Business
Cotações do milho: safrinha e custos logísticos definirão preços, aponta relatório

O mercado do milho na Bolsa de Chicago durante a semana foi de pressão, com vislumbres de recuperação em alguns momentos, mas, de forma geral, seguiu defensivo diante da oferta e do avanço da safra dos Estados Unidos.
Já no Brasil, as atenções ficaram voltadas ao clima da safrinha. Estiagem no Centro-Oeste e risco de geadas no Sul mantiveram o mercado sensível, especialmente porque perdas produtivas podem mexer com a disponibilidade regional e com os preços físicos.
De acordo com a plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, o milho spot em Chicago encerrou a semana com alta de 1,93% no período. No Brasil, o contrato da B3 com mesma referência seguiu na mesma direção, fechando a R$ 67,20 por saca (0,60%) na semana.
E agora, o que esperar?
O boletim Grainsights aponta quatro principais pontos de atenção para o mercado do milho na semana que se inicia:
- Milho safrinha: a atenção deve permanecer nas projeções climáticas para o milho safrinha. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal para o Centro-Oeste, o que deve fazer com que os estoques de água no solo se reduzam em junho em estados como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. “O mercado estará extremamente atento a essas condições. Qualquer resultado negativo deve ter impacto imediato nas cotações”, diz o documento.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
- Início da semana: com o mercado volátil devido ao clima e sem a referência de Chicago nesta segunda-feira (25) por conta do feriado estadunidense (Memorial Day – Dia da Memória), a agilidade na tomada de decisões será importante para o produtor. Sem a principal bolsa global operando, o mercado interno tende a trabalhar com menor liquidez e maior sensibilidade ao câmbio, prêmios e movimentações regionais, podendo gerar oscilações pontuais nas indicações de compra.
- Custos logísticos: seguem no radar do milho, altamente sensível ao transporte rodoviário e ao preço dos combustíveis. O destaque da semana é o Boletim Focus divulgado nesta segunda, que elevou a projeção de inflação para 2026 de 4,92% para 5,04%, somando várias semanas de altas consecutivas. “Com combustíveis pressionando os custos ao longo da cadeia, o mercado pode apresentar oportunidades pontuais tanto para venda do milho disponível quanto para travas futuras, exigindo atenção do produtor aos movimentos de preços e frete”, destaca o Grainsights.
- Macroeconomia e oportunidades: a macroeconomia brasileira inicia a semana sob o impacto de novas revisões do Boletim Focus. No câmbio, o dólar comercial fechou a sexta-feira em alta, a R$ 5,03, devido a tensões externas e à redução do fluxo de capital estrangeiro no país, muito significativo nas últimas semanas. Diante de margens de lucro mais apertadas pela volatilidade de custos, o produtor precisa agir estrategicamente para proteger sua rentabilidade. É fundamental estar atento às oscilações do mercado e, principalmente, aos seus custos de produção”, finaliza o relatório.
O post Cotações do milho: safrinha e custos logísticos definirão preços, aponta relatório apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Plantio do trigo alcança 87% da área prevista no Rio Grande do Sul

A semeadura do trigo no Rio Grande do Sul atingiu 87% da área prevista para a safra 2026, ante 83% na semana passada, informou a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater) nesta quinta-feira (9). Segundo a entidade, o avanço do plantio no período foi restrito pela umidade do solo. Nas áreas de maior altitude, os trabalhos devem seguir até o fim de julho.
A Emater projeta área de 814.220 hectares com trigo no Estado em 2026. A produtividade média estimada é de 2.701 quilos por hectare.
De acordo com a entidade, as lavouras já implantadas apresentam estabelecimento e estandes adequados, com desenvolvimento compatível com a época de cultivo. No momento, predominam os estádios de desenvolvimento vegetativo inicial e perfilhamento. Nas áreas semeadas mais cedo, já começou o alongamento do colmo.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
As temperaturas baixas e as geadas de fraca intensidade favoreceram o perfilhamento, sem danos expressivos às plantações. Por outro lado, a nebulosidade e a baixa disponibilidade de radiação solar limitaram temporariamente o crescimento vegetativo.
