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5 de outubro de 2026

Business

Embrapa leva biotecnologia, nanotecnologia e controle biológico à AgroBrasília 2026

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A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen) participa da AgroBrasília 2026, entre 19 e 23 de maio, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF, com uma vitrine de soluções voltadas à produção agropecuária. A programação reúne pesquisas em silenciamento gênico, nanotecnologia, biofertilizantes, controle biológico, segurança fitossanitária e capacitações técnicas. A proposta é apresentar aplicações em desenvolvimento e serviços já ofertados pela unidade.

Entre os destaques está o uso de Oligonucleotídeos Antissenso (ASO), tecnologia de silenciamento gênico transitório e não transgênico. Segundo a Embrapa, os estudos em exposição envolvem o combate ao cancro cítrico e o manejo da mancha bacteriana do tomateiro, dois alvos com impacto direto sobre sanidade e produtividade.

Na área de nanotecnologia, a unidade vai mostrar pesquisas com miméticos de pescado vegano, nanopigmentos magnéticos para revestimento de sementes, etiquetas inteligentes para detecção térmica e nanoformulações biopoliméricas para liberação controlada de fertilizantes e pesticidas. De acordo com a instituição, essas linhas buscam elevar a eficiência dos insumos e reduzir a toxicidade dos ativos, embora o material divulgado não detalhe resultados quantitativos de campo.

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Em insumos biológicos, a Embrapa informa que apresentará, em parceria com a Carbom Brasil, os biofertilizantes Acrescent Raiz F Plus e Acrescent Solus F Plus, desenvolvidos para soja e milho. Os produtos utilizam extrato vegetal, alga Kappaphycus alvarezii e fermentação alcoólica, com foco em desenvolvimento radicular e resiliência a estresses climáticos.

No controle biológico, o Laboratório de Bactérias Entomopatogênicas (LBE), com acreditação ISO/IEC 17025, exibirá microrganismos como Bacillus thuringiensis var. kurstaki, isolado HD-1, base de bioinseticidas usados contra pragas agrícolas. A Embrapa também vai orientar visitantes sobre testes para registro de produtos microbiológicos, identificação de bactérias da família Bacillaceae e depósito de material biológico.

A programação inclui ainda informações sobre a Plataforma AquaPlus, voltada ao melhoramento genômico de espécies aquícolas, sobre a Estação Quarentenária de Germoplasma Vegetal e sobre cursos gratuitos e presenciais em temas como semeadura direta, polinização agrícola, bioeconomia e cultivo de cogumelos.

A participação da Embrapa na feira concentra tecnologias em diferentes estágios de aplicação, com foco em manejo, sanidade, insumos e qualificação técnica. O alcance prático de cada solução depende do avanço das pesquisas, da validação em campo e das condições de adoção por produtores, cooperativas e empresas do setor.

Fonte: embrapa.br

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Bioenergia movimenta R$ 586,6 milhões em salários em Mato Grosso

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A indústria de bioenergia colocou R$ 586,6 milhões em salários na economia de Mato Grosso em 2025. O valor equivale a 9% de toda a massa salarial da indústria estadual e ajuda a dimensionar o impacto das usinas de etanol e açúcar para além das unidades onde a produção acontece.

O efeito da atividade também aparece no mercado de trabalho. No ano passado, 10.760 pessoas estavam empregadas formalmente nas indústrias do setor, o equivalente a 5,3% dos postos formais de toda a indústria mato-grossense.

Quando entram na conta os empregos indiretos e induzidos pela cadeia, a estimativa supera 151 mil postos relacionados à bioenergia. O levantamento foi realizado pelo Observatório de Mato Grosso, ligado ao Sistema FIEMT, em parceria com o Bioind-MT.

A evolução do emprego ajuda a explicar esse peso crescente. Entre 2019 e 2025, os postos formais na produção de biocombustíveis e açúcar aumentaram 87% no estado, mais que o dobro do crescimento de 34% registrado nos demais segmentos industriais.

