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5 de outubro de 2026

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Terras agrícolas disparam em Santa Catarina com avanço da soja e do arroz

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Foto: Vlamir Brandalizze/ Arquivo pessoal

O mercado de terras agrícolas em Santa Catarina seguiu aquecido em 2025, refletindo o desempenho da agropecuária no estado. Levantamento da Epagri/Cepa aponta valorização dos imóveis rurais, principalmente nas áreas com maior aptidão produtiva e forte presença de culturas como soja e arroz.

As terras de primeira categoria, consideradas as mais produtivas, registraram os maiores valores. Em Campos Novos, no Meio-Oeste catarinense, o preço médio chegou a R$ 169 mil por hectare. Já as várzeas sistematizadas, usadas principalmente para a produção de arroz, também apareceram entre as áreas mais valorizadas. Em Turvo, no Sul do estado, o valor médio alcançou R$ 164 mil por hectare.

Na outra ponta, ficaram as áreas com restrições produtivas. As terras de segunda categoria tiveram média de R$ 38,34 mil por hectare em Lebon Régis. Já as terras de terceira categoria, marcadas por maior declividade, foram avaliadas em R$ 19,75 mil por hectare em Calmon.

O levantamento ainda mostrou que o campo nativo teve valor médio de R$ 19,91 mil por hectare em Lages. As áreas destinadas à servidão florestal ou reserva legal registraram os menores preços, chegando a R$ 10,37 mil por hectare em Otacílio Costa.

Segundo a Epagri/Cepa, as diferenças refletem as características produtivas e econômicas de cada região. Além da aptidão agrícola, fatores como pressão urbana, turismo e legislação ambiental também influenciam diretamente o valor das terras no estado.

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O estudo é realizado desde 1997 e acompanha os preços médios das terras agrícolas em diferentes municípios catarinenses. Os dados são divulgados no Observatório Agro Catarinense e servem de base para estudos técnicos, políticas públicas e referências usadas por produtores e prefeituras.

Como o levantamento é feito

A coleta das informações ocorre entre outubro e janeiro e considera apenas o valor da terra nua, sem benfeitorias. O trabalho envolve técnicos da Epagri/Cepa em todas as regiões do estado.

As informações são obtidas com imobiliárias, cooperativas, sindicatos rurais, cartórios, associações de produtores e órgãos públicos. Para cada município e classe de terra, ao menos três fontes são consultadas.

De acordo com a analista da Epagri, Glaucia de Almeida Padrão, os dados passam por validação estatística antes da divulgação. O estudo considera preços mínimos, máximos e os valores mais praticados em cada localidade.

A Epagri/Cepa ressalta, porém, que os números têm caráter referencial e não devem ser usados como parâmetro único em negociações ou processos de arbitragem, já que fatores como localização, qualidade do solo e topografia podem provocar grandes diferenças dentro do mesmo município.

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Agro forte sustenta valorização

A valorização das terras acompanha o avanço da agropecuária catarinense. Nos últimos dez anos, o Valor da Produção Agropecuária (VPA) do estado cresceu, em média, 4,3% ao ano em termos reais.

Em 2025, o VPA foi estimado em R$ 74,9 bilhões, alta de 15,4% na comparação com 2024. A pecuária respondeu por 58% da receita gerada no campo, enquanto os grãos vieram na sequência. Suínos, frangos, leite e soja concentraram mais da metade do valor produzido.

Segundo a Epagri/Cepa, o desempenho da soja ajudou a puxar os preços das terras de primeira e segunda categorias no Oeste e no Planalto Norte. Já no litoral, a pressão urbana, industrial e portuária também contribuiu para a valorização.

As áreas de servidão florestal e terras de terceira categoria também registraram avanço nos preços, influenciadas pelo turismo rural e pelas regras ambientais. Nas várzeas usadas para arroz, a valorização foi impulsionada pela alta do cereal nos últimos anos e pelo modelo de arrendamento, predominante em boa parte da área cultivada no estado.

*Com informações da assessoria de imprensa

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demanda fraca faz mercado ajustar valores

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O mercado brasileiro de feijão opera com reduzida liquidez nesta semana, reflexo da menor disposição de compra nas principais praças comercializadoras do país, conforme levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

A lentidão verificada nas aquisições pelo setor varejista diminuiu a necessidade de reposição por parte das indústrias processadoras, que neste momento priorizam a rotação dos estoques já existentes antes de retomarem compras em volume.

Com a demanda mais contida, produtores e vendedores com posição financeira sólida têm adotado estratégia de restringir a oferta do produto, buscando evitar quedas mais acentuadas nas cotações.

No caso do feijão-carioca, a fraca demanda tem dificultado a manutenção dos patamares de preço registrados nas semanas anteriores, com pressão de baixa sobre os valores praticados.

Já para o feijão-preto tipo 1, o movimento comprador também perdeu força. Após as valorizações observadas recentemente, o mercado passa por ajustes nos preços.

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*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Inspeções de soja, milho e trigo para exportação caem nos EUA na semana

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Os volumes de soja, milho e trigo inspecionados para exportação nos portos dos Estados Unidos recuaram na semana encerrada em 1º de outubro de 2026. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (5) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Na comparação semanal, a soja caiu 1,53%, o milho recuou 13,5% e o trigo teve baixa de 10,3%.

