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10 de julho de 2026

Sustentabilidade

Tempo seco acelera colheita da soja no RS, que atinge 98% da área cultivada – MAIS SOJA

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Soja: A colheita está em finalização, alcançando 98% da área cultivada. A predominância de tempo seco e a redução da umidade dos grãos favoreceram o avanço das operações, proporcionando maior fluidez e reduzindo a incidência de descontos por umidade nas unidades de recebimento e beneficiamento.

De forma geral, a safra apresentou elevada variabilidade de rendimento entre regiões, e, até mesmo, dentro de um mesmo município, refletindo a influência da distribuição irregular
das chuvas, das características edáficas, do posicionamento de cultivares e do nível tecnológico empregado. Em áreas submetidas a déficit hídrico mais intenso entre janeiro e fevereiro, especialmente em solos rasos ou arenosos, ocorreram perdas significativas e formação irregular de plantas.

As produtividades variaram amplamente no Estado, desde áreas abaixo de 1.000 kg/ha a lavouras superiores a 4.000 kg/ha, em especial nas cultivadas com variedades de ciclo intermediário e nas áreas irrigadas. Contudo, foram observadas diferenças expressivas de desempenho entre materiais genéticos submetidos ao mesmo manejo, evidenciando a importância da adaptação das cultivares aos ambientes de produção.

As lavouras remanescentes são áreas de segundo cultivo, implantadas fora da janela preferencial, ou em sistemas sucessivos ao milho. Em parte das áreas, observam-se produtividades inferiores em função da redução do potencial produtivo associada à semeadura tardia e menor desenvolvimento vegetativo. Parte dos grãos dessas lavouras apresenta menor calibre, mas boa uniformidade, sendo destinada à reserva para sementes.

A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha, e a área cultivada em 6.624.988 hectares.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o predomínio de tempo seco favoreceu o avanço expressivo da colheita, especialmente em municípios que apresentavam atraso operacional.

Na Fronteira Oeste, iniciaram-se os trabalhos de colheita das áreas de safrinha, implantadas após o milho em Manoel Viana, Maçambará e São Borja. Em Rosário do Sul, após o forte estresse hídrico registrado em janeiro e parte de fevereiro, quando ocorreu morte de plantas em reboleiras nos solos mais arenosos, o retorno das chuvas beneficiou principalmente as cultivares de ciclo médio e longo. Aproximadamente 95% dos 50 mil hectares cultivados foram colhidos, com produtividade média de 2.280 kg/ha. Na Campanha, as produtividades continuam bastante variáveis, entre 900 e 3.600 kg/ha, conforme distribuição das chuvas, época de semeadura, ambiente de produção e nível de investimento.

Também foram observadas diferenças de até 600 kg/ha entre cultivares submetidas ao mesmo manejo. O tempo seco ainda favoreceu a colheita de áreas destinadas à produção de sementes próprias para a próxima safra. Na de Caxias do Sul, o tempo seco permitiu a conclusão da colheita em toda a região. O rendimento médio finalizou abaixo da expectativa inicial, atingindo cerca de 3.000 kg/ha.

Na de Erechim, a colheita foi concluída, e a produtividade média está estimada em cerca de 3.700 kg/ha. Porém, houve forte variabilidade entre municípios, de 2.200 a 4.200 kg/ha. As cultivares de maturação intermediária apresentaram os melhores desempenhos. Na de Ijuí, a colheita alcança 98%. A produtividade está em torno de 3.000 kg/ha. As lavouras de segundo cultivo estão em fase final de colheita, apresentando elevada variabilidade produtiva, embora algumas áreas tenham superado 3.500 kg/ha. As áreas restantes possuem menor potencial produtivo em decorrência da semeadura tardia. Os produtores concluíram a aplicação de produtos para a uniformização da maturação, aguardando apenas condições operacionais para o encerramento da colheita. Os grãos provenientes da safrinha apresentam menor tamanho, mas maior uniformidade, sendo direcionados principalmente para uso como sementes.

Na de Passo Fundo, a colheita foi concluída. A produtividade média estimada alcança 3.500 kg/ha, com pequenas oscilações entre lavouras acima ou abaixo desse patamar. Na de Pelotas, a colheita chega a 91% das áreas cultivadas. Nas áreas remanescentes, as lavouras se encontram em maturação ou maduras. A produtividade média regional está estimada em 2.800 kg/ha.

