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4 de julho de 2026

Sustentabilidade

Chicago avança e pode sustentar cotações de milho no Brasil – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de milho deve ter uma segunda-feira de preços mais sustentados, em linha com a alta na Bolsa de Chicago. O ritmo de negócios, contudo, deve seguir lento, com consumidores alegando estar bem abastecidos de ofertas para atender as demandas de curto prazo. O dólar recua frente ao real, enfraquecendo negócios nos portos.

O mercado brasileiro de milho teve uma sexta-feira de lentidão e preços pouco alterados. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, o mercado está em trajetória para a safrinha. Atenções para novas chuvas no Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, trazendo maior tranquilidade quanto à safrinha, mas seguindo a apreensão em Goiás e Minas Gerais. O dólar um pouco melhor compensou perdas na Bolsa de Chicago, segurando os níveis de preços nos portos.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 66,00/68,50 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 65,00/68,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 59,00/62,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 60,00/63,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 66,00/68,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 66,50/68,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 56,00/60,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 55,00/57,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 49,00/50,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Os contratos com entrega em julho de 2026 estão cotados a US$ 4,69 1/2 por bushel, alta de 13,75 centavos de dólar, ou 3,01%, em relação ao fechamento anterior.

* A euforia vem do anúncio do acordo firmado entre os Estados Unidos e a China sobre a aquisição de produtos agrícolas. A expectativa é de aumento na demanda asiática pelo milho americano.

* Segundo a Reuters, a China se comprometeu a comprar pelo menos US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos entre 2026 e 2028, informou a Casa Branca neste domingo. Conforme o governo americano, o compromisso foi firmado durante as reuniões realizadas entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping na semana passada, em Pequim.

* Na sexta-feira (15), os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 4,55 3/4, com baixa de 11,75 centavos, ou 2,51%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro fechou a sessão a US$ 4,63 por bushel, recuo de 11,25 centavos ou 2,37% em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra baixa de 1,07% a R$ 5,0117. O Dollar Index registra baixa de 0,24% a 99,033 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia fecharam em baixa. China, -0,09%. Japão, -0,97%.

* As principais bolsas na Europa operam em alta. Paris, +0,19%. Frankfurt, +1,62%. Londres, +0,86%.

* O petróleo opera em baixa. Julho do WTI em NY: US$ 103,47 o barril (-1,84%).

AGENDA

12:00 – Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA.

15:00 – Resultado parcial da balança comercial de maio.

17:00 – Relatório de condições das lavouras dos EUA – USDA.

20:50 – Japão: PIB – 1 estimativa (1º trimestre).

—-Terça-feira (19/05)

06:00 – Zona do Euro: Balança Comercial (março).

09:00 – Abates trimestrais no Brasil/IBGE.

—–Quarta-feira (20/05)

03:00 – Alemanha: Indice de Preços ao Produtor (PPI, abril).

03:00 – Reino Unido: Indice de Preços ao Produtor (PPI, abril).

03:00 – Reino Unido: Indice de Preços ao Consumidor (CPI, abril).

06:00 – Zona do Euro: CPI Harmonizado (abril).

11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.

15:00 – EUA: Divulgação da ata da reunião do Fomc.

—–Quinta-feira (21/05)

09:00 – Estimativa para a safra brasileira de café/Conab.

09:30 – Dados de exportação semana de grãos dos EUA/USDA.

15h00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.

15h00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

16h00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

Reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).

—–Sexta-feira (22/05)

16h00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.

Autor/Fonte: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News

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Sustentabilidade

Instabilidade internacional causa aumento no preço de fertilizantes – MAIS SOJA

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O mercado mundial de fertilizantes está passando por um período de incertezas. Conflitos internacionais como a guerra entre Rússia e Ucrânia, e as tensões entre EUA e Irã (que resultaram no fechamento do Estreito de Ormuz) encareceram insumos no mundo todo. “O Brasil importa cerca de 80% dos fertilizantes que consome, e os utilizados nas lavouras brasileiras, foram os mais afetados”, aponta o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.

Como é o caso da ureia, um dos principais insumos utilizados na cultura do milho, que apresenta um aumento de mais de 50% nos preços desde o início do ano.

De acordo com informativo produzido pela equipe econômica da Aprosoja/MS, Mato Grosso do Sul reduziu bruscamente a importação dos três principais fertilizantes (nitrogênio, fósforo e potássio), indicando que o estado está sob cautela diante das condições globais. Informação que se torna preocupante, em um momento em que os produtores se preparam para a próxima safra.

“Segundo dados da Mosaic, cerca de 35% dos fertilizantes necessários para a próxima safra ainda não foram negociados. Esse atraso gera um efeito que encarece os custos logísticos para a movimentação deste insumo, uma vez que a demanda solicitada nos próximos meses será extensa. Além disso, a incerteza faz com que o produtor estruture o seu custo de produção sem possuir uma certeza, o que pode acabar prejudicando a sua produtividade, já que os fertilizantes representam boa parte do custo de produção”, aponta Linneu.

O governo brasileiro assumiu algumas medidas para gerenciar a dependência na importação de fertilizantes, no entanto elas apresentam soluções que terão efeito apenas a médio e longo prazo. A primeira é o avanço do Provert, Projeto de Lei 699/2023, que planeja destinar R$10 bilhões em subsídios para fomentar o setor nacional. A segunda alternativa, é o investimento na retomada e conclusão das fábricas de fertilizantes da Petrobrás, que após a conclusão, deverão produzir cerca de 35% da demanda nacional de ureia.

