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4 de julho de 2026

Sustentabilidade

Anúncio de acordo entre China e EUA impulsiona soja em Chicago; julho sobe 3% – MAIS SOJA

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Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O dia foi de ampla recuperação, reflexo do anúncio de acordo feito durante o final de semana pela Casa Branca, envolvendo a aquisição de produtos agrícolas americanos por parte da China.

A China se comprometeu a comprar pelo menos US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos entre 2026 e 2028, informou a Casa Branca neste domingo.Segundo o governo americano, o compromisso foi firmado durante as reuniões realizadas entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping na semana passada, em Pequim.

A Casa Branca destacou que esse valor não inclui os compromissos relacionados às compras de soja acertados anteriormente, em outubro de 2025. O anúncio ocorre após forte retração das exportações agrícolas americanas para a China provocada pela escalada tarifária entre os dois países no ano passado.

A Casa Branca informou ainda que a China trabalhará com reguladores americanos para suspender restrições sobre frigoríficos dos Estados Unidos e retomar importações de carne de aves provenientes de estados considerados livres de gripe aviária.

O governo americano também confirmou a criação do Conselho EUA-China de Comércio e do Conselho EUA-China de Investimentos, já mencionados anteriormente por autoridades chinesas.

Segundo os dois governos, os novos organismos deverão tratar de questões relacionadas a acesso a mercados agrícolas e ampliação do comércio bilateral dentro de um modelo de redução tarifária recíproca.

Preços

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 36,00 centavos de dólar, ou 3,05%, a US$ 12,13 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,11 por bushel, com elevação de 34,50 centavos de dólar ou 2,93%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 0,20 ou 0,05% a US$ 334,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 75,63 centavos de dólar, com ganho de 1,75 centavo ou 2,36%.

Fonte: Agência Safras



 

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Sustentabilidade

El Niño chama a atenção para os cuidados com o solo no agronegócio – MAIS SOJA

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Os efeitos do fenômeno El Niño reforçam os cuidados que o agricultor do Brasil deve ter com o manejo de solo. A aplicação de calcário agrícola, uma das práticas que garantem bons resultados no campo, segue pelo menos 30% abaixo do necessário. A elevação dos custos com insumos também é um fator de risco no cenário.

Conhecida como calagem, a aplicação do calcário está atrasada em boa parte do país, justamente pela expectativa de que os custos diminuam ao longo da safra. A conclusão vem da assembleia da Associação Brasileira dos Produtores de Calcário (Abracal), realizada no último dia 26 de junho. Representantes da indústria de corretivos de acidez de solo apontam o adiamento dos cuidados com a terra em pelo menos 4 regiões do país – Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

Este cenário preocupa diante das previsões de que o El Niño terá de média a forte intensidade até o final do segundo semestre. Há estimativa de calor extremo nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e temporais no Sul. Dependente de clima regular, o agronegócio terá desafios.

Presidente da Abracal, João Bellato Júnior recorda que o consumo de calcário agrícola ficou na casa dos 61,3 milhões no ano passado, ante 59,6 milhões em 2024. “A estimativa hoje é de um recuo no consumo este ano. Porém, esperamos que eventuais mudanças no cenário façam com que pelo menos repitamos os números de 2025”, conta Bellato.

Uma das mudanças seria a queda dos preços dos fertilizantes, que subiram com os conflitos na Ucrânia e no estreito de Ormuz. O calcário corrige a acidez do solo e amplia os efeitos do fertilizante. Eventuais quedas nos preços do óleo diesel também contribuirão para um cenário melhor, tanto no transporte como na aplicação dos insumos.

De forma geral, o cenário financeiro dos agricultores afeta o os passos do agronegócio brasileiro. No Centro-Oeste e Sudeste, os empresários também aguardam preços melhores nos fertilizantes para agir. Em regiões como o Sul, chuvas e calor extremos deixam o produtor rural menos otimista. A boa notícia da aplicação vem de alguns pontos do Nordeste e no Matopiba, com bons números.

Fonte: Abracal

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Sustentabilidade

Instabilidade internacional causa aumento no preço de fertilizantes – MAIS SOJA

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O mercado mundial de fertilizantes está passando por um período de incertezas. Conflitos internacionais como a guerra entre Rússia e Ucrânia, e as tensões entre EUA e Irã (que resultaram no fechamento do Estreito de Ormuz) encareceram insumos no mundo todo. “O Brasil importa cerca de 80% dos fertilizantes que consome, e os utilizados nas lavouras brasileiras, foram os mais afetados”, aponta o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.

Como é o caso da ureia, um dos principais insumos utilizados na cultura do milho, que apresenta um aumento de mais de 50% nos preços desde o início do ano.

De acordo com informativo produzido pela equipe econômica da Aprosoja/MS, Mato Grosso do Sul reduziu bruscamente a importação dos três principais fertilizantes (nitrogênio, fósforo e potássio), indicando que o estado está sob cautela diante das condições globais. Informação que se torna preocupante, em um momento em que os produtores se preparam para a próxima safra.

