Sustentabilidade
De advogada a produtora rural: Flávia Garcia Cid transforma fazenda em referência nacional em óleos essenciais – MAIS SOJA

Foto de capa: Assessoria
No agronegócio onde a produção de commodities como soja e milho é proeminente, a história de Flávia Garcia Cid foge do tradicional. De advogada a empresária do campo, Flávia tornou a Fazenda Jaracatiá, em Querência do Norte (PR), em um polo de produção de plantas aromáticas, óleos essenciais e bioinsumos. Sua dedicação ao segmento a consagrou como uma das maiores produtoras de óleos essenciais orgânicos certificados do Brasil, com mais de 200 hectares de cultivo. O país é um dos três maiores exportadores mundiais de óleos essenciais, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Além disso, Flávia foi uma das vencedoras da categoria Grande Propriedade do Prêmio Mulheres do Agro em 2025, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e que está com as inscrições abertas. Ela destaca a importância de as produtoras rurais participarem da iniciativa para dar visibilidade a seus trabalhos e impacto no setor. “O meu conselho para as mulheres que querem se inscrever no prêmio é: não hesitem, pois todas podem e serão valorizadas. Fazemos parte de uma rede que só funciona com todas atuando, e cada papel é importante.”
A transição de Flávia para o agro começou em 1999, ao lado do marido. Sem experiência prévia no setor, ela abraçou o desafio de implantar o cultivo de plantas aromáticas após uma viagem despretensiosa, que despertou no casal o interesse nas propriedades terapêuticas das plantas para o cuidado e bem-estar humano. A paixão pelo campo e o desejo de inovar guiaram sua jornada. Para a produtora, a trajetória comprova que “tudo é possível quando se coloca o coração e a dedicação ao trabalho”.
Tecnologia e ESG no DNA
A Fazenda Jaracatiá opera com um modelo de negócios inovador e verticalizado. Flávia implementou uma indústria de destilação própria, desenvolvendo maquinários específicos para culturas não convencionais e controlando todo o processo, do cultivo à comercialização direta para grandes empresas farmacêuticas, cosméticas e de aromaterapia. Um diferencial é a produção de bioinsumos a partir de resíduos de sua própria atividade, posicionando-se no mercado de insumos – neste caso totalmente naturais e de base vegetal – para grãos e pastagens.
A propriedade também é referência em práticas ESG, utilizando energia solar e biogás, promovendo a conservação da mata nativa via Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), reutilizando resíduos e otimizando a gestão hídrica com tecnologia, além de operar com desperdício zero. No âmbito social, foi criado o Instituto Fazenda Jaracatiá, para atuar junto a comunidades vizinhas com foco em suas necessidades e capacitação.
Essas práticas de ponta renderam à produtora prêmios como o Fazenda Sustentável (Globo Rural, 2024) e Produtor 4.0 (AgroBIT, 2024), além da vitória na categoria “Grande Propriedade” do Prêmio Mulheres do Agro em 2025, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).
Prêmio Mulheres do Agro 2026
Em sua 9ª edição, o Prêmio Mulheres do Agro reforça o compromisso da Bayer com o reconhecimento de produtoras rurais que contribuem para um agronegócio mais inovador, sustentável e inclusivo. Desde sua criação, a iniciativa já recebeu mais de 1.500 inscrições e reconheceu mulheres de diferentes regiões do país por suas boas práticas no campo.
“Olho para a Flávia que subiu ao palco para receber o prêmio e vejo que é possível uma pessoa que almejava se aposentar, sem experiência no agro, hoje ser reconhecida e impactar tantas outras mulheres. É a prova de que, com paixão e esforço, podemos ir muito além do que imaginamos”, incentiva Flávia.
Em um ano simbólico, em que a Bayer celebra 130 anos de atuação no Brasil, a cerimônia de premiação ocorrerá durante um evento proprietário realizado pela Bayer e a ABAG, no segundo semestre, em São Paulo.