“Mais do que nunca, faz-se necessário o planejamento e a boa estruturação do custo de produção por parte do produtor para evitar riscos durante a safra”, finaliza o economista.

O estudo completo pode ser acessado clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Carolina Toffanetto (estagiária de Comunicação Aprosja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Mercado da Soja: Recuperação em Chicago e Alta do Dólar Movimentam Preços no Brasil – MAIS SOJA

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O primeiro mês cotado para a soja, em Chicago, perdeu força nos primeiros dias da semana, com o bushel chegando a US$ 11,08 no dia 24. Já no dia seguinte (25) houve forte recuperação, com o fechamento do dia batendo em US$ 11,27/bushel, contra US$ 11,22 uma semana antes. O anúncio de estatísticas de exportação estadunidenses acabaram permitindo à especulação considerar que a China está voltando a comprar soja dos EUA a partir dos acordos estabelecidos em maio.

Isso animou o mercado, pelo menos momentaneamente. Lembrando que o conflito no Oriente Médio parece ter entrado em uma trégua, a qual ainda não se pode dizer que caminhará para o encerramento do litígio bélico.

Dito isso, na semana encerrada em 18/06 os EUA embarcaram 241.045 toneladas de soja, ficando abaixo do esperado pelo mercado. Este volume elevou para 36,8 milhões de toneladas as vendas no atual ano comercial, com as mesmas sendo 19% menores do que no mesmo período do ano anterior.

Por outro lado, os operadores no mercado internacional estão considerando que a tendência é baixista para os preços da oleaginosa em 2026/27, diante de safra recorde no Brasil e safra melhor nos EUA (por enquanto o clima transcorre normalmente naquele país). Hoje, apenas problemas climáticos nas safras poderiam puxar as cotações para cima em Chicago. Em tal contexto, o retorno do fenômeno El Niño está exigindo muita atenção do mercado daqui em diante.

Já no Brasil, com um câmbio que foi a R$ 5,18 por dólar durante a semana, os preços melhoraram um pouco, mesmo com Chicago, na média, mais baixo. Assim, as principais praças gaúchas voltaram aos R$ 116,00/saco, enquanto no restante do país os preços oscilaram entre R$ 105,00 e R$ 116,00/saco.

Por sua vez, nova estimativa privada sobre a área a ser semeada com soja no Brasil, em 2026/27, aponta para 49 milhões de hectares, com um pequeno aumento de 443.000 hectares sobre o ano anterior. Desta forma, se confirmada, haverá um avanço de 0,9% na área de soja na comparação com a última semeadura. Diversos são os fatores que levariam a este comportamento dos produtores brasileiros. Dentre eles tem-se: margens mais apertadas devido à alta dos custos de produção e aos preços relativamente estáveis; o aumento do endividamento; o crédito mais escasso e caro; e a preocupação com o El Niño, que pode atrasar o plantio e prejudicar a produtividade de alguns estados (AgRural).

Enquanto isso, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), atualizou as estatísticas do complexo soja. Com isso, o esmagamento da soja no Brasil deverá chegar a 63 milhões de toneladas no corrente ano. Isso levaria a produção de farelo de soja para 48,1 milhões de toneladas e a de óleo de soja para 12,6 milhões de toneladas. A produção total de soja está estimada em 180,2 milhões de toneladas, conforme dados da Conab, enquanto as importações projetadas são de 900.000 toneladas do grão e 125.000 toneladas de óleo de soja. Já a exportação de soja em grão, pelo Brasil, está projetada em 114,1 milhões de toneladas.

As exportações de farelo devem atingir 24,9 milhões de toneladas. Enfim, as exportações de óleo de soja devem alcançar 1,65 milhão de toneladas. Em valores, o complexo soja deve gerar cerca de US$ 60 bilhões em exportações em 2026. Nos quatro primeiros meses do ano, o esmagamento de soja no país atingiu a 18,1 milhões de toneladas, com aumento de 10,1% sobre o mesmo período de 2025.

E no Mato Grosso, segundo o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), a futura produção de soja local deverá alcançar 48,9 milhões de toneladas, sendo ela 5,2% menor do que a de 2025/26. Obviamente isso dependerá dos efeitos climáticos que virão com o fenômeno El Niño.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Como ficaram os preços de soja na primeira sexta-feira do mês? Confira as cotações

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja encerrou a sexta-feira com baixa movimentação e negócios bastante limitados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago levou compradores e vendedores a adotarem uma postura cautelosa, reduzindo o volume de operações.

De acordo com o analista, não houve registro de grandes ofertas ao longo do dia. Sem a principal referência internacional para a formação dos preços, os agentes preferiram permanecer fora do mercado.

O dólar comercial recuou levemente na sessão, mas o movimento não foi suficiente para provocar mudanças relevantes na formação das cotações da soja. O mercado permaneceu praticamente parado durante todo o dia.

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Preços no Brasil

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 131,50 para R$ 130,50
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 132,50 para R$ 131,50
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 126,50 para R$ 126,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 117,00 para R$ 116,50
  • Dourados (MS): manteve em R$ 119,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 119,00
  • Paranaguá (PR): desceu de R$ 137,50 para R$ 137,00
  • Rio Grande (RS): desceu de R$ 138,50 para R$ 137,50

Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou o dia em queda de 0,75%, cotado a R$ 5,1682 para venda e R$ 5,1662 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1657 e R$ 5,1997. No acumulado da semana, a variação foi positiva em 0,02%.

O post Como ficaram os preços de soja na primeira sexta-feira do mês? Confira as cotações apareceu primeiro em Canal Rural.

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