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22 de maio de 2026

Sustentabilidade

Tempo seco acelera colheita da soja no RS, que atinge 98% da área cultivada – MAIS SOJA

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Soja: A colheita está em finalização, alcançando 98% da área cultivada. A predominância de tempo seco e a redução da umidade dos grãos favoreceram o avanço das operações, proporcionando maior fluidez e reduzindo a incidência de descontos por umidade nas unidades de recebimento e beneficiamento.

De forma geral, a safra apresentou elevada variabilidade de rendimento entre regiões, e, até mesmo, dentro de um mesmo município, refletindo a influência da distribuição irregular
das chuvas, das características edáficas, do posicionamento de cultivares e do nível tecnológico empregado. Em áreas submetidas a déficit hídrico mais intenso entre janeiro e fevereiro, especialmente em solos rasos ou arenosos, ocorreram perdas significativas e formação irregular de plantas.

As produtividades variaram amplamente no Estado, desde áreas abaixo de 1.000 kg/ha a lavouras superiores a 4.000 kg/ha, em especial nas cultivadas com variedades de ciclo intermediário e nas áreas irrigadas. Contudo, foram observadas diferenças expressivas de desempenho entre materiais genéticos submetidos ao mesmo manejo, evidenciando a importância da adaptação das cultivares aos ambientes de produção.

As lavouras remanescentes são áreas de segundo cultivo, implantadas fora da janela preferencial, ou em sistemas sucessivos ao milho. Em parte das áreas, observam-se produtividades inferiores em função da redução do potencial produtivo associada à semeadura tardia e menor desenvolvimento vegetativo. Parte dos grãos dessas lavouras apresenta menor calibre, mas boa uniformidade, sendo destinada à reserva para sementes.

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A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha, e a área cultivada em 6.624.988 hectares.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o predomínio de tempo seco favoreceu o avanço expressivo da colheita, especialmente em municípios que apresentavam atraso operacional.

Na Fronteira Oeste, iniciaram-se os trabalhos de colheita das áreas de safrinha, implantadas após o milho em Manoel Viana, Maçambará e São Borja. Em Rosário do Sul, após o forte estresse hídrico registrado em janeiro e parte de fevereiro, quando ocorreu morte de plantas em reboleiras nos solos mais arenosos, o retorno das chuvas beneficiou principalmente as cultivares de ciclo médio e longo. Aproximadamente 95% dos 50 mil hectares cultivados foram colhidos, com produtividade média de 2.280 kg/ha. Na Campanha, as produtividades continuam bastante variáveis, entre 900 e 3.600 kg/ha, conforme distribuição das chuvas, época de semeadura, ambiente de produção e nível de investimento.

Também foram observadas diferenças de até 600 kg/ha entre cultivares submetidas ao mesmo manejo. O tempo seco ainda favoreceu a colheita de áreas destinadas à produção de sementes próprias para a próxima safra. Na de Caxias do Sul, o tempo seco permitiu a conclusão da colheita em toda a região. O rendimento médio finalizou abaixo da expectativa inicial, atingindo cerca de 3.000 kg/ha.

Na de Erechim, a colheita foi concluída, e a produtividade média está estimada em cerca de 3.700 kg/ha. Porém, houve forte variabilidade entre municípios, de 2.200 a 4.200 kg/ha. As cultivares de maturação intermediária apresentaram os melhores desempenhos. Na de Ijuí, a colheita alcança 98%. A produtividade está em torno de 3.000 kg/ha. As lavouras de segundo cultivo estão em fase final de colheita, apresentando elevada variabilidade produtiva, embora algumas áreas tenham superado 3.500 kg/ha. As áreas restantes possuem menor potencial produtivo em decorrência da semeadura tardia. Os produtores concluíram a aplicação de produtos para a uniformização da maturação, aguardando apenas condições operacionais para o encerramento da colheita. Os grãos provenientes da safrinha apresentam menor tamanho, mas maior uniformidade, sendo direcionados principalmente para uso como sementes.

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Na de Passo Fundo, a colheita foi concluída. A produtividade média estimada alcança 3.500 kg/ha, com pequenas oscilações entre lavouras acima ou abaixo desse patamar. Na de Pelotas, a colheita chega a 91% das áreas cultivadas. Nas áreas remanescentes, as lavouras se encontram em maturação ou maduras. A produtividade média regional está estimada em 2.800 kg/ha.

Na de Santa Maria, a colheita está praticamente finalizada. Em Tupanciretã, os 147.015 hectares cultivados foram totalmente colhidos, com produtividade média de 3.000 kg/ha. Nas áreas irrigadas, abrangendo 5.070 hectares, a produtividade média alcançou 4.800 kg/ha. Na região, a produtividade média está estimada em 2.900 kg/ha.

Na de Santa Rosa, 97% das áreas foram colhidas; 2% estão maduras; e 1% ainda em enchimento de grãos. A produtividade média regional se situa em torno de 2.400 kg/ha, com variações relacionadas principalmente à distribuição das precipitações ao longo do ciclo. Nas áreas de soja safrinha, as produtividades oscilam entre 900 e 4.200 kg/ha em razão da irregularidade das chuvas, da redução do fotoperíodo e do menor desenvolvimento. Na de Soledade, o predomínio de tempo firme permitiu a finalização da colheita. A produtividade média regional deve ficar próxima de 3.000 kg/ha.

