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5 de outubro de 2026

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Tecnologia prevê plantas daninhas antes da infestação

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A inteligência artificial começa a ganhar espaço também no manejo de plantas daninhas no campo. Um estudo desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo, em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali), mostrou que algoritmos de aprendizado de máquina conseguem prever quais culturas têm maior chance de registrar infestação de invasoras em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP).

A pesquisa foi realizada no Cerrado, em Sete Lagoas (MG), e analisou dados relacionados ao clima, solo, sistemas de cultivo e ocorrência de plantas daninhas. O objetivo é entender melhor a dinâmica dessas espécies dentro dos sistemas integrados e apoiar tomadas de decisão mais eficientes no manejo agrícola.

Segundo os pesquisadores, o uso da inteligência artificial pode contribuir para reduzir aplicações desnecessárias de herbicidas, além de fortalecer estratégias preventivas no campo.

IA cruza dados de clima, solo e culturas

Para desenvolver o modelo, os pesquisadores reuniram três grupos principais de informações. O primeiro trouxe dados quantitativos sobre as espécies de plantas daninhas encontradas nas áreas avaliadas. O segundo considerou características dos solos e dos sistemas produtivos. Já o terceiro reuniu registros climáticos da região.

Com essas informações, os algoritmos conseguiram identificar padrões e relações entre ambiente, manejo e ocorrência das invasoras.

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Entre os modelos utilizados estão Support Vector Machine, Decision Tree, Random Forest e K-Nearest Neighbors. Segundo a doutora em Matemática e Ciências de Dados Ana Letícia Becker Gomes Luz, os algoritmos Decision Tree e Random Forest apresentaram os melhores resultados, alcançando precisão de 99% na previsão das culturas mais suscetíveis à presença de plantas daninhas.

Para o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, Maurílio Fernandes de Oliveira, os resultados mostram que a tecnologia é tecnicamente viável e pode ser incorporada ao manejo agrícola.

“O uso dessa técnica pode contribuir na tomada de decisão sobre qual herbicida utilizar, considerando as características de cada área de plantio”, afirma.

Aplicação pode reduzir uso de herbicidas

De acordo com os pesquisadores, sistemas de Integração Lavoura-Pecuária normalmente apresentam menor população de plantas daninhas quando comparados a modelos convencionais de cultivo.

Isso acontece, principalmente, pela presença das forrageiras utilizadas nas pastagens, que ajudam a manter o solo coberto e dificultam o desenvolvimento das invasoras.

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Além disso, o uso de inteligência artificial pode auxiliar produtores na adoção de práticas preventivas, definição do momento ideal de controle e aplicação localizada de herbicidas.

Segundo Oliveira, atualmente boa parte das tecnologias disponíveis atua depois que as plantas daninhas já emergiram na lavoura. Por isso, ferramentas preditivas podem representar um avanço importante no manejo.

“Os algoritmos ajudam a entender quais fatores ambientais favorecem o surgimento dessas plantas. Isso permite modificar práticas de manejo e reduzir as taxas de aparecimento e crescimento das invasoras”, explica.

Pulverização inteligente já é realidade

Os pesquisadores destacam que a inteligência artificial já vem sendo aplicada na ciência de plantas daninhas em outras frentes.

Hoje, existem equipamentos capazes de identificar invasoras por visão computacional e realizar pulverização seletiva com alta precisão, reduzindo desperdícios e ampliando a eficiência do controle químico.

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O novo estudo amplia esse conhecimento ao focar na prevenção e na previsão de ocorrência das plantas daninhas dentro dos sistemas ILP.

Pesquisa foi feita no Cerrado

O experimento foi conduzido na Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas, utilizando áreas de Integração Lavoura-Pecuária com milho consorciado com braquiária, sorgo com braquiária, soja e pastagem de braquiária.

As coletas ocorreram em diferentes períodos do ano, incluindo colheita, entressafra, pré-dessecação e fase inicial das culturas, antes da aplicação dos herbicidas.

