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14 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Arroz/BR: Colheita atinge 88,3% e se aproxima da conclusão no Brasil – MAIS SOJA

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Arroz: 88,3% colhido. No RS, a colheita se aproxima da finalização. O ritmo da operação tem sido moderado devido à alta umidade e chuvas pontuais, mas com boas produtividades dos grãos já colhidos.

Em SC, colheita quase concluída, com áreas remanescentes em maturação final, Em GO, há áreas irrigadas, menores que 50 hectares, em fase de maturação, enquanto a colheita nas áreas de tabuleiro já foi encerrada.

No MA, as lavouras estão em sua maioria nas fases de enchimento de grãos, maturação e
colheita, com poucas áreas em florescimento. Em TO, houve acamamento das plantas em algumas áreas devido as chuvas e aparecimento de brusone com o aumento da umidade. As lavouras predominam em estádio de maturação. No MT, com condições de clima favoráveis, tanto a colheita quanto o processo de maturação fisiológica das lavouras tiveram progresso significativo e a qualidade do grão colhido é muito boa.

No PR, 95% das áreas foram colhidas, estando as restantes em maturação e em boas condições.

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Fonte: Conab



 

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Autor:Conab

Site: Conab

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Agro Mato Grosso

BASF escolhe bancos para preparar IPO da Agricultural Solutions

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A BASF anunciou a contratação de Citi, Deutsche Bank, Goldman Sachs e J.P. Morgan como coordenadores globais da preparação da oferta pública inicial de ações da Agricultural Solutions. A companhia prevê alcançar prontidão para o IPO até meados de 2027 e planeja listar o negócio na Bolsa de Frankfurt.

A operação integra a estratégia “Winning Ways” da BASF. O plano prevê transformar a Agricultural Solutions em uma empresa agrícola independente, com atuação em proteção de cultivos, sementes, características genéticas, soluções biológicas e ferramentas digitais.

A separação jurídica e operacional do negócio segue em andamento. Cerca de 80% das operações globais da Agricultural Solutions já migraram para entidades jurídicas próprias. Essas estruturas utilizam um novo sistema de gestão empresarial específico para o setor agrícola.

Segundo a BASF, a mudança busca ampliar a capacidade de resposta às demandas dos mercados agrícolas, dar mais agilidade à operação e aproximar a empresa dos clientes. A Agricultural Solutions também desenvolve estruturas de governança e competências necessárias para uma companhia com ações negociadas em bolsa.

A BASF apresentará uma visão estratégica e operacional do negócio durante seu Capital Markets Day, marcado para 24 de novembro de 2026. Os quatro integrantes do conselho de administração da BASF Agricultural Solutions participarão do evento.

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A empresa ainda não decidiu pela execução do IPO nem definiu sua data. A decisão dependerá, entre outros fatores, das condições do mercado de capitais.

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Sustentabilidade

El Niño, dólar e geopolítica: os desafios da safra 26/27 de soja

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Foto: Pixabay

A margem da safra 2026/27 de soja está mais apertada para o produtor. Para Mauro Osaki, pesquisador do Cepea, três fatores devem ter peso importante no resultado financeiro da temporada: o comportamento do câmbio, os efeitos do El Niño sobre o clima e os impactos dos conflitos geopolíticos sobre os custos de produção.

“Poderíamos colocar esses três como os de maior peso hoje”, afirma.

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O câmbio aparece como uma das principais variáveis para a formação do preço da soja no mercado brasileiro. Hoje, a referência trabalhada pelo mercado está próxima de R$ 5,20, mas há projeções de R$ 5,30. Para o pesquisador, no entanto, a trajetória da moeda ainda está diretamente ligada ao cenário político e econômico após as eleições de outubro.

“Se for um governo mais austero, a tendência é que o mercado fique mais calmo. Agora, se continuar um governo perdulário e inconsequente, a taxa de câmbio pode explodir”, diz.

El Niño: o ‘calcanhar de Aquiles’ do produtor

Além do câmbio, o clima volta ao radar do produtor. O El Niño previsto para esta safra é apontado por Osaki como um dos principais riscos para a produção. “É o nosso calcanhar de Aquiles, a pedra no nosso sapato”, resume.

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Segundo o pesquisador, o comportamento do fenômeno pode ser diferente do observado em anos anteriores. A expectativa é de excesso de chuva no Sul e maior irregularidade no Centro-Oeste, o que aumenta o risco para a produção nacional.

