Business
Prêmio Fundação Bunge destaca agricultura familiar e resiliência climática

O Prêmio Fundação Bunge abriu a reta final de inscrições da 71ª edição com dois temas ligados ao setor agropecuário: transferência de tecnologias para a agricultura familiar e produção em cenários de estresse térmico e hídrico. As indicações podem ser feitas até domingo (31) por instituições de ensino e pesquisa. Segundo a entidade, a proposta é reconhecer pesquisas com aplicação prática tanto na produção voltada à exportação quanto no abastecimento interno de alimentos.
Mantida há 71 anos pela Fundação Bunge, a premiação seleciona trabalhos indicados por universidades, institutos tecnológicos e demais instituições públicas de pesquisa. Nesta edição, serão quatro reconhecimentos, dois por tema, divididos entre a categoria Vida e Obra, com prêmio de R$ 200 mil, e a categoria Juventudes, com prêmio de R$ 80 mil para pesquisadores de até 35 anos.
De acordo com a diretora-executiva da Fundação Bunge, Cláudia Calais, a escolha dos temas busca aproximar a produção científica de desafios produtivos concretos. Em declaração divulgada pela entidade, ela afirmou que o foco está em tecnologias com potencial de aplicação na agricultura tropical e em sistemas de produção com menor disponibilidade de água.
Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!
A premiação também aponta para a transferência de conhecimento à agricultura familiar, segmento relevante para o abastecimento alimentar e para a diversificação produtiva em várias regiões do país. Segundo a fundação, a proposta é ampliar pontes entre pesquisa, setor produtivo e indústria de alimentos.
Além do valor financeiro, a instituição informa que oferece acompanhamento posterior para estimular parcerias e a aplicação das tecnologias reconhecidas em outros contextos. O edital completo e o regulamento estão disponíveis no site da Fundação Bunge.
A entidade informou ainda que o prêmio já reconheceu 200 pessoas ao longo de sua história. No recorte mais recente, também houve ampliação do número de pesquisadores premiados fora do eixo Rio-São Paulo, movimento associado à expansão de universidades e centros de pesquisa no interior do país.
Para o setor agropecuário, a edição deste ano concentra atenção em dois pontos técnicos: adaptação da produção às restrições climáticas e difusão de inovação para sistemas familiares. O alcance prático dos projetos selecionados dependerá dos resultados apresentados pelos indicados e da capacidade de transferência dessas soluções para diferentes realidades produtivas.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
O post Prêmio Fundação Bunge destaca agricultura familiar e resiliência climática apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Conheça a tecnologia usada em Marte que agora ajuda a revelar os segredos do solo brasileiro

Com a busca por mais eficiência e sustentabilidade no campo, uma tecnologia que utiliza luz e laser para analisar o solo em tempo real começa a ganhar espaço no agronegócio brasileiro. A chamada agrofotônica vem sendo desenvolvida pela Embrapa Instrumentação, por meio do Laboratório Nacional de Agrofotônica (Lanaf), em São Carlos, no interior de São Paulo.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
O laboratório é reconhecido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) como estratégico para o país e atua no desenvolvimento de tecnologias fotônicas aplicadas à agricultura e ao meio ambiente.
Segundo a pesquisadora da Embrapa Instrumentação Débora Milori, a técnica utiliza diferentes radiações eletromagnéticas, como luz visível, infravermelho e radiofrequência, para caracterizar materiais de interesse do agronegócio, como solos, plantas, frutas, fertilizantes e alimentos.
“A gente utiliza todas essas tecnologias para caracterizar materiais de interesse para o agro”, destaca Débora Milori.
De acordo com a pesquisadora, embora a fotônica já exista há décadas, sua aplicação direta no agro ganhou força nos últimos dez anos no mundo e começou a se consolidar no Brasil nos últimos cinco anos.
Entre as principais aplicações da tecnologia estão o mapeamento de nutrientes no solo, a quantificação de carbono para projetos de crédito de carbono, o diagnóstico precoce de doenças em plantas, além da avaliação da qualidade de frutas e sementes.
Tecnologia usada pela Nasa
Uma das técnicas utilizadas no laboratório é a LIBS, sigla em inglês para espectroscopia induzida por plasma a laser. O método usa feixes de laser para analisar a composição química do solo e das plantas de forma rápida e precisa.