Comercialização (saca de 60 quilos)

A cotação média da soja passou de R$ 114,52 para R$ 114,96, aumentando 0,38% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.

Fonte: Emater/RS

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Panorama do Milho: Safrinha no Radar dos Compradores e as Incertezas para 2026/27 – MAIS SOJA

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O milho, em Chicago, reagiu nesta semana, com o bushel, para o primeiro mês, atingindo a US$ 4,77 no dia 18, sendo esta a melhor cotação desde o dia 25 de abril de 2025. Na sequência da semana, a cotação cedeu e o fechamento desta quinta-feira (21) ficou em US$ 4,62/bushel, mesmo assim acima dos US$ 4,51 de uma semana antes.

Dito isso, o plantio do milho nos EUA atingiu, no dia 17/05, a 76% da área esperada, contra 70% na média. Do total semeado, 39% estava germinado, contra 37% na média. E aqui no Brasil os preços se mantiveram relativamente estáveis. No Rio Grande do Sul as principais praças continuaram praticando R$ 57,00/saco, enquanto no restante do país os valores oscilaram entre R$ 46,00 e R$ 62,00/saco. Apesar de alguma melhoria nos preços em determinadas regiões, os mesmos ainda estão distantes de compensarem os custos de produção totais na maioria das praças nacionais.

Ao mesmo tempo, em seu último relatório, a Conab indicou uma redução de um milhão de toneladas na expectativa de produção para este ano (140,2 milhões contra 141,2 milhões de toneladas no ano passado). Mesmo assim, a produção nacional será muito importante, levando os compradores a ficarem na retranca, esperando preços mais baixos assim que a safrinha entrar forte no mercado, a partir de julho. Segundo o órgão público, a área total semeada com milho, em 2025/26, atingiria a 22,6 milhões de hectares, contra 21,8 milhões no ano anterior.

A produtividade média brasileira chegaria a 6.214 quilos/hectare (103,6 sacos/ha). O maior incremento foi na safra de verão, com aumento de 14,1% sobre o ano anterior, ao atingir a 28,5 milhões de toneladas. Já a segunda safra alcançaria 108,4 milhões de toneladas, superando muitas estimativas privadas, porém, 4,2% menor do que as 113,2 milhões alcançadas no ano anterior. E a terceira safra chegaria a 3,25 milhões de toneladas, com crescimento de 8,7% sobre o colhido no ano anterior.

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Enfim, é de se registrar o forte avanço da produção de milho, no país, nos últimos 50 anos. Para se ter uma ideia, na “década de 1970, o Brasil registrava produtividades médias, para o milho, na casa dos 30 sacos por hectare. Hoje, esse patamar já está em 200 sacos/ha em muitos casos. Ao longo das últimas décadas, o país saltou 500% em produção, tendo aumentado apenas 80% em área semeada. São cerca de 2 milhões de produtores no Brasil que cultivam o cereal. Já o crescimento do etanol de milho tem sido e continuará sendo fundamental para fomentar o cultivo. Para as regiões que fazem duas safras do cereal, o mesmo dilui o custo fixo da propriedade e traz mais viabilidade para o negócio.

Porém, para a nova safra 2026/27, os desafios são enormes, começando com o aumento no custo de produção, passando pelas indefinições vindas da guerra no Oriente Médio, do que virá nas eleições presidenciais brasileiras de outubro, e terminando com as fortes oscilações climáticas. Há muita dificuldade em relação ao Plano Safra que, segundo o setor. De fato, hoje menos de 20% do financiamento para o milho vem de custeio do Tesouro Nacional. Soma-se a isso o forte endividamento dos produtores em geral, sendo que um terço do mesmo é com os bancos. Estes agentes financeiros até tem dinheiro para emprestar, porém, o juro cobrado de 18%, em diversas regiões do país, é um suicídio financeiro (Cf. Abramilho e Aprosoja/MT)

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Farsul define pilares para securitização da dívida rural de R$ 171 bi – MAIS SOJA

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A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) defendeu nesta quinta-feira (21) um conjunto de 12 pontos considerados estruturais para a securitização da dívida rural em discussão no Congresso Nacional. Em carta pública, a entidade, proponente de medidas do PL 5.122, aponta que o estoque de dívidas estressadas no campo gaúcho atinge R$ 171 bilhões e pode dobrar em 12 meses.

Entre as exigências centrais estão um teto de juros equivalente à taxa neutra do Banco Central (atualmente 8,5% ao ano), prazo mínimo de 15 anos para o pagamento e carência real antes da primeira parcela. Para a entidade, juros de dois dígitos inviabilizam qualquer securitização sustentável, e prazos menores geram parcelas que comprometem o fluxo de caixa do produtor.

