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Sustentabilidade

Clima favorece avanço da colheita, que se aproxima de 50%,  milho 2ª safra enfrenta irregularidade de chuvas

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O tempo firme ajudou no avanço da colheita de milho, que se aproxima da metade da área total. No RS, a priorização da colheita da soja e o clima instável inviabilizou um avanço maior da colheita. Na BA, a colheita segue em andamento. No PI, houve início da colheita, ainda que de forma incipiente. No geral, as lavouras apresentam boas condições.

No PR, a semana foi de clima mais seco e quente, permitindo avanço da colheita, que está em fase final. Em SC, resta cerca de 2% da área para concluir a colheita. Grãos tardios apresentam queda de qualidade.

Em SP, a colheita está praticamente finalizada. No MA, início da colheita no estado, se dando em algumas áreas de plantio mais precoce no sul do estado. Em GO, a colheita foi concluída na região Sudoeste, porém segue nas demais localidades.

Milho 2ª Safra

100,0% semeado. Em MT, houve menor volume de chuvas, especialmente no Norte, mas ainda há bom teor de umidade nos solos, mantendo boa condição na maioria das lavouras. No PR, as chuvas irregulares e as altas temperaturas afetam o potencial produtivo em algumas regiões. Em MS, as lavouras apresentam boas condições, apesar do aumento na incidência de lagartas e da redução de chuvas nas regiões Nordeste e Sudeste.

Em GO, a ausência de chuvas persiste e afeta o potencial produtivo em algumas lavouras. Em MG, a escassez de chuvas começam a provocar danos por estresse hídrico em algumas lavouras. No TO, as chuvas seguem regulares, viabilizando um bom desenvolvimento da cultura. No MA, no sul do estado, a escassez de chuvas começa a provocar perdas pontuais por estresse hídrico.

No PI, a escassez de chuvas e as altas temperaturas afetam algumas lavouras em fases reprodutivas. No PA, as chuvas foram volumosas e isso ajudou na manutenção da umidade dos solos para andamento do plantio e para o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: Conab

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Sustentabilidade

Soja e Derivados: Exportações Históricas e Demanda Doméstica Movimentam o Mercado em Maio – MAIS SOJA

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A liquidez no mercado brasileiro de soja esteve elevada em maio, impulsionada pelo forte ritmo das exportações e pela demanda aquecida da indústria doméstica de processamento. Esse cenário limitou quedas mais expressivas nos preços da oleaginosa, mesmo diante da safra recorde colhida no Brasil e das perspectivas favoráveis para a oferta global, com o avanço da colheita na Argentina e a semeadura nos Estados Unidos.

A colheita está praticamente encerrada no Brasil, o que confirma a safra recorde no País, projetada pelo USDA em 180 milhões de toneladas. Na Argentina, a Bolsa de Cereales informou que a colheita da safra 2025/26 alcançou 97,1% da área, com produção estimada pelo USDA em 48 milhões de toneladas. Nos Estados Unidos, o USDA informou que 87% da área da safra 2026/27 havia sido semeada até 31 de maio, acima dos 80% semeados na média dos últimos cinco anos, com produção estimada em 120,7 milhões de toneladas.

Do lado da demanda, os números dos embarques seguem evidenciando a força da procura pela soja brasileira. Segundo dados da Secex, o Brasil exportou 14,82 milhões de toneladas do grão em maio. Embora o volume tenha recuado 11,5% em relação a abril, permaneceu 5,1% acima do registrado em maio de 2025. No acumulado de janeiro a maio, as exportações somaram 55,07 milhões de toneladas, configurando-se como o maior volume já registrado para esse período.

A receita gerada pelas exportações da oleaginosa alcançou US$ 22,88 bilhões nos cinco primeiros meses de 2026, ficando atrás apenas do recorde de 2023, quando somou US$ 26,54 bilhões. Naquele período, as cotações também superavam as atuais.

A firme demanda externa também elevou os prêmios de exportação da soja no Brasil, incentivando negociações para embarques entre agosto e outubro deste ano, movimento incomum para este período do ano.

Com isso, no mercado spot, os Indicadores CEPEA/ESALQ Paranaguá e Paraná tiveram médias de R$ 129,36/sc e R$ 123,03/sc de 60 kg em maio, valorizações de 1,4% e de 1,3%, respectivamente. Em relação a maio de 2025, por sua vez, as cotações apresentam quedas de 4,4% e 5,54% em termos reais (IGP-DI de abril/26).

O dólar encerrou o mês a R$ 4,99, com desvalorização de 0,9% frente a abril e de 12,1% na comparação com maio de 2025, favorecendo a competitividade das exportações norte-americanas. Na Bolsa de Chicago (CME Group), o contrato julho/26 da soja em grão registrou média de US$ 11,9434/bushel (US$ 26,33/sc de 60 kg) em maio, com valorização de 2,3% frente a abril e de 13,6% em relação a maio de 2025.