Apesar de parecer futurista, a tecnologia começou a ser desenvolvida ainda na década de 1960, com a invenção do laser. Nas décadas seguintes, ganhou novas aplicações e chegou até às missões espaciais da Nasa em Marte, onde foi usada para estudar a composição de rochas e solos no planeta vermelho.
Inspirados por essa aplicação espacial, pesquisadores brasileiros passaram a estudar o uso da técnica em solos tropicais a partir de 2005.
Funcionamento
O funcionamento é baseado na emissão de laser sobre uma amostra de solo. A radiação provoca a quebra das moléculas presentes na superfície e gera um plasma (um gás de alta temperatura formado por íons e elétrons). A luz emitida por esse plasma é então analisada para identificar os elementos químicos presentes na amostra.
A partir dessas informações, é possível criar mapas detalhados do solo, identificando concentrações de nutrientes como magnésio, manganês e carbono em diferentes profundidades.
Essa “digitalização do solo” permite que o produtor aplique fertilizantes e insumos de maneira mais precisa, reduzindo desperdícios e impactos ambientais.
Além da economia, a tecnologia também contribui para diminuir riscos de contaminação causados pelo excesso de nutrientes no solo.
Desafios e expectativas
Agora, o desafio é levar a inovação para dentro das propriedades rurais em larga escala, para isso, a Embrapa firmou um contrato de licenciamento com uma empresa privada para aplicar a tecnologia LIBS na análise de solos tropicais.
A expectativa é que a agrofotônica avance ainda mais nos próximos anos, acompanhando o desenvolvimento das chamadas tecnologias quânticas de segunda geração, consideradas uma nova fronteira para o agronegócio brasileiro.
O post Conheça a tecnologia usada em Marte que agora ajuda a revelar os segredos do solo brasileiro apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Levantamento mostra que pequenos produtores lideram produção de café no Brasil

Um levantamento inédito do Sebrae mostra que a maioria dos produtores brasileiros de café (54%) é formada por pequenos negócios. O estudo, realizado com base na Pesquisa Nacional de Segmentação dos Produtores de Café, aponta que esses produtores se concentram em propriedades com menos de 20 hectares. Produtores de médio porte são 38% do total e 8% são de grande porte.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
O perfil do produtor à frente de pequenos negócios, segundo a pesquisa, tem média de idade de 49 anos e 21 anos de experiência na área. Minas Gerais e São Paulo têm predominância de médios produtores, enquanto estados fora do Sudeste concentram maior número de pequenos produtores, com destaque para Rondônia, onde 87% dos produtores são pequenos negócios, Acre (83%) e Goiás + DF (76%).
A pesquisa entrevistou 1.102 produtores em 14 estados. Mais da metade dos entrevistados tem até o ensino médio completo, pelo menos.
“A escolaridade dos produtores varia consideravelmente entre os estados. Em Minas Gerais, Paraíba, Goiás, Distrito Federal e São Paulo, temos uma maior concentração de pessoas com ensino superior completo e pós-graduação”, aponta a analista de Competitividade do Sebrae, Carmen Sousa.
Escolaridade dos produtores de café
Goiás + Distrito Federal: ensino superior: 47%; pós-graduação: 29%
Paraíba: ensino superior: 53%; pós-graduação: 11%.
São Paulo: ensino superior: 40%; pós-graduação: 11%
Minas Gerais: ensino superior: 45%; pós-graduação: 8%
Os homens são maioria no setor, com 79% de participação, frente a 21% de produtoras de café. A Geração X (41 a 56 anos) é maioria, com 41%; seguido dos boomers (mais de 57 anos), com 29%; e millenials (25 a 40 anos), com 27%. Apenas 3% são da Geração Z, de 18 a 24 anos.
Cafés especiais e certificação
A pesquisa indica que 61% dos entrevistados informaram produzir café especial. Esse resultado se conecta ao fato de que 27% dos produtores já possuem certificações socioambientais e 29% pretendem obter algum tipo de certificação, evidenciando uma crescente valorização de atributos ligados à qualidade e à sustentabilidade.
Outro importante diferencial de qualidade são as indicações geográficas (IGs): o Brasil conta atualmente com 23 IGs de cafés, todas com apoio do Sebrae.
Nesse contexto, destacam-se a adesão dos produtores de São Paulo, que correspondem a 44% dos produtores entrevistados, seguidos por Minas Gerais, com 35%.
