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Pesquisas de opinião e o esquenta da Intel/Atlas

Para que servem as pesquisas de opinião? Elas servem para coletar percepções, preferências e avaliações de um público específico, transformando opiniões em dados. Nesse sentido, elas são fundamentais para minimizar riscos e orientar tomadas de decisão, seja para governos criarem políticas públicas, empresas entenderem consumidores, candidatos avaliarem intenções de voto e eleitores avaliarem possíveis candidatos.
Para garantir que sejam confiáveis, essas pesquisasdevem utilizar metodologias estatísticas rigorosas com base em amostras representativas da população e ter um instrumento de coleta e entrevistadores que zelem pelo rigor e descartem vieses que possam comprometer os dados coletados.
O entrevistador pode ter um excelente instrumento de coleta de dados, mas pode comprometê-lo, adotando comportamentos ou expressões que induzam o entrevistado. Uma entrevista é uma interação social. Portanto, está sujeita aos vários vieses caraterísticos das interações.
A última pesquisa Atlas/Intel apresenta um questionário em que somente após perguntar em quem o eleitor votaria, ela aborda questões referentes ao envolvimento de um dos candidatos (no caso Flávio Bolsonaro) com o escândalo envolvendo o banco Master. Até aqui não existe nenhum problema, conforme apuramos em (Polêmicas da Pesquisa Intel/Atlas).
Ocorre que no relatório da pesquisa, a Intel/Atlas aponta que utilizam algumas perguntas previamente para “esquentar” o entrevistado. Quais perguntas? Foram trêsquestões.
1. Você aprova ou desaprova o desempenho dos seguintes líderes? Com possíveis respostas (presidente Lula/ governador do seu Estado/ prefeito da sua cidade). 2. Como você avalia o desempenho dos seguintes líderes?Possíveis respostas (presidente Lula/ governador do seu Estado/ prefeito da sua cidade). 3. Se as eleições presidenciais fossem acontecer neste próximo domingo e se os candidatos fossem os mesmos de 2022, inclusive Lula e Bolsonaro, em quem você votaria? Lula e Bolsonaro estão entre as possíveis respostas.
O partido liberal reclamou que as questões induzem o eleitor favoravelmente ao candidato Lula. O Intel/Atlas nega que isso aconteça. É uma questão a ser investigada. A questão número 3, Aborda Lula e um dos Bolsonaros, mas o candidato bolsonarista é outro, o que pode induzir o eleitor. E temos a avaliação do candidato Lula duas vezes. Precisamos saber se essa dupla referência influencia o eleitor. Ou seja, se existe uma indução, conforme acusa o partido liberal.
Esquentar o entrevistado tem o objetivo de criar empatia, aliviar a ansiedade e estabelecer uma narrativa acolhedora antes de abordá-lo com as perguntas mais complexas ou pessoais. A ideia é evitar ir direto ao ponto, questões controversas. Antes de perguntar em quem o entrevistado vai votar, talvez pudesse falar de eleições, dadificuldade de fazer escolha, sem necessariamente falar dos candidatos em si.
As pesquisas eleitorais constituem uma informação que o eleitor toma conhecimento pela televisão, What’sApp e nas suas interações sociais. Se tiverem viés comprometedores, elas enganam o entrevistado, o eleitor e podem comprometer um momento decisivo nas democracia que é o processo eleitoral. Espero que a Atlas/Intel responda a reclamação do partido liberal com dados e não apenas com uma negativa.
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Pedro Benedito Canaverde é graduado em filosofia e empreendedor
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Lula conquista virada e garante quarto mandato como presidente da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno e garantiu sua reeleição para um quarto mandato à frente da Presidência da República. O petista havia conquistado 45,16% dos votos válidos no primeiro turno contra 47,03% de Flavio. No segundo turno o petista ampliou seu desempenho para 51,75%, superando o adversário na disputa pelo Palácio do Planalto.
Com a vitória, Lula tomará posse em 1º de janeiro de 2027 para iniciar seu quarto mandato como presidente do Brasil. Caso conclua o novo período, em dezembro de 2030, terá acumulado 16 anos no comando do Executivo federal, um feito inédito na história política brasileira.
Nem tudo são flores…
Nem tudo são flores. Apesar da vitória nas urnas, Lula encontrará um cenário econômico e político desafiador. O Brasil enfrenta pressões fiscais, dificuldades para equilibrar as contas públicas e preocupações com a trajetória da dívida. Parte desses problemas poderá se intensificar já em 2027, exigindo medidas que poderão enfrentar resistência tanto no Congresso quanto na sociedade.
Além das dificuldades econômicas, o presidente precisará negociar com um Legislativo de perfil mais conservador, o que poderá dificultar a aprovação de projetos prioritários e ampliar os embates entre os Poderes.
Oposição ganhou força
Se a eleição presidencial terminou com vitória do Partido dos Trabalhadores, o cenário no Legislativo foi diferente. Partidos de direita e centro-direita conquistaram espaço expressivo na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, ampliando a força de grupos políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O PL e outras legendas de oposição terão papel importante nas discussões sobre orçamento, reformas econômicas, fiscalização do governo e indicações para cargos estratégicos, especialmente no Senado, responsável por analisar indicações presidenciais ao Supremo Tribunal Federal.
Dessa forma, Lula iniciará seu quarto mandato diante de um desafio que poderá marcar sua trajetória: governar um país politicamente dividido, com uma oposição fortalecida nas urnas e margem limitada para implementar sua agenda sem negociações com adversários.
Nota de edição: mantive os percentuais como X porque não consegui confirmar os números oficiais do primeiro e do segundo turnos. Também recomendo conferir a composição final das bancadas antes de afirmar que a oposição possui maioria absoluta nas duas Casas.
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Em Mato Grosso, Flávio Bolsonaro vence Lula com 66,06% dos votos