ÓLEO DE SOJA – No caso do óleo de soja, os preços nacionais e internacionais registraram direções opostas. No mercado doméstico, a demanda foi limitada pela cautela das indústrias de biodiesel.

Segundo levantamento do Cepea, os preços do óleo de soja bruto e degomado (com 12% de ICMS) na região de São Paulo recuaram 5,2% de abril para maio; por outro lado, observou-se valorização de 2,3% em um ano, em termos reais, na média de R$ 6.518,48/t em maio.

Quanto às vendas externas, de acordo com a Secex os embarques alcançaram 192,14 mil toneladas em maio. Embora tenham recuado 1,8% frente a abril, ficaram 35,7% acima dos registrados em maio de 2025. No acumulado de 2026, as exportações totalizam 890,17 mil toneladas, volume 45,2% superior ao observado no mesmo período do ano passado e o maior já registrado para os primeiros cinco meses do ano desde 2023.

No mercado externo, com a forte demanda do setor de biodiesel, os preços do óleo registraram alta significativa no mês de maio, ampliando sua participação nas margens industriais e alterando a composição da rentabilidade da indústria de processamento nos Estados Unidos. De acordo com cálculos do Cepea, há um ano o farelo respondia por 55% da margem de lucro da indústria de processamento nos EUA, enquanto o óleo representava 45%. Neste ano, porém, a participação se inverteu: o óleo passou a responder por 52,79% das margens, enquanto o farelo representou 47,21% nesse mês, evidenciando o maior peso do derivado energético na rentabilidade do processamento.

Nesse cenário, na CME Group (Bolsa de Chicago), o contrato Julho/26 do óleo de soja avançou 8% entre abril e maio, registrando média de US$ 0,7562/lp (US$ 1.667,22/t) e valorização de 54,3% em relação a maio/25, o maior patamar nominal desde julho de 2022.

FARELO DE SOJA – Embora a demanda externa pelo farelo de soja brasileiro tenha sido elevada, a maior disponibilidade do derivado, devido ao aumento no processamento interno, pressionou as cotações. Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, os preços do farelo de soja tiveram baixas de 1,3% de abril para maio e de 1,6% em relação a
maio/25, em termos reais.

Quanto às exportações, dados da Secex mostram que o Brasil embarcou 2,54 milhões de toneladas em maio, o maior volume para o mês desde 2023. O resultado representa aumentos de 8,6% frente a abril e de 21,09% em relação a maio do ano passado. Entre janeiro e maio, os embarques do derivado somam 10,19 milhões de toneladas, um novo recorde para o período.

No mercado externo, os preços futuros do farelo de soja foram impulsionados pela expectativa de aumento da procura internacional pelo derivado norte-americano. Diante disso, o contrato de primeiro vencimento do farelo apresentou média nominal de US$ 329,47/tonelada curta (US$ 363,17/t) em maio, altas de 1,5% sobre a de abril e de 13% frente a maio/25, sendo também a maior desde julho/24.

Fonte: CEPEA



 

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Sustentabilidade

El Niño pode prejudicar plantio da soja 2026/27, alerta meteorologista

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A confirmação do retorno do fenômeno El Niño pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) acendeu um alerta para produtores rurais de todo o Brasil. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o evento tem 63% de chance de atingir forte intensidade nos próximos meses e pode provocar impactos significativos sobre a safra 2026/27, especialmente na produção de soja.

De acordo com o especialista, o fenômeno já está estabelecido no Oceano Pacífico e deve persistir até o próximo verão, influenciando tanto os cultivos de inverno quanto o próximo ciclo agrícola.

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“O fenômeno vai pegar todo o ciclo dos cultivos de inverno e também a safra 2026/27, principalmente da soja”, afirmou Müller.

A preocupação aumentou porque a probabilidade de o evento atingir intensidade muito forte saltou de 37% para 63% em apenas um mês. Caso esse cenário se confirme, o meteorologista afirma que o fenômeno poderá figurar entre os mais intensos já registrados desde o início das medições, em 1890.

Sul deve ter excesso de chuva

Os primeiros impactos já devem ser sentidos durante o inverno. A tendência é de aumento das chuvas na Região Sul, cenário que preocupa produtores que ainda precisam concluir a colheita de culturas de segunda safra.

“O produtor do Sul precisa ficar atento porque a chuva já começa a ganhar ritmo durante o inverno e pode prejudicar principalmente os trabalhos de colheita”, destacou.

