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19 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Dióxido de carbono elevado amplia produção, mas muda qualidade da soja MT

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Estudo com modelagem aponta ganhos sob estresse climático, porém indica queda em amido e proteína

O aumento da concentração de dióxido de carbono pode compensar parte das perdas causadas por calor e seca na soja, mas altera a composição nutricional dos grãos. Estudo combinou ensaios controlados e modelagem preditiva para avaliar produção, carboidratos, lipídios, proteínas e aminoácidos em cenários associados às mudanças climáticas.

Os pesquisadores observaram aumento de até 142% na produção de grãos sob dióxido de carbono elevado. Em sentido oposto, a alta temperatura reduziu a produção em 91%. A seca reduziu a produção em 60%. O cenário chamado de “Triple Effect”, com dióxido de carbono elevado, alta temperatura e seca, indicou alta potencial de 50% na produção de grãos, além de aumento de 35% nos açúcares solúveis e de 175% nos aminoácidos. O mesmo cenário projetou queda de 20% no amido e de 6% na proteína.

Forma do estudo

O trabalho usou plantas de soja da cultivar MG/BR-46 Conquista, da Embrapa. O cultivo ocorreu em câmaras abertas, em São Paulo, entre setembro de 2018 e fevereiro de 2019. Os tratamentos compararam dióxido de carbono ambiente, com 400 ppm, e dióxido de carbono elevado, com 800 ppm. Um experimento adicionou temperatura 5 ºC acima do ambiente. Outro avaliou déficit hídrico após o florescimento, com suspensão da irrigação e depois fornecimento restrito de 100 mL de água a cada três dias até a maturidade fisiológica.

As plantas passaram por colheitas aos 60 e 125 dias após a emergência. Os pesquisadores usaram a biomassa seca aos 60 dias como indicador inicial. Depois, compararam esses dados com produção e composição dos grãos aos 125 dias. As análises envolveram açúcares solúveis, amido, aminoácidos, lipídios, carbono, nitrogênio e proteína.

Dióxido de carbono elevado

A resposta ao dióxido de carbono elevado manteve padrão positivo para produção de grãos nos dois experimentos. Na combinação com alta temperatura, o dióxido de carbono elevado atenuou o estresse térmico. O tratamento com temperatura elevada isolada levou a 0,63 g de grãos por planta. A combinação dióxido de carbono elevado mais temperatura alcançou 16,9 g por planta.

A seca também afetou a formação de grãos. O tratamento com déficit hídrico atingiu 2,78 g por planta. A combinação de dióxido de carbono elevado e seca chegou a 4,04 g por planta. Os cientistas apontam redução ainda relevante, mas menor do que sob seca sem dióxido de carbono elevado.

Qualidade dos grãos

A qualidade dos grãos mudou de forma distinta entre os tratamentos. O dióxido de carbono elevado favoreceu a assimilação de carbono e o armazenamento de carboidratos. A alta temperatura e a seca induziram ajustes metabólicos, com alterações em açúcares e aminoácidos. Essas mudanças têm implicações para a qualidade nutricional dos grãos.

No óleo, a alta temperatura elevou a participação dos ácidos palmítico, esteárico e oleico. Os aumentos chegaram a 14%, 7% e 28%, respectivamente. Os tratamentos com temperatura e com dióxido de carbono elevado mais temperatura reduziram os ácidos graxos poli-insaturados linoleico e linolênico. A seca reduziu a abundância relativa de palmítico, linoleico e linolênico, mas elevou o oleico.

Os aminoácidos responderam de forma expressiva aos estresses. A combinação dióxido de carbono elevado mais temperatura apresentou o maior nível, cinco vezes acima do tratamento ambiente. A temperatura isolada levou a aumento de quatro vezes. A seca elevou os aminoácidos em três vezes. A combinação dióxido de carbono elevado mais seca elevou em duas vezes. Apesar disso, nitrogênio total e proteína bruta não variaram de forma significativa entre tratamentos experimentais.

Modelagem no estudo

A modelagem teve papel central no estudo. Modelos lineares generalizados usaram a biomassa total aos 60 dias para prever produção e qualidade aos 125 dias. Os modelos mostraram boa aproximação entre valores observados e previstos. A produção sob dióxido de carbono elevado, por exemplo, teve valor observado de 16,9 g e valor previsto de 16,56 g.

