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19 de agosto de 2026

Business

Produtora rural assume gestão da fazenda da família e aposta em tecnologia para ganhar eficiência no campo

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A decisão de arrendar a fazenda da família durou apenas um ano. Em 2020, após a separação societária da propriedade, o produtor Marcos Brunetta pensou em deixar a atividade agrícola, mas a esposa, Marisa Brunetta, decidiu assumir a gestão administrativa do negócio e manter a produção em andamento em Santo Antônio do Leste.

Sem experiência na rotina do agro, ela passou a mergulhar no universo da gestão rural. Formada em Administração, assumiu áreas como financeiro, vendas, administrativo, jurídico e gestão de pessoas da fazenda. O início foi marcado por aprendizado intenso e adaptação à nova realidade da propriedade.

Marisa conta que até então estava totalmente voltada à maternidade e pouco acompanhava o negócio rural da família. “Eu não sabia nada mesmo, eu estava muito voltada pra maternidade, para os meus filhos, então eu não atuava nem de forma indireta no negócio. Então foi um desafio muito grande”, diz ao programa Direto ao Ponto.

A mudança ocorreu justamente em um momento em que o marido pensava em deixar a atividade. Segundo ela, a pressão para continuar produzindo falou mais alto. “Naquele momento meu esposo não queria mais plantar, queria arrendar e foi aí que começou minha atuação”.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Aprendizado dentro da fazenda

Enquanto Marcos Brunetta dominava as operações dentro da porteira, a parte administrativa era conduzida pelo antigo sócio da família. Foi justamente nesse espaço que Marisa passou a atuar.

Ela conta que o início foi marcado por muito estudo e dedicação. “Cursos eu faço sempre. Eu digo que foi um período de extrema dedicação”. Ao longo da trajetória, Marisa encontrou apoio em produtores mais experientes. Um deles foi um agricultor de Primavera do Leste, citado por ela como uma das principais referências nesse processo de aprendizado.

“Ele me ensinou. Ele que teve a iniciativa e chegou e falou: ‘Você sabe como que faz isso?’. Coisas básicas assim. E eu, tipo, naquele momento não sabia”.

Hoje, ela define sua atuação dentro da fazenda como uma gestão ampla, acompanhando diferentes setores da propriedade. “Eu acho que o meu papel hoje, é um papel muito mais de uma profissional que tem uma visão generalista. Eu não sou especialista em finanças ou numa parte jurídica, mas como eu atuo em várias frentes, então a gente tem que ter um pouco de cada”, afirma ao programa do Canal Rural Mato Grosso.

Marisa afirma que o agro exige planejamento constante e decisões cada vez mais cautelosas, principalmente diante das margens mais apertadas enfrentadas pelo setor.  Segundo ela, a busca é produzir mais gastando menos e reduzindo a dependência de juros altos. “O grande desafio é a gente cada vez produzir mais com custo mais baixo e com uma margem mais alta”.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Programa VAlora amplia controle dos talhões

Na busca por mais eficiência, a fazenda passou a investir no uso de ferramentas digitais para tomadas de decisões. Entre os recursos adotados está o programa VAlora, da Bayer.

De acordo com Marisa, a plataforma permite integrar dados da propriedade e acompanhar informações de plantio, pulverização e produtividade em tempo real. “Hoje eu tenho na palma da mão várias informações de plantio, de aplicação, de produtividade”. Ela explica que o sistema ajudou a mudar a forma como a fazenda passou a enxergar os talhões. “Eu passei a ver cada talhão de uma forma mais detalhada. Antes nós víamos de uma forma generalizada”.

A partir disso, a propriedade passou a utilizar ferramentas como taxa variável e pulverização seletiva em algumas operações. “A máquina faz a leitura e ela faz a aplicação, só que ela faz a aplicação pontual onde tem a erva daninha”. Conforme a produtora, algumas aplicações já geram economia próxima de 70% no uso de herbicidas.

