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14 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Clima favorece avanço da colheita, que se aproxima de 50%,  milho 2ª safra enfrenta irregularidade de chuvas

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O tempo firme ajudou no avanço da colheita de milho, que se aproxima da metade da área total. No RS, a priorização da colheita da soja e o clima instável inviabilizou um avanço maior da colheita. Na BA, a colheita segue em andamento. No PI, houve início da colheita, ainda que de forma incipiente. No geral, as lavouras apresentam boas condições.

No PR, a semana foi de clima mais seco e quente, permitindo avanço da colheita, que está em fase final. Em SC, resta cerca de 2% da área para concluir a colheita. Grãos tardios apresentam queda de qualidade.

Em SP, a colheita está praticamente finalizada. No MA, início da colheita no estado, se dando em algumas áreas de plantio mais precoce no sul do estado. Em GO, a colheita foi concluída na região Sudoeste, porém segue nas demais localidades.

Milho 2ª Safra

100,0% semeado. Em MT, houve menor volume de chuvas, especialmente no Norte, mas ainda há bom teor de umidade nos solos, mantendo boa condição na maioria das lavouras. No PR, as chuvas irregulares e as altas temperaturas afetam o potencial produtivo em algumas regiões. Em MS, as lavouras apresentam boas condições, apesar do aumento na incidência de lagartas e da redução de chuvas nas regiões Nordeste e Sudeste.

Em GO, a ausência de chuvas persiste e afeta o potencial produtivo em algumas lavouras. Em MG, a escassez de chuvas começam a provocar danos por estresse hídrico em algumas lavouras. No TO, as chuvas seguem regulares, viabilizando um bom desenvolvimento da cultura. No MA, no sul do estado, a escassez de chuvas começa a provocar perdas pontuais por estresse hídrico.

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No PI, a escassez de chuvas e as altas temperaturas afetam algumas lavouras em fases reprodutivas. No PA, as chuvas foram volumosas e isso ajudou na manutenção da umidade dos solos para andamento do plantio e para o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: Conab

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Agro Mato Grosso

BASF escolhe bancos para preparar IPO da Agricultural Solutions

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A BASF anunciou a contratação de Citi, Deutsche Bank, Goldman Sachs e J.P. Morgan como coordenadores globais da preparação da oferta pública inicial de ações da Agricultural Solutions. A companhia prevê alcançar prontidão para o IPO até meados de 2027 e planeja listar o negócio na Bolsa de Frankfurt.

A operação integra a estratégia “Winning Ways” da BASF. O plano prevê transformar a Agricultural Solutions em uma empresa agrícola independente, com atuação em proteção de cultivos, sementes, características genéticas, soluções biológicas e ferramentas digitais.

A separação jurídica e operacional do negócio segue em andamento. Cerca de 80% das operações globais da Agricultural Solutions já migraram para entidades jurídicas próprias. Essas estruturas utilizam um novo sistema de gestão empresarial específico para o setor agrícola.

Segundo a BASF, a mudança busca ampliar a capacidade de resposta às demandas dos mercados agrícolas, dar mais agilidade à operação e aproximar a empresa dos clientes. A Agricultural Solutions também desenvolve estruturas de governança e competências necessárias para uma companhia com ações negociadas em bolsa.

A BASF apresentará uma visão estratégica e operacional do negócio durante seu Capital Markets Day, marcado para 24 de novembro de 2026. Os quatro integrantes do conselho de administração da BASF Agricultural Solutions participarão do evento.

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A empresa ainda não decidiu pela execução do IPO nem definiu sua data. A decisão dependerá, entre outros fatores, das condições do mercado de capitais.

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Sustentabilidade

El Niño, dólar e geopolítica: os desafios da safra 26/27 de soja

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Foto: Pixabay

A margem da safra 2026/27 de soja está mais apertada para o produtor. Para Mauro Osaki, pesquisador do Cepea, três fatores devem ter peso importante no resultado financeiro da temporada: o comportamento do câmbio, os efeitos do El Niño sobre o clima e os impactos dos conflitos geopolíticos sobre os custos de produção.

“Poderíamos colocar esses três como os de maior peso hoje”, afirma.

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O câmbio aparece como uma das principais variáveis para a formação do preço da soja no mercado brasileiro. Hoje, a referência trabalhada pelo mercado está próxima de R$ 5,20, mas há projeções de R$ 5,30. Para o pesquisador, no entanto, a trajetória da moeda ainda está diretamente ligada ao cenário político e econômico após as eleições de outubro.

“Se for um governo mais austero, a tendência é que o mercado fique mais calmo. Agora, se continuar um governo perdulário e inconsequente, a taxa de câmbio pode explodir”, diz.

El Niño: o ‘calcanhar de Aquiles’ do produtor

Além do câmbio, o clima volta ao radar do produtor. O El Niño previsto para esta safra é apontado por Osaki como um dos principais riscos para a produção. “É o nosso calcanhar de Aquiles, a pedra no nosso sapato”, resume.