Os pesquisadores avaliaram variáveis como número de plantas daninhas por espécie, biomassa, tipo de folha, área amostrada e estágio do sistema produtivo.

Sustentabilidade e aumento da produção

Segundo a Embrapa, a pesquisa também busca atender à necessidade de ampliar a produção de alimentos de forma sustentável.

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A estimativa é de que a população mundial alcance 9 bilhões de pessoas até 2050, aumentando a demanda por sistemas agrícolas mais eficientes e com menor impacto ambiental.

Nesse cenário, o controle de plantas daninhas segue como um dos principais desafios da produção agrícola. Atualmente, o manejo químico ainda é o método mais utilizado no campo.

Para o pesquisador Ramon Costa Alvarenga, responsável por sistemas ILP na Embrapa Milho e Sorgo, tecnologias capazes de reduzir a dependência de herbicidas ganham importância dentro da agenda de sustentabilidade da agropecuária.

O estudo foi publicado na revista Pesquisa Agropecuária Brasileira (PAB), em edição especial comemorativa dos 60 anos do periódico.

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demanda fraca faz mercado ajustar valores

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O mercado brasileiro de feijão opera com reduzida liquidez nesta semana, reflexo da menor disposição de compra nas principais praças comercializadoras do país, conforme levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

A lentidão verificada nas aquisições pelo setor varejista diminuiu a necessidade de reposição por parte das indústrias processadoras, que neste momento priorizam a rotação dos estoques já existentes antes de retomarem compras em volume.

Com a demanda mais contida, produtores e vendedores com posição financeira sólida têm adotado estratégia de restringir a oferta do produto, buscando evitar quedas mais acentuadas nas cotações.

No caso do feijão-carioca, a fraca demanda tem dificultado a manutenção dos patamares de preço registrados nas semanas anteriores, com pressão de baixa sobre os valores praticados.

Já para o feijão-preto tipo 1, o movimento comprador também perdeu força. Após as valorizações observadas recentemente, o mercado passa por ajustes nos preços.

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*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Inspeções de soja, milho e trigo para exportação caem nos EUA na semana

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Os volumes de soja, milho e trigo inspecionados para exportação nos portos dos Estados Unidos recuaram na semana encerrada em 1º de outubro de 2026. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (5) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Na comparação semanal, a soja caiu 1,53%, o milho recuou 13,5% e o trigo teve baixa de 10,3%.

Segundo o USDA, o volume de soja inspecionado para exportação somou 1,138 milhão de toneladas, ante 1,156 milhão de toneladas na semana anterior. Em igual período de 2025, o total havia sido de 783,495 mil toneladas. Na comparação anual, houve alta de 45,3%.

No milho, as inspeções alcançaram 1,367 milhão de toneladas, abaixo das 1,580 milhão de toneladas registradas na semana anterior. No mesmo intervalo do ano passado, o volume foi de 1,701 milhão de toneladas, o que representa queda anual de 19,6%.

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Para o trigo, foram inspecionadas 302,356 mil toneladas, frente a 337,047 mil toneladas na semana anterior e 592,223 mil toneladas em igual semana de 2025. O recuo ante o mesmo período do ano passado foi de 48,9%.

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No acumulado do ano comercial, os embarques de milho chegaram a 7,110 milhões de toneladas, acima das 6,810 milhões de toneladas de igual período do ciclo anterior, avanço de 4,4%. A soja somou 3,986 milhões de toneladas, contra 3,046 milhões de toneladas no ciclo anterior, alta de 30,86%.

O trigo, por sua vez, acumulou 6,671 milhões de toneladas no ano-safra, abaixo das 10,264 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo anterior, retração de 35%.

O relatório semanal de inspeção de embarques considera o ano-safra iniciado em 1º de junho de 2026 para o trigo e em 1º de setembro de 2026 para milho e soja.

