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25 de maio de 2026

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Conheça a tecnologia usada em Marte que agora ajuda a revelar os segredos do solo brasileiro

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Foto: reprodução/Planeta Campo

Com a busca por mais eficiência e sustentabilidade no campo, uma tecnologia que utiliza luz e laser para analisar o solo em tempo real começa a ganhar espaço no agronegócio brasileiro. A chamada agrofotônica vem sendo desenvolvida pela Embrapa Instrumentação, por meio do Laboratório Nacional de Agrofotônica (Lanaf), em São Carlos, no interior de São Paulo.

O laboratório é reconhecido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) como estratégico para o país e atua no desenvolvimento de tecnologias fotônicas aplicadas à agricultura e ao meio ambiente.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Instrumentação Débora Milori, a técnica utiliza diferentes radiações eletromagnéticas, como luz visível, infravermelho e radiofrequência, para caracterizar materiais de interesse do agronegócio, como solos, plantas, frutas, fertilizantes e alimentos.

“A gente utiliza todas essas tecnologias para caracterizar materiais de interesse para o agro”, destaca Débora Milori.

Tecnologia
Foto: reprodução/Planeta Campo

De acordo com a pesquisadora, embora a fotônica já exista há décadas, sua aplicação direta no agro ganhou força nos últimos dez anos no mundo e começou a se consolidar no Brasil nos últimos cinco anos.

Entre as principais aplicações da tecnologia estão o mapeamento de nutrientes no solo, a quantificação de carbono para projetos de crédito de carbono, o diagnóstico precoce de doenças em plantas, além da avaliação da qualidade de frutas e sementes.

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Tecnologia usada pela Nasa

Uma das técnicas utilizadas no laboratório é a LIBS, sigla em inglês para espectroscopia induzida por plasma a laser. O método usa feixes de laser para analisar a composição química do solo e das plantas de forma rápida e precisa.

Apesar de parecer futurista, a tecnologia começou a ser desenvolvida ainda na década de 1960, com a invenção do laser. Nas décadas seguintes, ganhou novas aplicações e chegou até às missões espaciais da Nasa em Marte, onde foi usada para estudar a composição de rochas e solos no planeta vermelho.

Inspirados por essa aplicação espacial, pesquisadores brasileiros passaram a estudar o uso da técnica em solos tropicais a partir de 2005.

Funcionamento

O funcionamento é baseado na emissão de laser sobre uma amostra de solo. A radiação provoca a quebra das moléculas presentes na superfície e gera um plasma (um gás de alta temperatura formado por íons e elétrons). A luz emitida por esse plasma é então analisada para identificar os elementos químicos presentes na amostra.

A partir dessas informações, é possível criar mapas detalhados do solo, identificando concentrações de nutrientes como magnésio, manganês e carbono em diferentes profundidades.

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Essa “digitalização do solo” permite que o produtor aplique fertilizantes e insumos de maneira mais precisa, reduzindo desperdícios e impactos ambientais.

Além da economia, a tecnologia também contribui para diminuir riscos de contaminação causados pelo excesso de nutrientes no solo.

Desafios e expectativas

Agora, o desafio é levar a inovação para dentro das propriedades rurais em larga escala, para isso, a Embrapa firmou um contrato de licenciamento com uma empresa privada para aplicar a tecnologia LIBS na análise de solos tropicais.

A expectativa é que a agrofotônica avance ainda mais nos próximos anos, acompanhando o desenvolvimento das chamadas tecnologias quânticas de segunda geração, consideradas uma nova fronteira para o agronegócio brasileiro.

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Cotações do milho: safrinha e custos logísticos definirão preços, aponta relatório

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Foto: Renata Silva/Embrapa

O mercado do milho na Bolsa de Chicago durante a semana foi de pressão, com vislumbres de recuperação em alguns momentos, mas, de forma geral, seguiu defensivo diante da oferta e do avanço da safra dos Estados Unidos.