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Segundo o pesquisador, o comportamento do fenômeno pode ser diferente do observado em anos anteriores. A expectativa é de excesso de chuva no Sul e maior irregularidade no Centro-Oeste, o que aumenta o risco para a produção nacional.

O histórico também exige atenção. No ciclo 2015/16, um El Niño forte contribuiu para perdas no Centro-Oeste. Já em 2023/24, as altas temperaturas afetaram lavouras e provocaram problemas como a escaldadura. De acordo com Osaki, anos de El Niño costumam estar associados a perdas de 7% a 14% na produção. “Se o produtor tiver que replantar, esse custo vai se somar”, alerta.

Nesse cenário, uma das estratégias recomendadas por Osaki é evitar a concentração do plantio em um único período. “O produtor deve escalonar o plantio, para não deixar tudo concentrado numa época só”, afirma.

Diesel e fertilizantes também entram na conta

Outro ponto de atenção está no mercado internacional de energia. Os conflitos geopolíticos e os ataques a estruturas de refino aumentam a pressão sobre a oferta de derivados de petróleo, com reflexos principalmente sobre o diesel.

Para o produtor de soja, o momento é especialmente sensível porque o combustível é demandado em duas etapas importantes da safra. “São dois períodos de maior demanda: o plantio agora, e a colheita, de dezembro até março/abril”, explica Osaki.

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A pressão não fica restrita ao diesel. O mercado de enxofre e ácido sulfúrico também pode ser afetado, aumentando os custos de produção de fertilizantes fosfatados, como MAP, superfosfato triplo e superfosfato simples.

Com isso, a relação entre custo e preço da soja fica ainda mais importante para o produtor.

Em Sorriso (MT), por exemplo, a quantidade de soja necessária para cobrir o custo operacional efetivo deve passar de 52 para 56 sacas por hectare entre as safras 2025/26 e 2026/27. No oeste do Paraná, o indicador sobe de 41,8 para 45 sacas por hectare.

Conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custo de produção em Mato Grosso é estimado em R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21%. Já o ponto de equilíbrio avança 9,13%.

“É um ano com custo operacional efetivo e relação de troca bastante apertados”, resume o pesquisador.

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Plantio começa com ritmo acima do ano passado

A semeadura da soja 2026/27 já começou em algumas regiões. Paraná e São Paulo abriram o calendário em 1º de setembro. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, o plantio foi liberado em 7 de setembro. Mato Grosso do Sul inicia em 16 de setembro, Goiás em 25 de setembro e Minas Gerais e Distrito Federal em 1º de outubro.

Segundo dados apresentados por Osaki, o plantio da nova safra começou mais acelerado que a temporada anterior. Na semana em que os trabalhos em campo iniciaram, 0,05% da área projetada estava plantada. No mesmo período do ano passado, o índice era de 0,02%.

O avanço, porém, ocorre em um cenário de atenção com as condições climáticas. Enquanto Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul podem registrar volumes mais elevados, a regularização das chuvas no Matopiba é esperada apenas para novembro.

Consultorias projetam nova safra recorde

Mesmo com os riscos no radar, as primeiras projeções das consultorias privadas apontam para uma nova safra recorde de soja.

A StoneX estima produção de 183,5 milhões de toneladas. Já a Datagro trabalha com 185,6 milhões, enquanto a Hedgepoint tem uma projeção mais conservadora, de 181,7 milhões de toneladas.

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A primeira estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2026/27 está prevista somente para o começo de outubro.

Outubro será mês decisivo

É justamente a partir de outubro que o cenário deve começar a ficar mais claro para o produtor, de acordo com a avaliação do pesquisador odo Cepea. Ele aponta que o mês reúne três pontos importantes: o resultado das eleições, o avanço do plantio no Centro-Oeste diante das condições climáticas e a evolução do cenário internacional de combustíveis e fertilizantes.

Até lá, a orientação de Osaki é trabalhar com planejamento e evitar comprometer a margem antes de ter maior clareza sobre o mercado.

“O melhor que ele tem é fazer esse planejamento cadenciado, proteger ao máximo sua produção com as oportunidades que surgem no mercado, e não se comprometer tanto”, afirma.

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Com demanda enfraquecida, preços recuam – MAIS SOJA

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As cotações do milho voltaram a cair em parte das regiões acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias, com parte dos compradores brasileiros afastados da comercialização.

De acordo com o Centro de Pesquisas, esses agentes indicam que as compras realizadas anteriormente têm sido suficientes para a utilização no curto prazo.

Pesquisadores do Cepea destacam que a oferta mais restrita, por sua vez, limitou as quedas. Parte dos produtores domésticos restringe a oferta, atenta às condições climáticas nos próximos meses e à alta na paridade de exportação. Eles também estão focados nas atividades de campo, como a finalização da colheita da segunda safra 2025/26 e a semeadura da safra verão 2026/27.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Agro MT