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19 de agosto de 2026

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Área tratada com defensivos no Brasil cresce 7,5% e bate recorde

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Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato Grosso

O manejo de pragas e doenças exigiu atenção redobrada do produtor brasileiro na última safra. O uso de defensivos agrícolas nas lavouras do país fechou 2025 com uma alta de 7,5% na Área Potencial Tratada (PAT). Ao todo, o montante superou a marca de 2,6 bilhões de hectares protegidos, de acordo com um levantamento realizado pela Kynetec Brasil a pedido do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg).

Para entender o tamanho desse número, vale lembrar que a metodologia do PAT não mede apenas o tamanho físico do terreno, mas sim a intensidade do tratamento. O cálculo cruza a área cultivada com o número de aplicações e a quantidade de produtos que foram necessários para proteger a planta. É um termômetro real da pressão de pragas no campo.

Essa alta veio mesmo depois de um ano cheio de altos e baixos. O primeiro semestre de 2025 foi bem desafiador para o bolso do produtor, com o clima jogando texturas difíceis na tela e os preços das commodities em retração. A virada de chave aconteceu na segunda metade do ano, puxada pela expansão de área plantada e pela valorização de insumos importantes no mercado, como o glifosato.

Soja e Mato Grosso na liderança do consumo

Como já era de se esperar, a soja continua sendo a cultura que mais demanda cuidados. O grão concentrou 55% de toda a área tratada no território nacional. Logo atrás veio o milho, que aumentou sua participação de 16% para 18% por causa do aumento de área e do ataque pesado de lagartas e insetos sugadores. Fechando o top 3, o algodão segurou seus 7% de representatividade.

Olhando para o mapa do Brasil, o Centro-Oeste e o Norte ditam o ritmo. A região formada por Mato Grosso e Rondônia concentrou sozinha 33% do total nacional de área tratada. O bloco do BAMATOPIPA (Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí) veio em seguida com 18%, superando o eixo São Paulo/Minas Gerais (13%) e a região Sul, com Rio Grande do Sul e Santa Catarina somando 11%.

Quando o assunto é o tipo de produto que mais movimentou os estoques das fazendas, os herbicidas lideraram em volume absoluto, abocanhando 46% do consumo total. Na sequência vieram os inseticidas e os fungicidas, empatados com 26% cada.

Já na divisão por área tratada (frequência de aplicação nas lavouras), os inseticidas assumiram a ponta com 30% da cobertura, seguidos pelos herbicidas (22%) e fungicidas (18%). O tratamento de sementes respondeu por 7% do bolo, enquanto o restante ficou com adjuvantes e reguladores de crescimento.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Pesquisa avalia clones de eucalipto para condições de Mato Grosso

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A escolha de materiais genéticos mais adaptados às condições de Mato Grosso é um dos caminhos estudados pelo setor florestal para aumentar a eficiência dos plantios de eucalipto. A busca por maior produtividade será discutida em setembro, durante o Encontro Técnico dos Produtores de Árvores de Mato Grosso, em Cuiabá.

As características de solo e clima encontradas no estado exigem avaliações que indiquem quais materiais apresentam melhor desempenho em diferentes condições de cultivo. Nesse contexto, pesquisadores e profissionais do setor vão discutir genética, manejo e tecnologias aplicadas às florestas plantadas.

O pesquisador Maurel Behling, doutor em solo e nutrição de plantas da Embrapa Agrossilvipastoril, apresentará parte dos resultados obtidos nas avaliações realizadas em Mato Grosso.

“Durante o encontro técnico, a Embrapa apresentará os resultados parciais do experimento de validação de clones de eucalipto aqui para o estado de Mato Grosso. É um projeto desenvolvido em parceria entre a Arefloresta, Embrapa e Sedec, com recursos do Fundo Desenvolve Floresta”, explica.

Manejo influencia desempenho dos plantios

A fertilidade do solo, o manejo e a adoção de novas tecnologias estarão entre os assuntos discutidos pelo engenheiro florestal Ranieri Souza. Para ele, as mudanças no setor também passam pela chegada de novos materiais.

“Vamos discutir fertilidade do solo, manejo de florestas e também abordar um pouco do que está acontecendo no setor florestal do estado, com novos clones, novas tecnologias”, pontua o consultor da CM Florestal.

A programação ainda prevê discussões sobre produtividade do eucalipto em áreas de fronteira agrícola e sobre prevenção e combate aos incêndios florestais. Pesquisadores do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais também participarão do encontro.

Para o presidente da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Fausto Takizawa, o encontro deve contribuir para aproximar conhecimento técnico e prática no campo. “A intenção do evento é discutir soluções para o aumento da produtividade média dos plantios por meio da inovação e disseminação de boas práticas”, frisa.

