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19 de agosto de 2026

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Pequenos produtores terão R$ 76,7 milhões para investir em maquinário e irrigação

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Foto: Seaf-MT/Reprodução

O Governo de Mato Grosso abre na próxima quinta-feira, dia 21 de maio, as inscrições para os produtores interessados em acessar o edital de R$ 76,7 milhões do Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf). O recurso financeiro serve para custear a compra de máquinas e equipamentos, sistemas de irrigação e obras de infraestrutura rural. A linha de crédito será operacionalizada pela Desenvolve MT e pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT).

Os repasses foram divididos em duas categorias para atender diferentes necessidades do campo. Projetos focados no desenvolvimento da produção agrícola e pecuária podem captar até R$ 50 mil por propriedade, somando uma reserva de R$ 52,85 milhões. Já as pequenas agroindústrias familiares contam com um teto de R$ 150 mil por proposta, com um montante total reservado de R$ 23,85 milhões. (confira o edital aqui)

Para ter acesso ao dinheiro, o agricultor não precisará alienar bens ou apresentar avalistas tradicionais. As regras fixadas pelo Estado determinam que a própria viabilidade do projeto técnico servirá como garantia bancária. Os contratos terão taxa de juros de 4% ao ano, carência de até dois anos e prazo máximo de sete anos (84 meses) para a quitação total.

Como solicitar o recurso

O preenchimento das propostas e o planejamento técnico exigidos no edital serão feitos sem custo para o produtor. A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT) ficou responsável por elaborar os projetos gratuitamente, e os interessados devem procurar a unidade da autarquia mais próxima para iniciar o atendimento.

A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, afirma que o edital representa um reforço importante para os pequenos produtores do estado.

“Estamos falando de um investimento que chega diretamente na ponta, ajudando famílias a produzirem mais, melhorarem sua estrutura e ampliarem suas oportunidades de renda. A agricultura familiar tem um papel essencial no abastecimento e no desenvolvimento dos municípios, e esse apoio fortalece toda a cadeia produtiva”, destaca.

A estratégia comercial desenhada para o fundo prioriza assentamentos, pequenas propriedades e povos tradicionais que atuam com horticultura, fruticultura, piscicultura, leite e corte. O presidente da Desenvolve MT, Helio Tito, destaca que o programa amplia o acesso ao crédito para quem produz no campo.

“O Fundaaf é uma ferramenta importante para levar desenvolvimento aos pequenos produtores, garantindo condições acessíveis de financiamento e incentivando o crescimento das agroindústrias familiares. Esse investimento fortalece a economia regional e gera novas oportunidades para as famílias do campo”, afirma.

Combate à desigualdade regional

O mapeamento da assistência técnica vai focar nos municípios de Mato Grosso que possuem menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e que concentram cinturões de produção de subsistência. “Os municípios atendidos pelo Fundo estão entre os mais vulneráveis do estado e concentram um grande número de pequenos produtores rurais de Mato Grosso. O programa tem como objetivo reduzir as desigualdades regionais, fortalecer a agricultura familiar e promover geração de renda nas pequenas propriedades”, ressalta o presidente da Empaer, Suelme Evangelista.

A atual distribuição de verbas amplia uma política pública testada no ano passado. Em 2025, o edital Fundaaf Inclusão Rural destinou R$ 21,1 milhões para o suporte de 3.589 famílias de baixa renda, que receberam fomento direto de até R$ 6 mil por propriedade. As fazendas atendidas naquele ciclo continuam sob monitoramento e assistência dos técnicos da Empaer até o final deste ano.


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Confinamento cresce 43% em MT, mas reposição mais cara limita avanço

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O confinamento de bovinos deve crescer 43,41% em Mato Grosso neste ano, mas o encarecimento dos animais de reposição já limita o avanço da atividade. A projeção é de 1,33 milhão de cabeças, acima das 928,67 mil confinadas em 2025, mas abaixo da estimativa de 1,44 milhão feita pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em abril.

A revisão para baixo foi de 7,71% ante a previsão de abril e ocorre mesmo com a redução dos preços de importantes componentes da alimentação. O milho, por exemplo, está 13,86% mais barato que na média de 2025, enquanto o caroço de algodão caiu 24,18%, o DDG, 15,60%, e o farelo de soja, 2,47%.

“Apesar dessa queda nos principais insumos da alimentação dos animais, a diária média do confinamento no estado subiu para R$ 13,62 por cabeça, um crescimento de cerca de 3,54% em relação a abril e de 3,57% ante 2025”, aponta o levantamento do Imea.

O problema, conforme o Instituto, está no movimento relacionado principalmente à valorização dos animais de reposição. Entre os pecuaristas consultados, o preço da reposição foi apontado como a principal preocupação, com 23,76% das respostas. O preço do boi gordo apareceu em seguida, citado por 19,80% dos produtores.

O preço do bezerro de 12 meses subiu 13,06% em um ano, aumentando o capital necessário para colocar os animais no confinamento. A valorização do bezerro ocorre em um mercado com menor disponibilidade de fêmeas. O abate dessa categoria recuou 17,11% em julho, indicando retenção de matrizes e contribuindo para a pressão sobre os animais destinados à reposição.

Efeito no custo da arroba produzida

O efeito aparece no custo da arroba produzida, que variou de R$ 220,50 a R$ 235 entre os confinamentos avaliados. As propriedades com até mil cabeças tiveram média de R$ 220,50 por arroba, enquanto aquelas com 3.001 a 5 mil animais chegaram a R$ 235.

Nos grandes confinamentos, com mais de 5 mil cabeças, o custo médio ficou em R$ 223,13 por arroba.

