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5 de outubro de 2026

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Recursos liberados do seguro rural caem 63% ante 2024, aponta FGV Agro

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Foto: Pixabay

O ritmo de liberação de recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) vem caindo ano a ano. Até o momento, foram aprovados apenas R$ 100 milhões para os meses de maio, agosto e novembro de 2026. O montante equivale a uma queda de 62,8% em relação ao mesmo período de 2024.

A análise é do Observatório de Crédito e Seguro Rural da FGV Agro e foi publicada nesta segunda-feira (18). O relatório também aponta uma discrepância frente à Lei Orçamentária Anual, que aprovou R$ 1 bilhão para o programa deste ano.

“Esse dado deve ser interpretado não apenas como uma redução contábil, mas como sinal econômico relevante para produtores, seguradoras, resseguradoras, corretores, cooperativas, agentes financeiros e prestadores de serviços técnicos vinculados ao seguro rural”, diz a nota técnica.

Liberações que não acompanham a lei

A perda gradual de capacidade do programa de subvenção aparece na comparação das liberações aprovadas pelo governo até maio em 2024, 2025 e 2026:

  • Em 2024, amparado pelas Resoluções CGSR nº 99 e 100, o PSR contou com R$ 268,8 milhões até maio.
  • Já em 2025, sob a Resolução nº 105, o volume aprovado caiu para R$ 179,2 milhões destinados especificamente ao mês.
  • Agora, em 2026, a Resolução nº 110 autorizou apenas R$ 100 milhões para maio, agosto e novembro.

Nesse contexto, o documento destaca que o momento da liberação dos recursos é tão importante quanto o volume autorizado pela Lei Orçamentária.

“Recursos liberados tardiamente ou de forma fragmentada perdem efetividade econômica, porque a contratação do seguro obedece às janelas de plantio, às decisões de custeio, ao calendário regional das culturas e à capacidade de planejamento do mercado segurador”, afirma a nota.

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A assimetria com o Proagro

De acordo com a análise, o ‘sufoco’ do PSR contrasta fortemente com o tratamento dado a outros instrumentos de gestão de risco no país.

Enquanto o seguro privado subvencionado está sujeito a cortes, limites de empenho e liberação tardia, o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) opera do outro lado da moeda fiscal. Para 2026, informações setoriais indicam orçamento do Proagro em torno de R$ 6,6 bilhões e tratamento de despesa obrigatória.

Segundo a FGV Agro, essa diferença cria uma distorção no sistema de gestão de risco agropecuário, ao limitar a expansão do seguro privado subvencionado e ampliar a dependência de mecanismos públicos de cobertura de perdas.

Instabilidade que limita expansão do seguro rural

A análise destaca que a implementação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático por Níveis de Manejo (Zarc NM) é um avanço técnico recente, mas perde força diante dessa instabilidade financeira entre modelos.

“A programação orçamentária do PSR até maio de 2026 acende sinal de alerta para a política brasileira de gestão de riscos agropecuários. Mantido o ritmo observado até maio, o programa poderá encerrar 2026 com um dos menores níveis recentes de execução operacional”, conclui o relatório.

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Umidade do solo melhora em Mato Grosso no início de outubro, diz EarthDaily

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A umidade do solo em Mato Grosso, que ficou abaixo da média durante praticamente todo setembro, deve se recuperar rapidamente no início de outubro, segundo análise da EarthDaily divulgada nesta segunda-feira (5). O indicador pode superar 31% e se aproximar da média histórica, em um movimento relevante para o plantio e o estabelecimento da soja 2026/27.

A EarthDaily informou que a melhora das condições hídricas está associada às chuvas registradas entre 22 de setembro e 1º de outubro em boa parte do Centro-Sul do país. No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul e partes de Mato Grosso e Goiás tiveram volumes acima da média, favorecendo a recuperação da umidade do solo e o início da safra de soja e milho verão. Em outras áreas de Mato Grosso e Goiás, os volumes foram menores, mantendo um quadro heterogêneo.

Segundo o analista de culturas da EarthDaily, Felippe Reis, a recuperação prevista em Mato Grosso é relevante para o avanço da safra, mas a nova queda projetada para a sequência do mês mantém a necessidade de chuvas regulares ao longo de outubro. Para terça-feira (7), o modelo europeu ECMWF indica melhora expressiva das condições hídricas no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul.

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Para os próximos dez dias, os modelos ECMWF e GFS apontam chuvas acima da média em grande parte do Centro-Sul, incluindo áreas relevantes de soja e milho. De acordo com a EarthDaily, esse cenário tende a favorecer o avanço do plantio da soja no Centro-Oeste.

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Os modelos divergem, porém, em relação às temperaturas. O ECMWF indica marcas próximas ou abaixo da média em grande parte das regiões produtoras, enquanto o GFS projeta anomalias positivas mais expressivas no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso. Segundo Reis, temperaturas mais amenas favoreceriam o aproveitamento das chuvas previstas, enquanto um cenário mais quente elevaria a demanda hídrica das lavouras.

No Matopiba, o ECMWF projeta cerca de 49 milímetros de chuva nas próximas duas semanas, perto da média histórica de 51 milímetros, enquanto o GFS prevê cerca de 29 milímetros. No Sul, Paraná e partes do Rio Grande do Sul apresentam umidade do solo acima da média, condição favorável à safra de verão, mas com risco para o trigo em maturação e colheita. No Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, o acumulado desde o início de agosto já está acima da média histórica, e o ECMWF indica volumes próximos de 600 milímetros até meados de outubro.