A análise de caminhos indicou relação significativa entre biomassa aos 60 dias e produção de grãos aos 125 dias. O dióxido de carbono elevado e a combinação dióxido de carbono elevado mais temperatura tiveram efeitos positivos sobre a produção. Temperatura, seca e dióxido de carbono elevado mais seca tiveram efeitos negativos.

Para o “Triple Effect”, os pesquisadores usaram aprendizado de máquina. O XGBoost apresentou menor erro para estimar produção sob o cenário combinado. O modelo projetou 10,46 g de grãos, com RMSE de 0,04. O CatBoost projetou 10,51 g, com RMSE de 1,50. Para os demais atributos de qualidade, o XGBoost também superou o CatBoost.

Os cientistas destacam uma limitação importante: o “Triple Effect” não passou por validação experimental direta. A projeção resultou da integração de dados validados de estresses duplos, como dióxido de carbono elevado mais temperatura e dióxido de carbono elevado mais seca. O estudo também ocorreu em câmaras abertas e com uma cultivar específica. Por isso, os pesquisadores indicam necessidade de validação em condições de campo.

O estudo foi realizado por Janaina da Silva Fortirer, Adriana Grandis, Carmen Eusebia Palacios Jara, Débora Pagliuso, Leandro Francisco de Oliveira, Eveline Queiroz de Pinho Tavares, Lauana Pereira de Oliveira, Plínio B. Camargo, Eny Iochevet Segal Floh, Cibele M. Russo e Marcos S. Buckeridge.

Outras informações em doi.org/10.1016/j.foodres.2026.119004

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Agro Mato Grosso

FMC reúne especialistas e lança Rustop® durante 10ª edição do Experts Café

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Evento, realizado em Ribeirão Preto, reúne consultores para dois dias de discussões sobre desafios e novas tecnologias para a cafeicultura e lançamento de fungicida inovador

 

A FMC, empresa global de ciências para agricultura, reúne, até 19 de agosto, em Ribeirão Preto (SP), cerca de 60 consultores de diferentes regiões produtoras de café do Brasil para a 10ª edição do Experts Café. O encontro promove discussões técnicas, troca de experiências e atualização sobre os principais desafios da cafeicultura, com destaque para o lançamento de Rustop®, novo fungicida da companhia voltado ao manejo da ferrugem e da cercosporiose.
A programação do Experts Café 2026 foi estruturada para discutir temas que impactam diretamente o desempenho dos cafezais, como manejo de doenças, pragas, condições climáticas extremas, cenário da próxima safra e novas estratégias para uma cafeicultura mais eficiente e sustentável. O primeiro dia do evento será marcado pela apresentação de Rustop®, enquanto a programação dos demais momentos aprofunda o posicionamento da tecnologia e sua contribuição para o manejo da cultura.
Nova tecnologia para um dos principais desafios do cafezal

A ferrugem do cafeeiro, causada pelo fungo Hemileia vastatrix, está entre as doenças de maior impacto econômico para a cafeicultura. A doença pode reduzir a área foliar, afetando o vigor das plantas, a qualidade dos frutos e a produtividade.
O desafio se torna ainda maior diante das variações climáticas observadas nas diferentes regiões produtoras. Por isso, o monitoramento das lavouras e a adoção de estratégias eficientes de manejo são fundamentais para preservar o potencial produtivo do cafezal.
É nesse cenário que a FMC apresenta Rustop®, fungicida que traz a molécula inédita fluindapir, exclusiva da companhia, em combinação com azoxistrobina. A tecnologia reúne dois modos de ação complementares para ampliar a proteção contra a ferrugem e a cercosporiose (Cercospora coffeicola).
A combinação dos dois ingredientes ativos contribui para um manejo mais eficiente das doenças e para a redução do risco de desenvolvimento de resistência, oferecendo ao produtor uma nova ferramenta para integrar às estratégias de proteção do cafezal.

Luís Grandeza, gerente de cultivos da FMC

“Nessa edição comemorativa de 10 anos do Experts Café temos um espaço importante para estarmos próximos de quem vive os desafios da cafeicultura no campo e, principalmente, para promover uma troca qualificada de conhecimento. Temos um momento ainda mais especial com a apresentação de Rustop®. A tão esperada tecnologia chega à cafeicultura trazendo uma combinação de modos de ação e uma molécula inédita, reforçando o compromisso da FMC com inovação e com soluções que apoiem o produtor na construção de uma lavoura mais produtiva e sustentável”, destaca Luís Grandeza, gerente de cultivos da FMC.
Participam do encontro consultores de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia, incluindo profissionais das principais regiões cafeeiras mineiras.