O histórico também exige atenção. No ciclo 2015/16, um El Niño forte contribuiu para perdas no Centro-Oeste. Já em 2023/24, as altas temperaturas afetaram lavouras e provocaram problemas como a escaldadura. De acordo com Osaki, anos de El Niño costumam estar associados a perdas de 7% a 14% na produção. “Se o produtor tiver que replantar, esse custo vai se somar”, alerta.

Nesse cenário, uma das estratégias recomendadas por Osaki é evitar a concentração do plantio em um único período. “O produtor deve escalonar o plantio, para não deixar tudo concentrado numa época só”, afirma.

Diesel e fertilizantes também entram na conta

Outro ponto de atenção está no mercado internacional de energia. Os conflitos geopolíticos e os ataques a estruturas de refino aumentam a pressão sobre a oferta de derivados de petróleo, com reflexos principalmente sobre o diesel.

Para o produtor de soja, o momento é especialmente sensível porque o combustível é demandado em duas etapas importantes da safra. “São dois períodos de maior demanda: o plantio agora, e a colheita, de dezembro até março/abril”, explica Osaki.

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A pressão não fica restrita ao diesel. O mercado de enxofre e ácido sulfúrico também pode ser afetado, aumentando os custos de produção de fertilizantes fosfatados, como MAP, superfosfato triplo e superfosfato simples.

Com isso, a relação entre custo e preço da soja fica ainda mais importante para o produtor.

Em Sorriso (MT), por exemplo, a quantidade de soja necessária para cobrir o custo operacional efetivo deve passar de 52 para 56 sacas por hectare entre as safras 2025/26 e 2026/27. No oeste do Paraná, o indicador sobe de 41,8 para 45 sacas por hectare.

Conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custo de produção em Mato Grosso é estimado em R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21%. Já o ponto de equilíbrio avança 9,13%.

“É um ano com custo operacional efetivo e relação de troca bastante apertados”, resume o pesquisador.

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Plantio começa com ritmo acima do ano passado

A semeadura da soja 2026/27 já começou em algumas regiões. Paraná e São Paulo abriram o calendário em 1º de setembro. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, o plantio foi liberado em 7 de setembro. Mato Grosso do Sul inicia em 16 de setembro, Goiás em 25 de setembro e Minas Gerais e Distrito Federal em 1º de outubro.

Segundo dados apresentados por Osaki, o plantio da nova safra começou mais acelerado que a temporada anterior. Na semana em que os trabalhos em campo iniciaram, 0,05% da área projetada estava plantada. No mesmo período do ano passado, o índice era de 0,02%.

O avanço, porém, ocorre em um cenário de atenção com as condições climáticas. Enquanto Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul podem registrar volumes mais elevados, a regularização das chuvas no Matopiba é esperada apenas para novembro.

Consultorias projetam nova safra recorde

Mesmo com os riscos no radar, as primeiras projeções das consultorias privadas apontam para uma nova safra recorde de soja.

A StoneX estima produção de 183,5 milhões de toneladas. Já a Datagro trabalha com 185,6 milhões, enquanto a Hedgepoint tem uma projeção mais conservadora, de 181,7 milhões de toneladas.

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A primeira estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2026/27 está prevista somente para o começo de outubro.

Outubro será mês decisivo

É justamente a partir de outubro que o cenário deve começar a ficar mais claro para o produtor, de acordo com a avaliação do pesquisador odo Cepea. Ele aponta que o mês reúne três pontos importantes: o resultado das eleições, o avanço do plantio no Centro-Oeste diante das condições climáticas e a evolução do cenário internacional de combustíveis e fertilizantes.

Até lá, a orientação de Osaki é trabalhar com planejamento e evitar comprometer a margem antes de ter maior clareza sobre o mercado.

“O melhor que ele tem é fazer esse planejamento cadenciado, proteger ao máximo sua produção com as oportunidades que surgem no mercado, e não se comprometer tanto”, afirma.

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Com demanda enfraquecida, preços recuam – MAIS SOJA

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As cotações do milho voltaram a cair em parte das regiões acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias, com parte dos compradores brasileiros afastados da comercialização.

De acordo com o Centro de Pesquisas, esses agentes indicam que as compras realizadas anteriormente têm sido suficientes para a utilização no curto prazo.

Pesquisadores do Cepea destacam que a oferta mais restrita, por sua vez, limitou as quedas. Parte dos produtores domésticos restringe a oferta, atenta às condições climáticas nos próximos meses e à alta na paridade de exportação. Eles também estão focados nas atividades de campo, como a finalização da colheita da segunda safra 2025/26 e a semeadura da safra verão 2026/27.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Agro MT