O Paraná aparece como uma das áreas mais vulneráveis. Segundo Müller, o solo já apresenta elevados níveis de umidade e os acumulados previstos para as próximas semanas podem ultrapassar 200 milímetros em algumas regiões.

“Em uma semana, esse acumulado pode passar de 150 milímetros e chegar a 200 milímetros, prejudicando a colheita do milho segunda safra e também do feijão”, alertou.

Plantio da soja exige cautela

Se por um lado o Sul deve enfrentar excesso de chuva, parte do Centro-Oeste e do Sudeste pode conviver com atraso no retorno das precipitações durante a primavera.

Segundo o meteorologista, produtores que planejam iniciar a semeadura da safra de soja 2026/27 precisam acompanhar de perto a evolução do clima.

“A tendência é de atraso das chuvas e também de ondas de calor intensas, muito parecido com o que ocorreu em 2023. O produtor precisa ter cautela ao iniciar a semeadura”, afirmou.

A expectativa é que as chuvas ganhem força no Centro-Oeste e no Sudeste apenas entre o final de outubro e o início de novembro.

Calor, seca e impactos na logística

Além das mudanças no regime de chuvas, o El Niño também deve provocar temperaturas acima da média em grande parte da América do Sul.

Arthur Müller destaca que o fenômeno favorece a ocorrência de ondas de calor durante o inverno e a primavera, aumentando o risco de incêndios em diversas regiões do país.

No Norte e no Nordeste, o cenário é oposto ao observado no Sul. A previsão é de redução das chuvas e agravamento da estiagem ao longo do segundo semestre.

“O fenômeno deve diminuir as chuvas no Norte e no Nordeste, agravando o período seco e reduzindo os níveis dos rios da Amazônia”, explicou.

A situação preocupa especialmente os setores de logística e exportação. Com rios mais baixos, o transporte de cargas pelo chamado Arco Norte pode enfrentar dificuldades semelhantes às registradas durante a forte seca amazônica de 2023.

Frio e geadas no curto prazo

Enquanto os efeitos do El Niño se desenham para os próximos meses, o curto prazo segue marcado pela atuação de sistemas frontais sobre o Centro-Sul do país.

Nos próximos dias, a chuva continua intensa entre Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Na sequência, uma massa de ar frio avança pela Região Sul, aumentando o risco de geadas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina entre segunda (15) e terça-feira (16).

As temperaturas mínimas podem ficar abaixo dos 5°C em algumas áreas, mas o frio não deve avançar com a mesma intensidade para o Sudeste e o Centro-Oeste.

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Sustentabilidade

USDA e Conab confirmam supersafra de soja; oferta recorde pode limitar reação dos preços? Saiba o que esperar do mercado

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Foto: Pixabay

Os números divulgados nesta semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reforçam um cenário de crescimento da oferta global de soja. As novas estimativas apontam para safras robustas tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, ampliando a disponibilidade da oleaginosa e pressionando os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago. Com isso, as cotações se aproximaram de US$ 11 por bushel, menores níveis observados em cerca de quatro meses.

No Brasil, a combinação entre Chicago em queda e produtores retraídos reduziu o ritmo dos negócios. Mesmo com o dólar apresentando momentos de maior firmeza ao longo da semana, o movimento não foi suficiente para compensar a pressão exercida pelas cotações internacionais.

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USDA

O USDA manteve sua projeção para a safra norte-americana de 2026/27 em 120,7 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais seguem estimados em 8,44 milhões de toneladas. Em âmbito global, a produção mundial foi projetada em 441,34 milhões de toneladas, confirmando um cenário de ampla disponibilidade da commodity.

Para o Brasil, o órgão norte-americano manteve a previsão de uma safra de 180 milhões de toneladas em 2025/26 e indicou um potencial de 186 milhões de toneladas para 2026/27. Já a Argentina teve sua estimativa elevada para 50 milhões de toneladas.

Conab

A Conab também revisou para cima a produção brasileira. Segundo a estatal, a safra de soja deverá alcançar 180,25 milhões de toneladas em 2025/26, crescimento de 5,1% em relação ao ciclo anterior. O volume recorde deverá permitir exportações de 116,1 milhões de toneladas e um processamento doméstico de 61,58 milhões de toneladas.

O que esperar?

Diante desse cenário, a principal dúvida do mercado passa a ser o comportamento da demanda global, especialmente da China, principal compradora da soja brasileira. Enquanto a oferta segue crescendo, investidores e produtores acompanham se o consumo será capaz de absorver volumes cada vez maiores sem provocar novas quedas nos preços.

Com estoques elevados e projeções recordes de produção, o mercado da soja entra no segundo semestre sob pressão. A tendência é que os preços continuem sensíveis a qualquer mudança no clima, na demanda chinesa e no ritmo das exportações mundiais.

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