O evento será realizado no dia 11 de setembro, das 8h às 18h30, na sede da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso, em Cuiabá. As vagas são limitadas a 100 participantes.


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Colheita do milho de inverno 2025/26 atinge 84,7% da área no País

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A colheita da segunda safra de milho 2025/26 no Brasil alcançou 84,7% da área semeada até o último sábado (15), informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço foi de 6,5 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período da safra 2024/25, o ritmo está 4,6 pontos porcentuais abaixo.

Segundo a Conab, no mesmo momento da safra passada 89,3% da área já havia sido colhida. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 86,6%, os trabalhos também seguem em ritmo inferior.

Entre os estados que ainda têm colheita em andamento estão Mato Grosso, com 99,8% da área colhida; Piauí, com 97%; Goiás, com 88%; São Paulo, com 77%; Minas Gerais, com 62%; e Paraná, com 60%. Tocantins e Maranhão já encerraram a safra do grão.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

No milho verão 2025/26, a colheita foi concluída, com avanço de 1 ponto porcentual ante o sábado anterior.

A colheita do algodão 2025/26 atingiu 59,6% da área semeada até o sábado (15), com avanço de 15,9 pontos porcentuais na semana. Na comparação com igual momento da safra passada, quando 48,9% da área haviam sido colhidos, os trabalhos estão adiantados. Frente à média dos últimos cinco anos, de 64,5%, o ritmo está 4,9 pontos porcentuais abaixo.

Os estados com colheita de algodão mais avançada são Maranhão e Piauí, com 84% da área ceifada; Mato Grosso do Sul e Goiás, com 77%; Mato Grosso, com 58,7%; Minas Gerais, com 58%; e Bahia, com 56%.

A Conab também informou que a colheita do tribo 2026 chegou a 4,7% até o sábado (15), alta de 1,4 ponto porcentual na semana. Em igual período da safra 2025, o índice era de 6,3%. Entre os estados com trabalhos iniciados estão Goiás, com 70% da área ceifada; Minas Gerais, com 35%; Mato Grosso do Sul, com 10%; e São Paulo, com 5%.

Os dados do boletim de progresso de safra da Conab mostram avanço nas colheitas de milho de inverno, algodão e tribo, com ritmos distintos entre os estados e comparação abaixo do ano anterior em parte das culturas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa faz recomendações de fortalecimento do agro para candidatos às eleições

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Foto: Divulgação TSE, alterada por IA

A Embrapa disponibilizou em seu site o documento “Agenda estratégica para a agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação”, voltado aos candidatos que vão disputar em outubro cargos nos poderes Executivo e Legislativo.

O material tem como objetivo contribuir para a construção de propostas para a sustentabilidade da agricultura no país. Assim, reúne evidências científicas, diagnósticos e recomendações voltadas ao fortalecimento do setor e defende a ampliação e a estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva.

O material também tem como propósito subsidiar programas de governo e iniciativas legislativas relacionadas ao setor agropecuário brasileiro.

A agenda proposta pela Embrapa está estruturada em seis dimensões estratégicas:

  1. Segurança alimentar e nutricional, que busca fortalecer os sistemas alimentares e ampliar o acesso da população a alimentos saudáveis e nutritivos
  2. Agricultura sustentável e a resiliência à mudança do clima, baseada na adoção de tecnologias de baixo carbono, na recuperação de áreas degradadas e em soluções que permitam à produção agropecuária se adaptar aos efeitos do aquecimento global.
  3. Bioeconomia, que propõe transformar a biodiversidade e a biomassa brasileiras em novos produtos, serviços e oportunidades de negócios, agregando valor às cadeias produtivas e promovendo o desenvolvimento sustentável dos territórios.
  4. Transição energética e a bioenergia, com a expansão de biocombustíveis, biogás, biometano e outras fontes renováveis capazes de posicionar o Brasil como referência global em soluções de baixo carbono.
  5. Desenvolvimento territorial e a inclusão produtiva, com foco na redução das desigualdades regionais e na ampliação do acesso à tecnologia, ao crédito e à assistência técnica para agricultores familiares, povos indígenas, comunidades tradicionais, mulheres e jovens rurais.
  6. Transformação digital como eixo transversal para democratizar o acesso à inovação, ampliar a competitividade e preparar uma nova geração de produtores e trabalhadores rurais em uma economia cada vez mais baseada em dados e conhecimento.

Conectividade no campo

O documento da Embrapa também foca no acesso domiciliar à internet nas áreas rurais, que teve expressivo avanço na última década, alcan­çando 88% dos domicílios em 2025, segundo o IBGE. Em 2016, esse percentu­al era de apenas 35%.