O monitoramento da EarthDaily mostra um cenário de melhora hídrica no Centro-Oeste no início de outubro, com reflexos sobre o plantio de soja e milho, enquanto o Sul segue com excesso de umidade e o Matopiba ainda depende da consolidação das chuvas previstas nas próximas duas semanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Bioenergia movimenta R$ 586,6 milhões em salários em Mato Grosso

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A indústria de bioenergia colocou R$ 586,6 milhões em salários na economia de Mato Grosso em 2025. O valor equivale a 9% de toda a massa salarial da indústria estadual e ajuda a dimensionar o impacto das usinas de etanol e açúcar para além das unidades onde a produção acontece.

O efeito da atividade também aparece no mercado de trabalho. No ano passado, 10.760 pessoas estavam empregadas formalmente nas indústrias do setor, o equivalente a 5,3% dos postos formais de toda a indústria mato-grossense.

Quando entram na conta os empregos indiretos e induzidos pela cadeia, a estimativa supera 151 mil postos relacionados à bioenergia. O levantamento foi realizado pelo Observatório de Mato Grosso, ligado ao Sistema FIEMT, em parceria com o Bioind-MT.

A evolução do emprego ajuda a explicar esse peso crescente. Entre 2019 e 2025, os postos formais na produção de biocombustíveis e açúcar aumentaram 87% no estado, mais que o dobro do crescimento de 34% registrado nos demais segmentos industriais.

Usinas mudam dinâmica econômica de municípios

A presença das indústrias tem impacto especialmente forte em municípios onde a atividade passou a ocupar uma parcela expressiva do mercado de trabalho. Em Alto Taquari, 90% dos empregos industriais formais estão ligados à fabricação de etanol e açúcar. Em Nova Olímpia, são 85%.

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Em Tapurah, os reflexos ultrapassam o ambiente industrial. Uma usina de etanol de milho começou a operar no município em outubro de 2025 e, segundo o presidente da Associação Comercial e Empresarial local, Flávio Anderson Breitenbach, já provocou aumento nas vendas de diferentes segmentos.

“A instalação da indústria foi algo muito positivo para o comércio da cidade, movimentou setores como aluguéis, mercados e serviços. São setores que tiveram um incremento nas vendas de cerca de trinta por cento”.

O impacto econômico acompanha uma expansão que ganhou força com o etanol de milho. Desde 2017, quando entrou em operação a primeira usina dedicada ao produto em Mato Grosso, o setor acumulou R$ 27 bilhões em investimentos. Atualmente, são 19 unidades em operação em 17 municípios.

Outras três usinas estão em construção e duas passam por ampliação, com cerca de R$ 6,8 bilhões em investimentos em andamento. Para o presidente do Bioind-MT, José Fernando Mazuca Filho, a distribuição das unidades ajuda a interiorizar os efeitos da atividade. “Essa capilaridade industrial, próxima das áreas produtoras, é um diferencial importante para Mato Grosso”, destaca.

Apesar do avanço, Mazuca ressalta que as indústrias operam em um cenário de pressão sobre as margens, diante de juros elevados, volatilidade das commodities e custos que nem sempre foram acompanhados pelos preços. “Ainda assim, a indústria continua se estruturando, investindo e buscando competitividade”, afirma.

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Agro Mato Grosso

ANTT atualiza piso mínimo do frete rodoviário MT

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Revisão considera diesel S10 a R$ 7,33 por litro e novos coeficientes já entraram em vigor em 30 de setembro

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atualizou os coeficientes do piso mínimo do frete rodoviário de cargas. A medida consta da Portaria Suroc nº 22, publicada em 29 de setembro pela Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (Suroc), e passou a valer a partir de 30 de setembro de 2026.

A revisão foi motivada pela variação do preço do diesel S10, que atingiu o limite previsto na legislação para a atualização extraordinária dos valores. O combustível passa a ter preço de referência de R$ 7,33 por litro, correspondente à média nacional registrada entre 20 e 26 de setembro, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A atualização está prevista no § 3º do artigo 5º da Lei nº 13.703/2018, que determina a revisão dos pisos mínimos sempre que o preço do diesel variar mais de 5%. Portanto, a medida não corresponde à revisão semestral ordinária dos coeficientes, mas a uma atualização extraordinária acionada pela oscilação do combustível.

Novos coeficientes

Os valores atualizados para as operações de carga lotação, com contratação de composição veicular ou caminhão simples, estão reunidos na Tabela A do anexo da Portaria Suroc nº 22.

As demais tabelas da norma apresentam os coeficientes aplicáveis às diferentes operações e configurações de transporte. As células sem valores correspondem a configurações de eixos que não são utilizadas para os tipos de carga considerados no mercado brasileiro.

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Vigência

A portaria entrou em vigor em 30 de setembro, um dia após sua publicação. A partir dessa data, os cálculos do piso mínimo do frete devem considerar os novos coeficientes e o preço de referência atualizado do diesel S10.

A fiscalização por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) permanece como um dos mecanismos utilizados para verificar o cumprimento do piso mínimo nas operações de transporte rodoviário de cargas.

Consulta

A íntegra da Portaria Suroc nº 22, de 28 de setembro de 2026, com as Tabelas A, B, C e D e os respectivos coeficientes, está disponível no link abaixo.

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