Já no Brasil, as atenções ficaram voltadas ao clima da safrinha. Estiagem no Centro-Oeste e risco de geadas no Sul mantiveram o mercado sensível, especialmente porque perdas produtivas podem mexer com a disponibilidade regional e com os preços físicos.

De acordo com a plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, o milho spot em Chicago encerrou a semana com alta de 1,93% no período. No Brasil, o contrato da B3 com mesma referência seguiu na mesma direção, fechando a R$ 67,20 por saca (0,60%) na semana.

E agora, o que esperar?

O boletim Grainsights aponta quatro principais pontos de atenção para o mercado do milho na semana que se inicia:

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  • Milho safrinha: a atenção deve permanecer nas projeções climáticas para o milho safrinha. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal para o Centro-Oeste, o que deve fazer com que os estoques de água no solo se reduzam em junho em estados como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. “O mercado estará extremamente atento a essas condições. Qualquer resultado negativo deve ter impacto imediato nas cotações”, diz o documento.
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  • Início da semana: com o mercado volátil devido ao clima e sem a referência de Chicago nesta segunda-feira (25) por conta do feriado estadunidense (Memorial Day – Dia da Memória), a agilidade na tomada de decisões será importante para o produtor. Sem a principal bolsa global operando, o mercado interno tende a trabalhar com menor liquidez e maior sensibilidade ao câmbio, prêmios e movimentações regionais, podendo gerar oscilações pontuais nas indicações de compra.
  • Custos logísticos: seguem no radar do milho, altamente sensível ao transporte rodoviário e ao preço dos combustíveis. O destaque da semana é o Boletim Focus divulgado nesta segunda, que elevou a projeção de inflação para 2026 de 4,92% para 5,04%, somando várias semanas de altas consecutivas. “Com combustíveis pressionando os custos ao longo da cadeia, o mercado pode apresentar oportunidades pontuais tanto para venda do milho disponível quanto para travas futuras, exigindo atenção do produtor aos movimentos de preços e frete”, destaca o Grainsights.
  • Macroeconomia e oportunidades: a macroeconomia brasileira inicia a semana sob o impacto de novas revisões do Boletim Focus. No câmbio, o dólar comercial fechou a sexta-feira em alta, a R$ 5,03, devido a tensões externas e à redução do fluxo de capital estrangeiro no país, muito significativo nas últimas semanas. Diante de margens de lucro mais apertadas pela volatilidade de custos, o produtor precisa agir estrategicamente para proteger sua rentabilidade. É fundamental estar atento às oscilações do mercado e, principalmente, aos seus custos de produção”, finaliza o relatório.

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Prêmio Fundação Bunge destaca agricultura familiar e resiliência climática

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O Prêmio Fundação Bunge abriu a reta final de inscrições da 71ª edição com dois temas ligados ao setor agropecuário: transferência de tecnologias para a agricultura familiar e produção em cenários de estresse térmico e hídrico. As indicações podem ser feitas até domingo (31) por instituições de ensino e pesquisa. Segundo a entidade, a proposta é reconhecer pesquisas com aplicação prática tanto na produção voltada à exportação quanto no abastecimento interno de alimentos.

Mantida há 71 anos pela Fundação Bunge, a premiação seleciona trabalhos indicados por universidades, institutos tecnológicos e demais instituições públicas de pesquisa. Nesta edição, serão quatro reconhecimentos, dois por tema, divididos entre a categoria Vida e Obra, com prêmio de R$ 200 mil, e a categoria Juventudes, com prêmio de R$ 80 mil para pesquisadores de até 35 anos.

De acordo com a diretora-executiva da Fundação Bunge, Cláudia Calais, a escolha dos temas busca aproximar a produção científica de desafios produtivos concretos. Em declaração divulgada pela entidade, ela afirmou que o foco está em tecnologias com potencial de aplicação na agricultura tropical e em sistemas de produção com menor disponibilidade de água.