“O apoio à gestão para a conquista desses reconhecimentos de qualidade e para a adoção de práticas sustentáveis é fundamental para o fortalecimento do setor e dos empreendedores”, aponta Carmen Sousa.
O post Levantamento mostra que pequenos produtores lideram produção de café no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Arrendamento caro e quebra de safra pressionam produtores e já afetam economia de município em MT

Produtores rurais em Mato Grosso já tentam repassar áreas arrendadas diante da dificuldade para manter o plantio da próxima temporada. O cenário não só preocupa o setor produtivo visto o aumento dos custos no campo e a perda de rentabilidade das últimas safras, como já afeta a economia de municípios e reacende o debate sobre a necessidade de apoio financeiro ao agronegócio.
A posição dos agricultores surge após uma sequência de safras com margens apertadas e elevação contínua dos custos operacionais. Em meio à preparação para o próximo ciclo, o valor dos contratos de uso de terras se tornou um dos principais gargalos financeiros. Mesmo com recuos pontuais, o peso dos compromissos de longo prazo inviabiliza a permanência de muitos profissionais na atividade.
Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a média estimada para os arrendamentos é de 15,58 sacas por hectare na temporada 2026/27. O índice representa uma alta de 8,55% em relação à média das últimas três safras. Esse patamar elevado acende o alerta no campo e força uma reorganização entre os investidores da região.
Diante do panorama, alguns agricultores de Querência, sem condições financeiras de plantar, buscam repassar as áreas arrendadas. A medida é uma tentativa imediata de reduzir os prejuízos acumulados e manter os demais compromissos com fornecedores em dia. A prioridade máxima do setor, conforme relatam produtores, passou a ser a eliminação destes custos fixos severos.

Oferta de áreas reflete aperto financeiro
De acordo com o setor produtivo local, a dificuldade foi agravada severamente pela baixa rentabilidade das últimas safras. A expectativa inicial era garantir uma boa receita com o cultivo de cerca de 450 mil hectares de soja e 300 mil de milho nesta temporada. O resultado final, contudo, acabou ficando muito abaixo do projetado pelas lideranças agrícolas do município.
O presidente do Sindicato Rural de Querência, Osmar Frizzo, afirma que o volume de produtores tentando repassar áreas reflete a insustentabilidade dos custos. “Tem muita oferta dessas, porque realmente o produtor não está conseguindo plantar mais”, destaca o dirigente. Frizzo aponta que a situação é de repasse total: “esse produtor está só passando esse arrendamento, sem cobrar nada, então só passa o arrendamento para se livrar dele, pois que está muito pesado”.
Para o líder sindical, a quebra de produtividade reduziu o faturamento planejado e frustrou os investimentos realizados para o ciclo atual. As lavouras registraram uma quebra média de quatro a cinco sacas por hectare em relação às médias históricas. Além disso, o preço de venda da soja ficou cerca de R$ 10 menor do que no ano passado.
“Era uma expectativa de se ter uma safra muito boa esse ano e isso não se realizou. Nós tivemos uma safra muito boa de milho, o milho do ano passado até que foi muito bom, mas o produtor mesmo assim não conseguiu se estabilizar totalmente”, explica Osmar Frizzo ao Canal Rural Mato Grosso.
Clima e custos elevados castigam lavouras
Os impactos negativos da última safra também já aparecem com clareza nas contas das propriedades familiares da região. O atraso no plantio da soja, provocado pela forte irregularidade das chuvas no período ideal, acabou comprometendo a janela recomendada para o milho segunda safra. Sem a umidade necessária no solo, o potencial produtivo das lavouras subsequentes caiu.
Além da quebra direta na produtividade, os agricultores relatam um aumento expressivo nos custos operacionais e extrema dificuldade para recuperar as perdas financeiras. A combinação de clima adverso e custos de pós-colheita elevados inviabilizou a geração de margem de lucro. A situação se repete em propriedades de diferentes portes na região.
O agricultor Lauri Jantsch ressalta que os problemas climáticos se estenderam do início ao fim do ciclo da soja, prejudicando a cultura subsequente. “O plantio atrasou de 10 a 15 dias e isso trouxe atraso para o milho, que agora está sendo prejudicado pela falta de chuva. Aí diminui a rentabilidade por falta de produtividade”, argumenta.
