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24 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Inicia período recomendado de plantio de trigo no RS – MAIS SOJA

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Com área ainda em definição, a semeadura do trigo iniciou de forma incipiente no Rio Grande do Sul, acompanhando a abertura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para os principais materiais utilizados no Estado. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (21/5), apesar do início do plantio, o cenário para a próxima safra segue marcado por elevada cautela dos produtores, como reflexo da combinação de custos de produção elevados, maior restrição ao crédito rural, limitações na cobertura securitária e perspectiva de maior risco climático em função da possível atuação de El Niño durante o inverno e a primavera.

Observa-se tendência de redução da área cultivada com trigo no RS, associada tanto à menor expectativa de rentabilidade quanto à substituição do trigo por outras alternativas de inverno, como canola, plantas de cobertura e sistemas com milho do cedo, seguido de soja safrinha. Também há indicativos de redução no nível tecnológico empregado, como aumento do uso de sementes próprias e menor demanda por sementes fiscalizadas.

A estimativa de área a ser cultivada na Safra 2026 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Na Safra 2025, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 kg/ha e produção de 3.458.083 toneladas, conforme o IBGE.

Aveia branca – A semeadura de aveia-branca avançou conforme a liberação das áreas anteriormente ocupadas por culturas de verão. Em algumas regiões, houve antecipação da semeadura em relação ao período preferencial indicado pelo Zarc, buscando adequar o calendário produtivo para possibilitar implantação mais precoce de soja nessas áreas, na próxima safra. A tendência é de manutenção da área cultivada em relação à safra passada, quando o Estado cultivou 393.135 hectares, com produtividade média de 2.394 kg/ha e produção total de 935.664 toneladas, conforme dados do IBGE. As lavouras já emergidas apresentam bom estabelecimento inicial, população uniforme e satisfatório desenvolvimento vegetativo.

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Canola – A implantação de canola avança dentro da janela preferencial de semeadura. As lavouras implantadas estão em germinação, emergência e desenvolvimento vegetativo inicial. As áreas mais precoces ingressam no estágio de roseta, e é realizada a adubação nitrogenada em cobertura e o manejo de plantas daninhas. Observa-se tendência de expansão da área cultivada no Estado, impulsionada pela busca de alternativas economicamente mais atrativas em relação aos cereais de inverno tradicionais. A área cultivada no Estado segue em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Em 2025, foram cultivados 174.394 hectares, com produtividade média de 1.653 kg/ha e produção total de 285.481 toneladas, conforme o IBGE.

Cevada – A cultura de cevada apresenta perspectiva de redução de área para a próxima safra, mesmo com a manutenção de oferta de contratos vinculados à indústria cervejeira. A cautela dos produtores está associada à possibilidade de atuação de El Niño durante o inverno e a primavera. A maior frequência de precipitações nesse período eleva o potencial de perdas qualitativas, em especial nas fases de enchimento de grãos, maturação e pré-colheita, comprometendo parâmetros exigidos para malteação, como calibre, sanidade e qualidade industrial do grão. Nas áreas previstas para cultivo, predominam operações de preparo do solo e manejo antecedendo a semeadura. A área cultivada em 2026 está em levantamento. Em 2025, a área plantada foi de 32.010 hectares, com produtividade média de 3.622 kg/ha.

Culturas de verão

Soja – A colheita está em finalização, alcançando 98% da área cultivada. A predominância de tempo seco e a redução da umidade dos grãos favoreceram o avanço das operações, proporcionando maior fluidez e reduzindo a incidência de descontos por umidade nas unidades de recebimento e beneficiamento. De forma geral, a safra apresentou elevada variabilidade de rendimento entre regiões e, até mesmo, dentro de um mesmo município, refletindo a influência da distribuição irregular das chuvas, das características edáficas, do posicionamento de cultivares e do nível tecnológico empregado. Em áreas submetidas a déficit hídrico mais intenso entre janeiro e fevereiro, especialmente em solos rasos ou arenosos, ocorreram perdas significativas e formação irregular de plantas.

As produtividades da soja variam de forma ampla no Estado, desde áreas abaixo de 1.000 kg/ha a lavouras superiores a 4.000 kg/ha, em especial nas cultivadas com variedades de ciclo intermediário e nas áreas irrigadas. Contudo, foram observadas diferenças expressivas de desempenho entre materiais genéticos submetidos ao mesmo manejo, evidenciando a importância da adaptação das cultivares aos ambientes de produção. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha, e a área cultivada em 6.624.988 hectares.