Em regiões com maior volume de chuva, houve encharcamento, perdas localizadas de solo e necessidade de replantio em áreas com drenagem deficiente. O excesso de umidade também prejudicou o andamento da semeadura e restringiu operações de manejo, como a aplicação de herbicidas e de fertilizantes nitrogenados em cobertura.
Segundo a Emater, a umidade do dossel elevou o potencial de incidência de doenças foliares, o que levou ao aumento do monitoramento fitossanitário nas lavouras.
No mercado, o valor médio da saca de 60 quilos de trigo no Estado recuou 0,11% na semana, de R$ 69,67 para R$ 69,59.
Com 87% da área prevista já semeada, a safra de trigo no Rio Grande do Sul avança sob influência das condições de umidade, com lavouras em desenvolvimento inicial e continuidade do plantio nas áreas de maior altitude até o fim de julho.
Fonte: Estadão Conteúdo
O post Plantio do trigo alcança 87% da área prevista no Rio Grande do Sul apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Comissão da CNA debate safra, crédito e cortes no PAP 2026/2027

A Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, nesta quinta-feira (9), em Brasília, uma reunião para discutir temas centrais do setor. Entre os assuntos estiveram as perspectivas para a safra e o mercado de grãos, o cenário de crédito e os recursos do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027.
O encontro marcou a primeira reunião com o novo presidente da comissão, Endrigo Dalcin, e com a nova assessora técnica, Jerusa Rech. O diretor técnico da comissão, Bruno Lucchi, também participou. Segundo Dalcin, a proposta é ampliar o alcance dos debates da comissão, que representa diversas culturas, e atuar em conjunto com os estados.
A primeira pauta foi a apresentação do consultor da Agroconsult, André Pessoa, sobre as perspectivas para a safra e o mercado de grãos. Na exposição, ele detalhou estimativas de produtividade, o quadro de oferta e demanda e o ritmo dos insumos agropecuários.
Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural
Na avaliação do consultor, o setor enfrenta um ambiente de margens reduzidas, custos elevados e dificuldade de acesso ao crédito. Segundo Pessoa, esse quadro tende a se manter nos próximos anos, principalmente com a permanência dos juros em patamares elevados. Ele afirmou que o cenário não se caracteriza como uma crise aguda, mas como uma crise crônica iniciada em 2023, agravada ao longo do período e com perspectiva de continuidade até 2027 e 2028.
Na sequência, o assessor técnico da CNA, Guilherme Rios, apresentou um panorama do PAP 2026/2027. Ele destacou a nota técnica da entidade com análise das medidas anunciadas e chamou atenção para a redução de recursos em programas considerados prioritários. De acordo com a apresentação, o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) teve cortes entre 24% e 32%, enquanto o Proirriga registrou redução de 39% em relação ao ciclo anterior.
Rios também informou que o volume de recursos equalizados para a safra 2026/2027 será de R$ 141 bilhões, número 10% inferior ao da safra passada. Entre os pontos de preocupação apresentados pela CNA estão a gestão de riscos e o seguro rural, com recursos ainda contingenciados.
A reunião da comissão concentrou as discussões sobre o quadro financeiro e operacional das cadeias de cereais, fibras e oleaginosas, em um contexto de custos elevados, restrição de crédito e redução de recursos em linhas do PAP 2026/2027.
Fonte: cnabrasil.org.br
O post Comissão da CNA debate safra, crédito e cortes no PAP 2026/2027 apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Obrigatoriedade de CNPJ rural é adiada para 2027; entenda o que muda para o produtor

A obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para produtores rurais pessoas físicas foi adiada para janeiro de 2027. A mudança amplia o prazo de adaptação ao novo sistema cadastral, que será utilizado para a emissão de documentos fiscais e para a implementação da reforma tributária, sem alterar a natureza jurídica do produtor.
Em entrevista ao Mercado & Cia, a especialista em tributação do agronegócio Viviane Morales explicou que a principal mudança será apenas cadastral. Segundo ela, o produtor continuará sendo pessoa física, mas deixará de utilizar o CPF como identificação da atividade rural, passando a operar com um CNPJ vinculado à sua inscrição estadual.
