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12 de junho de 2026

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Rombo de R$ 400 milhões leva ex-presidente à condição de réu

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A Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou réu o ex-presidente da Unimed Cuiabá, Rubens Carlos de Oliveira Junior, junto com outros cinco investigados por um esquema que teria causado prejuízo de R$ 400 milhões à cooperativa.

Ocultou dívidas e fez pagamentos suspeitos

Segundo as investigações, o grupo teria ocultado dívidas e realizado pagamentos suspeitos entre 2019 e 2023, distorcendo a real situação financeira da entidade.

Possível estelionato pesa na investigação

Os acusados vão responder por estelionato e lavagem de dinheiro — com exceção de Suzana Palma, denunciada apenas por estelionato.

A decisão aponta indícios suficientes de autoria e materialidade. Com isso, os réus serão citados para apresentar defesa, enquanto as investigações seguem em andamento.

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Agro Mato Grosso

Veja as tendências no agro; Calça jeans, bota e chapéu viraliza entre crossfiteiros MT

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🥾🤠👖Já imaginou fazer agachamentos, levantar peso ou encarar um treino intenso de crossfit usando bota, chapéu e calça jeans? O visual inspirado no universo agro tem chamado atenção nas redes sociais e ajudado a popularizar uma nova tendência entre praticantes da modalidade em diferentes regiões do país.

Vídeos que misturam exercícios de alta intensidade com roupas típicas de peões e cowboys acumulam milhares de visualizações e despertam a curiosidade de quem acompanha o esporte. Apesar da estética inusitada, a proposta vai além da roupa.

Um dos responsáveis por popularizar o movimento é o educador físico e empresário Zanca, de 36 anos, proprietário de academias de crossfit em Cuiabá e São Paulo. Conhecido nas redes sociais pelos vídeos usando chapéu, bota e calça jeans, ele afirma que a ideia surgiu durante uma competição da categoria elite.

Segundo Zanca, a escolha do visual foi uma forma de mostrar a sua essência para o público e se reposicionar dentro do cenário do crossfit.

“Queria levar a mensagem de Deus e reacender a essência do crossfit, que é se divertir, comunidade, amigos. Eu quis resgatar isso, mas não imaginava que tomaria essa proporção a nível nacional”, afirmou.

A imprensa, ele explicou que o uso das peças está mais relacionado à identidade pessoal e à produção de conteúdo do que à prática esportiva em si. Apesar da repercussão, Zanca destaca que a vestimenta não é recomendada para os treinos do dia a dia e tem caráter apenas estético.

Com participações em competições de crossfit em diferentes estados brasileiros, ele acredita que o sucesso dos vídeos está ligado à identificação do público com valores como amizade, diversão e senso de comunidade, características que, segundo ele, fazem parte da essência do esporte.

Zanca, coach de CrossFit e Performance, durante competições de crossfit — Foto: Reprodução/Redes sociais

Zanca, coach de CrossFit e Performance, durante competições de crossfit — Foto: Reprodução/Redes sociais

🤠📲Atletas seguem tendência

 

Atleta de crossfit Lucas Decio durante competição

Atleta de crossfit Lucas Decio durante competição

O fenômeno ganhou força nas redes sociais e fez com que cada vez mais praticantes adotassem a estética country em vídeos e eventos, transformando o visual de cowboy em uma das tendências mais comentadas do mundo fitness nos últimos meses.

Segundo Zanca, muitos de seus alunos passaram a incorporar elementos do estilo em gravações para as redes sociais e em competições da modalidade.

Para ele, a adesão aconteceu de forma espontânea, impulsionada pela identificação dos praticantes com a proposta de valorizar a comunidade do crossfit e a cultura ligada ao agro, que é forte em Mato Grosso.

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Polícia procura menor suspeito de balear militar da reserva na cabeça em Poconé

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Um sargento da reserva remunerada do Exército foi baleado na noite de quinta-feira (11), em Poconé, município localizado a 104 quilômetros de Cuiabá. Um adolescente de 16 anos é apontado pela polícia como responsável pelos disparos e segue foragido.

De acordo com as informações apuradas, o militar estava em sua residência quando recebeu uma ligação telefônica feita por um número atribuído ao adolescente. Durante a conversa, uma mulher pediu R$ 50 e informou que iria até o local buscar o dinheiro.

Pouco tempo depois, a mulher chegou ao imóvel. Ao abrir a porta para atendê-la, o sargento foi surpreendido pelo adolescente, que teria sacado uma arma de fogo e efetuado vários disparos em sua direção.

Mesmo ferido, o militar conseguiu correr para dentro da casa e fechar a porta. Segundo a ocorrência, o suspeito invadiu a residência ao pular o muro e perseguiu a vítima até um dos quartos, onde os dois entraram em luta corporal. Durante o confronto, novos tiros foram disparados antes de o adolescente fugir.