A Farsul defende ainda que a medida alcance dívidas fora do sistema financeiro, contraídas junto a cooperativas de grãos, revendas de insumos e cerealistas, e que inclua as chamadas operações “mata-mata”, em que produtores tomaram novo crédito para quitar dívidas anteriores. A data de corte para enquadramento, segundo a Federação, deve ser fixada em, no mínimo, 30 de abril de 2026, alcançando inclusive as renegociações da MP 1.314, que somam mais de R$ 39 bilhões em recursos livres.

Funding e crise climática

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Sobre o financiamento da medida, a Farsul afirma não ter preferência por uma fonte específica, mas exige que ela tenha caráter estrutural. O Fundo Social do Pré-Sal é apontado como adequado para esse fim. “Anúncios superlativos com recursos que não se materializam não são política pública – são gestão de expectativas”, registra o documento.

A Federação, prestes a completar 100 anos – foi fundada em 1927 -, justifica os 12 pilares como resultado de “décadas de acompanhamento técnico” e diz que cada um deles “foi testado em crises anteriores”. O endividamento atual, segundo o texto, decorre de “crises climáticas sem precedentes” que atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos anos, com sucessivos episódios de estiagem e enchentes.

A entidade afirma seguir “aberta ao diálogo e à negociação” e dirige apelos diretos a parlamentares – “estamos às vésperas de uma solução definitiva; contamos e precisamos de vocês” – e à sociedade. “O campo não pede privilégio; pede condição”, diz a carta.

Confira documento na íntegra.

Fonte: Farsul

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FONTE

Autor:Farsul

Site: Farsul

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Doenças foliares seguem como um dos principais limitantes da produtividade da soja, com perdas de até 40% – MAIS SOJA

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A soja é uma das culturas mais relevantes para o agronegócio brasileiro, posicionando o país como líder na produção e exportação do grão. Ao longo do ciclo, a lavoura está sujeita a diferentes desafios fitossanitários, incluindo a incidência de doenças foliares que podem intensificar a desfolha precoce e reduzir o desempenho da cultura e, assim, causar perdas significativas de produtividade e afetar diretamente a rentabilidade do produtor.

“As doenças foliares estão entre os principais desafios para a sojicultura no Brasil e podem comprometer expressivamente o desempenho das plantações. Estudos indicam perdas médias entre 10% e 35%, podendo alcançar até 40% em cenários severos, e até 90% em situações extremas, dependendo das condições climáticas e do manejo adotado”, destaca Andre Godoy, Gerente de Marketing da FMC.

Diante desse cenário, a adoção de estratégias robustas de manejo é fundamental. Mais do que o uso isolado de produtos, o sucesso no controle das doenças está na combinação de fungicidas com diferentes modos de ação, garantindo proteção abrangente e sustentável ao longo de todo o ciclo da cultura.

Com esse objetivo, a FMC, empresa global de ciências para agricultura, apresenta ao mercado a associação entre Onsuva® e Zignal® para o manejo mais eficiente das doenças da soja. O Zignal® se destaca por sua forte ação preventiva, elevada residualidade e resistência à lavagem pela chuva, garantindo proteção contínua mesmo em condições climáticas adversas, posicionando-se como um “superprotetor”. Já o Onsuva® entrega amplo espectro de controle, seletividade e manejo eficiente desde a primeira aplicação, proporcionando mais rendimento e atuando como base sólida do manejo fitossanitário, com consistência no combate ao complexo de doenças.

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A combinação dos dois produtos amplia o espectro de controle, fortalece a proteção contra as todas as principais doenças importantes e contribui para a preservação do potencial produtivo da lavoura desde as primeiras aplicações até as fases mais críticas do desenvolvimento.

De acordo com o gerente, a construção de um programa eficiente passa pela integração de soluções complementares. “O produtor precisa adotar uma visão estratégica do manejo, utilizando ferramentas que se complementem. O Onsuva® estabelece a base de controle, enquanto o Zignal® entra como um reforço essencial de proteção, elevando o nível de eficiência do programa como um todo. Essa associação entrega consistência, abrangência e segurança, fatores fundamentais para proteger o potencial produtivo da soja e a rentabilidade do produtor”, afirma.

Sobre a FMC

A FMC Corporation é uma empresa global de ciências agrícolas dedicada a auxiliar produtores rurais na produção de alimentos, rações, fibras e combustíveis para uma população mundial em expansão, adaptando-se a um ambiente em constante mudança. As soluções inovadoras de proteção de cultivos da FMC – incluindo produtos biológicos, nutrição de cultivos, agricultura digital e de precisão – permitem que produtores e consultores agrícolas enfrentem seus maiores desafios econômicos, protegendo o meio ambiente. A FMC está comprometida em descobrir novos ingredientes ativos de herbicidas, inseticidas e fungicidas, formulações de produtos e tecnologias pioneiras que sejam consistentemente melhores para o planeta. Visite fmc.com para saber mais e siga-nos no LinkedIn®.

FMC e o logotipo da FMC, assim como Onsuva®, Zignal®, são marcas comerciais da FMC Corporation ou afiliada. Produtos de uso agrícola. Consulte sempre um engenheiro agrônomo. Sempre leia o rótulo e siga todas as instruções, restrições e precauções de uso do produto.

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Fonte: Assessoria de imprensa



 

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