Milho – A colheita do milho foi favorecida pela predominância de tempo seco e alcançou 96% da área cultivada. Restam lavouras tardias em maturação fisiológica (3%) e algumas em enchimento de grãos (1%), correspondente a semeaduras realizadas no período final do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Há desaceleração do desenvolvimento fisiológico das lavouras remanescentes em razão da redução das temperaturas e da menor disponibilidade de radiação solar nesta época do ano, o que prolonga o período de enchimento de grãos. A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares, e produtividade média estadual em 7.424 kg/ha.

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Milho silagem – A colheita do milho destinado à silagem está em fase final, alcançando 97% da área cultivada. Restam áreas de segunda safra em maturação. O material obtido apresenta, em alguns casos, menor qualidade bromatológica devido à perda de área foliar e à dessecação precoce das plantas. Em áreas de cultivo tardio, o frio também acelerou o encerramento do ciclo, levando produtores a anteciparem a colheita para preservar o valor nutricional da forragem. A estimativa da Emater/RS-Ascar indica área de 345.299 hectares, e produtividade média de 37.840 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, a colheita atinge 97% da área cultivada, com produtividade média de 44.100 kg/ha de massa verde.

Feijão 2ª safra – A cultura de segunda safra apresentou avanço da colheita, favorecida pelas condições de tempo seco, predominantes no período. As lavouras remanescentes se encontram em maturação e enchimento de grãos, mantendo, de modo geral, bom estado fitossanitário e produtividade dentro das estimativas iniciais. A qualidade dos grãos colhidos está satisfatória. A Emater/RS-Ascar projeta área de 11.690 hectares, e produtividade média de 1.401 kg/ha.

Arroz – A colheita do arroz se encontra tecnicamente concluída no Rio Grande do Sul, favorecida pela sequência de dias secos e pela boa condição de trafegabilidade nas áreas produtoras. Restam apenas áreas pontuais de lavouras tardias em fase final de colheita. De maneira geral, a safra confirmou elevados níveis de produtividade, apesar da redução de rendimento em algumas áreas implantadas fora da janela preferencial, ou impactadas por eventos climáticos ao longo do ciclo. Segundo o Instituto Riograndense do Arroz (Irga), a área cultivada é de 891.908 hectares. A produtividade está projetada em 8.744 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.

Fonte: Seapi/RS



 

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Sustentabilidade

Soja: preços sobem no Brasil, mas portos saturados limitam comercialização

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O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com valorização dos preços, mas poucos negócios registrados nesta sexta-feira (23). De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, apesar das cotações mais altas, a sessão apresentou poucas indicações de compra, enquanto a saturação dos portos e o foco dos produtores no plantio da nova safra limitaram a comercialização.

Segundo Silveira, algumas tradings já estão próximas de concluir seus programas de embarques do ano, em um cenário de portos bastante saturados. Os prêmios permaneceram praticamente estáveis, sem alterações significativas ao longo da sessão.

A semana apresentou melhora no volume de negócios em relação aos dias anteriores, mas a movimentação ainda ficou bastante abaixo da observada há três semanas.

Confira:

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 146,00 para R$ 148,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 147,00 para R$ 149,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 141,00 para R$ 142,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 141,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 140,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 139,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 152,00 para R$ 153,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 153,00 para R$ 155,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira (22) com preços mais altos para o grão, o farelo e o óleo, conforme o balanço divulgado para a sessão.

Apesar da pressão de oferta decorrente do avanço da colheita de soja nos Estados Unidos, o mercado foi sustentado por compras de fundos, levando em conta a boa demanda pela oleaginosa norte-americana, especialmente por parte da China. A valorização do petróleo também favoreceu o avanço das cotações. Na semana, a posição novembro de 2026 registrou recuo acumulado de 0,37%.

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As vendas líquidas norte-americanas de soja da temporada 2026/27, iniciada em 1º de setembro, somaram 2.841.200 toneladas na semana encerrada em 15 de outubro. A China liderou as compras, com 2.178.600 toneladas. O resultado ficou dentro das expectativas dos analistas, que apontavam para vendas entre 1,1 milhão e 3 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Com o clima favorável no Meio-Oeste, parte dos produtores estava concluindo a colheita de soja e direcionando os trabalhos para o milho. Além disso, as expectativas de uma safra brasileira maior em 2026/27 seguem no radar dos operadores.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2026 fecharam com alta de 3,50 centavos de dólar por bushel, ou 0,27%, a US$ 12,56½ por bushel. A posição janeiro de 2027 teve cotação de US$ 12,68½ por bushel, avanço de 3,75 centavos de dólar por bushel, ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição dezembro de 2026 do farelo fechou com perda de US$ 1,20 por tonelada, ou 0,34%, a US$ 346,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2026 fecharam a 66,83 centavos de dólar por libra-peso, elevação de 0,09 centavo, ou 0,13%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira (23) com baixa de 0,96%, negociado a R$ 4,9897 para venda e a R$ 4,9877 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9887 e a máxima de R$ 5,0558.