De acordo com o produtor, o excesso de chuva na colheita da oleaginosa também gerou descontos pesados e despesas extras nos armazéns da região. A localidade recebeu 700 milímetros de chuva entre o fim de janeiro e o término de fevereiro. A umidade excessiva elevou os custos de secagem e reduziu o ganho real do agricultor na entrega do produto.
“Colhemos uma saca a menos por hectare esse ano, então a gente vem tendo perdas na soja e agora consequentemente um pouco de perda por falta de chuva no milho. Viemos de um ano sem rentabilidade e provavelmente vamos para mais um ciclo também sem rentabilidade para o setor”, conclui Lauri Jantsch à reportagem.
Arrecadação municipal sofre queda milionária
Os reflexos da crise no campo ultrapassam as cercas das propriedades rurais e já são sentidos diretamente na arrecadação pública do município. Sendo uma localidade essencialmente agrícola, a dinâmica econômica urbana depende diretamente do sucesso das safras de soja e milho. A retração do poder de compra dos produtores atinge o comércio local e o setor de serviços de forma imediata.
A redução na circulação de mercadorias e insumos afeta o retorno do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Embora a cidade possua um comércio forte e concessionárias que atendem a uma ampla região regional, as receitas alternativas não são suficientes para cobrir o rombo deixado pela quebra das principais culturas.
O prefeito de Querência, Gilmar Wentz, aponta que o orçamento municipal de 2026 sofrerá um impacto severo em decorrência da crise agrícola.
“Querência nesse ano de 2026 vem sentindo. Nós tivemos uma perda de receita, nosso índice é 10,28% menor do que 2025. Para nós faz muita diferença porque a gente vai perder ou ter uma receita menor de praticamente R$ 10 milhões a menos em 2026 em relação a 2025”, afirma o gestor.
Setor cobra medidas de socorro financeiro
Diante do agravamento da situação, o setor produtivo cobra maior sensibilidade do governo federal e acompanha com preocupação o avanço das discussões sobre medidas de apoio financeiro ao campo. A avaliação geral é de que o atual cenário econômico, somado às restrições e dificuldades de acesso ao crédito, pode comprometer os investimentos tecnológicos e afetar o ritmo de crescimento da atividade agropecuária nos próximos anos.
Representantes alertam que a falta de uma política de renegociação de dívidas eficaz pode reverter a tendência histórica de recordes de produção que o país ostenta. A necessidade de uma atuação mais firme e novos aportes de recursos é vista como urgente para evitar a desestruturação de cadeias produtivas inteiras no estado.
Para o presidente do Sindicato Rural, a solução para o endividamento do campo exige celeridade do poder público. “Com juros altos, pouco incentivo para o agronegócio, realmente está dificultando o produtor. Já existiu em outros anos essas renegociações das dívidas, então com certeza o setor está precisando muito”, pontua Osmar Frizzo.
O dirigente ressalta que a categoria precisa se organizar para evitar o enfraquecimento da produção. Ele conclui que o Congresso estuda fontes alternativas de recursos para amparar os agricultores: “a gente já sabe que já existe no Congresso essa discussão. A dificuldade é saber onde conseguir esses recursos. Estão falando até em pegar recursos do pré-sal, mas isso não está andando muito no Congresso. O setor agro está precisando dessa ajuda”.
Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.
O post Arrendamento caro e quebra de safra pressionam produtores e já afetam economia de município em MT apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.
Sustentabilidade9 horas agoSoja/CEPEA: Futuros nos EUA se recuperam – MAIS SOJA
Sustentabilidade10 horas agoMilho/CEPEA: Atenção se volta ao desenvolvimento da 2ª safra – MAIS SOJA
Featured9 horas agoMovimento Dia Livre de Imposto terá produtos sem tributos em Cuiabá nesta quinta-feira
Agro Mato Grosso8 horas agoMilho deixa de ser complemento de renda e se torna potência econômica em MT
Sustentabilidade8 horas agoRegularidade das chuvas favorece desenvolvimento das lavouras em parte do país – MAIS SOJA
Featured21 horas agoFoi um sucesso! Festival do Café movimenta Goiabeiras com música refinada e sabores especiais; Veja fotos!
Sustentabilidade7 horas agoSupremo valida lei da Ferrogrão; CNA diz que ferrovia irá reduzir custos logísticos – MAIS SOJA
Featured15 horas ago“Escola conduz os jovens para o caminho da prosperidade”, afirma Otaviano Pivetta em convenção


