“Isso nos permite ser mais eficientes e isso é mais racional no uso dos insumos também”. Ela afirma ainda que o uso da tecnologia contribuiu para melhorar o controle das áreas. “A gente passou a ter talhões muito mais limpos, com um controle muito melhor”.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Filhos mais próximos da rotina no campo

Além da gestão da fazenda, a família também decidiu aproximar os filhos da vida no interior. Os adolescentes, de 14 e 17 anos, passaram a morar na propriedade, localizada a cerca de cinco quilômetros de Santo Antônio do Leste. “Enquanto a maioria dos pais estão mandando os filhos para os grandes centros, nós estamos trazendo os filhos para o interior”, frisa.

Os dois estudam na cidade e utilizam o transporte escolar diariamente. Segundo Marisa, a decisão busca fortalecer o vínculo dos filhos com o agro e com a história construída pela família. “Eu como mãe, o que eu mais desejo é que meus filhos deem continuidade ao todo legado que nós estamos construindo”.

Ela conta que os dois já demonstram afinidade com a rotina da fazenda. O mais velho gosta das operações ligadas às máquinas, enquanto o mais novo passou a se envolver mais com a vida no campo. “O mais novo, ele já estava com aquele perfil muito menino de cidade, eu falei: ‘Não, está na hora de resgatar para o campo’”.

Na produção, a fazenda vem registrando resultados acima da média estadual, tanto na soja quanto no milho. Marisa atribui o desempenho ao planejamento, ao manejo do solo e ao cuidado com a janela de plantio. “Nós somos muito dedicados, temos nossa equipe, toda nossa equipe faz tudo com muito capricho, então acho que tem um diferencial na forma que nós trabalhamos”.

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Pesquisa avalia clones de eucalipto para condições de Mato Grosso

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A escolha de materiais genéticos mais adaptados às condições de Mato Grosso é um dos caminhos estudados pelo setor florestal para aumentar a eficiência dos plantios de eucalipto. A busca por maior produtividade será discutida em setembro, durante o Encontro Técnico dos Produtores de Árvores de Mato Grosso, em Cuiabá.

As características de solo e clima encontradas no estado exigem avaliações que indiquem quais materiais apresentam melhor desempenho em diferentes condições de cultivo. Nesse contexto, pesquisadores e profissionais do setor vão discutir genética, manejo e tecnologias aplicadas às florestas plantadas.

O pesquisador Maurel Behling, doutor em solo e nutrição de plantas da Embrapa Agrossilvipastoril, apresentará parte dos resultados obtidos nas avaliações realizadas em Mato Grosso.

“Durante o encontro técnico, a Embrapa apresentará os resultados parciais do experimento de validação de clones de eucalipto aqui para o estado de Mato Grosso. É um projeto desenvolvido em parceria entre a Arefloresta, Embrapa e Sedec, com recursos do Fundo Desenvolve Floresta”, explica.

Manejo influencia desempenho dos plantios

A fertilidade do solo, o manejo e a adoção de novas tecnologias estarão entre os assuntos discutidos pelo engenheiro florestal Ranieri Souza. Para ele, as mudanças no setor também passam pela chegada de novos materiais.

“Vamos discutir fertilidade do solo, manejo de florestas e também abordar um pouco do que está acontecendo no setor florestal do estado, com novos clones, novas tecnologias”, pontua o consultor da CM Florestal.

A programação ainda prevê discussões sobre produtividade do eucalipto em áreas de fronteira agrícola e sobre prevenção e combate aos incêndios florestais. Pesquisadores do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais também participarão do encontro.

Para o presidente da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Fausto Takizawa, o encontro deve contribuir para aproximar conhecimento técnico e prática no campo. “A intenção do evento é discutir soluções para o aumento da produtividade média dos plantios por meio da inovação e disseminação de boas práticas”, frisa.

O evento será realizado no dia 11 de setembro, das 8h às 18h30, na sede da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso, em Cuiabá. As vagas são limitadas a 100 participantes.


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Colheita do milho de inverno 2025/26 atinge 84,7% da área no País

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A colheita da segunda safra de milho 2025/26 no Brasil alcançou 84,7% da área semeada até o último sábado (15), informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço foi de 6,5 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período da safra 2024/25, o ritmo está 4,6 pontos porcentuais abaixo.

Segundo a Conab, no mesmo momento da safra passada 89,3% da área já havia sido colhida. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 86,6%, os trabalhos também seguem em ritmo inferior.

