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8 de junho de 2026

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STJ concede habeas corpus e manda soltar MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e dono da Choquei

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Decisão aponta ilegalidade no prazo da prisão temporária em investigação sobre esquema bilionário de lavagem de dinheiro

O ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu nesta quinta-feira (23) um habeas corpus para soltar da prisão MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei. 

Os três foram presos pela Polícia Federal (PF) no dia 15 deste mês, na Operação Narcofluxo, que investiga uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão.

Segundo as investigações, o esquema criminoso incluía tráfico internacional de drogas e bets ilegais, com a utilização de empresas de fachada, laranjas, criptomoedas e remessas ilegais ao exterior. 

Após a operação, a PF requereu que as prisões se tornassem preventivas, por um prazo de cinco dias, mas a primeira instância da Justiça acabou estendendo o prazo para 30 dias.

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Rio de Janeiro (RJ), 29/05/2025 - Polícia prende cantor MC Poze do Rodo no Rio de Janeiro.
Foto: MC Poze do Rodo/Instagram

Polícia prende cantor MC Poze do Rodo no Rio de Janeiro. Foto: MC Poze do Rodo/Instagram – MC Poze do Rodo/Instagram

Para o relator do caso no STJ, tal prazo maior é ilegal, uma vez que não havia sido solicitado pela autoridade policial. O ministro Azulay Neto concedeu o habeas corpus para a MC Ryan SP, com extensão para todos os investigados que se encontrassem na mesma situação.

“A consequência natural e jurídica desta decisão é a revogação da prisão, medida que decorre diretamente da própria decisão ao ser reconhecido o erro no prazo fixado para a prisão temporária”, disse a defesa de MC Ryan SP, em nota.

Ryan Santana dos Santos, de 25 anos, é um dos principais cantores do funk nacional, com músicas ocupando lugares de destaque nos streamings musicais e mais de 15 milhões de seguidores nas redes sociais.

Com ele, foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos, além de armas e um colar com uma imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar dentro de um mapa do estado de São Paulo.

Narcofluxo

De acordo com o delegado regional da Polícia Judiciária, Marcelo Maceiras, a Narcofluxo é desdobramento da Operação Narcobet, deflagrada no final do não passado.

“Ela mira uma estrutura de lavagem de dinheiro montada por uma associação de pessoas que desenhou um mecanismo financeiro para tornar legítimo o dinheiro de diversos tipos de crime, desde tráfico de drogas a operação de apostas e rifas online ilegais.”

Segundo as investigações, os envolvidos usavam um sistema para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos.

“O grupo reunia pessoas de visibilidade para fazer propaganda das empresas de apostas e rifas ilegais e movimentar dinheiro sem chamar a atenção de autoridades.”

Com Assessoria

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Pesquisadores de MT transformam cinzas de madeira em fertilizante para baratear produção

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Legenda – . Ensaios Laboratoriais com organomineral composto por cinza de biomassa desenvolvido através dos projetos apoiados pela FAPEMAT. – Créditos – Arquivo/pesquisadora

 

Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

Legenda – Produção de feijão-caupi utilizando organomineral à base de cinza de biomassa. – Créditos – Arquivo/pesquisadora

Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Com Assessoria 

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Com 68% das obras concluídas, maior ponte de MT vai acabar com travessia de 1 hora em balsa

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Estrutura milionária sobre o Rio Juruena, na MT-208, tem entrega prevista para o fim de 2026 e encurtará a rota para os portos do Norte em 400 km

As obras de construção da maior ponte de Mato Grosso, sobre o Rio Juruena na MT-208, já estão com 68% de execução. A previsão é que a obra seja completamente finalizada até o fim de 2026.

A ponte vai ligar os municípios de Cotriguaçu e Nova Bandeirantes, por meio do distrito de Japuranã. O investimento realizado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística nesta obra é de R$ 293,9 milhões.

Além da ponte, o Governo de Mato Grosso também está asfaltando 59 km da rodovia nos dois municípios e construiu mais três pontes, com 25, 30 e 50 metros de extensão.

A ponte sobre o Rio Juruena terá uma função estratégica para conectar a região Noroeste de Mato Grosso com a BR-163. Ela vai diminuir a distância entre Juruena e os portos da Região Norte em mais de 400 quilômetros.

“Esse será menos um obstáculo para o desenvolvimento de Mato Grosso, melhorando a qualidade de vida e o direito da população se locomover”, afirma o secretário da Sinfra, Marcelo de Oliveira.

Ela terá mais que o dobro da atual maior ponte de Mato Grosso, que tem 692 metros e fica entre Carlinda e Novo Mundo na MT-208/419. Como comparação, o tamanho dela é equivalente à distância entre o Colégio São Gonçalo e a Ponte Júlio Müller.

Com a construção da ponte não será mais preciso utilizar uma balsa que atualmente faz a travessia da balsa. O trajeto na embarcação dura um pouco menos de uma hora.

Com Assessoria

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Deputado estadual e desembargador são alvos da PF por suposta venda de sentenças judiciais

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Faissal Calil e o Dirceu dos Santos são alvos da Operação Gemini, que inclui suspeita de lavagem de dinheiro TJMT

O deputado estadual Faissal Calil (PL) e o desembargador afastado Dirceu dos Santos são alvos da Polícia Federal por suposta venda de sentenças. A PF deflagrou hoje (8) a Operação Gemini, para aprofundar investigações sobre suposto esquema de sentenças e por lavagem de dinheiro Tribunal de Justiça de Mato Grosso. 

Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar, busca pessoal e de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de investigados. Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro. 

A PF não informou se os casos investigados na Gemini têm alguma relação com os da Operação Ultimo Ratio, que foi um desdobramento das operações iniciadas a partir do indício de um esquema identificado no Tribunal de Justiça de Mato Grosso em 2024. 

A investigação primeira levou ao afastamento dos desembargadores João Ferreira Filho e Sebastião Moraes Filho. Eles são suspeitos de integrar uma organização criminosa operada pelo empresário Andreson de Oliveira Gonçalves. 

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