Daniela Barros, Diretora de Comunicação da Divisão Agrícola da Bayer no Brasil, destaca que “ao longo dos últimos anos, o Prêmio Mulheres do Agro se consolidou como uma importante plataforma de reconhecimento das mulheres no campo. Nesta nova edição, queremos ampliar ainda mais a visibilidade dessas histórias e fortalecer as conexões entre as produtoras, o setor e toda a cadeia do agronegócio.”
As produtoras rurais interessadas em participar podem se inscrever até o dia 7 de junho pelo site oficial do prêmio. Para concorrer, as candidatas devem comprovar atuação alinhada aos pilares de sustentabilidade, governança e impacto social.
Sobre a Bayer
Guiada por sua missão “saúde para todos, fome para ninguém”, a Bayer é uma empresa global que atua para desenvolver soluções inovadoras que respondam a alguns dos maiores desafios da humanidade nas áreas de saúde e agricultura. Fundada na Alemanha em 1863 e presente em mais de 80 países, está no Brasil há 130 anos — seu segundo maior mercado no mundo — com negócios nos segmentos de Agricultura, Farmacêutico e Saúde do Consumidor. É comprometida com a inovação, a diversidade e a sustentabilidade, investindo continuamente em pesquisa e desenvolvimento para promover avanços que unam produtividade, preservação ambiental e acesso à saúde de qualidade. Mais informações no site.
Sobre a ABAG
Com mais de 3 décadas de atuação, a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) é a única entidade que reúne, em uma só voz, todos os elos da cadeia produtiva, do campo à indústria, distribuição e serviços. Promove uma visão integrada e de futuro para o agronegócio brasileiro, fomentando o desenvolvimento sustentado e a bioeconomia, ao mesmo tempo em que aproxima o setor de seus principais públicos estratégicos. A ABAG tornou-se referência na articulação de alianças nacionais e internacionais, estimulando conexões, diálogos e inovação, mobilizando a força de suas mais de 80 associadas para dinamizar o setor e ampliar o protagonismo de toda a cadeia.
Fonte: Assessoria

Sustentabilidade
CESB registra maior produtividade de sua história: 156,13 sacas por hectare – MAIS SOJA

O produtor Lourival Ruthes, da Agrícola Lourival Ruthes, atingiu o recorde produtivo de 156,13 sacas por hectare e se tornou Campeão da Região Sul na Categoria Sequeiro e Campeão Nacional do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja safra 25/26, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB).
O número, o maior da história do Desafio, foi registrado no município de Major Vieira, em Santa Catarina, e reforça a importância da sanidade da soja, do manejo nutricional adequado e da perfeita sintonia entre produtividade, sustentabilidade e rentabilidade.
O resultado também evidencia que os maiores patamares de produtividade são consequência da integração entre genética, ambiente de produção e manejo, princípio observado de forma recorrente nas áreas auditadas pelo CESB ao longo das últimas edições do Desafio.
Os novos campeões do Desafio foram anunciados durante o Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, realizado nos dias 7 e 8 de julho, no Royal Palm Tower, em Indaiatuba (SP). Em seu novo formato, o evento, organizado pelo CESB, integrou a apresentação e premiação dos campeões regionais e nacionais a uma programação técnica estruturada em palestras, painéis e mesas-redondas sobre os principais fatores determinantes da alta produtividade da soja. Ao longo dos dois dias, especialistas, pesquisadores, consultores e produtores discutiram temas estratégicos como implantação da lavoura, com foco em genética, qualidade de sementes e plantabilidade; construção de altos tetos produtivos por meio do manejo do perfil do solo e da nutrição; fisiologia da soja e mitigação de estresses; sanidade em sistemas de alto rendimento, além da apresentação de casos campeões e da síntese técnica das principais lições aprendidas pelo CESB nas últimas safras do Desafio.
A programação foi construída a partir dos principais aprendizados obtidos nas áreas auditadas pelo CESB, priorizando os fatores de manejo mais frequentemente associados aos sistemas de maior desempenho observados em diferentes regiões produtoras do Brasil.