Usinas mudam dinâmica econômica de municípios

A presença das indústrias tem impacto especialmente forte em municípios onde a atividade passou a ocupar uma parcela expressiva do mercado de trabalho. Em Alto Taquari, 90% dos empregos industriais formais estão ligados à fabricação de etanol e açúcar. Em Nova Olímpia, são 85%.

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Em Tapurah, os reflexos ultrapassam o ambiente industrial. Uma usina de etanol de milho começou a operar no município em outubro de 2025 e, segundo o presidente da Associação Comercial e Empresarial local, Flávio Anderson Breitenbach, já provocou aumento nas vendas de diferentes segmentos.

“A instalação da indústria foi algo muito positivo para o comércio da cidade, movimentou setores como aluguéis, mercados e serviços. São setores que tiveram um incremento nas vendas de cerca de trinta por cento”.

O impacto econômico acompanha uma expansão que ganhou força com o etanol de milho. Desde 2017, quando entrou em operação a primeira usina dedicada ao produto em Mato Grosso, o setor acumulou R$ 27 bilhões em investimentos. Atualmente, são 19 unidades em operação em 17 municípios.

Outras três usinas estão em construção e duas passam por ampliação, com cerca de R$ 6,8 bilhões em investimentos em andamento. Para o presidente do Bioind-MT, José Fernando Mazuca Filho, a distribuição das unidades ajuda a interiorizar os efeitos da atividade. “Essa capilaridade industrial, próxima das áreas produtoras, é um diferencial importante para Mato Grosso”, destaca.

Apesar do avanço, Mazuca ressalta que as indústrias operam em um cenário de pressão sobre as margens, diante de juros elevados, volatilidade das commodities e custos que nem sempre foram acompanhados pelos preços. “Ainda assim, a indústria continua se estruturando, investindo e buscando competitividade”, afirma.

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Agro Mato Grosso

ANTT atualiza piso mínimo do frete rodoviário MT

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Revisão considera diesel S10 a R$ 7,33 por litro e novos coeficientes já entraram em vigor em 30 de setembro

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atualizou os coeficientes do piso mínimo do frete rodoviário de cargas. A medida consta da Portaria Suroc nº 22, publicada em 29 de setembro pela Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (Suroc), e passou a valer a partir de 30 de setembro de 2026.

A revisão foi motivada pela variação do preço do diesel S10, que atingiu o limite previsto na legislação para a atualização extraordinária dos valores. O combustível passa a ter preço de referência de R$ 7,33 por litro, correspondente à média nacional registrada entre 20 e 26 de setembro, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A atualização está prevista no § 3º do artigo 5º da Lei nº 13.703/2018, que determina a revisão dos pisos mínimos sempre que o preço do diesel variar mais de 5%. Portanto, a medida não corresponde à revisão semestral ordinária dos coeficientes, mas a uma atualização extraordinária acionada pela oscilação do combustível.

Novos coeficientes

Os valores atualizados para as operações de carga lotação, com contratação de composição veicular ou caminhão simples, estão reunidos na Tabela A do anexo da Portaria Suroc nº 22.

As demais tabelas da norma apresentam os coeficientes aplicáveis às diferentes operações e configurações de transporte. As células sem valores correspondem a configurações de eixos que não são utilizadas para os tipos de carga considerados no mercado brasileiro.

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Vigência

A portaria entrou em vigor em 30 de setembro, um dia após sua publicação. A partir dessa data, os cálculos do piso mínimo do frete devem considerar os novos coeficientes e o preço de referência atualizado do diesel S10.

A fiscalização por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) permanece como um dos mecanismos utilizados para verificar o cumprimento do piso mínimo nas operações de transporte rodoviário de cargas.

Consulta

A íntegra da Portaria Suroc nº 22, de 28 de setembro de 2026, com as Tabelas A, B, C e D e os respectivos coeficientes, está disponível no link abaixo.

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Agro Mato Grosso

MT segue como ponto de atenção com umidade do solo ainda baixa no plantio

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Chuvas de setembro favoreceram a safra de verão, mas Mato Grosso ainda enfrenta baixa umidade do solo e incerteza sobre a regularização das precipitações.

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