Após a ação, o sargento conseguiu pedir ajuda. Moradores da região arrombaram o portão da residência para prestar socorro até a chegada de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A vítima sofreu ferimentos na cabeça e no ombro esquerdo, além de uma fratura na clavícula. O estado de saúde não foi divulgado.

Imagens de câmeras de segurança ajudaram os policiais a identificar a movimentação dos envolvidos e um Renault Sandero vermelho utilizado na fuga. As gravações mostram a mulher se aproximando da residência e registram um clarão compatível com disparos de arma de fogo.

Durante as diligências, o veículo foi localizado em uma comunidade na região de Cangas. Conforme a investigação, a mãe do adolescente relatou aos policiais ter recebido uma ligação do filho, que afirmou ter atirado contra um policial e precisava de ajuda para esconder o carro.

A Polícia Civil também apura a participação de uma mulher de 38 anos, identificada como mãe do suspeito, que teria auxiliado na ocultação do veículo após o crime. Ela foi levada à delegacia para prestar esclarecimentos.

O automóvel foi apreendido e encaminhado para perícia. A arma utilizada no ataque ainda não foi encontrada. O caso é investigado como tentativa de homicídio e tentativa de roubo, e as buscas pelo adolescente continuam.

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Agro Mato Grosso

Fiscalização resgata 35 trabalhadores em situação análoga à escravidão em fazenda de MT

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Auditores-Fiscais do Trabalho resgataram 35 trabalhadores que estavam em situação análoga à escravidão em uma fazenda produtora de algodão na zona rural de Campo Novo do Parecis, a 402 km de Cuiabá. A operação começou no dia 8 de junho e foi concluída nesta sexta-feira (12).

Os trabalhadores eram de municípios do interior de Minas Gerais e haviam sido contratados para fazer o controle manual de plantas daninhas na lavoura.

Segundo a fiscalização, foram encontradas graves violações aos direitos dos trabalhadores, com condições degradantes de trabalho e moradia, além de restrições à liberdade de locomoção.

Trabalhadores resgatados em situação análoga a escravidão em fazenda de Mato Grosso — Foto: Reprodução

Trabalhadores resgatados em situação análoga a escravidão em fazenda de Mato Grosso — Foto: Reprodução

Ainda de acordo com os auditores, representantes da empresa dificultaram o acesso da equipe ao local onde os trabalhadores atuavam, o que atrasou o início das inspeções.

Os empregados estavam alojados em contêineres de aproximadamente 2,40 metros de largura por 6 metros de comprimento, onde chegavam a ficar até nove pessoas. Os alojamentos ficavam em uma área cercada por grades e arame farpado, sob vigilância constante.

Principais irregularidades apontadas pela fiscalização:

  • Trabalhadores alojados em contêineres superlotados;
  • Área dos alojamentos cercada por grades e arame farpado;
  • Exposição a agrotóxicos durante a jornada de trabalho;
  • Relatos de pulverização aérea próxima aos alojamentos;
  • Falta de equipamentos de proteção individual (EPIs);
  • Queixas de náuseas, falta de ar, irritação e queimaduras na pele;
  • Banheiros em condições precárias de higiene;
  • Falta de estrutura para lavar roupas usadas no trabalho;
  • Ausência de banheiros na área de cultivo;
  • Trabalhadores obrigados a fazer necessidades fisiológicas no campo;
  • Refeições feitas na lavoura, sem local adequado para alimentação;
  • Fornecimento de água sem copos individuais ou descartáveis.

A fiscalização também constatou que os trabalhadores estavam expostos a agrotóxicos. Segundo relatos à Superintendência Regional de Trabalho e Emprego (SRTE-MT), aeronaves realizavam pulverizações nas áreas de cultivo enquanto eles continuavam trabalhando. Houve ainda denúncias de aplicações realizadas próximo aos alojamentos.

Diversos trabalhadores relataram sintomas compatíveis com intoxicação por agrotóxicos, como náuseas, falta de ar, irritação e queimaduras na pele. A situação era agravada porque eles arrancavam plantas daninhas manualmente, sem o uso de equipamentos de proteção.

Próximo aos alojamentos, os auditores encontraram grande quantidade de moscas e forte cheiro de matéria orgânica em decomposição. Os banheiros apresentavam problemas de conservação e higiene, e o sistema de aquecimento de água era insuficiente para atender todos os trabalhadores.

Ao final da operação, a Auditoria-Fiscal do Trabalho formalizou o resgate dos 35 trabalhadores e garantiu o acesso às medidas de proteção previstas na legislação. Entre elas estão o pagamento das verbas trabalhistas devidas e a emissão das guias para solicitação do seguro-desemprego.

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Agro MT