Daniel Glat, presidente do CESB, destaca que cada tema do Fórum foi conduzido com foco em aplicação prática e tomada de decisão. “Abordamos, ao longo dos dois dias, o estabelecimento da cultura e qualidade do plantio, a agricultura digital e de precisão, a sanidade da soja em sistemas de alta produtividade, e o manejo nutricional da soja, entre outros pontos fundamentais para unir produtividade, sustentabilidade e rentabilidade”.
Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, explica que a escolha dos temas refletiu os principais fatores observados nas áreas de maior produtividade auditadas pelo Comitê. “Pesquisadores, especialistas e membros do CESB apresentaram os pilares que se repetem nos sistemas de alto rendimento, como a implantação da lavoura com genética bem posicionada, sementes de elevado vigor e qualidade, construção do perfil do solo, manejo nutricional equilibrado, fisiologia para mitigação de estresses, controle preventivo de doenças, pragas e plantas daninhas, uso estratégico de produtos biológicos e uma assistência técnica qualificada. O grande aprendizado é que as maiores produtividades são resultado da integração dessas práticas dentro de um sistema de produção eficiente.”
A programação técnica contou ainda com o suporte do Comitê Técnico do CESB, formado por especialistas de diferentes áreas da sojicultura brasileira. O Comitê atua como órgão consultivo permanente, contribuindo com recomendações técnicas sobre temas estratégicos para o Fórum e para o Desafio. O grupo é coordenado pelo vice-presidente Sergio Abud, tendo como coordenadores técnicos João Vitor Ganem e Lorena Moura, fortalecendo a integração entre pesquisa, assistência técnica e a experiência prática obtida nas áreas auditadas pelo CESB.
De acordo com Sergio Abud, vice-presidente do CESB, esse novo formato do Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja representou uma evolução importante do papel do CESB como plataforma de geração e transferência de conhecimento. “Mais do que apresentar campeões, o Fórum busca aprofundar a discussão técnica por trás dos resultados, transformando a experiência acumulada em milhares de áreas auditadas em conhecimento aplicável ao campo. Ao conectar dados, pesquisa, manejo, ambiente, genética e tomada de decisão, o CESB fortalece sua missão de contribuir para sistemas de produção cada vez mais eficientes, resilientes e rentáveis. Nosso objetivo é que produtores, consultores, pesquisadores e empresas saiam do evento não apenas inspirados pelos recordes, mas com aprendizados práticos capazes de gerar resultados em diferentes realidades da sojicultura brasileira.”
Produtores Campeões – O produtor rural Lourival Ruthes, da Agrícola Lourival Ruthes, foi o campeão Sul da categoria Sequeiro e também o grande campeão nacional da 18ª Edição do Desafio CESB com uma produtividade de 156,13 sacas por hectare, em Major Vieira (SC). Já o produtor Luis Fernando Benaglia de Oliveira, da Fazenda Lago Bonito, de Mundo Novo (GO), foi o vencedor nacional da categoria Irrigado, com a marca de 138,97 sacas por hectare.
Já o produtor João Antonio Gorgen alcançou 143,77 sacas por hectare na Fazenda Barcelona, em Riachão das Neves (BA), tornando-se, mais uma vez, o campeão da região Nordeste da categoria Sequeiro e o produtor Pedro Foresto Crispim, da Fazenda Isabela, de Goiatins (TO), sagrou-se campeão Norte da categoria Sequeiro, com 136,64 sacas por hectare.
O campeão Sudeste da categoria Sequeiro foi o produtor Edinaldo Pereira Dias, da Agropecuária Três Irmãos, com 122,66 sacas por hectare na Fazenda Floresta, localizada em Cambuquira (MG), e o vencedor Centro-Oeste da categoria Sequeiro foi Rodolfo Schlatter que alcançou 118,68 sacas por hectare, na Fazenda Monte Sinai, em Confresa (MT).