 

Conhecimento para antecipar desafios

Além do lançamento de Rustop®, a programação do Experts Café contempla debates sobre diferentes aspectos que influenciam o desempenho da cafeicultura. Entre os temas estão o manejo de doenças, perspectivas climáticas e seus impactos sobre a fisiologia do cafeeiro, cenário de safra, redução de estresse e estratégias para o manejo de pragas.

O encontro também contará com apresentações sobre o portfólio de biológicos da FMC e discussões sobre o futuro da cultura, reforçando a proposta da companhia de atuar não apenas com soluções para problemas específicos, mas também com conhecimento e tecnologias integradas para apoiar as decisões ao longo do ciclo produtivo.

Para Fernanda Duarte, desenvolvedora de mercado da FMC, a troca com consultores de diferentes regiões amplia a capacidade de compreender os desafios particulares de cada ambiente de produção.

“Reunir consultores que acompanham de perto diferentes realidades da cafeicultura brasileira é uma oportunidade de ampliar o diálogo e transformar conhecimento em estratégias práticas para o campo. O Experts Café nasceu com esse propósito e, ao chegar à sua 10ª edição, reforça a importância de construir essa relação de confiança e compartilhar soluções que façam sentido para as diferentes regiões produtoras”, afirma.

 

 

Sobre a FMC

A FMC Corporation é uma empresa global de ciências agrícolas dedicada a auxiliar produtores rurais na produção de alimentos, rações, fibras e combustíveis para uma população mundial em expansão, adaptando-se a um ambiente em constante mudança. As soluções inovadoras de proteção de cultivos da FMC – incluindo produtos biológicos, nutrição de cultivos, agricultura digital e de precisão – permitem que produtores e consultores agrícolas enfrentem seus maiores desafios econômicos, protegendo o meio ambiente. A FMC está comprometida em descobrir novos ingredientes ativos de herbicidas, inseticidas e fungicidas, formulações de produtos e tecnologias pioneiras que sejam consistentemente melhores para o planeta. Visite fmc.com para saber mais e siga-nos no LinkedIn®.

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT reitera à Energisa a necessidade de avanços na energia do campo

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Ampliação da rede trifásica, manutenção de faixas de servidão e oscilações de tensão estão entre as demandas reunidas nos 35 Núcleos em Mato Grosso

Ampliação da rede trifásica, manutenção das faixas de servidão e a estabilidade da tensão fornecida às propriedades estão entre os pedidos dos produtores rurais que a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT) tem levado à Energisa. As demandas foram reunidas em reuniões realizadas nos 35 Núcleos da entidade, posicionados estrategicamente de norte a sul do estado, e reiteradas à concessionária de energia por meio de ofício em encontro realizado na última sexta-feira (14), em Cuiabá.

A agenda dá continuidade às tratativas que a associação vem conduzindo junto à Energisa e ao Governo de Mato Grosso, em reuniões técnicas, audiências públicas sobre a renovação da concessão e no acompanhamento direto do dia a dia dos produtores.

O trabalho nos Núcleos é o canal pelo qual a entidade organiza o que chega do campo. Entre 2025 e 2026, foram 41 reuniões com produtores de diferentes regiões, que consolidaram mais de 320 demandas. Os 36 grupos de WhatsApp mantidos entre produtores e a equipe da concessionária somam outros 2.160 registros. O material permite identificar onde estão e quais são as principais demandas.

“A energia elétrica é um grande gargalo do nosso estado, principalmente quando pensamos em irrigação e em armazéns. Algumas localidades ainda têm limitação na quantidade de energia disponível e o trifásico não chega a todos os lugares. Mato Grosso precisa avançar nesse sentido para se desenvolver ainda mais. Estamos tratando do tema há bastante tempo, temos tido reuniões sucessivas tanto com o Governo do Estado quanto com a Energisa, justamente buscando essa melhoria”, afirma o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.