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Sustentabilidade

Fitotoxicidade de herbicidas em soja exige atenção ao posicionamento dos produtos – MAIS SOJA

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Com o aumento da ocorrência de plantas daninhas de difícil controle nas lavouras brasileiras, estratégias integradas de manejo têm ganhado espaço na cultura da soja, visando ampliar a eficácia de controle e reduzir os prejuízos decorrentes da matocompetição. Nesse contexto, o uso de herbicidas pré-emergentes destaca-se como uma das principais ferramentas, especialmente no manejo de espécies daninhas resistentes a herbicidas pós-emergentes.

Entretanto, devido à atuação desses produtos no solo, erros de posicionamento podem resultar em efeitos fitotóxicos indesejados na cultura da soja. Dependendo das condições de aplicação e das características do herbicida, esses efeitos podem comprometer o estabelecimento inicial das plantas, limitar seu crescimento e prejudicar o desempenho da cultura. Entre os fatores envolvidos, destaca-se o carryover, associado à persistência de resíduos de herbicidas no solo em níveis capazes de causar injúrias às culturas subsequentes.

O carryover ocorre quando resíduos de herbicidas permanecem biologicamente ativos no solo e são absorvidos pelas plantas, provocando alterações em seu crescimento e desenvolvimento. Esse efeito pode estar relacionado tanto à aplicação de herbicidas pré-emergentes na própria cultura quanto à persistência de resíduos de produtos utilizados no cultivo anterior (Werle & Oliveira, 2018).

A intensidade das injúrias depende de diversos fatores, incluindo o tipo de solo, a umidade, o regime de precipitação, a mobilidade do herbicida no solo, a presença de palhada, a concentração e a dose do produto, além da seletividade da molécula à cultura. Conforme o herbicida e seu mecanismo de ação, os sintomas de fitotoxicidade podem se manifestar na parte aérea ou no sistema radicular das plantas (Figura 1).

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Figura 1. Injúria durante a emergência da cultura da soja decorrente de herbicida pré-emergente ou carryover.
Fonte: Werle & Oliveira (2018)

Vale destacar que, além das diferenças entre os herbicidas, as cultivares de soja também podem apresentar respostas distintas quanto à sensibilidade aos produtos e à intensidade dos sintomas de fitotoxicidade. No caso dos herbicidas pós-emergentes, a manifestação desses sintomas varia conforme o mecanismo de ação do produto, podendo incluir desde necroses nos tecidos vegetais até deformações foliares e redução do crescimento das plantas (Figura 2). Esses efeitos tendem a ser particularmente prejudiciais quando ocorrem nas fases iniciais do desenvolvimento da soja, podendo comprometer o estabelecimento da cultura e, dependendo da intensidade das injúrias, resultar em perdas expressivas de produtividade.

Figura 2. Sintomas típicos da fitotoxicidade ocasionada por alguns dos principais herbicidas utilizados em soja.
Foto: André Consonni

Conforme observado por Alves et al. (2021), a fitotoxicidade causada pela deriva de Dicamba em soja não tolerante pode resultar em perdas de produtividade de até 12% para cada 1% de injúria, dependendo da severidade dos sintomas e do estádio de desenvolvimento da cultura em que ocorre o dano. Esse resultado evidencia o potencial impacto da fitotoxicidade sobre a produtividade da soja e reforça a importância do posicionamento adequado dos herbicidas, considerando as características dos produtos, a seletividade às cultivares e as condições de aplicação, a fim de minimizar os riscos de injúrias e seus reflexos no desempenho produtivo da cultura.


Veja mais: Por que a umidade do solo é tão importante para a eficácia dos herbicidas pré-emergentes?


Referências:

ALVES, G. S. et al. PHYTOTOXICITY IN SOYBEAN CROP CAUSED BY SIMULATED DICAMBA DRIFT. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 56, 2021. Disponível em: < https://seer.sct.embrapa.br/index.php/pab/article/download/26912/14872 >, acesso em: 23/10/2026.

WERLE, R.; OLIVEIRA, M. C. Chave para Identificação de Injúrias Causadas por Herbicidas. University of Wisconsin-Madison UW-Extension, WiscWeeds, 2018. Disponível em: < https://maxweeds.rbind.io/pt/post/chave_id-herbicida/2018-herb-pt.pdf >, acesso em: 23/10/2026.



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Sustentabilidade

Trigo/RS: Colheita chega a 19% marcada por perdas de qualidade e clima adverso – MAIS SOJA

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A cultura se aproxima do final do ciclo. A maioria das lavouras está em enchimento de grãos (35%) e em maturação (45%). A colheita ganhou celeridade em algumas regiões devido ao tempo seco entre 16 e 18/10 e alcançou 19% da área semeada.

