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24 de outubro de 2026

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Brasil busca acordo para evitar tarifa adicional de 25% dos EUA

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Imagem gerado por IA para o Canal Rural

O governo brasileiro intensificou as negociações com os Estados Unidos para evitar a adoção de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras. A medida foi recomendada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) após uma investigação que apontou supostas práticas comerciais consideradas desleais por parte do Brasil.

Segundo a avaliação do governo, ainda existe espaço para um acordo que seja mais vantajoso para ambos os países do que a imposição da sobretaxa. Entre os argumentos apresentados pelo Brasil está o fato de os Estados Unidos manterem superávit comercial na relação bilateral, além da baixa tarifa média aplicada pelo país aos produtos norte-americanos, atualmente estimada em 2,7%.

A recomendação do USTR foi divulgada na última semana e tem como base a Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Entre os pontos citados pelo órgão norte-americano está o Pix, que teria prejudicado empresas de pagamento dos EUA. O governo brasileiro, por sua vez, rejeitou os argumentos e classificou a iniciativa como uma tentativa de interferência em assuntos internos, além de enxergar um componente de protecionismo comercial.

Prazo

O Brasil trabalha agora com o prazo de 15 de julho para buscar uma solução negociada. A data foi estabelecida pelo USTR para uma definição sobre o caso, embora ainda exista a possibilidade de prorrogação.

Os negociadores brasileiros ganharam mais tempo após o fim do prazo inicial de 30 dias estabelecido depois do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizado em Washington no mês passado.

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Desafios nas conversas

Entre os principais obstáculos para um entendimento está o fato de os Estados Unidos conduzirem simultaneamente diversas negociações tarifárias com outros países, além de estarem envolvidos em conflitos internacionais no Oriente Médio.

O governo brasileiro também avalia a possibilidade de um novo encontro entre Lula e Trump durante a reunião do G7, prevista para ocorrer entre os dias 15 e 17 de junho, na França. Até o momento, porém, não há confirmação de uma reunião bilateral.

Outra dificuldade apontada por integrantes do governo é a amplitude das demandas norte-americanas, que frequentemente envolvem temas além da área comercial. O Brasil, entretanto, busca concentrar as negociações exclusivamente em questões tarifárias e comerciais, descartando a inclusão de temas como terras raras e reafirmando que o Pix não fará parte de qualquer acordo.

Tarifa global é vista como difícil de reverter

Enquanto busca evitar a sobretaxa de 25%, o governo considera pouco provável conseguir negociar a tarifa adicional de 10% a 12,5% aplicada pelos Estados Unidos a cerca de 60 países sob a justificativa de combate ao trabalho análogo à escravidão.

Na avaliação brasileira, essa cobrança tem caráter mais amplo e foi estruturada para substituir o chamado “tarifaço” anterior, derrubado pela Suprema Corte norte-americana. A medida atinge não apenas o Brasil, mas também parceiros históricos dos EUA, como Japão, União Europeia, Canadá, Índia e Argentina.

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Diante desse cenário, o governo aposta na continuidade das negociações para preservar o acesso dos produtos brasileiros ao mercado norte-americano e evitar impactos sobre o comércio bilateral.

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Saiba quais documentos serão aceitos para votar neste domingo

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Os eleitores que vão às urnas neste domingo (25) devem apresentar um documento oficial com foto para comprovar a identidade. A identificação pode ser feita com documentos físicos ou digitais, mesmo que estejam vencidos, desde que permitam reconhecer o eleitor.

Entre os documentos aceitos estão o e-Título, a carteira de identidade, a identidade social, o passaporte, a carteira profissional reconhecida por lei, o certificado de reservista, a carteira de trabalho física e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

As certidões de nascimento e de casamento não são aceitas como documentos de identificação para votar.

Votar sem título de eleitor: pode ou não pode?

É possível votar sem o título, desde que leve um documento oficial com foto válido para identificação.

Quem optar por utilizar apenas o e-Título, disponível para celulares Android e iOS, precisa verificar se o aplicativo contém a fotografia do eleitor. Caso contrário, será necessário apresentar outro documento oficial com foto.

