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25 de maio de 2026

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Pesquisas de opinião e o esquenta da Intel/Atlas

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Para que servem as pesquisas de opinião? Elas servem para coletar percepções, preferências e avaliações de um público específico, transformando opiniões em dados. Nesse sentido, elas são fundamentais para minimizar riscos e orientar tomadas de decisão, seja para governos criarem políticas públicas, empresas entenderem consumidores, candidatos avaliarem intenções de voto e eleitores avaliarem possíveis candidatos.

Para garantir que sejam confiáveis, essas pesquisasdevem utilizar metodologias estatísticas rigorosas com base em amostras representativas da população e ter um instrumento de coleta e entrevistadores que zelem pelo rigor e descartem vieses que possam comprometer os dados coletados.

O entrevistador pode ter um excelente instrumento de coleta de dados, mas pode comprometê-lo, adotando comportamentos ou expressões que induzam o entrevistado. Uma entrevista é uma interação social. Portanto, está sujeita aos vários vieses caraterísticos das interações.

A última pesquisa Atlas/Intel apresenta um questionário em que somente após perguntar em quem o eleitor votaria, ela aborda questões referentes ao envolvimento de um dos candidatos (no caso Flávio Bolsonaro) com o escândalo envolvendo o banco Master. Até aqui não existe nenhum problema, conforme apuramos em (Polêmicas da Pesquisa Intel/Atlas).

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Ocorre que no relatório da pesquisa, a Intel/Atlas aponta que utilizam algumas perguntas previamente para “esquentar” o entrevistado. Quais perguntas? Foram trêsquestões.

1. Você aprova ou desaprova o desempenho dos seguintes líderes? Com possíveis respostas (presidente Lula/ governador do seu Estado/ prefeito da sua cidade). 2. Como você avalia o desempenho dos seguintes líderes?Possíveis respostas (presidente Lula/ governador do seu Estado/ prefeito da sua cidade). 3. Se as eleições presidenciais fossem acontecer neste próximo domingo e se os candidatos fossem os mesmos de 2022, inclusive Lula e Bolsonaro, em quem você votaria? Lula e Bolsonaro estão entre as possíveis respostas.

O partido liberal reclamou que as questões induzem o eleitor favoravelmente ao candidato Lula. O Intel/Atlas nega que isso aconteça. É uma questão a ser investigada. A questão número 3, Aborda Lula e um dos Bolsonaros, mas o candidato bolsonarista é outro, o que pode induzir o eleitor. E temos a avaliação do candidato Lula duas vezes. Precisamos saber se essa dupla referência influencia o eleitor. Ou seja, se existe uma indução, conforme acusa o partido liberal.

Esquentar o entrevistado tem o objetivo de criar empatia, aliviar a ansiedade e estabelecer uma narrativa acolhedora antes de abordá-lo com as perguntas mais complexas ou pessoais. A ideia é evitar ir direto ao ponto, questões controversas. Antes de perguntar em quem o entrevistado vai votar, talvez pudesse falar de eleições, dadificuldade de fazer escolha, sem necessariamente falar dos candidatos em si.

As pesquisas eleitorais constituem uma informação que o eleitor toma conhecimento pela televisão, What’sApp e nas suas interações sociais. Se tiverem viés comprometedores, elas enganam o entrevistado, o eleitor e podem comprometer um momento decisivo nas democracia que é o processo eleitoral. Espero que a Atlas/Intel responda a reclamação do partido liberal com dados e não apenas com uma negativa.

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Pedro Benedito Canaverde é graduado em filosofia e empreendedor

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Frente fria avança no Brasil, enquanto calor domina o Matopiba; veja como fica o tempo no início de junho

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Freepik

A previsão do tempo para esta semana indica continuidade do tempo seco nas lavouras de soja do Matopiba. Não há expectativa de chuvas volumosas, mantendo o cenário de preocupação para produtores diante da persistência do clima quente e seco.

Por outro lado, a frente fria mantém a umidade sobre estados como São Paulo e Paraná, contribuindo para preservar a boa condição de umidade do solo.

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Com a aproximação do mês de junho, haverá uma mudança no padrão climático sobre o Brasil Central. A tendência é de enfraquecimento da massa de ar seco, permitindo o avanço de chuvas mais expressivas sobre importantes regiões produtoras de milho segunda safra.

