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25 de maio de 2026

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Homem arromba bar, espanca esposa e morde rosto da vítima em Santa Carmem

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Suspeito de 33 anos foi preso pelo 3º Comando Regional; PM apreendeu espingarda usada em ameaças

Policiais militares do 3º Comando Regional prenderam, na noite deste domingo (24.5), um homem, de 33 anos, suspeito por violência doméstica, ameaça e porte ilegal de arma de fogo, no município de Santa Carmem (498 km de Cuiabá). As equipes apreenderam uma espingarda com 15 munições calibre .22. A vítima, de 47 anos, apresentava diversas lesões pelo corpo.

Conforme boletim de ocorrência, por volta das 23h30, os militares do 11º Batalhão foram acionados para se deslocaram até um bar, na Avenida do Comércio, pois havia uma mulher sendo espancada pelo marido. No local, a vítima relatou que ambos ingeriam bebidas alcóolicas durante uma confraternização em família.

Após um desentendimento com o marido, no final da tarde, ela saiu da casa para dormir no estabelecimento comercial, na qual é proprietária. O homem arrombou a porta, invadiu o local e passou agredí-la com socos e chutes. A mulher contou que foi mordida no rosto pelo denunciado.

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Testemunhas tentaram intervir às agressões, mas o suspeito fugiu do local. A vítima relatou que há 20 dias foi agredida e ameaça pelo marido, com uma arma de fogo. A arma, uma espingarda artesanal, foi apreendida na casa dos envolvidos, na região de chácaras Paraíso Verde.

Após a denúncia, os policiais militares reforçaram as ações patrulhamento tático, identificaram e localizaram o suspeito nas proximidades do bar da vítima, em uma motocicleta. O suspeito foi abordado e conduzido à delegacia.

Com Assessoria

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Dino impõe 10 dias para governos detalharem plano contra o colapso na Amazônia

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Despacho mira estados e gestão federal após Inpe alertar sobre seca severa impulsionada pelo El Niño

O ministro Flávio Dino, o Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 10 dias para que o governo federal e os estados da Amazônia Legal informarem à Corte como se planejam para combater uma provável alta nos incêndios florestais provocada pelo fenômeno climático El Niño. 

Dino tomou a medida após a confirmação de que o El Niño deverá provocar eventos climáticos extremos no Brasil. O fenômeno é provocado pelo aumento na temperatura das águas no Oceano Pacífico e tem ocorrência periódica, em geral com impactos relevantes sobre o clima em diversos países. 

Na decisão desta segunda, o ministro mencionou nota técnica conjunta publicada neste mês pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que confirma uma provável intensidade alta para o fenômeno já no segundo semestre de 2026.

“Aumento do risco de fogo: Uma estação seca mais prolongada, combinada com temperaturas acima da média e baixos níveis de umidade relativa do ar, favorece condições de maior vulnerabilidade dos biomas amazônicos à ocorrência e propagação de incêndios florestais”, diz o documento. 

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Os estudos mostram que em 2015, quando o El Niño também teve intensidade alta, a incidência de fogo na Amazônia Legal aumentou em cerca de 36% em relação à média dos 12 anos anteriores, por exemplo.

Dino também destacou que em reunião realizada em abril, a Procuradoria-Geral da República manifestou preocupação sobre a emissão de alertas relacionados ao fenômeno e com a insuficiência de capital humano, especialmente servidores e meteorologistas, no âmbito do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Na decisão, ele mandou que os executivos federal e estaduais “se manifestem sobre as providências de planejamento e preparação que vêm sendo adotadas para a eventualidade de as projeções se confirmarem e haver o incremento de incêndios florestais”.

O ministro é relator de uma ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) na qual o Supremo determinou que o governo tomasse providências para combater a alta expressiva nos incêndios florestais no Brasil, sobretudo durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Por esse motivo, Dino mantém a supervisão sobre o cumprimento das determinações impostas ao governo e se as providências tomadas são suficientes para combater o problema.

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Frente fria avança no Brasil, enquanto calor domina o Matopiba; veja como fica o tempo no início de junho

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Freepik

A previsão do tempo para esta semana indica continuidade do tempo seco nas lavouras de soja do Matopiba. Não há expectativa de chuvas volumosas, mantendo o cenário de preocupação para produtores diante da persistência do clima quente e seco.