Nas áreas colhidas, são observadas produtividades satisfatórias e qualidade de grãos abaixo das expectativas iniciais em parte das regiões, com redução do Peso Hectolitro (PH),
além de grãos avariados e chochos. Em parte das lavouras, foi realizada a dessecação para
uniformizar a maturação e preservar a qualidade dos grãos.

O excesso de umidade e a baixa disponibilidade de radiação solar durante importantes fases do ciclo diminuíram o potencial produtivo e aumentaram a pressão de doenças, especialmente giberela e brusone. Os temporais nas semanas anteriores também provocaram danos localizados, agravando perdas em lavouras próximas da colheita.

Conforme a reestimativa da Safra 2026, realizada pela Emater/RS-Ascar com dados da primeira quinzena de outubro, a área cultivada de trigo no Estado totaliza 763.121 hectares, o que representa redução de 34,56% em relação a 1.166.163 hectares cultivados em 2025 (IBGE). A produtividade projetada no início do plantio era de 2.701 kg/ha, e o cenário atual aponta 2.833 kg/ha, sendo 4,88% superior à estimada no momento do plantio, mas ainda dependente do desempenho até o final do ciclo. Em relação à produtividade da safra anterior, a projeção atual apresenta retração de 5,55% em relação aos 2.968 kg/ha obtidos no ano anterior (IBGE). A estimativa de produção é de 2.161.922 toneladas do cereal, o que representa queda de 37,48% em relação a 3.458.083 toneladas colhidas em 2025 (IBGE).

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a colheita continuou lentamente em função das chuvas e da elevada umidade dos grãos. Em São Gabriel, nas lavouras em fase final de enchimento, há incidência de lagartas, com necessidade de controle. Em Manoel Viana, os produtores realizam a dessecação para uniformizar a maturação. Na Campanha, os períodos sem chuva favoreceram os cultivos, predominantemente aqueles em estágio de enchimento de grãos. Em Caçapava do Sul, foram registradas as primeiras áreas colhidas na região.

Na de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, as lavouras estão em floração, mas sob condições favoráveis à incidência de doenças da espiga. Persistem as dificuldades para a realização dos tratamentos preventivos em razão da elevada umidade do solo. Na de Frederico Westphalen, 20% dos cultivos estão em enchimento de grãos, 50% em maturação e 30% colhidos. O rendimento obtido está próximo a 2.500 kg/ha. Na de Ijuí, o ciclo da cultura se aproxima do fim com redução do potencial produtivo.

A colheita alcança aproximadamente 10% da área, e a umidade da massa de grãos está próxima de 20%. Na Região Celeiro, em Tenente Portela, cerca de 30% da área foi colhida, com produtividade média inferior a 1.800 kg/ha e PH abaixo de 74. Em Santo Augusto, aproximadamente 15% foram colhidos, com rendimentos entre 1.560 e 2.400 kg/ha e PH entre 72 e 74. No Alto Jacuí, em Ibirubá, a colheita não se iniciou, e as expectativas de rendimento e qualidade foram revisadas para baixo.

Na de Passo Fundo, cerca de 90% das lavouras estão em enchimento de grãos, e 10% em maturação fisiológica. A colheita deverá se concentrar entre final de outubro e os primeiros dias de novembro.

Na de Pelotas, predominam cultivos em enchimento de grãos (82%); 16% estão em floração; e 2%, em desenvolvimento vegetativo. A sequência de dias nublados, as chuvas e a baixa radiação solar têm prejudicado o desenvolvimento e a formação dos grãos.

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Na de Santa Rosa, 10% dos cultivos estão em enchimento de grãos, 53% maduros e 38% colhidos. As lavouras colhidas apresentam produtividade geralmente entre 1.500 e 1.800 kg/ha, abaixo das expectativas. Há grande variabilidade na qualidade, com PH entre 72 e 78 em diferentes lotes e ocorrência de grãos avariados, chochos e esbranquiçados. Em Cândido Godói, a produtividade média observada na semana foi de 2.160 kg/ha. Em Garruchos, foram registrados grãos com umidade superior a 23%, e nas lavouras maduras segue intensa a debulha pré-colheita.

Na de Soledade, 30% dos cultivos estão em enchimento de grãos, 55% em maturação, 10% maduras por colher e 5% colhidas. Muitas áreas foram dessecadas para a uniformização e antecipação da colheita. O padrão produtivo é considerado satisfatório em
aproximadamente 75% das áreas, embora haja grande diferença entre lavouras conforme o nível de manejo.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,63%, passando de R$ 74,15 para R$ 73,69 com PH padrão 78. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, é de R$ 82,00 para produto disponível.

Fonte: Emater/RS



 

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