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19 de agosto de 2026

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Embrapa promove debate sobre produção e comércio de orgânicos em 2 de junho

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realiza na terça-feira (2), das 10h às 12h, o debate online “Cenário da produção e comércio global de alimentos orgânicos”, com transmissão pelo YouTube. O encontro reunirá pesquisadores de instituições públicas e universidades para discutir a evolução da produção orgânica, os mercados internacionais e os desafios para ampliar a participação do Brasil no setor.

O evento integra a série Debates em Socioeconomia, conduzida pela Assessoria de Estratégia da Embrapa e promovida pela Rede de Socioeconomia da Agricultura. Segundo a pesquisadora Lucimar Santiago de Abreu, da Embrapa Meio Ambiente, a conversão da agricultura convencional para sistemas orgânicos vem avançando em escala global. Ela afirma que o conjunto das culturas orgânicas brasileiras ainda está abaixo da média mundial, o que indica espaço para expansão da oferta voltada ao mercado interno e à exportação.

A programação prevê discussões sobre produção vegetal e animal, certificação, sustentabilidade, comércio internacional, mercados locais e organização das cadeias produtivas. Também devem entrar na pauta os entraves que limitam a expansão do segmento no país, além das demandas de pesquisa e inovação.

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Participam do painel Ana Maria Resende Junqueira, da Universidade de Brasília (UnB), que abordará a produção e o mercado global de orgânicos de origem vegetal; João Paulo Guimarães Soares, da Embrapa Cerrados, com foco em sistemas orgânicos de produção animal; e Lucas Ferreira Lima, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que apresentará uma análise comparativa entre Brasil e Dinamarca. A moderação será de Lucimar Santiago de Abreu.

De acordo com Marcos Françozo, analista de Inteligência Estratégica da Embrapa, a proposta é comparar sistemas agroalimentares orgânicos e identificar desafios e oportunidades para o setor. O material de divulgação do evento não apresenta estimativas numéricas atualizadas de produção, área ou faturamento, mas destaca a intenção de mapear gargalos e ampliar a competitividade da produção orgânica brasileira.

Para produtores, pesquisadores e agentes da cadeia, o debate pode ajudar a qualificar a discussão sobre mercados, regulação e organização produtiva dos orgânicos. A transmissão será aberta no canal da Embrapa no YouTube, sem detalhamento adicional sobre inscrição obrigatória no material divulgado.

Fonte: embrapa.br

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Confinamento cresce 43% em MT, mas reposição mais cara limita avanço

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O confinamento de bovinos deve crescer 43,41% em Mato Grosso neste ano, mas o encarecimento dos animais de reposição já limita o avanço da atividade. A projeção é de 1,33 milhão de cabeças, acima das 928,67 mil confinadas em 2025, mas abaixo da estimativa de 1,44 milhão feita pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em abril.

A revisão para baixo foi de 7,71% ante a previsão de abril e ocorre mesmo com a redução dos preços de importantes componentes da alimentação. O milho, por exemplo, está 13,86% mais barato que na média de 2025, enquanto o caroço de algodão caiu 24,18%, o DDG, 15,60%, e o farelo de soja, 2,47%.

“Apesar dessa queda nos principais insumos da alimentação dos animais, a diária média do confinamento no estado subiu para R$ 13,62 por cabeça, um crescimento de cerca de 3,54% em relação a abril e de 3,57% ante 2025”, aponta o levantamento do Imea.

O problema, conforme o Instituto, está no movimento relacionado principalmente à valorização dos animais de reposição. Entre os pecuaristas consultados, o preço da reposição foi apontado como a principal preocupação, com 23,76% das respostas. O preço do boi gordo apareceu em seguida, citado por 19,80% dos produtores.

O preço do bezerro de 12 meses subiu 13,06% em um ano, aumentando o capital necessário para colocar os animais no confinamento. A valorização do bezerro ocorre em um mercado com menor disponibilidade de fêmeas. O abate dessa categoria recuou 17,11% em julho, indicando retenção de matrizes e contribuindo para a pressão sobre os animais destinados à reposição.

Efeito no custo da arroba produzida

O efeito aparece no custo da arroba produzida, que variou de R$ 220,50 a R$ 235 entre os confinamentos avaliados. As propriedades com até mil cabeças tiveram média de R$ 220,50 por arroba, enquanto aquelas com 3.001 a 5 mil animais chegaram a R$ 235.

Nos grandes confinamentos, com mais de 5 mil cabeças, o custo médio ficou em R$ 223,13 por arroba.

A relação de troca também piorou para quem precisa formar os lotes. Em julho, eram necessários cerca de 2,16 bezerros para comprar um boi gordo, uma queda de 6,09% em relação a relação registrada em 2025.

Ainda de acordo com o levantamento, a arroba alcançou R$ 360,01 em abril, recuou para R$ 312,94 e chegou a R$ 324,17 em julho.

Entregas se concentram no segundo semestre

A pressão sobre a atividade também passa pelo momento de venda dos animais. O Imea estima que 80,74% dos bovinos confinados sejam abatidos até o fim do ano, com 48,31% das entregas previstas entre setembro e novembro.