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A premiação também aponta para a transferência de conhecimento à agricultura familiar, segmento relevante para o abastecimento alimentar e para a diversificação produtiva em várias regiões do país. Segundo a fundação, a proposta é ampliar pontes entre pesquisa, setor produtivo e indústria de alimentos.

Além do valor financeiro, a instituição informa que oferece acompanhamento posterior para estimular parcerias e a aplicação das tecnologias reconhecidas em outros contextos. O edital completo e o regulamento estão disponíveis no site da Fundação Bunge.

A entidade informou ainda que o prêmio já reconheceu 200 pessoas ao longo de sua história. No recorte mais recente, também houve ampliação do número de pesquisadores premiados fora do eixo Rio-São Paulo, movimento associado à expansão de universidades e centros de pesquisa no interior do país.

Para o setor agropecuário, a edição deste ano concentra atenção em dois pontos técnicos: adaptação da produção às restrições climáticas e difusão de inovação para sistemas familiares. O alcance prático dos projetos selecionados dependerá dos resultados apresentados pelos indicados e da capacidade de transferência dessas soluções para diferentes realidades produtivas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Levantamento mostra que pequenos produtores lideram produção de café no Brasil

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Foto: Divulgação/Seagri

Um levantamento inédito do Sebrae mostra que a maioria dos produtores brasileiros de café (54%) é formada por pequenos negócios. O estudo, realizado com base na Pesquisa Nacional de Segmentação dos Produtores de Café, aponta que esses produtores se concentram em propriedades com menos de 20 hectares. Produtores de médio porte são 38% do total e 8% são de grande porte.

O perfil do produtor à frente de pequenos negócios, segundo a pesquisa, tem média de idade de 49 anos e 21 anos de experiência na área. Minas Gerais e São Paulo têm predominância de médios produtores, enquanto estados fora do Sudeste concentram maior número de pequenos produtores, com destaque para Rondônia, onde 87% dos produtores são pequenos negócios, Acre (83%) e Goiás + DF (76%).

A pesquisa entrevistou 1.102 produtores em 14 estados. Mais da metade dos entrevistados tem até o ensino médio completo, pelo menos.

“A escolaridade dos produtores varia consideravelmente entre os estados. Em Minas Gerais, Paraíba, Goiás, Distrito Federal e São Paulo, temos uma maior concentração de pessoas com ensino superior completo e pós-graduação”, aponta a analista de Competitividade do Sebrae, Carmen Sousa.

Escolaridade dos produtores de café

Goiás + Distrito Federal: ensino superior: 47%; pós-graduação: 29%

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Paraíba: ensino superior: 53%; pós-graduação: 11%.

São Paulo: ensino superior: 40%; pós-graduação: 11%

Minas Gerais: ensino superior: 45%; pós-graduação: 8%

Os homens são maioria no setor, com 79% de participação, frente a 21% de produtoras de café. A Geração X (41 a 56 anos) é maioria, com 41%; seguido dos boomers (mais de 57 anos), com 29%; e millenials (25 a 40 anos), com 27%. Apenas 3% são da Geração Z, de 18 a 24 anos.

Cafés especiais e certificação

A pesquisa indica que 61% dos entrevistados informaram produzir café especial. Esse resultado se conecta ao fato de que 27% dos produtores já possuem certificações socioambientais e 29% pretendem obter algum tipo de certificação, evidenciando uma crescente valorização de atributos ligados à qualidade e à sustentabilidade.

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Outro importante diferencial de qualidade são as indicações geográficas (IGs): o Brasil conta atualmente com 23 IGs de cafés, todas com apoio do Sebrae.

Nesse contexto, destacam-se a adesão dos produtores de São Paulo, que correspondem a 44% dos produtores entrevistados, seguidos por Minas Gerais, com 35%.

“O apoio à gestão para a conquista desses reconhecimentos de qualidade e para a adoção de práticas sustentáveis é fundamental para o fortalecimento do setor e dos empreendedores”, aponta Carmen Sousa. 

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