesta terça-feira (21). O avanço foi de 10,9 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Na comparação anual, os trabalhos seguem 6,6 pontos porcentuais atrás do registrado no mesmo período da safra passada.

Segundo a Conab, no mesmo período do ciclo anterior a colheita do milho de segunda safra alcançava 55,5% da área. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 56,7%, o ritmo também está atrasado.

Entre os principais Estados produtores, Mato Grosso lidera o avanço da colheita, com 79,8% da área já colhida. Em Goiás, os trabalhos atingem 28%. No Mato Grosso do Sul, o índice está em 17%, enquanto o Paraná registra 16%.

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No milho verão 2025/26, a colheita chegou a 97,9% da área até o sábado (18), avanço de 0,8 ponto porcentual na semana. O desempenho também permanece abaixo do observado em igual período da safra passada, quando 98,4% da área havia sido colhida, e da média dos últimos cinco anos, de 98,3%. Maranhão tinha 85% da área colhida, Piauí 94% e Bahia 99%.

A colheita do algodão 2025/26 alcançou 12,8% da área, com avanço semanal de 4,7 pontos porcentuais. O percentual fica abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior, com diferença de 3,9 pontos porcentuais, e também da média de cinco anos, de 14,2%. Mato Grosso havia colhido 8,7% da área, Goiás 27% e Bahia 21%.

No trigo 2026, a colheita chegou a 1,3% da área, avanço de 0,2 ponto porcentual em uma semana. Em relação ao mesmo momento da safra passada, quando o índice era de 2,4%, há atraso de 1,1 ponto porcentual. Na comparação com a média dos últimos cinco anos, de 2,5%, o ritmo também está abaixo. Minas Gerais tinha 5% da área colhida e Goiás, 40%.

Já a semeadura do trigo 2026 alcançou 97,4% da área prevista, avanço de 2,7 pontos porcentuais na semana. O índice supera o de igual período da safra passada, de 96,9%, e a média de cinco anos, de 95,5%. Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul já concluíram o plantio. No Rio Grande do Sul, a semeadura estava em 97%; no Paraná, em 99%; e em Santa Catarina, em 77,4%.

Os dados da Conab mostram avanço semanal nos trabalhos de campo para milho, algodão e trigo, com a colheita do milho de segunda safra próxima da metade da área no país e a semeadura do trigo perto da conclusão.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Trigo tem leves ajustes; safra pode ser a menor desde 2020, diz Cepea

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Foto: Débora Fabrício/Canal Rural

Os preços do trigo registraram leves ajustes no mercado brasileiro, sustentadas principalmente pela retração de vendedores e pelas novas estimativas oficiais, que apontam redução da produção nacional neste ano para o menor volume desde 2020.

Segundo pesquisadores do Cepea, no Rio Grande do Sul, a baixa liquidez, a demanda reduzida da indústria e o abastecimento relativamente confortável dos moinhos mantêm a pressão sobre os preços. Já no Paraná, a menor disponibilidade de trigo sustentou as cotações no mercado de lotes.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu em 4,5% a estimativa da safra brasileira de trigo de 2026 em relação ao levantamento anterior, passando de 6,30 milhões para 6,03 milhões de toneladas. Se a projeção se confirmar, a produção será a menor desde 2020, ficando 23,5% abaixo da registrada na safra passada.

Segundo o Cepea, a revisão reflete principalmente a redução da área cultivada no Sul do país e a menor produtividade em parte do Centro-Oeste.

No fechamento de segunda-feira (20), o preço médio do trigo Cepea/Esalq no Paraná foi de R$ 1.395,99 por tonelada, com recuo de 0,28% no dia e alta de 2% no acumulado de julho. No Rio Grande do Sul, o indicador encerrou o dia em R$ 1.304,61 por tonelada, queda de 0,22% em relação à sessão anterior e baixa de 1,87% no mês.

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Demanda por etanol anidro deve crescer 2,8% com E32 em 2026 e impulsionar investimentos

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

O consumo nacional de etanol anidro deve entre agosto e dezembro de 2026 deve crescer 2,8% no Brasil com a ampliação do percentual da mistura do biocombustível na gasolina de 30% para 32%. Já no comparativo entre a safra 2025/26 e a estimativa para 2026/27 o volume demandado deve saltar de 14,03 bilhões para 15,16 bilhões de litros, cerca de 1,13 bilhão de litros, aproximadamente 8%.

Mato Grosso é o segundo maior produtor de etanol do país. Na avaliação do Sistema Fiemt e do Bioind MT, o aumento da mistura do etanol anidro de 30% para 32% na gasolina, o chamado E32, anunciado no dia 14 de julho pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), deve impulsionar novos investimentos no setor no estado.

Análise do Observatório de Mato Grosso, divulgada pelo Sistema Fiemt e do Bioind MT, prevê que entre agosto, quando a medida será implementada, e dezembro de 2026 a demanda por etanol anidro no Brasil aumente em cerca de 411,6 milhões de litros, o que deve elevar o consumo para 14,87 bilhões, aumento de 2,8% no comparativo com as perspectivas com a mistura na gasolina em 30%.

“É uma medida importante para o desenvolvimento do setor, para novos investimentos, para o meio ambiente e para a geração de empregos. Mais etanol na gasolina significa um ambiente mais limpo e menos importação de gasolina”, pontua o presidente do Sistema Fiemt e do Bioind MT, Silvio Rangel.

Atualmente Mato Grosso conta com 27 indústrias em operação produzindo etanol tanto a partir da cana de açúcar quanto do milho. Juntas geram 10,7 mil empregos formais. Somente em 2025, R$ 3,05 bilhões em arrecadação de ICMS em 2025, aproximadamente 12% de todo o imposto arrecadado no Estado.


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