Entre os dias 2 e 6 de junho, os volumes previstos variam entre 30 mm e 50 mm, atingindo principalmente o sul de Goiás, Triângulo Mineiro, sul de Mato Grosso e centro-sul do Pará. As precipitações devem ajudar a aliviar o estresse causado pelo tempo seco em muitas lavouras.

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Agro Mato Grosso

Milho deixa de ser complemento de renda e se torna potência econômica em MT

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Neste Dia Nacional do Milho, a Aprosoja MT destaca como o grão virou protagonista em Sorriso

O milho, uma das principais culturas do agronegócio brasileiro, tem papel fundamental na economia de Mato Grosso e no abastecimento de diferentes cadeias produtivas do país. Mas nem sempre foi assim. A cultura do milho teve início no estado para complementar a renda dos produtores rurais e, com o passar do tempo, deixou de ser conhecida como “safrinha”, consolidando-se como segunda safra. Neste Dia Nacional do Milho, celebrado em 24 de maio, produtores rurais e representantes do setor destacam a relevância do grão, os desafios enfrentados no campo e a força do município de Sorriso, reconhecido como o maior produtor de milho do Brasil.

Sorriso, a 400 km de Cuiabá, passou de 1,1 milhão de toneladas, na safra 2009/10, para 3,8 milhões, na safra 2024/25, triplicando a produção do grão em apenas 15 anos, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, destacou que os produtores rurais começaram a cultivar milho como complemento de renda, para baratear o custo da soja, e também pelos resíduos de palhada utilizados na cobertura e preservação do solo.

“Antigamente, era comum soja de 130 dias e, com o uso da tecnologia, o ciclo encurtou, começou a sobrar mais tempo de chuva no estado. Então, na região da BR-163, começou-se a plantar milho como uma fonte extra, para consumo da propriedade, principalmente para adicionar palha e melhorar a qualidade do solo. Esse movimento começou a ser cada vez mais intenso, a ponto de que hoje a gente planta variedades, muitas vezes, de 90 dias de ciclo e produz o milho em uma safra cheia. Então, teve uma intensificação da tecnologia, onde o consumo interno dentro do estado, principalmente através da ração animal e das usinas de etanol, tornou-se mais viável e realmente uma fonte importante para o produtor mato-grossense”, explicou.

Essa história de produção mostra o quanto os produtores rurais da região persistiram e confiaram no mercado, aumentando a área de produção de 200 mil hectares, em 2008, para 440 mil hectares, em 2024. Bier conta que o Dia Nacional do Milho destaca o espaço que o grão alcançou ao longo dos anos, principalmente em momentos de crise, ajudando o produtor a fechar as contas no fim do mês. Além disso, ele também avaliou que o mercado do milho está em expansão devido ao crescimento dos setores de biocombustível e biomassa.

“O mercado de biocombustíveis hoje é uma realidade, não é uma promessa, e a gente vê ele em franca expansão. Hoje, temos muitas usinas de etanol de milho a serem construídas e consolidadas dentro do estado, mas os números já impressionam. Atualmente, 13,9 milhões de toneladas de milho são destinadas para a produção de etanol, o que gera 5,6 bilhões de litros de combustível. Para se ter uma ideia, só em imposto são R$ 833,6 milhões de ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços]. Além do etanol de milho, a gente tem outros produtos: por ano, 2,2 bilhões de litros de biodiesel são produzidos dentro do estado, além de 2,7 milhões de toneladas de DDG [Dried Distillers Grains]”, afirmou.

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Os valores da produção do município são tão expressivos que representam 6,9% de toda a produção das 142 cidades de Mato Grosso. Sorriso colheu, na safra 2024/25, mais de 3,8 milhões de toneladas de milho, enquanto o estado, no total, produziu 55,4 milhões de toneladas do grão, segundo dados do Imea.

Para o delegado coordenador do núcleo de Sorriso, Rafael Krzyzanski, a força da produção do grão está diretamente ligada ao quanto os agricultores investiram nessa cultura. Krzyzanski afirma que o milho se tornou protagonista da economia local e está presente em diversos setores agropecuários. Rafael também comentou que, além da produção do grão, Sorriso ajuda a impulsionar a economia e é um motor na geração de empregos.

“Realmente, Sorriso tem hoje esse status de maior produtor de milho do país. Isso mostra também a dimensão do agronegócio brasileiro, porque Sorriso hoje é referência nacional em produtividade, tecnologia e manejo. Além disso, a gente sabe que Mato Grosso sozinho responde por cerca de 30% da produção nacional, e Sorriso está no centro dessa potência agrícola, dessa pujança toda. Isso significa, com certeza, mais arrecadação para o estado, mais geração de emprego, mais movimento em transportadoras, armazéns e comércio. Então, tem muito dinheiro circulando por conta disso”, destacou.