Na de Santa Maria, a colheita está praticamente finalizada. Em Tupanciretã, os 147.015 hectares cultivados foram totalmente colhidos, com produtividade média de 3.000 kg/ha. Nas áreas irrigadas, abrangendo 5.070 hectares, a produtividade média alcançou 4.800 kg/ha. Na região, a produtividade média está estimada em 2.900 kg/ha.

Na de Santa Rosa, 97% das áreas foram colhidas; 2% estão maduras; e 1% ainda em enchimento de grãos. A produtividade média regional se situa em torno de 2.400 kg/ha, com variações relacionadas principalmente à distribuição das precipitações ao longo do ciclo. Nas áreas de soja safrinha, as produtividades oscilam entre 900 e 4.200 kg/ha em razão da irregularidade das chuvas, da redução do fotoperíodo e do menor desenvolvimento. Na de Soledade, o predomínio de tempo firme permitiu a finalização da colheita. A produtividade média regional deve ficar próxima de 3.000 kg/ha.

Comercialização (saca de 60 quilos)

A cotação média da soja passou de R$ 114,52 para R$ 114,96, aumentando 0,38% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Vazio sanitário: a prevenção que fortalece a próxima safra – MAIS SOJA

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A partir de 03/07, inicia-se o período de vazio sanitário da cultura de soja, que se estende até 30/09 no Rio Grande do Sul. Uma medida nacional que representa uma das principais estratégias de manejo da ferrugem-asiática-da-soja (Phakopsora pachyrhizi).

Durante esses 90 dias, a manutenção de plantas vivas de soja nas áreas agrícolas é proibida com o objetivo de interromper o ciclo da doença, reduzir a quantidade de inóculo disponível no ambiente e contribuir para maior eficácia das medidas de controle.

Neste ano, as condições climáticas favoreceram esse propósito. As sucessivas geadas, registradas em diversas regiões do Estado, eliminaram naturalmente grande parte das plantas voluntárias de soja que emergiram após a colheita, diminuindo significativamente a chamada “ponte verde”. Ainda assim, áreas onde persistem plantas vivas continuam representando risco para a manutenção do patógeno e merecem atenção dos produtores.

É justamente nesses focos remanescentes que se concentra a atenção durante o vazio sanitário. Mesmo em pequena quantidade, essas plantas podem servir de hospedeiras para o patógeno, favorecendo sua sobrevivência e antecipando o aparecimento da doença na safra seguinte. Por isso, o monitoramento e a eliminação das plantas voluntárias continuam sendo indispensáveis para complementar o efeito benéfico proporcionado pelas baixas temperaturas.

A importância dessa medida se torna ainda maior diante dos desafios enfrentados no controle da ferrugem-asiática. Nas últimas safras, tem sido observada menor sensibilidade do fungo a diferentes grupos de fungicidas, tornando o manejo integrado cada vez mais necessário.

Aliado ao uso de cultivares adaptadas, à semeadura dentro do calendário recomendado, ao monitoramento das lavouras e ao emprego de fungicidas com rotação de mecanismos de ação, o vazio sanitário contribui para preservar a eficácia das ferramentas disponíveis e reduzir a pressão de seleção das populações resistentes. Nenhuma tecnologia, isoladamente, é capaz de assegurar o controle da ferrugem-asiática. A combinação de práticas preventivas continua sendo o melhor caminho.

A Emater/RS-Ascar reforça a importância de os produtores aproveitarem este período para vistoriar suas áreas e eliminar eventuais plantas remanescentes. A prevenção realizada durante a entressafra é uma das ações mais eficientes e de menor custo para proteger o potencial produtivo da próxima safra.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Trigo sobe forte em Chicago com preocupações sobre safra europeia e expectativa de estoques menores nos EUA – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (9) em forte alta. As cotações foram sustentadas pelas preocupações com os impactos do calor sobre a produção de trigo na Europa e pela expectativa de estoques menores nos Estados Unidos no relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para sexta-feira (10).