Consultores Campeões – Entre os consultores, destaque para Daicon Godeski Moreira, campeão Sul da categoria Sequeiro e também o grande campeão nacional do Desafio CESB, com uma produtividade de 156,13 sacas por hectare, em Major Vieira (SC). Já o consultor Dheividy Fernandes, da Fazenda Lago Bonito, de Mundo Novo (GO), foi o vencedor nacional da categoria Irrigado, com a marca de 138,97 sacas por hectare.
Já o consultor Ednei Antonio Fugalli registrou 143,77 sacas por hectare na Fazenda Barcelona, em Riachão das Neves (BA), tornando-se o campeão Nordeste da categoria Sequeiro e o consultor Luiz Gabriel de Moraes Junior sagrou-se campeão Norte da categoria Sequeiro, com 136,64 sacas por hectare, na Fazenda Isabela, de Goiatins (TO).
O consultor campeão Sudeste da categoria Sequeiro foi Túlio Madureira da Costa Xavier, com 122,66 sacas por hectare na Fazenda Floresta, localizada em Cambuquira (MG), e o vencedor Centro-Oeste da categoria Sequeiro foi Fabiano Müller, 118,68 sacas por hectare, na Fazenda Monte Sinai, em Confresa (MT).
Números Expressivos do Desafio – João Vitor Ganem, Coordenador Técnico e de Pesquisa do CESB, observa que, em comparação à safra anterior, o Desafio CESB registrou crescimento expressivo tanto no número de inscrições, quanto no volume de auditorias realizadas.
Segundo ele, na safra 2025/26, foram contabilizadas 5.300 inscrições, frente a 4.726 na safra 2024/25, representando um incremento de aproximadamente 12%. Sojicultores de 1.061 municípios e de 18 Estados participaram do Desafio, que teve 86% das áreas inscritas na categoria Sequeiro. A iniciativa abrangeu 4,8 milhões de hectares de soja, ou seja, 10% da área brasileira destinada para essa cultura.
“O avanço foi ainda mais significativo no número de auditorias realizadas, que passou de 812 para 922 áreas, resultando em crescimento de 13,5%. Esses números demonstram o fortalecimento do Desafio CESB no cenário nacional e evidenciam o crescente interesse dos produtores e consultores em validar tecnicamente seus resultados de produtividade por meio de um processo criterioso e reconhecido pelo setor”.
Historicamente, de acordo com Ganem, a Região Sul concentra o maior número de inscrições no Desafio CESB, com destaque para o Paraná, que tradicionalmente lidera em participação, seguido pelo Rio Grande do Sul. “Esse cenário reflete, entre outros fatores, o elevado nível tecnológico adotado pelos produtores da região, a forte cultura de busca por eficiência produtiva, além do grande número de propriedades de pequeno e médio porte”.
Entretanto, acrescenta o Coordenador Técnico e de Pesquisa do CESB, nas últimas safras, observa-se um avanço consistente da participação das regiões Centro-Oeste e Sudeste. Na safra 2025/26, o Mato Grosso alcançou a terceira colocação em número de inscrições, enquanto o estado de São Paulo assumiu a segunda posição no volume de auditorias acionadas. “Esse movimento demonstra a expansão do interesse pelo Desafio CESB em diferentes regiões produtoras e reforça a evolução técnica dos sistemas de produção de soja em âmbito nacional”.
Sólida Evolução – Ao longo das últimas safras de soja, as médias dos produtores participantes do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), têm registrado uma sólida evolução. Dentro deste contexto, um fato merece destaque: todos os TOP 10 da última edição do Desafio estão com produtividades acima de 120 sc /ha, marca que era considerada improvável há poucos anos.
Ao longo das dezoito edições do Desafio, os resultados auditados permitiram ao CESB construir uma das mais abrangentes bases de informações sobre sistemas de alta produtividade da soja brasileira. Esse conhecimento tem contribuído para identificar padrões técnicos recorrentes entre as áreas recordistas e orientar a difusão de práticas que promovem produtividade com maior eficiência, rentabilidade e sustentabilidade.