Os dados do USDA indicam recuo semanal nas inspeções de exportação dos três grãos nos Estados Unidos, enquanto o acumulado do ano comercial segue acima do ciclo anterior para soja e milho e abaixo para o trigo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Setor produtivo cobra diálogo e avanço de pautas após eleição em MT

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O resultado das eleições em Mato Grosso abre, para o setor produtivo, uma nova etapa de diálogo com os representantes escolhidos nas urnas. Sistema Famato e Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) apontam a necessidade de avançar nas demandas apresentadas durante a campanha e de manter a interlocução com o governo estadual e o Congresso Nacional a partir de 2027.

Otaviano Pivetta foi eleito governador no primeiro turno, enquanto Mauro Mendes e José Medeiros conquistaram as duas vagas de Mato Grosso ao Senado. Também foram definidos os novos deputados estaduais e federais que representarão o estado na próxima legislatura.

Para o Sistema Famato, o encerramento da disputa eleitoral deve dar lugar ao acompanhamento dos compromissos apresentados aos eleitores. A entidade afirma que continuará levando aos representantes as demandas dos produtores rurais e dos Sindicatos Rurais.

A Acrimat, por sua vez, destaca a expectativa de estreitar a relação entre a pecuária e o poder público. A entidade também defende uma atuação articulada dos parlamentares em pautas de interesse do setor produtivo.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Pautas entram na agenda do próximo governo

Antes da votação no último domingo (4), a Famato participou de encontros com candidatos ao governo e ao Senado por meio da Aliança do Setor Produtivo, formada ainda por Fiemt e Fecomércio-MT. As entidades apresentaram uma agenda com prioridades para o período de 2027 a 2030.

O documento Prioridades do Setor Produtivo de Mato Grosso 2027–2030 foi elaborado para subsidiar os planos de governo e a atuação dos representantes do estado no Congresso. As discussões também consideraram a Agenda Estratégica do Agronegócio, construída com base em informações técnicas e demandas dos Sindicatos Rurais.

Agora, a expectativa é que essas pautas avancem para a etapa de execução e acompanhamento. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, afirma que a entidade pretende manter o diálogo iniciado durante o período eleitoral.

“O período eleitoral terminou, mas o trabalho em defesa de Mato Grosso continua. Agora começa uma nova etapa, de diálogo, construção e acompanhamento dos compromissos assumidos”, diz.

boi gado abate foto sistema famato
Foto: Sistema Famato/Reprodução

Na avaliação da Acrimat, a relação com o Executivo estadual será especialmente importante para a pecuária. O presidente da entidade, Luís Fernando Amado Conte, destaca em nota a expectativa de ampliar os canais de comunicação com o governo.

“Espero que possamos estreitar ainda mais os canais de comunicação entre o setor da pecuária e o Governo do Estado, fortalecendo essa parceria em favor do produtor rural e do desenvolvimento de Mato Grosso”, afirma.

A entidade também direcionou a cobrança aos novos senadores. Para Conte, Mauro Mendes e José Medeiros deverão atuar em defesa de Mato Grosso e dos interesses do setor produtivo durante os mandatos no Congresso.

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Em relação aos deputados eleitos, a Acrimat espera fortalecer a participação de Mato Grosso na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), por meio do Instituto Pensar Agro (IPA), e a atuação estadual junto à FPA-MT, por meio do Fórum Agro.

A manifestação da entidade também reconheceu os candidatos ligados ao setor produtivo que não foram eleitos.

No cenário nacional, a Acrimat ainda destaca a realização do segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro. Segundo a entidade, o primeiro turno mostrou um sentimento de mudança e renovação presente em parte da sociedade brasileira e agora caberá ao eleitor fazer sua escolha. “Caberá agora ao eleitor fazer sua escolha, de forma livre e democrática, pensando no futuro da nossa nação”, frisa Nando Conte em nota.


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