Segundo a Dow Jones, o clima excessivamente quente nas principais regiões produtoras da União Europeia sustentou o mercado. As temperaturas elevadas atingiram áreas de cultivo na França e em outros países do bloco, aumentando as preocupações com uma redução da safra europeia e dando suporte às cotações em Chicago.

O mercado também encontrou suporte nas expectativas de aperto na oferta norte-americana. Analistas consultados pela Reuters esperam que o USDA reduza sua projeção para os estoques finais de trigo dos Estados Unidos na temporada 2026/27, refletindo principalmente a estimativa de área plantada abaixo do esperado divulgada no fim de junho.

Os investidores também seguiram atentos ao relatório mensal do USDA. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal e pela Dow Jones projetam estoques finais de trigo dos Estados Unidos em 710 milhões de bushels na safra 2026/27, abaixo dos 744 milhões estimados em junho. No cenário global, a expectativa é de estoques finais de 273,2 milhões de toneladas, ante 275,4 milhões projetadas no mês anterior.

As perspectivas de ampla oferta entre os principais exportadores permaneceram no radar do mercado. A Bolsa de Comércio de Rosário elevou sua estimativa para a safra argentina de trigo 2026/27 para 20,5 milhões de toneladas, enquanto a expectativa de uma safra robusta na Rússia segue reforçando a disponibilidade global do cereal.

Além disso, operadores destacaram que a pressão sazonal da colheita de trigo nos Estados Unidos começa a perder força. Com a colheita do trigo de inverno já alcançando 59% da área, o mercado passa a concentrar maior atenção nos fundamentos de oferta e demanda, o que também contribuiu para sustentar as cotações do cereal.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo da safra 2026/27 somaram 313,1 mil toneladas na semana encerrada em 2 de julho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi a Coreia do Sul, com 101 mil toneladas. O volume ficou próximo ao piso das expectativas do mercado.

Os contratos com entrega em setembro fecharam cotados a US$ 6,19 3/4 por bushel, com alta de 12,00 centavos de dólar, ou 1,97%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em dezembro encerraram a US$ 6,34 por bushel, com avanço de 10,75 centavos de dólar, ou 1,72%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

‘Mais do que evitar multas, precisamos evitar a ferrugem nas lavouras’, diz presidente da Aprosoja GO

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Foto: Divulgação/Aiba

O vazio sanitário da soja está oficialmente em vigor em Goiás e segue até 24 de setembro. Durante esse período, é proibida a manutenção de plantas vivas de soja nas propriedades rurais. A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas da cultura.

Além de reduzir a sobrevivência do fungo entre uma safra e outra, o vazio sanitário contribui para retardar o aparecimento da doença nas lavouras da próxima temporada. Com isso, os produtores tendem a realizar menos aplicações de fungicidas, reduzindo os custos de produção e diminuindo o risco de o patógeno desenvolver resistência aos produtos utilizados no controle.

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Segundo o presidente da Aprosoja Goiás, Clodoaldo Calegari, a importância da medida vai muito além da fiscalização do cumprimento das normas. “O vazio sanitário é fundamental porque atrasa a entrada do fungo nas lavouras, reduz a pressão para o surgimento de resistência aos fungicidas e diminui o número de aplicações necessárias. O resultado é uma lavoura mais saudável e maior produtividade”, explica.

Calegari também faz um alerta para a safra 2025/2026. De acordo com ele, as chuvas registradas de forma atípica durante o mês de junho, em praticamente todo o estado de Goiás, criaram condições favoráveis para a sobrevivência do fungo, reforçando a necessidade de cumprimento rigoroso do vazio sanitário por todos os produtores.

“O que isso pode provocar? Essas áreas podem apresentar um novo fluxo de plantas voluntárias de soja, que servem de hospedeiras para o fungo. Por isso, é preciso redobrar a atenção. Mais do que evitar multas, precisamos evitar que a patologia cause prejuízos expressivos na próxima safra. Essa é uma ferramenta essencial para o manejo da ferrugem asiática e deve ser respeitado e aplicado por todos”, conclui.

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O post ‘Mais do que evitar multas, precisamos evitar a ferrugem nas lavouras’, diz presidente da Aprosoja GO apareceu primeiro em Canal Rural.

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