“Contudo, persistem gargalos relevantes: a cobertura de rede móvel celular atinge apenas 68% dos domicílios rurais e, segundo o Indicador de Conectividade Rural (Conectar Agro/ UFV), em março de 2025, apenas 33,9% da área agri­cultável do país contava com cobertura 4G e somen­te 48,1% dos imóveis rurais tinham sua área agricul­tável totalmente conectada, restringindo a adoção plena de tecnologias digitais como sensoriamento, IoT e agricultura de precisão no campo”, destaca o documento.

Por isso, a Embrapa afirma que a ampliação da conectividade rural é con­dição essencial para a modernização da agricultura, a inclusão produtiva e a formação de uma nova gera­ção de produtores e trabalhadores rurais capacitados para atuar em uma economia cada vez mais baseada em dados e conhecimento.

A publicação também defende a ampliação e a estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva e a necessidade de formulação de leis e políticas públicas capazes de garantir, de forma permanente, os instrumentos institucionais e financeiros necessários para transformar conhecimento científico em benefícios econômicos, sociais e ambientais.

Atribuições do Poder Executivo

O documento da Embrapa afirma que a atuação do Poder Executivo na agenda agropecuária deve estar orientada pela consolidação de uma estratégia integrada de desenvolvimento rural sustentável, capaz de articular competitividade econômica, segurança alimentar, sustentabilidade ambiental e inclusão produtiva. Assim, destaca como elementos orientadores:

  • Fortalecimento da governança interministerial das políticas agroambientais, com integração entre segurança alimentar, clima, energia e comércio exterior, de forma a reduzir a fragmentação institucional e ampliar a coerência das políticas públicas.
  • Ampliação e estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação agropecuária, com foco em biotecnologia, agricultura de precisão, sistemas digitais, melhoramento genético e soluções baseadas na natureza, assegurando ganhos contínuos de produtividade com redução de impactos ambientais.
  • Consolidação de estratégias nacionais de adaptação e mitigação da mudança do clima na agricultura, com ênfase em gestão de riscos climáticos, seguros agrícolas, recuperação de áreas degradadas, intensificação sustentável e captura de carbono no solo.
  • Fortalecimento da inserção internacional da agricultura brasileira, com atenção a requisitos emergentes de sustentabilidade, rastreabilidade e descarbonização, assegurando competitividade em mercados cada vez mais regulados.
  • Promoção da transformação digital no campo como política estruturante, incluindo conectividade rural, interoperabilidade de dados agropecuários e uso de inteligência artificial para gestão produtiva e de riscos.
  • Expansão de políticas estruturantes de inclusão produtiva e desenvolvimento territorial, consolidando, por exemplo, a assistência técnica e a extensão rural como sistema importante para contribuir com redução de desigualdades regionais e ampliação do acesso à tecnologia, infraestrutura e serviços no meio rural.

Responsabilidades do Legislativo

A publicação da Embrapa enfatiza que o Poder Legislativo desempenha papel central na definição das condições institucionais, regulatórias e orçamentárias que moldam a evolução da agricultura brasileira.

“Sua atuação é determinante para assegurar estabilidade de políticas públicas e previsibilidade para investimentos de longo prazo”, diz trecho. Nesse contexto, destacam-se como elementos orientadores:

  • Aperfeiçoamento do marco legal da inovação agropecuária, com foco em biotecnologia, bioinsumos, propriedade intelectual e ambientes regulatórios que incentivem a pesquisa e a adoção tecnológica.
  • Consolidação de um arcabouço jurídico estável para políticas de sustentabilidade agroambiental, incluindo instrumentos de pagamento por serviços ambientais, rastreabilidade e incentivo à produção de baixo carbono.
  • Fortalecimento das bases legais e orçamentárias da política agrícola, assegurando previsibilidade de financiamento, ampliação do crédito rural e estabilidade de instrumentos de gestão de risco.
  • Aprimoramento da legislação relacionada à transição energética e à bioeconomia, promovendo segurança regulatória para biocombustíveis, biogás, biometano e outras cadeias baseadas em recursos renováveis.
  • Promoção de marcos legais para transformação digital no meio rural, incluindo proteção e uso de dados agropecuários, conectividade rural e incentivo à digitalização de pequenos e médios produtores.
  • Apoio à modernização institucional das políticas de desenvolvimento territorial e inclusão produtiva, com foco na redução de desigualdades regionais e fortalecimento da agricultura familiar em bases tecnológicas e sustentáveis.

O post Embrapa faz recomendações de fortalecimento do agro para candidatos às eleições apareceu primeiro em Canal Rural.

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