Entre os estados que ainda têm colheita em andamento estão Mato Grosso, com 99,8% da área colhida; Piauí, com 97%; Goiás, com 88%; São Paulo, com 77%; Minas Gerais, com 62%; e Paraná, com 60%. Tocantins e Maranhão já encerraram a safra do grão.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

No milho verão 2025/26, a colheita foi concluída, com avanço de 1 ponto porcentual ante o sábado anterior.

A colheita do algodão 2025/26 atingiu 59,6% da área semeada até o sábado (15), com avanço de 15,9 pontos porcentuais na semana. Na comparação com igual momento da safra passada, quando 48,9% da área haviam sido colhidos, os trabalhos estão adiantados. Frente à média dos últimos cinco anos, de 64,5%, o ritmo está 4,9 pontos porcentuais abaixo.

Os estados com colheita de algodão mais avançada são Maranhão e Piauí, com 84% da área ceifada; Mato Grosso do Sul e Goiás, com 77%; Mato Grosso, com 58,7%; Minas Gerais, com 58%; e Bahia, com 56%.

A Conab também informou que a colheita do tribo 2026 chegou a 4,7% até o sábado (15), alta de 1,4 ponto porcentual na semana. Em igual período da safra 2025, o índice era de 6,3%. Entre os estados com trabalhos iniciados estão Goiás, com 70% da área ceifada; Minas Gerais, com 35%; Mato Grosso do Sul, com 10%; e São Paulo, com 5%.

Os dados do boletim de progresso de safra da Conab mostram avanço nas colheitas de milho de inverno, algodão e tribo, com ritmos distintos entre os estados e comparação abaixo do ano anterior em parte das culturas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa faz recomendações de fortalecimento do agro para candidatos às eleições

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Foto: Divulgação TSE, alterada por IA

A Embrapa disponibilizou em seu site o documento “Agenda estratégica para a agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação”, voltado aos candidatos que vão disputar em outubro cargos nos poderes Executivo e Legislativo.

O material tem como objetivo contribuir para a construção de propostas para a sustentabilidade da agricultura no país. Assim, reúne evidências científicas, diagnósticos e recomendações voltadas ao fortalecimento do setor e defende a ampliação e a estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva.

O material também tem como propósito subsidiar programas de governo e iniciativas legislativas relacionadas ao setor agropecuário brasileiro.

A agenda proposta pela Embrapa está estruturada em seis dimensões estratégicas:

  1. Segurança alimentar e nutricional, que busca fortalecer os sistemas alimentares e ampliar o acesso da população a alimentos saudáveis e nutritivos
  2. Agricultura sustentável e a resiliência à mudança do clima, baseada na adoção de tecnologias de baixo carbono, na recuperação de áreas degradadas e em soluções que permitam à produção agropecuária se adaptar aos efeitos do aquecimento global.
  3. Bioeconomia, que propõe transformar a biodiversidade e a biomassa brasileiras em novos produtos, serviços e oportunidades de negócios, agregando valor às cadeias produtivas e promovendo o desenvolvimento sustentável dos territórios.
  4. Transição energética e a bioenergia, com a expansão de biocombustíveis, biogás, biometano e outras fontes renováveis capazes de posicionar o Brasil como referência global em soluções de baixo carbono.
  5. Desenvolvimento territorial e a inclusão produtiva, com foco na redução das desigualdades regionais e na ampliação do acesso à tecnologia, ao crédito e à assistência técnica para agricultores familiares, povos indígenas, comunidades tradicionais, mulheres e jovens rurais.
  6. Transformação digital como eixo transversal para democratizar o acesso à inovação, ampliar a competitividade e preparar uma nova geração de produtores e trabalhadores rurais em uma economia cada vez mais baseada em dados e conhecimento.

Conectividade no campo

O documento da Embrapa também foca no acesso domiciliar à internet nas áreas rurais, que teve expressivo avanço na última década, alcan­çando 88% dos domicílios em 2025, segundo o IBGE. Em 2016, esse percentu­al era de apenas 35%.

“Contudo, persistem gargalos relevantes: a cobertura de rede móvel celular atinge apenas 68% dos domicílios rurais e, segundo o Indicador de Conectividade Rural (Conectar Agro/ UFV), em março de 2025, apenas 33,9% da área agri­cultável do país contava com cobertura 4G e somen­te 48,1% dos imóveis rurais tinham sua área agricul­tável totalmente conectada, restringindo a adoção plena de tecnologias digitais como sensoriamento, IoT e agricultura de precisão no campo”, destaca o documento.