“Não é para mudar nada na rotina do produtor. O que muda é o cadastro. Antes ele utilizava o CPF em conjunto com a inscrição estadual de produtor rural. Agora, necessariamente, utilizará um CNPJ e a inscrição estadual”, afirmou.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Segundo a especialista, a exigência está diretamente ligada à reforma tributária, que prevê uma plataforma única para todos os contribuintes do país.
“Todos os contribuintes precisarão estar dentro da mesma plataforma para que os novos tributos possam ser operacionalizados. Por isso, os produtores rurais também precisarão ter um CNPJ”, explicou.
Medida valerá para todos os produtores
De acordo com Viviane Morales, a obrigatoriedade alcançará todos os produtores rurais pessoas físicas do país, independentemente do porte da propriedade.
Ela afirma que circulam informações de que pequenos produtores poderiam ser dispensados da exigência, mas ressalta que esse entendimento não tem respaldo nas orientações da Receita Federal.
“Até o momento, a Receita tem sinalizado que a medida será aplicada a todos os produtores do Brasil.”
Principal impacto será burocrático
Na avaliação da especialista, o maior desafio estará na abertura do novo cadastro. Por isso, ela recomenda que os produtores contem com orientação técnica para evitar erros que possam comprometer o histórico cadastral da atividade rural.
“O produtor precisa tomar cuidado para não cancelar sua inscrição estadual e abrir uma nova. O correto é fazer a abertura do CNPJ mantendo todo o histórico cadastral já existente”, alertou.
Segundo ela, essa preocupação é especialmente importante porque bancos e instituições financeiras costumam exigir o histórico da atividade na análise de crédito. A perda desse registro pode dificultar futuras operações financeiras.
Viviane acredita que a prorrogação do prazo, inicialmente previsto para julho deste ano, foi justamente uma forma de permitir maior preparação dos produtores e simplificar a implantação do novo sistema.
CNPJ não transforma produtor em empresa
A especialista também fez questão de esclarecer uma das principais dúvidas sobre a mudança: a inscrição no CNPJ não transforma automaticamente o produtor rural em pessoa jurídica.
“O CNPJ será apenas um cadastro nacional que dará mais transparência à atividade rural. O produtor continuará sendo pessoa física”, destacou.
Segundo ela, a nova identificação permitirá separar de forma mais clara a atividade rural das finanças pessoais, reunindo em um único cadastro todas as receitas e despesas relacionadas à produção.
Além disso, o novo modelo tende a facilitar o relacionamento com fornecedores, clientes e instituições financeiras, já que torna mais transparente a identificação da atividade econômica exercida pelo produtor.
Orientação é preservar o histórico da atividade
Como a obrigatoriedade só entrará em vigor em janeiro de 2027, a recomendação é que os produtores aproveitem o prazo adicional para se preparar e buscar orientação especializada antes de realizar o cadastro.
Viviane reforça que a abertura do CNPJ deve preservar toda a trajetória da atividade rural, incluindo alterações cadastrais já realizadas, como mudanças em áreas arrendadas, evitando a necessidade de encerrar inscrições anteriores.
“Não é para ser um problema. É possível fazer essa abertura de forma tranquila e sem mudar praticamente nada na vida do produtor rural”, concluiu.
O post Obrigatoriedade de CNPJ rural é adiada para 2027; entenda o que muda para o produtor apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade12 horas agoMP de dívida rural foca em perdas climáticas, diz Durigan – MAIS SOJA
Agro Mato Grosso18 horas agoSetor produtivo leva ao Vice-presidente da República proposta de medida para o crédito rural
Sustentabilidade17 horas agoLavouras de milho mantém bom potencial produtivo em Mato Grosso do Sul; colheita da segunda safra alcança 2,8% da área – MAIS SOJA
Sustentabilidade18 horas agoPróxima safra exige mais gestão de riscos diante de crédito caro e clima extremo – MAIS SOJA
Agro Mato Grosso18 horas agoUPL nomeia Déborah Cavalcante como gerente de comunicação
Sustentabilidade15 horas agoMuito além dos números: o crescimento dos biofertilizantes revela uma nova fase da agricultura brasileira – MAIS SOJA
Agro Mato Grosso18 horas agoColheita do algodão começa em MT com alta produtividade
Business12 horas agoPlantio do trigo alcança 87% da área prevista no Rio Grande do Sul
