O sucesso de Sorriso está ligado ao protagonismo dos produtores rurais. Rafael destaca que o município é resultado da dedicação dos agricultores que persistiram e apostaram na região.

Assim como Rafael, a delegada do núcleo de Sorriso, Joana Triches, explicou como a cultura do milho exige dedicação dos produtores rurais e se tornou essencial para a economia do estado. Segundo ela, além da geração de renda, o milho também tem papel importante na criação de empregos e na sustentabilidade financeira das propriedades rurais.

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“Trabalhar com a cultura do milho aqui em Mato Grosso, especialmente na cidade de Sorriso, onde eu resido, é de grande responsabilidade e importância para o nosso estado, porque além de gerar renda, gera também emprego. É uma segunda cultura de bastante valia, que exige muita dedicação. Então, acaba sendo tão importante quanto a cultura da soja hoje no nosso estado, diante da representatividade que essa cultura tem”, destacou.

Joana também ressaltou que a evolução tecnológica transformou a produção do milho em Mato Grosso e fez com que a cultura deixasse de ocupar apenas pequenas áreas nas propriedades rurais. Atualmente, segundo ela, o milho já representa uma segunda safra consolidada no estado, exigindo planejamento, gestão e acompanhamento constante no campo.

“A produção do milho evoluiu bastante. Hoje, muita tecnologia é aplicada no campo, desde agricultura de precisão, mapeamentos e escolha de híbridos mais tecnológicos. Isso exige mais dos produtores, principalmente em planejamento e gestão. Mas é uma cultura que hoje ocupa praticamente 100% da área em muitas regiões e deixou de ser apenas uma pequena segunda safra”, afirmou.

Neste Dia Nacional do Milho, a data reforça a importância do grão para Mato Grosso, estado que lidera a produção nacional e transformou o milho em uma das principais forças do agronegócio. Entre tecnologia, geração de renda e crescimento econômico, a cultura segue impulsionando o desenvolvimento das propriedades rurais e dos municípios mato-grossenses.

Bruna Cardoso

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Agro Mato Grosso

Produção da pecuária de MT deve movimentar R$ 42,1 bi em 2026

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Atividade tende a ampliar participação no agronegócio estadual e responder por 20,2% do Valor Bruto da Produção (VBP)

A produção pecuária de Mato Grosso deve movimentar R$ 42,1 bilhões em 2026, crescimento de 6,8% em relação a 2025, segundo estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Com o avanço, a atividade tende a ampliar sua participação dentro do agronegócio estadual e responder por cerca de 20,2% do Valor Bruto da Produção (VBP).

No total, o VBP da agropecuária de Mato Grosso está projetado em R$ 208,3 bilhões neste ano, com a pecuária ganhando relevância em um cenário de menor desempenho da agricultura.

Parte desse movimento já é observada no campo.

No primeiro trimestre de 2026, o Estado registrou o abate de 1,8 milhão de cabeças de bovinos.

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É o maior volume já contabilizado para o período, com alta de 6,7% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

O resultado reforça a capacidade produtiva de Mato Grosso e consolida o Estado como um dos principais polos da pecuária brasileira.

A produção é voltada tanto ao abastecimento interno quanto ao mercado internacional.

“A pecuária mostra sua força ao crescer mesmo em um cenário de retração econômica. Isso acontece porque o setor está mais eficiente, mais tecnificado e conectado às demandas do mercado, seja ele interno ou externo”, avalia o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

O desempenho positivo da atividade é sustentado, principalmente, pela valorização da arroba do boi gordo e pela demanda firme por animais terminados, tanto no mercado doméstico quanto nas exportações.

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Ao mesmo tempo, o setor já apresenta sinais de mudança no ciclo produtivo.

A retenção de fêmeas no campo, estratégia adotada pelos produtores, indica uma possível redução gradual da oferta de animais ao longo do ano, o que tende a dar sustentação aos preços.

“A retenção de fêmeas e a valorização da arroba indicam um ambiente favorável para os próximos meses. O produtor que estiver alinhado com eficiência e qualidade tende a aproveitar melhor esse momento de mercado”, destaca o diretor de Projetos do Imac.

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Agro MT