“Segundo dados da Mosaic, cerca de 35% dos fertilizantes necessários para a próxima safra ainda não foram negociados. Esse atraso gera um efeito que encarece os custos logísticos para a movimentação deste insumo, uma vez que a demanda solicitada nos próximos meses será extensa. Além disso, a incerteza faz com que o produtor estruture o seu custo de produção sem possuir uma certeza, o que pode acabar prejudicando a sua produtividade, já que os fertilizantes representam boa parte do custo de produção”, aponta Linneu.

O governo brasileiro assumiu algumas medidas para gerenciar a dependência na importação de fertilizantes, no entanto elas apresentam soluções que terão efeito apenas a médio e longo prazo. A primeira é o avanço do Provert, Projeto de Lei 699/2023, que planeja destinar R$10 bilhões em subsídios para fomentar o setor nacional. A segunda alternativa, é o investimento na retomada e conclusão das fábricas de fertilizantes da Petrobrás, que após a conclusão, deverão produzir cerca de 35% da demanda nacional de ureia.

“Mais do que nunca, faz-se necessário o planejamento e a boa estruturação do custo de produção por parte do produtor para evitar riscos durante a safra”, finaliza o economista.

O estudo completo pode ser acessado clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Carolina Toffanetto (estagiária de Comunicação Aprosja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Mercado da Soja: Recuperação em Chicago e Alta do Dólar Movimentam Preços no Brasil – MAIS SOJA

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O primeiro mês cotado para a soja, em Chicago, perdeu força nos primeiros dias da semana, com o bushel chegando a US$ 11,08 no dia 24. Já no dia seguinte (25) houve forte recuperação, com o fechamento do dia batendo em US$ 11,27/bushel, contra US$ 11,22 uma semana antes. O anúncio de estatísticas de exportação estadunidenses acabaram permitindo à especulação considerar que a China está voltando a comprar soja dos EUA a partir dos acordos estabelecidos em maio.

Isso animou o mercado, pelo menos momentaneamente. Lembrando que o conflito no Oriente Médio parece ter entrado em uma trégua, a qual ainda não se pode dizer que caminhará para o encerramento do litígio bélico.

Dito isso, na semana encerrada em 18/06 os EUA embarcaram 241.045 toneladas de soja, ficando abaixo do esperado pelo mercado. Este volume elevou para 36,8 milhões de toneladas as vendas no atual ano comercial, com as mesmas sendo 19% menores do que no mesmo período do ano anterior.

Por outro lado, os operadores no mercado internacional estão considerando que a tendência é baixista para os preços da oleaginosa em 2026/27, diante de safra recorde no Brasil e safra melhor nos EUA (por enquanto o clima transcorre normalmente naquele país). Hoje, apenas problemas climáticos nas safras poderiam puxar as cotações para cima em Chicago. Em tal contexto, o retorno do fenômeno El Niño está exigindo muita atenção do mercado daqui em diante.

Já no Brasil, com um câmbio que foi a R$ 5,18 por dólar durante a semana, os preços melhoraram um pouco, mesmo com Chicago, na média, mais baixo. Assim, as principais praças gaúchas voltaram aos R$ 116,00/saco, enquanto no restante do país os preços oscilaram entre R$ 105,00 e R$ 116,00/saco.

Por sua vez, nova estimativa privada sobre a área a ser semeada com soja no Brasil, em 2026/27, aponta para 49 milhões de hectares, com um pequeno aumento de 443.000 hectares sobre o ano anterior. Desta forma, se confirmada, haverá um avanço de 0,9% na área de soja na comparação com a última semeadura. Diversos são os fatores que levariam a este comportamento dos produtores brasileiros. Dentre eles tem-se: margens mais apertadas devido à alta dos custos de produção e aos preços relativamente estáveis; o aumento do endividamento; o crédito mais escasso e caro; e a preocupação com o El Niño, que pode atrasar o plantio e prejudicar a produtividade de alguns estados (AgRural).

Enquanto isso, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), atualizou as estatísticas do complexo soja. Com isso, o esmagamento da soja no Brasil deverá chegar a 63 milhões de toneladas no corrente ano. Isso levaria a produção de farelo de soja para 48,1 milhões de toneladas e a de óleo de soja para 12,6 milhões de toneladas. A produção total de soja está estimada em 180,2 milhões de toneladas, conforme dados da Conab, enquanto as importações projetadas são de 900.000 toneladas do grão e 125.000 toneladas de óleo de soja. Já a exportação de soja em grão, pelo Brasil, está projetada em 114,1 milhões de toneladas.

As exportações de farelo devem atingir 24,9 milhões de toneladas. Enfim, as exportações de óleo de soja devem alcançar 1,65 milhão de toneladas. Em valores, o complexo soja deve gerar cerca de US$ 60 bilhões em exportações em 2026. Nos quatro primeiros meses do ano, o esmagamento de soja no país atingiu a 18,1 milhões de toneladas, com aumento de 10,1% sobre o mesmo período de 2025.

E no Mato Grosso, segundo o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), a futura produção de soja local deverá alcançar 48,9 milhões de toneladas, sendo ela 5,2% menor do que a de 2025/26. Obviamente isso dependerá dos efeitos climáticos que virão com o fenômeno El Niño.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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