De acordo com Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, esse cenário reforça o compromisso do Comitê com sua missão de estabelecer novos patamares de produtividade, transformando-se assim em uma ferramenta de transferência de tecnologia, criando um ambiente provocativo e fértil de aprendizado e inovações.
“Com abrangência em todas as regiões produtoras, o Desafio CESB oferece um retrato técnico privilegiado e de alta performance da sojicultura brasileira”, acrescenta o Diretor Executivo do CESB.
O Desafio Nacional de Máxima Produtividade do CESB consolidou-se como uma das mais importantes iniciativas de geração e difusão de conhecimento da sojicultura brasileira. Mais do que reconhecer recordes de produtividade, o Desafio permite identificar os fatores técnicos presentes nos sistemas de maior desempenho, transformando resultados obtidos em campo em informações que contribuem para a evolução da produtividade, da eficiência, da rentabilidade e da sustentabilidade da cultura da soja no Brasil. Todas as informações obtidas pelo CESB são tratadas com absoluto sigilo e confidencialidade, sem divulgação de dados específicos das propriedades participantes e em conformidade com a legislação vigente de proteção de dados.
O CESB é uma OSCIP – organização sem fins lucrativos, composta por 20 membros especialistas e 31 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, INTACTA I2X, JOHN DEERE, SYNGENTA, JACTO, SIMBIOSE, BIOMA, BIOGRASS, 3tentos, Acadian, Agro-sol Sementes, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Cordius, Fecoagro, FMC, Gran7, HO Genética, ICL, Lallemand, Mosaic, Nitro, Solferti, Stine Seeds, Stoller, Timac Agro, Union Agro, Ubyfol, Valence, Elevagro e IBRA.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Conheça os vencedores do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja da safra 2025/26!

O Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb) anunciou os vencedores da 18ª edição do Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, realizado nos dias 7 e 8 de julho, em Indaiatuba (SP). O encontro reuniu produtores, consultores, pesquisadores e lideranças do agronegócio para apresentar os maiores índices de produtividade da safra e discutir tecnologias e estratégias voltadas ao aumento da eficiência nas lavouras.
Na categoria Sequeiro, o grande campeão nacional e da região Sul foi o grupo Agrícola do produtor Lourival Ruthes, que alcançou produtividade de 156,13 sacas por hectare, estabelecendo um novo recorde do Cesb. Na categoria Irrigado, o título nacional ficou com o produtor Luis Fernando Benaglia, que registrou produtividade de 138,97 sacas por hectare.
Entre os campeões regionais da categoria Sequeiro, o destaque da região Nordeste foi o grupo Gorgen, com produtividade de 143,77 sacas por hectare. Na região Sudeste, o vencedor foi a Agropecuária Três Irmãos, com 122,66 sacas por hectare. Já na região Centro-Oeste, o campeão foi Rodolfo Schlatter, que atingiu 118,68 sacas por hectare. Na região Norte, o vencedor foi Pedro Foresto Crispim, com produtividade de 136,64 sacas por hectare.
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Além da cerimônia de premiação, o fórum integrou uma programação técnica voltada à disseminação de conhecimento e de práticas capazes de elevar a produtividade da soja. Ao longo dos dois dias, especialistas, pesquisadores, consultores e produtores participaram de palestras e painéis sobre temas como implantação da lavoura, genética, qualidade de sementes, plantabilidade, manejo do perfil do solo, nutrição, fisiologia da soja, mitigação de estresses, sanidade em sistemas de alto rendimento e as principais lições obtidas nas áreas auditadas pelo Cesb ao longo das últimas safras.
Segundo o presidente do comitê, Daniel Glat, a programação foi estruturada para oferecer conteúdo com aplicação prática aos produtores. “Abordamos, ao longo dos dois dias, o estabelecimento da cultura e qualidade do plantio, a agricultura digital e de precisão, a sanidade da soja em sistemas de alta produtividade e o manejo nutricional da soja, entre outros pontos fundamentais para unir produtividade, sustentabilidade e rentabilidade”, afirmou.