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Boletim agrometeorológico prevê chuva no fim de semana no Rio Grande do Sul

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O tempo deve voltar a ficar instável em grande parte do Rio Grande do Sul no fim de semana, segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico 43/2026. A previsão foi divulgada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), nesta sexta-feira (23).

De acordo com o boletim, no sábado (24) e no domingo (25), a aproximação e a posterior passagem de um sistema de baixa pressão devem provocar novas áreas de instabilidade no estado. A previsão indica aumento da nebulosidade e ocorrência de chuva na maioria das regiões, com possibilidade de rajadas de vento pontuais.

Na segunda-feira (26), o sistema de baixa pressão começará a se afastar, com menor influência sobre o território gaúcho. Nesse cenário, a previsão é de chuva apenas na porção nordeste. Nas demais regiões, o tempo deve permanecer estável, sem chuva significativa.

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Entre terça-feira (27) e quarta-feira (28), a tendência é de estabilidade em praticamente todo o estado. Para esse período, o boletim indica ausência de chuva significativa na maior parte das regiões e leve declínio das temperaturas.

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O Boletim Integrado Agrometeorológico é atualizado semanalmente e reúne informações sobre a situação de diversas culturas e criações de animais no Rio Grande do Sul.

A previsão para os próximos dias no Rio Grande do Sul indica chuva em grande parte do estado no fim de semana, concentração das precipitações no nordeste na segunda-feira (26) e tempo estável entre terça-feira (27) e quarta-feira (28), com leve queda nas temperaturas.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Brasil deve importar até 10 milhões de toneladas de trigo em 2027, diz especialista

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A redução da produção brasileira de trigo e a maior dependência das importações estão entre os principais desafios para o abastecimento nacional no fechamento de 2026 e ao longo de 2027. O cenário foi discutido por especialistas no último dia da 33ª edição do Congresso Internacional da Indústria do Trigo, no Rio de Janeiro (RJ).

Promovido pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), a programação também debateu a importância da atuação regulatória de forma estratégica no setor.

No que se refere ao cenário externo, o diretor sênior de Originação e Trading de Trigo da Bunge Alimentos, Tito Marquetti Martinho estimou que o Brasil poderá importar entre 9,5 milhões e 10 milhões de toneladas de trigo no próximo ano.

“A combinação de menor volume produzido internamente e pior qualidade do cereal amplia a dependência do mercado externo e deve colocar à prova a capacidade portuária brasileira”, analisou.

Para esse crescente abastecimento interno, a Argentina permanecerá como principal fornecedora e, no cenário global, o conflito na região do Mar Negro continua como um dos principais fatores de incerteza para o mercado

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Produção nacional e abastecimento

O especialista em mercado de trigo Elcio Bento alertou para os efeitos da queda da produção brasileira sobre o abastecimento, diante da redução da oferta doméstica e da maior necessidade de importação. A produção nacional está estimada em 5,12 milhões de toneladas, recuo de 37% em relação ao período de referência apresentado, volume suficiente para atender a cerca de 36% do consumo brasileiro, exigindo mais aquisição externa.

“A disponibilidade de trigo de melhor qualidade também preocupa. Em São Paulo, a estimativa é de que apenas 70 mil a 80 mil toneladas da produção correspondam ao Tipo 1. No Paraná, onde cerca de 70% da colheita havia sido realizada no momento da análise, o volume de trigo Tipo 1 foi estimado em 500 mil a 600 mil toneladas”, ponderou.

A redução da oferta altera, de acordo com o especialista, o papel tradicional dos estados do Sul no abastecimento nacional. Nesse cenário, o Paraná passa de um excedente de 100 mil toneladas para um déficit de 1,85 milhão de toneladas. No Rio Grande do Sul, o excedente estimado em 4,07 milhões de toneladas se aproxima do equilíbrio entre oferta e demanda.

Contudo, a logística e a eficiência industrial ganham relevância na operação dos moinhos. “A logística favorecerá os moinhos bem-posicionados e preparados para receber o trigo importado. Já a moagem de trigos nacionais heterogêneos exigirá maior eficiência”, afirmou.

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