A concentração ocorre em um período de atenção para o mercado externo, diante do esgotamento da cota de importação de carne bovina da China. A expectativa é de retomada dos embarques no fim de outubro, já considerando a cota de 2027.

Para reduzir a exposição às oscilações da arroba, 33,33% dos produtores consultados utilizaram contratos a termo com frigoríficos. As operações envolveram 17,52% das cabeças projetadas.

Outros 30,23% recorreram a operações na B3, abrangendo 14,44% dos animais. As estratégias permitem estabelecer mecanismos de proteção para o período de comercialização.


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Pesquisa avalia clones de eucalipto para condições de Mato Grosso

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A escolha de materiais genéticos mais adaptados às condições de Mato Grosso é um dos caminhos estudados pelo setor florestal para aumentar a eficiência dos plantios de eucalipto. A busca por maior produtividade será discutida em setembro, durante o Encontro Técnico dos Produtores de Árvores de Mato Grosso, em Cuiabá.

As características de solo e clima encontradas no estado exigem avaliações que indiquem quais materiais apresentam melhor desempenho em diferentes condições de cultivo. Nesse contexto, pesquisadores e profissionais do setor vão discutir genética, manejo e tecnologias aplicadas às florestas plantadas.

O pesquisador Maurel Behling, doutor em solo e nutrição de plantas da Embrapa Agrossilvipastoril, apresentará parte dos resultados obtidos nas avaliações realizadas em Mato Grosso.

“Durante o encontro técnico, a Embrapa apresentará os resultados parciais do experimento de validação de clones de eucalipto aqui para o estado de Mato Grosso. É um projeto desenvolvido em parceria entre a Arefloresta, Embrapa e Sedec, com recursos do Fundo Desenvolve Floresta”, explica.

Manejo influencia desempenho dos plantios

A fertilidade do solo, o manejo e a adoção de novas tecnologias estarão entre os assuntos discutidos pelo engenheiro florestal Ranieri Souza. Para ele, as mudanças no setor também passam pela chegada de novos materiais.

“Vamos discutir fertilidade do solo, manejo de florestas e também abordar um pouco do que está acontecendo no setor florestal do estado, com novos clones, novas tecnologias”, pontua o consultor da CM Florestal.

A programação ainda prevê discussões sobre produtividade do eucalipto em áreas de fronteira agrícola e sobre prevenção e combate aos incêndios florestais. Pesquisadores do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais também participarão do encontro.

Para o presidente da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Fausto Takizawa, o encontro deve contribuir para aproximar conhecimento técnico e prática no campo. “A intenção do evento é discutir soluções para o aumento da produtividade média dos plantios por meio da inovação e disseminação de boas práticas”, frisa.

O evento será realizado no dia 11 de setembro, das 8h às 18h30, na sede da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso, em Cuiabá. As vagas são limitadas a 100 participantes.


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Colheita do milho de inverno 2025/26 atinge 84,7% da área no País

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A colheita da segunda safra de milho 2025/26 no Brasil alcançou 84,7% da área semeada até o último sábado (15), informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço foi de 6,5 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período da safra 2024/25, o ritmo está 4,6 pontos porcentuais abaixo.

Segundo a Conab, no mesmo momento da safra passada 89,3% da área já havia sido colhida. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 86,6%, os trabalhos também seguem em ritmo inferior.

Entre os estados que ainda têm colheita em andamento estão Mato Grosso, com 99,8% da área colhida; Piauí, com 97%; Goiás, com 88%; São Paulo, com 77%; Minas Gerais, com 62%; e Paraná, com 60%. Tocantins e Maranhão já encerraram a safra do grão.

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No milho verão 2025/26, a colheita foi concluída, com avanço de 1 ponto porcentual ante o sábado anterior.

A colheita do algodão 2025/26 atingiu 59,6% da área semeada até o sábado (15), com avanço de 15,9 pontos porcentuais na semana. Na comparação com igual momento da safra passada, quando 48,9% da área haviam sido colhidos, os trabalhos estão adiantados. Frente à média dos últimos cinco anos, de 64,5%, o ritmo está 4,9 pontos porcentuais abaixo.

Os estados com colheita de algodão mais avançada são Maranhão e Piauí, com 84% da área ceifada; Mato Grosso do Sul e Goiás, com 77%; Mato Grosso, com 58,7%; Minas Gerais, com 58%; e Bahia, com 56%.

A Conab também informou que a colheita do tribo 2026 chegou a 4,7% até o sábado (15), alta de 1,4 ponto porcentual na semana. Em igual período da safra 2025, o índice era de 6,3%. Entre os estados com trabalhos iniciados estão Goiás, com 70% da área ceifada; Minas Gerais, com 35%; Mato Grosso do Sul, com 10%; e São Paulo, com 5%.

Os dados do boletim de progresso de safra da Conab mostram avanço nas colheitas de milho de inverno, algodão e tribo, com ritmos distintos entre os estados e comparação abaixo do ano anterior em parte das culturas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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