A programação contou ainda com o apoio do Comitê Técnico do Cesb, formado por especialistas de diferentes áreas da sojicultura brasileira. O grupo atua como órgão consultivo permanente e é coordenado pelo vice-presidente Sergio Abud, com coordenação técnica de João Vitor Ganem e Lorena Moura.
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Sustentabilidade
Mercado brasileiro de soja deve ter mais um dia de lentidão nos negócios – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja deve ter mais um dia de poucos negócios, em virtude do desempenho dos principais formadores de preços. A Bolsa de Mercadorias de Chicago até sobe por causa da demanda chinesa e do calor intenso nos Estados Unidos, mas os ganhos ainda são modestos. Já o dólar abriu com volatilidade frente ao real, sem tendência definida, operando próximo de R$ 5,15, o que também não estimula a comercialização.
Na terça-feira, o mercado brasileiro de soja encerrou sem registros de movimentos mais agressivos. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, lembra que a sessão anterior foi marcada por grandes volumes negociados, principalmente em Goiás, Minas Gerais e nos portos, enquanto o dia de ontem teve ritmo mais moderado.
Segundo Silveira, o mercado operou sem grandes oscilações em Chicago ou no dólar, o que contribuiu para uma sessão mais calma. Os prêmios, no entanto, permaneceram firmes.
“O relatório do USDA na sexta-feira fez com que os players evitassem se expor muito hoje”, destaca o analista. Em resumo, o dia foi de poucas negociações, mas com as cotações mantendo firmeza.
No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 134,00 para R$ 135,00, enquanto em Santa Rosa (RS) foi de R$ 135,00 para R$ 136,00. Em Cascavel (PR), as cotações saíram de R$ 128,00 para R$ 129,50. Já em Rondonópolis (MT), os preços mudaram de R$ 120,00 para R$ 121,00, enquanto em Dourados (MS) subiram de R$ 120,00 para R$ 120,50. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 122,00.
Nos portos, Paranaguá (PR) passou de R$ 139,00 para R$ 140,50 por saca. Em Rio Grande (RS), as referências passaram de R$ 140,00 para R$ 141,00.
CHICAGO
- A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com ganhos moderados. A posição novembro/26 do grão sobe 0,22%, cotada a U$ 12,00 1/2 por bushel.
- O mercado encontra suporte nas previsões de calor intenso para o cinturão produtor do Meio-Oeste dos Estados Unidos nas próximas semanas, período decisivo para o desenvolvimento das lavouras, e nas expectativas de retomada da demanda chinesa.
- A valorização do petróleo também reforça a sustentação das cotações, após a escalada das tensões no Oriente Médio elevar a aversão ao risco nos mercados globais. Após novos ataques registrados durante a madrugada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo com o Irã havia terminado.
CÂMBIO
- O dólar comercial registra baixa de 0,07%, a R$ 5,1498. O Dollar Index registra avanço de 0,12%, a 101,147 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
- As principais bolsas da Ásia fecharam em queda. China, -0,49%. Japão, -2,11%.
- As bolsas na Europa operam em queda. Paris, -1,73%. Frankfurt, -1,91%. Londres, -1,03%.
- O petróleo opera em forte alta. Setembro do WTI em NY: US$ 73,39 o barril (+4,18%).
AGENDA
Quarta-feira (08/07)
14:30 – Fluxo cambial referente à semana anterior.
11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.
15:00 – EUA: Divulgação da ata da reunião do Fomc e das projeções econômicas.
22:30 – China: Índice de Preços ao Produtor (PPI, junho).
22:30 – China: Índice de Preços ao Consumidor (CPI, junho).
Quinta-feira (09/07)
08:30 – Zona do Euro: Ata das últimas discussões de política monetária do BCE.
09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.
15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
Sexta-feira (10/07)
03:00 – Alemanha: Índice de Preços ao Consumidor (CPI, junho).
09:00 – IPCA e INPC de junho/IBGE.
13:00 – Relatório de junho de oferta e demanda mundial e dos EUA de grãos (Wasde)/USDA.
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
Fonte: Agência Safras
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