Segundo o USDA, o volume de soja inspecionado para exportação somou 1,138 milhão de toneladas, ante 1,156 milhão de toneladas na semana anterior. Em igual período de 2025, o total havia sido de 783,495 mil toneladas. Na comparação anual, houve alta de 45,3%.

No milho, as inspeções alcançaram 1,367 milhão de toneladas, abaixo das 1,580 milhão de toneladas registradas na semana anterior. No mesmo intervalo do ano passado, o volume foi de 1,701 milhão de toneladas, o que representa queda anual de 19,6%.

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Para o trigo, foram inspecionadas 302,356 mil toneladas, frente a 337,047 mil toneladas na semana anterior e 592,223 mil toneladas em igual semana de 2025. O recuo ante o mesmo período do ano passado foi de 48,9%.

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No acumulado do ano comercial, os embarques de milho chegaram a 7,110 milhões de toneladas, acima das 6,810 milhões de toneladas de igual período do ciclo anterior, avanço de 4,4%. A soja somou 3,986 milhões de toneladas, contra 3,046 milhões de toneladas no ciclo anterior, alta de 30,86%.

O trigo, por sua vez, acumulou 6,671 milhões de toneladas no ano-safra, abaixo das 10,264 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo anterior, retração de 35%.

O relatório semanal de inspeção de embarques considera o ano-safra iniciado em 1º de junho de 2026 para o trigo e em 1º de setembro de 2026 para milho e soja.

Os dados do USDA indicam recuo semanal nas inspeções de exportação dos três grãos nos Estados Unidos, enquanto o acumulado do ano comercial segue acima do ciclo anterior para soja e milho e abaixo para o trigo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Setor produtivo cobra diálogo e avanço de pautas após eleição em MT

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O resultado das eleições em Mato Grosso abre, para o setor produtivo, uma nova etapa de diálogo com os representantes escolhidos nas urnas. Sistema Famato e Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) apontam a necessidade de avançar nas demandas apresentadas durante a campanha e de manter a interlocução com o governo estadual e o Congresso Nacional a partir de 2027.

Otaviano Pivetta foi eleito governador no primeiro turno, enquanto Mauro Mendes e José Medeiros conquistaram as duas vagas de Mato Grosso ao Senado. Também foram definidos os novos deputados estaduais e federais que representarão o estado na próxima legislatura.

Para o Sistema Famato, o encerramento da disputa eleitoral deve dar lugar ao acompanhamento dos compromissos apresentados aos eleitores. A entidade afirma que continuará levando aos representantes as demandas dos produtores rurais e dos Sindicatos Rurais.

A Acrimat, por sua vez, destaca a expectativa de estreitar a relação entre a pecuária e o poder público. A entidade também defende uma atuação articulada dos parlamentares em pautas de interesse do setor produtivo.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Pautas entram na agenda do próximo governo

Antes da votação no último domingo (4), a Famato participou de encontros com candidatos ao governo e ao Senado por meio da Aliança do Setor Produtivo, formada ainda por Fiemt e Fecomércio-MT. As entidades apresentaram uma agenda com prioridades para o período de 2027 a 2030.

O documento Prioridades do Setor Produtivo de Mato Grosso 2027–2030 foi elaborado para subsidiar os planos de governo e a atuação dos representantes do estado no Congresso. As discussões também consideraram a Agenda Estratégica do Agronegócio, construída com base em informações técnicas e demandas dos Sindicatos Rurais.

Agora, a expectativa é que essas pautas avancem para a etapa de execução e acompanhamento. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, afirma que a entidade pretende manter o diálogo iniciado durante o período eleitoral.

“O período eleitoral terminou, mas o trabalho em defesa de Mato Grosso continua. Agora começa uma nova etapa, de diálogo, construção e acompanhamento dos compromissos assumidos”, diz.

boi gado abate foto sistema famato
Foto: Sistema Famato/Reprodução

Na avaliação da Acrimat, a relação com o Executivo estadual será especialmente importante para a pecuária. O presidente da entidade, Luís Fernando Amado Conte, destaca em nota a expectativa de ampliar os canais de comunicação com o governo.

“Espero que possamos estreitar ainda mais os canais de comunicação entre o setor da pecuária e o Governo do Estado, fortalecendo essa parceria em favor do produtor rural e do desenvolvimento de Mato Grosso”, afirma.

A entidade também direcionou a cobrança aos novos senadores. Para Conte, Mauro Mendes e José Medeiros deverão atuar em defesa de Mato Grosso e dos interesses do setor produtivo durante os mandatos no Congresso.

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Em relação aos deputados eleitos, a Acrimat espera fortalecer a participação de Mato Grosso na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), por meio do Instituto Pensar Agro (IPA), e a atuação estadual junto à FPA-MT, por meio do Fórum Agro.

A manifestação da entidade também reconheceu os candidatos ligados ao setor produtivo que não foram eleitos.

No cenário nacional, a Acrimat ainda destaca a realização do segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro. Segundo a entidade, o primeiro turno mostrou um sentimento de mudança e renovação presente em parte da sociedade brasileira e agora caberá ao eleitor fazer sua escolha. “Caberá agora ao eleitor fazer sua escolha, de forma livre e democrática, pensando no futuro da nossa nação”, frisa Nando Conte em nota.


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