Por isso, a Embrapa afirma que a ampliação da conectividade rural é con­dição essencial para a modernização da agricultura, a inclusão produtiva e a formação de uma nova gera­ção de produtores e trabalhadores rurais capacitados para atuar em uma economia cada vez mais baseada em dados e conhecimento.

A publicação também defende a ampliação e a estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva e a necessidade de formulação de leis e políticas públicas capazes de garantir, de forma permanente, os instrumentos institucionais e financeiros necessários para transformar conhecimento científico em benefícios econômicos, sociais e ambientais.

Atribuições do Poder Executivo

O documento da Embrapa afirma que a atuação do Poder Executivo na agenda agropecuária deve estar orientada pela consolidação de uma estratégia integrada de desenvolvimento rural sustentável, capaz de articular competitividade econômica, segurança alimentar, sustentabilidade ambiental e inclusão produtiva. Assim, destaca como elementos orientadores:

  • Fortalecimento da governança interministerial das políticas agroambientais, com integração entre segurança alimentar, clima, energia e comércio exterior, de forma a reduzir a fragmentação institucional e ampliar a coerência das políticas públicas.
  • Ampliação e estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação agropecuária, com foco em biotecnologia, agricultura de precisão, sistemas digitais, melhoramento genético e soluções baseadas na natureza, assegurando ganhos contínuos de produtividade com redução de impactos ambientais.
  • Consolidação de estratégias nacionais de adaptação e mitigação da mudança do clima na agricultura, com ênfase em gestão de riscos climáticos, seguros agrícolas, recuperação de áreas degradadas, intensificação sustentável e captura de carbono no solo.
  • Fortalecimento da inserção internacional da agricultura brasileira, com atenção a requisitos emergentes de sustentabilidade, rastreabilidade e descarbonização, assegurando competitividade em mercados cada vez mais regulados.
  • Promoção da transformação digital no campo como política estruturante, incluindo conectividade rural, interoperabilidade de dados agropecuários e uso de inteligência artificial para gestão produtiva e de riscos.
  • Expansão de políticas estruturantes de inclusão produtiva e desenvolvimento territorial, consolidando, por exemplo, a assistência técnica e a extensão rural como sistema importante para contribuir com redução de desigualdades regionais e ampliação do acesso à tecnologia, infraestrutura e serviços no meio rural.

Responsabilidades do Legislativo

A publicação da Embrapa enfatiza que o Poder Legislativo desempenha papel central na definição das condições institucionais, regulatórias e orçamentárias que moldam a evolução da agricultura brasileira.

“Sua atuação é determinante para assegurar estabilidade de políticas públicas e previsibilidade para investimentos de longo prazo”, diz trecho. Nesse contexto, destacam-se como elementos orientadores:

  • Aperfeiçoamento do marco legal da inovação agropecuária, com foco em biotecnologia, bioinsumos, propriedade intelectual e ambientes regulatórios que incentivem a pesquisa e a adoção tecnológica.
  • Consolidação de um arcabouço jurídico estável para políticas de sustentabilidade agroambiental, incluindo instrumentos de pagamento por serviços ambientais, rastreabilidade e incentivo à produção de baixo carbono.
  • Fortalecimento das bases legais e orçamentárias da política agrícola, assegurando previsibilidade de financiamento, ampliação do crédito rural e estabilidade de instrumentos de gestão de risco.
  • Aprimoramento da legislação relacionada à transição energética e à bioeconomia, promovendo segurança regulatória para biocombustíveis, biogás, biometano e outras cadeias baseadas em recursos renováveis.
  • Promoção de marcos legais para transformação digital no meio rural, incluindo proteção e uso de dados agropecuários, conectividade rural e incentivo à digitalização de pequenos e médios produtores.
  • Apoio à modernização institucional das políticas de desenvolvimento territorial e inclusão produtiva, com foco na redução de desigualdades regionais e fortalecimento da agricultura familiar em bases tecnológicas e sustentáveis.

O post Embrapa faz recomendações de fortalecimento do agro para candidatos às eleições apareceu primeiro em Canal Rural.

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