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USDA mantém em 30% parcela do trigo de inverno dos EUA em boas ou excelentes condições

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou na segunda-feira (27) que 30% da safra de trigo de inverno do país apresentava condição boa ou excelente até o último domingo (26). O percentual ficou estável em relação à semana anterior. Na mesma época de 2025, essa parcela era de 49%, segundo o relatório semanal de acompanhamento de safra.
Além da estabilidade na avaliação do trigo de inverno, o USDA informou que 34% da safra tinha perfilhado até domingo (26). O número supera os 25% registrados um ano antes e também a média de cinco anos, de 21%.
No trigo de primavera, o plantio alcançou 19% da área prevista. O ritmo está abaixo dos 28% observados em igual período de 2025 e também inferior à média de cinco anos, de 22%. Já a emergência chegou a 5%, em linha com o registrado no ano passado e ligeiramente acima da média histórica de 4%.
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Entre as demais culturas, o milho apresentou avanço de plantio para 25%, ante 22% um ano antes e 19% na média de cinco anos. A emergência da safra atingiu 7%, acima dos 5% de 2025 e dos 4% da média.
Na soja, a semeadura foi reportada em 23%, também acima do ritmo de 2025, quando estava em 17%, e da média quinquenal, de 12%. A emergência alcançou 8%, contra 2% no ano anterior e 1% na média de cinco anos.
No algodão, os produtores haviam semeado 16% da área projetada até domingo (26). O percentual supera os 14% da mesma data de 2025 e os 13% da média dos cinco anos anteriores.
Os dados do USDA indicam que a safra de trigo de inverno segue sem melhora na classificação semanal, embora o desenvolvimento vegetativo avance acima do padrão histórico. Ao mesmo tempo, milho, soja e algodão mantêm ritmo de plantio superior ao de 2025 e à média de cinco anos, enquanto o trigo de primavera apresenta atraso relativo no início da temporada.
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Plantio de milho na Argentina atinge 50,5% e soja chega a 4,7%

O plantio de milho da safra 2026/27 na Argentina alcançou 50,5% da área projetada de 8,4 milhões de hectares na última semana, informou na quinta-feira (5) a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. O avanço semanal foi de 3,2 pontos porcentuais. Já a semeadura de soja chegou a 4,7% dos 17 milhões de hectares previstos, com alta de 2,4 pontos porcentuais no período.
Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, o plantio do milho precoce está praticamente concluído na região agrícola argentina. Restam apenas algumas áreas a serem implantadas no sul da província de Buenos Aires.
No caso da soja, os trabalhos estão 2,9 pontos porcentuais à frente do registrado no mesmo período da temporada anterior. A bolsa informou que o plantio da soja de primeira safra avança em bom ritmo, com maior progresso nas duas regiões núcleo e no norte de La Pampa-oeste de Buenos Aires. Nessas áreas, as condições de umidade superficial favoreceram o início das operações.
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A colheita de trigo, por sua vez, avançou 1,8 ponto porcentual na semana e atingiu 8,5% da área apta. Os trabalhos seguem concentrados no norte da região agrícola, onde o calor dos últimos dias acelera a maturação das lavouras.
Ao mesmo tempo, a bolsa relatou que chuvas em algumas áreas têm dificultado a entrada de máquinas nas lavouras e atrasado o ritmo da colheita. O rendimento médio nacional do trigo está em 2,18 toneladas por hectare.
A estimativa de produção de trigo foi mantida em 23,4 milhões de toneladas.
Os dados mais recentes mostram avanço do plantio de milho e soja na Argentina, enquanto a colheita de trigo segue em ritmo mais lento, com produtividade média nacional de 2,18 toneladas por hectare e produção estimada em 23,4 milhões de toneladas.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Mato Grosso concentra 25,6% das exportações brasileiras de carne bovina e busca espaço na Ásia