Paranatinga é um exemplo de como o levantamento ganha contorno local. Um dos maiores municípios do estado, com eixos rodoviários que chegam a 200 quilômetros em direção ao norte, tem parte expressiva da rede instalada antes da expansão agrícola das últimas décadas.

“É bastante rede antiga. O município é muito grande e não está com uma estrutura preparada para o que ele é hoje, principalmente no agro”, diz o delegado coordenador do Núcleo de Paranatinga, Jean Marcell Benetti. Entre os pontos mais citados na região: postes em más condições, fios em altura inadequada, falta de energia frequente, transformadores com capacidade limitada e pouca rede trifásica na área rural.

A ampliação do trifásico aparece como condição para novos investimentos. Sem ela, propriedades que pretendem construir armazéns precisam recorrer a soluções próprias. “Uma fazenda aqui perto, para fazer um armazém, precisaria puxar uma rede privada trifásica de cerca de 17 quilômetros. São em torno de dois milhões só para puxar energia”, relata.

A manutenção das faixas de rede é o ponto que os produtores classificam como o mais urgente neste momento. Paranatinga é o município com mais cabeceiras em Mato Grosso, o que amplia as áreas de reserva legal e de preservação permanente e faz as linhas cruzarem esses trechos com mais frequência do que em outras localidades.

Com a vegetação seca da estiagem, as ocorrências de princípios de incêndios aumentam. “Nesse período, o problema se agravou. O fio enrosca em árvores, algum equipamento pode soltar faísca e queimar a mata que fica debaixo da rede”, explica. “A urgência hoje é a limpeza das redes e o reforço da equipe, para ter um atendimento melhor”.

Na avaliação da diretoria, o dialogo tem avançado e o passo seguinte é a execução. “Avançamos no diálogo com a Energisa, no levantamento das demandas nos Núcleos e na previsão de novos investimentos. Agora, o principal desafio é fazer com que esses investimentos cheguem efetivamente ao produtor, com mais rede trifásica, capacidade de carga e qualidade no fornecimento”, diz o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol.

Ele observa que o atendimento a ocorrências emergenciais como queda de fios, postes e obstrução de linhas, apresentou melhora. Em situações recorrentes, como oscilações ao longo do dia, a associação pede maior eficiência no atendimento.  “Em resumo, avançamos no diálogo e no planejamento; precisamos avançar na execução”.

No ofício entregue ao diretor-presidente da concessionária, Marcelo Vinhaes, a associação solicita a apresentação de um plano de ação para as demandas já encaminhadas pelos produtores, com prazos definidos e acompanhamento de resultados. Pede ainda a criação de protocolo específico nos canais de atendimento para o registro de oscilações de tensão por consumidores do Grupo B e a participação da associação na instância de governança do Programa MT Trifásico.

A Aprosoja MT reforça que energia elétrica de qualidade, estável e com capacidade compatível com a atividade produtiva deixou de ser apenas uma questão operacional e passou a constituir infraestrutura indispensável à competitividade de Mato Grosso.

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Últimos dias para participar do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo 2026

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Faltam apenas cinco dias para o encerramento das inscrições da 4ª edição do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo. Profissionais e estudantes de Jornalismo de todo o Brasil podem cadastrar seus trabalhos até 21 de agosto, às 17h, no horário de Brasília.

Com o tema “O agro sustentável que transforma a cidade a partir do campo”, a edição 2026 amplia o alcance da premiação e busca valorizar produções jornalísticas que contribuam para aproximar a sociedade das diferentes dimensões do agronegócio.

Os comunicadores podem se inscrever em seis diferentes categorias: Reportagem em Vídeo, Reportagem em Texto, Reportagem em Áudio, Fotojornalismo, Jornalismo Universitário e Destaques Mato-grossenses. Podem participar trabalhos publicados entre 12 de setembro de 2025 e 21 de agosto de 2026, conforme as regras estabelecidas no regulamento.

Além das premiações por categoria, que chegam a R$20 mil para os primeiros colocados nas modalidades profissionais, os finalistas concorrem ao Prêmio Master, que oferece uma vaga na Missão Aprosoja MT Estados Unidos 2027, com despesas custeadas pela entidade, de acordo com o regulamento.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pelo site oficial do prêmio. Com o prazo próximo do fim, esta é a última oportunidade para jornalistas e estudantes que tenham produzido conteúdos relacionados ao tema apresentarem seus trabalhos.

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