Por outro lado, a frente fria mantém a umidade sobre estados como São Paulo e Paraná, contribuindo para preservar a boa condição de umidade do solo.

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Com a aproximação do mês de junho, haverá uma mudança no padrão climático sobre o Brasil Central. A tendência é de enfraquecimento da massa de ar seco, permitindo o avanço de chuvas mais expressivas sobre importantes regiões produtoras de milho segunda safra.

Entre os dias 2 e 6 de junho, os volumes previstos variam entre 30 mm e 50 mm, atingindo principalmente o sul de Goiás, Triângulo Mineiro, sul de Mato Grosso e centro-sul do Pará. As precipitações devem ajudar a aliviar o estresse causado pelo tempo seco em muitas lavouras.

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Pesquisas de opinião e o esquenta da Intel/Atlas

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Para que servem as pesquisas de opinião? Elas servem para coletar percepções, preferências e avaliações de um público específico, transformando opiniões em dados. Nesse sentido, elas são fundamentais para minimizar riscos e orientar tomadas de decisão, seja para governos criarem políticas públicas, empresas entenderem consumidores, candidatos avaliarem intenções de voto e eleitores avaliarem possíveis candidatos.

Para garantir que sejam confiáveis, essas pesquisasdevem utilizar metodologias estatísticas rigorosas com base em amostras representativas da população e ter um instrumento de coleta e entrevistadores que zelem pelo rigor e descartem vieses que possam comprometer os dados coletados.

O entrevistador pode ter um excelente instrumento de coleta de dados, mas pode comprometê-lo, adotando comportamentos ou expressões que induzam o entrevistado. Uma entrevista é uma interação social. Portanto, está sujeita aos vários vieses caraterísticos das interações.

A última pesquisa Atlas/Intel apresenta um questionário em que somente após perguntar em quem o eleitor votaria, ela aborda questões referentes ao envolvimento de um dos candidatos (no caso Flávio Bolsonaro) com o escândalo envolvendo o banco Master. Até aqui não existe nenhum problema, conforme apuramos em (Polêmicas da Pesquisa Intel/Atlas).

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Ocorre que no relatório da pesquisa, a Intel/Atlas aponta que utilizam algumas perguntas previamente para “esquentar” o entrevistado. Quais perguntas? Foram trêsquestões.

1. Você aprova ou desaprova o desempenho dos seguintes líderes? Com possíveis respostas (presidente Lula/ governador do seu Estado/ prefeito da sua cidade). 2. Como você avalia o desempenho dos seguintes líderes?Possíveis respostas (presidente Lula/ governador do seu Estado/ prefeito da sua cidade). 3. Se as eleições presidenciais fossem acontecer neste próximo domingo e se os candidatos fossem os mesmos de 2022, inclusive Lula e Bolsonaro, em quem você votaria? Lula e Bolsonaro estão entre as possíveis respostas.

O partido liberal reclamou que as questões induzem o eleitor favoravelmente ao candidato Lula. O Intel/Atlas nega que isso aconteça. É uma questão a ser investigada. A questão número 3, Aborda Lula e um dos Bolsonaros, mas o candidato bolsonarista é outro, o que pode induzir o eleitor. E temos a avaliação do candidato Lula duas vezes. Precisamos saber se essa dupla referência influencia o eleitor. Ou seja, se existe uma indução, conforme acusa o partido liberal.

Esquentar o entrevistado tem o objetivo de criar empatia, aliviar a ansiedade e estabelecer uma narrativa acolhedora antes de abordá-lo com as perguntas mais complexas ou pessoais. A ideia é evitar ir direto ao ponto, questões controversas. Antes de perguntar em quem o entrevistado vai votar, talvez pudesse falar de eleições, dadificuldade de fazer escolha, sem necessariamente falar dos candidatos em si.

As pesquisas eleitorais constituem uma informação que o eleitor toma conhecimento pela televisão, What’sApp e nas suas interações sociais. Se tiverem viés comprometedores, elas enganam o entrevistado, o eleitor e podem comprometer um momento decisivo nas democracia que é o processo eleitoral. Espero que a Atlas/Intel responda a reclamação do partido liberal com dados e não apenas com uma negativa.

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Pedro Benedito Canaverde é graduado em filosofia e empreendedor

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