Candidato do PL conquistou mais de 1,3 milhão de votos no estado e abriu vantagem superior a 650 mil votos sobre o petista
Apesar da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa nacional, o cenário em Mato Grosso foi bastante diferente. Flávio Bolsonaro (PL) venceu o presidente com 66,06% dos votos válidos, contra 33,94% do petista, conforme dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Flávio recebeu 1.350.912 votos no estado, enquanto Lula conquistou 694.067. A diferença entre os dois candidatos chegou a 656.845 votos, consolidando uma vantagem de 32,12 pontos percentuais para o representante do PL.
O resultado reforça uma tendência observada nas últimas eleições presidenciais em Mato Grosso: a preferência de parcela majoritária do eleitorado por candidatos identificados com a direita e a resistência às propostas políticas associadas ao Partido dos Trabalhadores.
Essa tendência também foi observada em 2022, quando Jair Bolsonaro venceu Lula no estado. Quatro anos depois, a vantagem expressiva de Flávio Bolsonaro indica a continuidade desse alinhamento político, mesmo diante da vitória petista no cenário nacional.
Embora o resultado não permita afirmar que todos os eleitores rejeitam individualmente as políticas de esquerda, a votação demonstra que o campo conservador continua encontrando forte apoio em Mato Grosso, especialmente nas disputas pelo comando do Palácio do Planalto.
Os números correspondem à atualização das 20h23 deste domingo (25), quando 99,99% das seções eleitorais de Mato Grosso já haviam sido totalizadas.
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Veja como fica Cuiabá após decisão de Zanin que ampliou o horário de votação

Ministro determinou a ampliação do horário de votação em todo o país; em Cuiabá, algumas seções já haviam encerrado as atividades
A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ampliar o horário de votação neste domingo (25), após problemas no transporte público da Bahia, também gerou dúvidas em Cuiabá. Com a determinação, o encerramento da votação passou para as 18h no horário de Mato Grosso, equivalente às 19h de Brasília.
Entretanto, algumas seções eleitorais da capital mato-grossense já haviam encerrado suas atividades antes da decisão. Ao O LIVRE, o mesário Murilo Macedo confirmou que a seção em que trabalhou concluiu a votação dentro do horário inicialmente previsto e, por isso, não foi afetada pela mudança.
O mesário também lamentou as divergências envolvendo o processo eleitoral. Segundo ele, a sucessão de decisões e controvérsias pode contribuir para o descrédito do processo democrático, independentemente do resultado das urnas.
A medida foi adotada para garantir o direito ao voto de eleitores prejudicados por dificuldades de transporte na Bahia. No entanto, ainda há dúvidas sobre a aplicação da determinação nas seções que já haviam encerrado suas atividades antes da ampliação do horário.
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