A relação de troca também piorou para quem precisa formar os lotes. Em julho, eram necessários cerca de 2,16 bezerros para comprar um boi gordo, uma queda de 6,09% em relação a relação registrada em 2025.

Ainda de acordo com o levantamento, a arroba alcançou R$ 360,01 em abril, recuou para R$ 312,94 e chegou a R$ 324,17 em julho.

Entregas se concentram no segundo semestre

A pressão sobre a atividade também passa pelo momento de venda dos animais. O Imea estima que 80,74% dos bovinos confinados sejam abatidos até o fim do ano, com 48,31% das entregas previstas entre setembro e novembro.

A concentração ocorre em um período de atenção para o mercado externo, diante do esgotamento da cota de importação de carne bovina da China. A expectativa é de retomada dos embarques no fim de outubro, já considerando a cota de 2027.

Para reduzir a exposição às oscilações da arroba, 33,33% dos produtores consultados utilizaram contratos a termo com frigoríficos. As operações envolveram 17,52% das cabeças projetadas.

Outros 30,23% recorreram a operações na B3, abrangendo 14,44% dos animais. As estratégias permitem estabelecer mecanismos de proteção para o período de comercialização.


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Pesquisa avalia clones de eucalipto para condições de Mato Grosso

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A escolha de materiais genéticos mais adaptados às condições de Mato Grosso é um dos caminhos estudados pelo setor florestal para aumentar a eficiência dos plantios de eucalipto. A busca por maior produtividade será discutida em setembro, durante o Encontro Técnico dos Produtores de Árvores de Mato Grosso, em Cuiabá.

As características de solo e clima encontradas no estado exigem avaliações que indiquem quais materiais apresentam melhor desempenho em diferentes condições de cultivo. Nesse contexto, pesquisadores e profissionais do setor vão discutir genética, manejo e tecnologias aplicadas às florestas plantadas.

O pesquisador Maurel Behling, doutor em solo e nutrição de plantas da Embrapa Agrossilvipastoril, apresentará parte dos resultados obtidos nas avaliações realizadas em Mato Grosso.

“Durante o encontro técnico, a Embrapa apresentará os resultados parciais do experimento de validação de clones de eucalipto aqui para o estado de Mato Grosso. É um projeto desenvolvido em parceria entre a Arefloresta, Embrapa e Sedec, com recursos do Fundo Desenvolve Floresta”, explica.

Manejo influencia desempenho dos plantios

A fertilidade do solo, o manejo e a adoção de novas tecnologias estarão entre os assuntos discutidos pelo engenheiro florestal Ranieri Souza. Para ele, as mudanças no setor também passam pela chegada de novos materiais.

“Vamos discutir fertilidade do solo, manejo de florestas e também abordar um pouco do que está acontecendo no setor florestal do estado, com novos clones, novas tecnologias”, pontua o consultor da CM Florestal.

A programação ainda prevê discussões sobre produtividade do eucalipto em áreas de fronteira agrícola e sobre prevenção e combate aos incêndios florestais. Pesquisadores do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais também participarão do encontro.

Para o presidente da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Fausto Takizawa, o encontro deve contribuir para aproximar conhecimento técnico e prática no campo. “A intenção do evento é discutir soluções para o aumento da produtividade média dos plantios por meio da inovação e disseminação de boas práticas”, frisa.

O evento será realizado no dia 11 de setembro, das 8h às 18h30, na sede da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso, em Cuiabá. As vagas são limitadas a 100 participantes.


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Colheita do milho de inverno 2025/26 atinge 84,7% da área no País

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A colheita da segunda safra de milho 2025/26 no Brasil alcançou 84,7% da área semeada até o último sábado (15), informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço foi de 6,5 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período da safra 2024/25, o ritmo está 4,6 pontos porcentuais abaixo.

Segundo a Conab, no mesmo momento da safra passada 89,3% da área já havia sido colhida. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 86,6%, os trabalhos também seguem em ritmo inferior.

Entre os estados que ainda têm colheita em andamento estão Mato Grosso, com 99,8% da área colhida; Piauí, com 97%; Goiás, com 88%; São Paulo, com 77%; Minas Gerais, com 62%; e Paraná, com 60%. Tocantins e Maranhão já encerraram a safra do grão.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

No milho verão 2025/26, a colheita foi concluída, com avanço de 1 ponto porcentual ante o sábado anterior.

A colheita do algodão 2025/26 atingiu 59,6% da área semeada até o sábado (15), com avanço de 15,9 pontos porcentuais na semana. Na comparação com igual momento da safra passada, quando 48,9% da área haviam sido colhidos, os trabalhos estão adiantados. Frente à média dos últimos cinco anos, de 64,5%, o ritmo está 4,9 pontos porcentuais abaixo.

Os estados com colheita de algodão mais avançada são Maranhão e Piauí, com 84% da área ceifada; Mato Grosso do Sul e Goiás, com 77%; Mato Grosso, com 58,7%; Minas Gerais, com 58%; e Bahia, com 56%.

A Conab também informou que a colheita do tribo 2026 chegou a 4,7% até o sábado (15), alta de 1,4 ponto porcentual na semana. Em igual período da safra 2025, o índice era de 6,3%. Entre os estados com trabalhos iniciados estão Goiás, com 70% da área ceifada; Minas Gerais, com 35%; Mato Grosso do Sul, com 10%; e São Paulo, com 5%.

Os dados do boletim de progresso de safra da Conab mostram avanço nas colheitas de milho de inverno, algodão e tribo, com ritmos distintos entre os estados e comparação abaixo do ano anterior em parte das culturas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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