A participação de Mato Grosso no comércio internacional de carne bovina foi um dos pontos apresentados a representantes do mercado asiático durante um encontro realizado em Hong Kong, na segunda-feira (2). Entre janeiro e agosto de 2026, o estado exportou 564,1 mil toneladas da proteína, o equivalente a 25,6% de todo o volume embarcado pelo Brasil no período. A receita alcançou US$ 3,2 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
O volume coloca Mato Grosso em posição de destaque no fornecimento brasileiro de carne bovina ao exterior e reforça a dimensão econômica da atividade para o estado. A busca por compradores em diferentes mercados também envolve a necessidade de atender a padrões específicos de produção e processamento, conforme as características de cada destino.
Nesse contexto, o mercado halal entrou na pauta das discussões realizadas em Hong Kong. A modalidade segue preceitos da tradição islâmica e estabelece requisitos para a produção e o processamento de alimentos, incluindo a carne bovina. A certificação é necessária para comercializar proteínas em diversos mercados consumidores muçulmanos.
A possibilidade de ampliar a presença nesse segmento passa pela aproximação com representantes comerciais e instituições que atuam no mercado asiático. Hong Kong foi o local escolhido para reunir esses interlocutores e discutir as oportunidades de negócios relacionadas ao comércio de alimentos.
Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, a capacidade produtiva do estado é um dos aspectos que podem favorecer essa aproximação. “Mato Grosso tem uma posição de destaque na produção de carne bovina e reúne condições para atender diferentes mercados internacionais, tanto em volume quanto em qualidade”, afirma.
Certificação e relacionamento comercial
Além do volume disponível para exportação, o acesso aos mercados halal depende do cumprimento das exigências estabelecidas para a produção e o processamento da proteína. A certificação funciona como um requisito comercial e pode permitir que frigoríficos brasileiros atendam compradores que seguem as normas alimentares islâmicas.
A discussão sobre esse segmento também amplia o olhar sobre os destinos da carne mato-grossense. A aproximação com representantes asiáticos abre espaço para apresentar a estrutura da pecuária estadual e os investimentos realizados pelos produtores em tecnologia e qualidade.
O encontro foi promovido pelo Imac em parceria com o Conselho de Desenvolvimento do Comércio de Hong Kong (HKTDC). A iniciativa também contou com a participação do Invest Mato Grosso, do Sistema Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China de Sorriso, além de outras instituições ligadas ao setor produtivo.
Entre os representantes locais estavam integrantes do Islamic Community Fund of Hong Kong, organização ligada à comunidade islâmica, e da empresa Tai Po Chun Hing. A presença desses participantes colocou em contato instituições brasileiras e representantes com atuação no ambiente comercial de Hong Kong.
Na avaliação de Bruno de Jesus Andrade, a aproximação internacional também permite apresentar os investimentos realizados na atividade pecuária. O diretor destaca que o diálogo com representantes de mercados estratégicos é importante para mostrar o trabalho desenvolvido pelos produtores e as condições de fornecimento do estado.
“Estar em Hong Kong é uma oportunidade de apresentar o trabalho desenvolvido pelos nossos pecuaristas, mostrar os investimentos em tecnologia e fortalecer o diálogo com representantes de um mercado que tem grande importância para as exportações brasileiras”, pontua.
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CNA debate regras corporativas para emissões e metas climáticas em Brasília

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, na quinta-feira (5), em Brasília, o Workshop sobre Contabilização de Emissões Corporativas de Gases de Efeito Estufa (GEEs) e Metas Climáticas. O encontro reuniu diferentes áreas do Sistema CNA/Senar para discutir metodologias e ferramentas usadas na elaboração de inventários de emissões e na definição de metas climáticas.
Segundo a CNA, a iniciativa buscou promover uma discussão sobre as principais referências internacionais de contabilização de emissões e de definição de metas de redução. A proposta, de acordo com a entidade, é fortalecer a atuação do setor agropecuário diante dos desafios e das oportunidades ligados à agenda climática e ao mercado de carbono.
A confederação defendeu que o setor agropecuário brasileiro integra as soluções para o enfrentamento das mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, destacou que os indicadores e critérios de contabilização das emissões de GEEs no país precisam considerar a realidade da produção agropecuária nacional.
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As discussões do workshop tiveram como base os indicadores internacionais GHG Protocol e SBTi FLAG. O consultor Fábio Marques apresentou os dois temas e abordou também critérios para permanência de créditos de carbono.
O GHG Protocol estabelece padrões e diretrizes para a contabilização e o relato de emissões de gases de efeito estufa por organizações, servindo de referência para a elaboração de inventários corporativos. Já a SBTi FLAG é voltada à definição de metas de redução de emissões associadas aos setores florestal, de uso da terra e agropecuário.
O workshop realizado pela CNA concentrou o debate em referências internacionais para mensuração de emissões corporativas e definição de metas climáticas, com foco na aplicação desses critérios ao contexto da agropecuária brasileira.
Fonte: cnabrasil.org.br
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